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segunda-feira, dezembro 29, 2014

A Conga

A Conga é uma festa de inspiração gay, onde (logicamente) se encontram muitos gays e respectivos amigos e amigas (fag hags). Eu adoro dançar. Por isso vou à Conga, onde ainda passa música com voz, mais ou menos alternativa, por DJs mais ou menos alternativos. Algumas são maravilhosas de boas e outras nem por isso. Mas vou a quase todas porque gosto de me divertir, o que até consigo fazer sozinho se a música estiver boa (sou aquele rapaz de olhos fechados e com um sorriso na cara a dançar como se estivesse muito feliz, o que é verdade). Se tiver acompanhado com amigos que gostem de dançar e com quem tenho confiança. Quem está à volta pode assistir a muita interacção e muito "roce".

Estive a ler um post de um blogger que também esteve na Conga (sim Namorado, és tu. Foi cool poder dar-te um abraço) e fiquei com a mesma sensação que tenho quando gays vão a discotecas ou festas gay.  Quando fazem o resumo da noite o tema é sempre o pessoal nos engates, as cenas provocantes, quem desprezou quem, quem beijou quem, a idade de quem estava, o sexo em lugares mais ou menos visíveis, etc. 

Eu fui. Vi várias pessoas.Vi fantasmas do passado. Vi gente que não via há muito tempo vi gente que vi na semana passada e fiz o que fui lá fazer. Dançar. Nem vi o espectáculo das Drag Queens porque não acho piada aos espectáculos. Aproveito para beber ou para para ficar na conversa. Depois volto a dançar. Se a música está boa fico até ao fim. Se está má fico até às 3h e vou para casa. A Conga ainda é o único sítio onde consigo dançar com gosto (bom, as festas da Checkpoint também, mas como ninguém dança, acabo por dar nas vistas e vêm sempre pedir-me droga). 

Fui ao Lux no dia 19 para ver o Vibe e a música estava tão má que só dava para mexer como se eu tivesse tomado Valium. Vim para casa às 3h. O Construction é a coisa mais azeiteira desta vida. Só me apanham lá em aniversários de pessoas importantes (que têm esse defeito, gostar de pepineira). O Trumps tem piada, mas começou a banalizar um bocado a música e há que ter sorte. As discotecas onde vou com amigas hetero, são para "inglês ver". A noite está um bocado seca. Que saudade dos aos 90. Quem tem a minha idade sabe como era bom. Quem está nos 20s nunca vai saber. Não havia youtube, nem whatsapp e afins. Por isso as pessoas dançavam, não ficavam a a noite agarradas a um telemóvel ou faziam por se divertir (agora não se esforçam muito porque têm sempre o Facebook para se entreterem).

Fui à Conga e sai de lá de corpinho exercitado. Dormi como um anjo. E lembro-me de algumas pessoas a beijarem-se na boca, mas acho tudo normal. O meu irmão também beijava a minha cunhada na rua. E os meus amigos hetero também se beijam nas discotecas. De resto, tirando o facto que uns gajos pastilhados me entornaram uma garrafa de agua fria nas costas a noite esteve sempre de me aquecer o coração.

Venham mais Congas com a mesma música. O Silvestre sai para se divertir.Quem estiver no mesmo espírito, que se junte na próxima. Eu serei fácil de identificar :-p




segunda-feira, outubro 27, 2014

Contemporânea...resolvi ter aulas.

 
Estou a achar piada à parte em que não tenho de fazer chão. Os exercícios de chão são os que me dão a sensação de não estar a fluir, mas até agora, no final do primeiro mês, o saldo é muito  positivo.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Shelters

 
Fui ver este espetáculo no sábado. Vale sempre a pena ver um espetáculo de dança. No caso, dividindo o espetáculo em três terços, posso dizer que a terceira parte foi muito boa. A segunda foi sofrível e a primeira foi normal. Não gosto quando na dança não se vê a música. Gosto da ideia de poder tapar os ouvidos e seguir a música por imagens ou por expressão. No caso não foi possível nesse segundo momento. Mas é sempre bom ver dança (fala o bailarino frustrado :-p )...

terça-feira, junho 04, 2013

Sagração da Primavera (Olga Roriz)

Antes de mais tenho de comentar a brilhante interpretação da bailarina Paulina Santos. A entrega e a técnica expressas foram avassaladoras. A cenografia estava também muito bonita. Gostei muito. Posto isto, senti que a peça ficou curta perante a minha expectativa. Não senti o elemento "ritual" da música de Stravinsky na coreografia apresentada e achei que a mesma estava muito colada a Pina Bausch. Sei que Olga Roriz é uma feroz admiradora de Pina Bausch, mas queria ver mais Olga e menos Pina. Outros poderão ter uma opinião diferente, mas foi o que me fez sentir.

As canções que você dançou para mim (focus)

O que dá em ver um peça através do Youtube, sem som, antes de comprar o bilhete é que não se percebe que a banda sonora são só músicas do Roberto Carlos. Aqui há um problema, eu não gosto do Roberto Carlos. Fora isto o espetáculo parte de ideias muito simples que, às vezes, são quase pueris e por isso nos deixam uma sensação muito boa. A cena dos amantes é maravilhosa. O mais engraçado de tudo é que conheci parte desta companhia em Lisboa e fomos todos para os copos durante dois dias no Bairro.

Céu na boca (Quasar)

 
Vi-os no Porto. Há muito que não via uma peça de dança e estava mesmo a precisar deste «Céu na Boca». O espetáculo é muito orgânico e transmite tudo o que deveria transmitir: a evolução do homem e os opostos do ser humano. Ansioso por ver outros trabalhos e saber se é só um golpe de sorte.

domingo, dezembro 23, 2012

Tu és mesmo assim?

Ontem depois de muito tempo sem o fazer saí para dançar. Não sei o que se passa, mas os amigos agora andam todos em jantares ou já não gostam de sair e dei por mim sozinho no bairro a ver se via passar alguém. Sabia que havia  a festa no Teatro do Bairro e pelo menos aí ia encontrar 1 ou 2 pessoas conhecidas, mais não fosse para conversar. Depois da melhor caipiroska de Lisboa no Fiéis, segui para a festa, que incialmente esteve morna, e comecei a dançar. Estive com um amigo que gosta de dançar, mas uma boa parte do tempo estive sozinho. Em especial no set do DJ António Almada que é do melhor que aí anda. Libertei as tensões do mês inteiro e senti-me em êxtase. Estava na minha a dançar como se a música fosse a única coisa que existisse. Fui abordado por uma rapariga que me perguntou se eu era mesmo assim ou se tinha tomado drogas. Estava a observar-me havia algum tempo e ficou na dúvida. Na pista de dança não uso substâncias para lá de um ocasional sumo de laranja. Saí da festa tão feliz que hoje nem precisei de despertador. O meu cérebro despertou sozinho depois de 7h de sono. E continuo bem disposto. Muito bem disposto.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Enfant de Boris Charmatz



Fui ver na 5a feira passada na Culturgest. Animou-me muito a ideia de partida de fazer um bailado em que um grupo de crianças funciona como matéria moldável/manipulável utilizada por um grupo de bailarinos adultos na sua expressão corporal. Estava à espera de algo diferente, sabendo que a dança contemporânea tem seguido os caminhos da expressão corporal (mais que movimento harmónico) e do cruzamento de disciplinas artíistiscas (inclusão de voz, percurssão corporal, etc). Os primeiros 25 minutos foram muito bons. O ínicio ofereceu quase um espetáculo de marionetas humanas com uma qualidade de movimento orgânico e cru extraordinária. Quando entram as crianças como matéria inanimada é um momento muito interessante, mas ao fim dos 25 minutos de que falei começamos a sentir a repetição. Foi o que senti até ao final, repetição. Estava à espera que a obra seguisse em frente até um climax e tal não acontece. De facto a ideia base é muito simples «a imprevisibilidade do sujeito criança e a inversão de papéis entre controlador e controlado». Isto explica-se em 30 minutos de obra, ou então tem de se levar a um outro nível para não se tornar aborrecido pela manutenção do mesmo movimento ad nauseum.

quinta-feira, maio 19, 2011

Dancing...

I like my beat fast and my bass low.

segunda-feira, setembro 13, 2010

A resposta.

Ontem no casamento alguém me dizia. «Epá tu danças a sério, contigo é mesmo para mexer os músculos todos». E eu respondi de volta «1974, geração de 1974». Na minha adolescência, o que eu ouvia e via eram músicas/vídeos como este «Miss you much» da Janet Jackson. Quem gostava da Janet, da Paula, do Michael, da Madonna, Bobby Brown, Technotronic, etc. queria era dançar e ser feliz. Eu ainda quero. Habituei-me.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Os corpos que dançam (suspiro)

So you think you can dance - Season 7 (americana)

sexta-feira, julho 09, 2010

Momentum - Mayumana



Momentum foi dos 3 espetáculos que já vi pelos Mayumana, aquele que mais gostei. É uma extraordinária hora e meia de dança, percussão, efeitos cénicos pertinentes, boa música, boa disposição e muito bom astral.
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Em tempos achei que tinham algumas semelhanças aos Stomp, hoje percebi que se distanciaram imenso desse modelo criando um objecto mais interessante e diversificado. Muito bom, para dizer o mínimo. Está no casino de Lisboa até 18 de Julho.

domingo, maio 30, 2010

Insane in the brain.


Vi ontem o espectáculo Insane in the Brain pela Bounce Street Dance Company (Beto, obrigado mais uma vez). Tive sentimentos mistos durante a peça, mas passo a explicar.
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Gostei imenso da encenação, a estrutura, o argumento (que recria a história do filme Voando sobre um Ninho de Cucos) e a banda sonora. O que me deixou surpreso é que o espectáculo é apresentado como sendo de Hip Hop e Street Dance e foi aí mesmo que o achei mais fraco, no Hip Hop. As coreografias que remetiam para dança contemporânea foram extraordinárias, as de Hip Hop foram fraquitas. Os bailarinos que só dançavam Hip Hop não tinham "power" suficiente. Curiosamente foram os bailarinos com treino clássico (porque se nota quem o tem) que deram mais força ao Hip Hip.
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Fora a questão do Hip Hop, a cenografia é tão interessante, a forma como a história é contada é tão teatralizada, o espectáculo entretem sem dúvida. E saí-se com uma sensação de que se viram coisas muito boas, dá para esquecer algumas cenas de coreografia street menos conseguida. A cena das camas fica na memória e não há mais nada.

sábado, maio 29, 2010

O que se pode fazer com um corpo? Dançar magistralmente...

Make you feel my love - Complexions Contemporary Ballet

terça-feira, maio 04, 2010

quinta-feira, abril 29, 2010

Hoje é o Dia Mundial da Dança

Para comemorar este dia resolvi incluir 5 coreografias que gostaria muito de ter dançado do meu favoritíssimo programa So You Think You Can Dance.

domingo, abril 11, 2010

É por isto que gosto tanto de dança? É, sim.

Em particular a secção que vai dos 1.20 aos 1.40 minutos deixa-me siderado. A metáfora do gesto em conjunção com a letra da música nesse particular momento. A beleza que vejo em determinadas coisas faz-me ter vontade de fazer parte de uma conjun0tura de beleza, faz-me ter vontade de ser melhor porque há pessoas que conseguem criar e fazer sentir coisas espantosas. Inspira-me a fazer fazer sentir. Inspira-me. Deixam-me em extasiado e humilde.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Feeling dancey today :-)

Let me think about it - Fedde Le Grand ft. Ida Corr (club mix)

segunda-feira, agosto 25, 2008

Trimurti (Três Rostos)

Este sábado fui ver um espetáculo de dança indiana no CCB. Existem 8 tipos de dança na Índia, sendo que o protagonizado pela bailarina Terikavalli é o mais antigo. O bailado em questão chama-se Trimurti (o equivalente à Sagrada Trindade para os cristãos) .
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A dança altamente ritualística é de uma minuciosidade no gesto e de uma expressividade símbólica impressionantes. Sabe bem sair da «casca» da ocidentalidade e aprender outras formas de viver o mesmo mundo.

domingo, junho 01, 2008

Bahok - Akram Khan

Se a dança da Pina Bausch pode ser considerada visceral e decomposta, a de Akram Khan será muscular, cheia e de uma beleza fluida.

E se de repente um determinado lugar no mundo fosse uma Torre de Babel? Nada melhor que um aeroporto para servir de metáfora, um lugar onde ninguém pertence, onde quase toda a gente é estrangeira. E nessa situação? Quem somos? No limite o que transportamos connosco? A importância da nossa origem torna-se mais premente que qualquer outra coisa.

A ideia de um lar, as nossas memórias e o corpo que as transporta é a base desta incrível peça de nome Bahok, que também é filosófica. Muito provavelmente tem o melhor primeiro terço de espetáculo que já vi nos últimos anos. Acaba muito bem. Venha o próximo espetáculo. Não o conhecia, por isso, muito prazer Sr. Akram Khan.