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quarta-feira, março 11, 2015

Mamã

Este filme canadiano não é bonito. Descreve-nos aquele tipo de realidades que existem, mas que preferimos fingir que não sabemos da sua existência. É um murro no estômago e faz-nos descer um bocadinho do nosso castelo altaneiro da moral social. Saí de sala de cinema mal disposto, meio nauseado, revoltado. A detestar todas aquelas personagens com o paternalismo típico de quem se arreda de situações feias e desagradáveis. O filme é mesmo bom.

17/20

O Hobbit: A Batalha dos 5 Exércitos

Claro está que se vi os outros dois filmes tinha de terminar de ver a sequela. Como sempre filmado com uma competência extraordinária e com efeitos especiais estupendos, esta filme não desilude nessa perspectiva. Mas fazer 3 filmes de «O Hobbit» pareceu-me excessivo e um bocado "ordenhar demasiado a vaca". Já não apresenta nada de novo e já aborrece.

14/20

The Hunger Games : A revolta (parte 1)

Apesar do filme (em relação aos outros) ter perdido algo em termos de acção, não deixa de ganhar em profundidade emocional. O filme sofre um pouco com o facto de ser a primeira parte do capítulo final, o que pode deixar-nos com a sensação de algo que não está completo, mas resulta em entretenimento garantido não obstante.

15/20

terça-feira, dezembro 30, 2014

Balanço de 2014

2015... de que é que estás à espera? Hum?

segunda-feira, dezembro 22, 2014

Exodus

O Christian Bale é um grande actor? É sim. O talento do Christian Bale chega para salvar o filme? Não. O filme é fraquinho? O filme é uma xaropada de três sem grande emoção e direcção. A história do Moisés já todos conhecem. E portanto, não há mais nada a dizer.

11/20

terça-feira, dezembro 02, 2014

Saint Laurent

Para que gastar 150 minutos com um argumento para 80 minutos? O filme teria ganho muito e o meu traseiro também. Quando estamos impacientes, o tempo de cadeira é sempre mais custoso. Para um biopic, falta a noção clara de quem era o personagem principal. Demasiado unilateral na visão. Pena.
10/20

O desaparecimento de Eleanor Rigby


Este filme tinha tudo para dar certo. Podia ter sido feito com um pouco mais de ritmo e ligação entre as diferentes fases dos personagens. O facto motor devia ter também ser de alguma forma subentendido de forma a não estarmos mergulhados no nada durante muito tempo. Assim foram longos minutos de espera pelo final que foi no mínimo... mínimo.
 
12/20

quarta-feira, novembro 26, 2014

Nightcrawler

A primeira coisa que tenho a dizer sob re este filme é que o Jake Gyllenhaal é mesmo muito bom actor. A segunda coisa é que os americanos são doidos. Uma história de ascenção apoiada pela morbidez humana. Provavelmente essa mesma morbidez também existe no nosso país. O filme essencialmente urbano é perturbador. Não é bonito. É até bastante feio. Mas é bom.
 
16/20

quinta-feira, novembro 20, 2014

Interstellar

Mixed feelings. Não posso dizer que o filme não esteja bem feito, não posso dizer que não existe um ação bem conduzida. Contudo, tal como o "Lucy" de Luc Besson, este filme aborda questões quase metafísicas e para lá da actual compreensão humana. Defender uma tese assim, necessita de um suporte visual que consiga mobilizar a capacidade do receptor de digerir a informação, por si só, muito densa. A solução encontrada não foi a melhor e o expectador desliga porque parece absurdo a utilização de algo que não compreende, a respeito de um assunto que se pretende credível. Não deixa por isso de ter ideias bastante interessantes.
 
13/20
 
 

segunda-feira, outubro 13, 2014

A boa mentira

A história que está por trás do filme é verídica (a guerra civil do Sudão e meninos que perderam as suas famílias e fugiram da guerra caminharam a pé 1600 km até aos campos de refugiados do Quénia). É o que basta para criar em nós uma grande simpatia para com o que estamos a ver. Mas acaba aí. Pelo menos para mim acabou. Não creio que os actores estejam a ser bem dirigidos e não creio que o argumento esteja feito de uma forma credível. As partes passadas em África são contudo muito contundentes. Pensei que ia ser mais profunda a experiência de ver este filme. Foi apenas mais ou menos.
 
13/20

terça-feira, outubro 07, 2014

Em parte Incerta

Fui ver o novo do David Fincher. Gostei mesmo muito. O argumento é estupendo e os desempenhos de acordo com o mesmo. É incrível quão retorcida é a história e mesmo quando já não é novidade continua a ser novidade a forma como os personagens interagem e nos provocam um aperto no peito.  Um desaparecimento? Um assassinato? Uma tragédia? Este filme não é para perder. 

18/20 

terça-feira, setembro 02, 2014

Dava tudo para estar cá

Toca já tudo a ir correr comprar bilhetes para ver o filme. O novo filme de Zach Braff que também é o protagonista principal do mesmo foi possível graças a uma iniciativa de crowd funding e ainda bem que alguém decidiu que valia a pena investir. O filme é apresentado como uma comédia dramática sobre amor e perda, mas é muito mais do que isso. É um filme sobre a importância da família, sobre expectativas, sobre a realização/estilhaçar de sonhos. Sobre a descoberta do que somos e a aceitação das diferenças. Amar é compreender. O argumento é divertido, muito inteligente e tem um alcance existencial profundo. 

18/20

sexta-feira, agosto 22, 2014

Lucy

Alguns mixed feelings. O ponto de partida filosófico é excelente, o ponto de vista científico tem alguns buracos e a forma como foi filmado é um exercício quase livre e doutrinário do realizador, mas com doses de acção eficiente a quebrar a dureza dos argumentos de partida. Aconselho toda  a gente a ver, obriga a pensar e isso é bom. É para ser visto como um filme de série B. Goste-se ou não se goste é um objecto muito interessante. 

15/20

quarta-feira, agosto 20, 2014

A Viagem dos 100 Passos

Que nervos me deu este filme. Um oportunidade perdida, desde o desperdício das localizações até ao desperdício do talento dos actores. A história é estupenda e estou certo de que o livro será maravilhoso, mas o filme tenta resolver um duas horas o que não é resolúvel sem saltos no argumento ou falta de densidade dramática. Não temos tempo para saborear nem os personagens, nem o enamoramento que deveria existir entre o actor principal e a comida e entre os protagonistas principais. É como comer um prato de "cuisine" mas sem sabor. Não é um filme fast-food, mas também não alimenta.

12/20 

Sex Tape - O nosso vídeo proibido

Que posso eu dizer? Blhác! Foi-me difícil rir. Não era suposto ser uma comédia?  10/20





terça-feira, julho 29, 2014

Snowpiercer - Expresso do amanhã

Duas coisas: Primeiro, o Chris Evans é um bom actor, e a pensar que ele só fazia apenas aquelas xaropadas da Marvel. Segundo, o filme tem uma profundidade existencial como poucas coisas que tenho visto ultimamente. Uma metáfora para a humanidade com pontos de vista que podem ser discutíveis, mas acerca dos quais somos forçados a pensar. Terceiro, a forma como o filme está filmado entre o noir e o manga, faz maravilhas ao filme. Para quem gosta de ficção científica ou filmes pós-apocalípticos, aconselho vivamente.

17/20

segunda-feira, julho 28, 2014

A imigrante

Um excelente filme de época bem conduzido com interpretações convincentes, em especial da actriz Marion Cotillard que nos tem habituado sempre a bons papéis. Não temos a sensação de ser um filme de época feito hoje. Ficamos no início do século no tempo em que dura o filme. Um bom documento para ilustrar e trazer à luz alguns dos fantasmas do passado dos EUA.
 
16/20

Terceira Pessoa

Depois do fantástico «Colisão», estava desejoso de ver este filme. A estrutura segue a mesma ideia nas três histórias interligadas, mas no caso é uma grande confusão. Trata-se  de um escritor que tem incapaz de sentir, escreve através das suas personagens, uma mãe a braços com a proibição de ver o filho e um homem solitário em Itália. No fim percebemos afinal o que estavamos a ver e o resultado é medíocre, percebemos que afinal não foi nada bem conseguido. É uma pena o desperdício do maravilhoso elenco.
 
11/20

O castelo em Itália

Neste filme quase familiar (onde a mãe da actriz principal também o é  na vida real) há uma grande percentagem de autobiografia. Talvez uma purga do que se passou na família no passado. Como já li algures e concordo, a fraqueza do filme é também a sua força. As famílias possuem o seu quê de desestruturadas, mas por outro lado um calor e uma intimidade que ultrapassa essa loucura. Sente-se ali o amor, o desamor e o desencanto da existência. Fazer as pazes com o passado é difícil e o desapego mais ainda.
 
15/20

Omar

Este filme, que vi por acaso, é uma maravilhosa história de amor vivida na primeira pessoa, mas também um documento muito preciso do que é a realidade nos territórios ocupados da Cisjordânia. O filme é uma surpresa até ao final, está muito bem construído e percebemos um pouco melhor o "sentir árabe". Fala-se da vida das pessoas normais, as que não são de grupos políticos e que têm de sobreviver no meio de toda aquela enormidade humana.
 
17/20