Senadora Diane Savino fala eloquentemente, como nunca ouvi, sobre o porquê de não haver razão para proibir o casamento gay. Precisamos de mais análises simples, ilustradas e fundamentadas sobre o que é o casamento e o que significa entrar nesse contrato.
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sexta-feira, outubro 10, 2014
quinta-feira, maio 30, 2013
Casamento gay em França
Não é esquisito que num país que se intitula como o berço da liberdade, igualdade e fratenidade, o primeiro casamento gay realizado em Montpellier tenha de ter uma forte escolta policial e um perímetro de segurança de 200 metros à volta da Câmara Municipal? Há coisas que me deixam realmente triste.
segunda-feira, maio 27, 2013
segunda-feira, novembro 28, 2011
quinta-feira, dezembro 16, 2010
segunda-feira, junho 07, 2010
1º Casamento Homossexual
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A esta hora a Paula Bobone deve estar a perguntar-se porque é que não foi convidada para organizar o evento depois de ter escrito «Cara-metade: o casamento finalmente correcto» com sugestões para um casamento chique. :-p
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Casamento Homossexual - O início
E começou o processo. Hoje o Parlamento aprovou. Agora serão uns bons 8 meses até que a lei esteja pronta para ser aplicada. Não creio que vá ser fácil a transição. Mas alguém terá de sofrer os primeiros impactos. Digo isto porque não me esqueço nunca dos «brandos costumes». O português é alguém que não se importa muito abertamente com uma questão até que ela lhe bata a porta. Antes disso pode fazer comentários em ambientes protegidos, fruto de alguma cobardia ou deixa andar. Depois também não somos, no geral, particularmente instruídos, inovadores ou progressistas. Tenho receio da tacanhice e do medo. Percebo que há pessoas que têm efectivamente medo da homossexualidade, e por isso reagem com agressividade ou violência ou apenas estupidez natural.
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Como será quando os casais homossexuais expressarem livremente o seu afecto em público? Estão casados. Reconhecidos pelo Estado. É legítimo. Não creio que a resposta vá ser animadora nos primeiros anos. Tem de se ter coragem. Muita gente nos séculos anteriores ao nosso tiveram a coragem de se expor para que hoje os seus semelhantes podessem usufruir de direitos fundamentais. É o mínimo que se pode fazer. Ter coragem.
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terça-feira, novembro 03, 2009
Quando preconceito se transforma em ódio...
Estava hoje a ler no Sapo uma notícia sobre a continua pressão dos socialistas católicos para que se realize o referendo ao Casamento Gay, quando comecei a reparar nos comentários. É curioso que, regral geral, ninguém dá o seu nome quando fala disto. É tudo dito na cobardia de um "nick", mas pior um pouco é perceber como o preconceito se pode tornar em ódio. Não compreendo o ódio com base em características como raça, religião, orientação sexual, etc. E sinto-me envergonhado pela boçalidade expressa nos comentários à notícia, dos quais em seguida apresento alguns exemplos. O povo português (com as devidas excepções) é mesmo um povinho.
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«Temos que ser corajosos para defenir exatamente o que é normal e o que que é anormal, e muito sinceramente acho que dois homens ou duas mulheres casaem, é anormal.»
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«E o dicionário, não vai ter que ser alterado também? Fui comprar um casal de rolas, e trouxe um rolo e uma rola. No futuro corro o risco de pedir um casal de leitões e venderem-me dois machos? A quem vou reclamar?»
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«Casamentos de pessoas do mesmo sexo é contra-natura, até na física forças do mesmo polo se repelem. Deixemo-nos nós de modernices e paneleirices. Quem quiser viver com pessoas do mesmo sexo que vá para as Berlengas ou outra ilha, multipliquem-se e reproduzam-se lá!!! Nem os animais que são irracionais, em situações normais, procuram o seu semelhante do mesmo sexo, quanto mais o homem que se diz racional!!!»
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«Na Suíça e em França há o PACS. É uma espécie de contrato celebrado entre homossexuais para protecção dos direitos de ambos. Isso acho justo, mas casamento é para heterossexuais. Não misturem as coisas!»
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«se não houver Referendo Nacional,àcerca dessa aberração,,saírei do PS entregarei o meu cartão de militante,,e atrás de mim virão muitas centenas de militantes.Isto é um País católico,não é Leninista, Bolchevista nem Estalinista.»
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«Ena pá, o 25 de Abril serviu para criar pessoas mentalmente disfuncionais hehehehe, será isso parecido com aberrações rsrsrsrsrsrs!!!!!!!! Já agora os rabetas que vão para os paises que praticam o islão e exigam o casamento entre rabetas e no dia seguinte nao acordam mais hehehehe»
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«Depois de adoptado, o filho vê o pai a urinar e diz...que p.i.l.a tão grande...e o pai responde...ainda tu não vista a da tua mãe..»
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«Os Homo são doentes da cabeça de cima e ando eu a descontar os meus imposto para estes doente MENTAIS»
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«sou casado (normal) e não quero que o meu casamento seja equiparado aos homosexuais...arranjem outro nome para esse contrato, mas não casamento!»
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sábado, outubro 24, 2009
Referendo ao casamento gay? Referendar direitos?
Foi noticiado hoje que os socialistas católicos querem um referendo sobre o casamento homossexual. Dizem que todos os portugueses devem poder decidir. Desde quando é que os direitos fundamentais devem ir a referendo?! Isto é tão escandaloso como não deixarem as mulheres votar em alguns países islâmicos. Também deve ir a referendo o direito de elas poderem decidir sobre o futuro do país do qual fazem parte?
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Estou tão cansado, mas tão cansado destes argumentos estafados (para não dizer um palavrão). Porra dos católicos. Mas quem é esta gente? Preocupem-se mais com evitar os abusos sexuais por parte do seu clero a miúdos indefesos. Preocupem-se com as suas vidas.
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É um direito fun-da-men-tal! O matrimónio é um direito civil. Ninguém quer casar pela igreja. O casamento, infelizmente, traz uma quantidade de benefícios entre casais que não se conseguem de outra forma. Para mais o nosso Estado é laico. Será que os socialistas católicos sabem o quer dizer Estado laico?
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E o argumento dos Bispos de que o casamento homossexual é um erro numa altura em que a natalidade está tão baixa e que há cada vez menos casamentos dá-me vontade de rir, mas para não chorar. Eu, se não casar com um homem, não o vou fazer com uma mulher. Ainda estão na fase em que a homossexualidade se cura? E dizem que a pobreza e o desemprego são prioridades mais importantes, mas permitir o casamento homossexual impede alguma destas coisas? São de uma desonestidade intelectual impressionante.
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A homossexualidade existe e não são 14 pessoas, são milhares, muitos milhares que em Portugal contribuem com impostos, com trabalho, como qualquer pessoa. Se eu tenho obrigações como qualquer pessoa quero ter os mesmos direitos de qualquer pessoa. É muito difícil esta equação? Eu não sei se quero casar. Mas quero ser eu a decidir se o vou fazer ou não. Quero que dizer 'não' seja uma escolha e não uma imposição. Não sou escravo de ninguém. Não sou propriedade de ninguém. Não é um católico que me vai dizer o que eu posso ou não posso fazer. O catolicismo é a religião com mais sangue agarrado às unhas, é a religião que cometeu mais atrocidades e continua a cometer, que moral têm? Quem é esta gente? É só o que me ocorre.
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quarta-feira, junho 18, 2008
Fico humilde perante amores destes
Phyllis Lyon e Del Martin conheceram-se em 1951 quando foram trabalhar para a mesma revista, começaram a viver juntas em 1953. Foram despedidas, 'massacradas' pela homofobia vigente, mas a sociedade repressiva dos anos 50 não foi suficiente para as separar. 55 anos depois de tudo ter começado, são o primeiro casal do mesmo sexo a casar-se legalmente na Califórnia. Não consigo imaginar o que é passar 55 anos ao lado de alguém, mas sinto uma enorme humildade perante um amor que duas octagenárias partilham ao ponto de ainda se quererem casar uma com a outra. Os meus parabéns às duas.
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