Tinha eu uns 12 anos e o meu irmão tinha 18, a minha mãe andava sempre com a cabeça feita em água com os nossos desastres e exigência, e ainda as exigências do meu pai. Era difícil ser uma mulher numa casa com 3 homens que lhe eram contrários à sua ideia de como estar na casa e na família (ela era uma espécie de escrava porque nessa altura eu rebelei-me por o meu pai e o meu irmão não fazerem nada em casa e eu também deixei de fazer). Um dia ela deixou de anadr irritada. Quando acontecia alguma coisa dizia «olha ali em cima da porta da cozinha, vês o cartaz?» Não havia oviamente nada, mas ela criou um cartaz imaginário que dizia «se eu quiser não me ralo». A verdade é que se deixou de ralar e a fazer a parte que lhe competia e quando nós não cumpriamos com a nossa e reclamávamos e ela ria-se. Estou nesse momento. Inaugurei o meu cartaz esta segunda feira. Não faço puto ideia onde é que isto me vai levar, mas não me ralo. A ver se a cola do cartaz aguenta por cima da porta do edificio onde trabalho.
sexta-feira, novembro 09, 2012
Cor-de-laranja
Hoje estoy com um casaco cor-de-laranja, um cachecol com riscas laranjas e uma sweat laranja esbatido. Estive para meter uns ténis da mesma cor, mas achei que já era demais. Para os hindus e para os budistas esta é uma cor muito importante que traz energia à nossa vida. Num dia tão cinzento como o de hoje e comigo resfriado eu estava mesmo a precisar de uma dose extra de boa disposição. De facto a cor deixa-me bem disposto. Diz-se também que esta cor é o símbolo cromático do pecado da gula. Deve ser por isso que me identifico tanto com ela.
quinta-feira, novembro 08, 2012
A eterna Sophia
Nunca mais amarei quem não possa viver
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
Sophia de Mello Breyner Andresen
O puto cá do trabalho
Há um puto cá no trabalho, com os seus 24/25 anos, que se veste super bem. Tem um estilo meio 70's cruzado com desportivo que é um espetáculo (ele tem um bocado cara de Woody Allen, mas o estilo ninguém lhe tira). Já tive para lhe perguntar onde é que ele compra a roupa, mas hoje percebi que também o faz nos mesmos sítios que eu, trazia um casaco aos quadrados igual ao último que comprei nuns megasaldos da Zara. Cool...
quarta-feira, novembro 07, 2012
Morder-te o Coração
Comprei este livro porque sim. A capa era feia mas o título chamou-me à atenção. Pareceu-me que seria algo de visceral, vulcânico. Comecei a lê-lo e não gostei minimamente do tom. Pensei que a autora era outra "menina-autora dada a romances escritos com palavras giras pseudo-intelectuais". É um livro rápido na leitura e o estar no metro fez-me continuar e entrei, finalmente, no lugar maravilhoso que é este livro. Tinha-me enganado. Todavia este livro não é vulcânico, é antes uma tempestade de neve num terreno rochoso. Triste e frio, e muito bonito porque o vemos de fora. É uma viagem ao inferno das melancolias interiores. Lê-se sofrimento como uma peça de música clássica. O adágio de Samuel Barber seria uma boa banda sonora. Patrícia Reis merece todo o meu respeito. Dos 5 autores portugueses que li este ano, está certamente no pódio. Novidades da treta
Agarrei no meu tear da ciclo preparatório e comecei a fazer um gorro de lã para usar no Inverno. Já fiz 5 cachecóis há uns anos atrás. Não deve ser muito diferente
terça-feira, novembro 06, 2012
Viver com a corda no pescoço
Volta e meia vou ao blogue de Sandra que costumava escrever as aventuras do seu cão rafeiro, o Urso. Eu adorava. Há para aí 2 anos o filho desenvolveu uma leucemia rara e ela desapareceu do espaço virtual... bom, mais ou menos. Passou a dedicar-se a outro blogue que é um diário da doença do filho. Volta e meia vou lá espreitar. A última vez fiquei muito contente. O puto tinha arranjado um dador e a coisa ia bem. Hoje voltei lá. A coisa não está bem. O miúdo está a sofrer e depois de 2 anos disto está a dar sinais de cansaço. Ela imparável faz todo o possível para dar o máximo de felicidade ao filho, mas os recursos financeiros começam a escassear com as despesas da doença. O nosso Governo também quer cortar nas despesas com doentes de cancro. Vão-se os anéis e ficam-se os dedos. O João será esses dedos que têm de ficar a todo o custo. Não consigo imaginar o que é viver todos os dias a necessitar de ter esperança, a ter de lutar como uma loba por ela e pela sua cria. Só espero que a Sandra consiga. Na minha cabeça não faz sentido que aquela família se desmembre, pais e filho. Eles adoram-se e onde há tanto amor não devia haver cisões. Bem cá do fundo estou a torcer pelo João. Eu também sou dador de medula óssea e um dos meus sonhos é um dia poder salvar a vida de alguém. Não posso salvar a do João, mas posso voltar a alertar para a importância de ser dador. Quem chegou até aqui, se ainda não é dador, então que procure a forma de o ser em Portugal. É fácil Google it.
O espelho da minha casa de banho
Este espelho na foto faz parte da minha casa de banho. Há dois anos atrás fui obrigado a "abandonar" uma relação com aquele que era o amor da minha vida (parece piroso, mas é assim que o sinto). Dois dias depois, porque estava meio em estado de choque e porque resolvi deixar de ser um herói romântico ao estilo da Disney (coisa a que estava habituado desde o início da minha vida amorosa), porque tive a oportunidade, resolvi "ser moderno" e pela primeira vez ter um 'one night stand'. Foi esquisito e diferente, uma coisa apenas sexual com alguém boa onda e já está. As expectativas eram zero e isso a uma sensação foi estupenda. Era uma situação segura. Uma pessoa de fora, residente em Espanha, terminava e acabava. Não senti nada de especial por ele, mas era divertido, conversador e enérgico. Pensei que ia para Espanha e não ouvia falar mais dele. Bom, ele também me achou divertido, conversador e enérgico. Telefonou-me. Convidou-me para ir à cidade dele no fim de semana seguinte. Fui. Foi tudo super divertido. Convidei-o para me encontrar na casa do Algarve no fim de semana posterior. Era tudo muito fácil e simples. Ríamos imenso, gostávamos de coisas idênticas, o sexo funcionava. Achei que estava a ter um caso. Uma coisa inconsequente que terminava quando assim tivesse de ser e isso era refrescante. Por ser espanhol, acho que nunca lhe dei muito crédito. Tenho este preconceito de que os espanhóis são muito volúveis (putas). Mês e meio depois disse-me que eramos 'novíos'. Eu senti um calafrio na barriga. De repente é que me caiu a ficha. Afinal tinha acabado com o Ex e estava metido noutra relação. Não tenho emenda, estou sempre metido em relações (apesar desta ser um acaso total. Não a escolhi, foi acontecendo). Admiti que éramos 'novíos' mas sempre à espera de quando é que a coisa ia quebrar. Por ser uma relação à distância, vivida aos fins-de-semana, disse para mim mesmo que isto não durava (e ele espanhol ainda por cima). Nunca tive expectativas e continuo a não ter. Mas dois anos depois tenho, pelo menos, de lhe dar crédito. Já não é tudo fácil e simples (conhecemo-nos bem demais para isso) e, às vezes, é complicado. Mas continuamos a conseguir fazer o outro sentir-se especial. No meio da confusão que às vezes se torna esta relação, há um gesto e/ou um olhar perfeitamente puro que faz tudo valer a pena. Às vezes temos vontade de dar uma marretada na cabeça um do outro. Mas isto faz sentido. E gostamos um do outro. Não somos de longe nem de perto o "estereotipo de homem ideal" do outro. Mas até que dure esta sensação de que este errado é tão certo, estamos para "as curvas". Nunca tinha falado dele aqui no blogue, sempre achei que esta relação estava a prazo e a realidade é que está, mas não sabemos a duração do mesmo. Quem sabe? A única certeza que temos é que quando nascemos começamos a morrer. Tudo o que nasce morre e ninguém passa a vida a pensar nisso. Até lá que sejam comprados muitos batons na loja do chinês só para escrever no espelho da casa de banho. O amor é eterno enquanto dura. Eu tenho-me sentido amado e ele também. Quando terminar... We'll always have Paris.
Mudar o Silvestre
Lembro-me que nos primeiros 3 anos de existência mudava a aparência do Silvestre a cada 3 meses, ou seja, com a mudança de estação lá mudava eu a aparência do blogue. Ando há meses a pensar o que é que vou fazer desta vez. o BLOGSPOT dá oportunidades de layouts que não dava em tempos anteriores e terei que explorar. A ver para quando.
segunda-feira, novembro 05, 2012
The Sartorialist vs. O Alfaiate Lisboeta
Uma colega minha perguntou-me sobre O Alfaiate Lisboeta porque achava que era um excelente blogue sobre moda. Acho que ela tem razão com uma pequena ressalva. É muito bom para um certo tipo de público (que gravita em torno daquilo a que nos habituamos a chamar de "beto", seja na sua versão mais tradicional ou desportiva). Disse-lhe que continuo a ser fã do The Sartorialist que é a versão cosmopolita do blogue português (que por acaso até existe há mais anos). Sempre que lá entro não sei o que vou encontrar, mas sei que de uma forma mundana ou sofisticada será certamente belo. Apura-me a visão para o espantoso mundo de matizes em que vivemos. É quase uma viagem à volta do mundo. Faz-me bem.
Queria dar uma palavrinha ao António Variações...
...e perguntar-lhe o que ele queria dizer com o «muda de vida não podes viver contrafeito, muda de vida se há vida em ti a latejar». Há vida em mim a latejar, mas tenho achado de alguma forma bastante difícil mudar de vida. É uma coisa meramente espiritual ou operacionável realisticamente? Será que ele teria escrito estas palavras em 2012? No início dos anos 80 talvez fosse mais fácil mudar de vida, ou então posso ser que eu seja um cobardolas. Mas tenho tanta vontade...
domingo, novembro 04, 2012
Faço minhas as tuas palavras
"Qualquer coisa me serve.
Acredito no dia seguinte - em sair da cama
feio como quem nasce de um pesadelo, mas
com uma vaidade
...que podia dar vida a cem bibliotecas.
Acredito no que me apetecer"
(Diogo Vaz Pinto)
Acredito no dia seguinte - em sair da cama
feio como quem nasce de um pesadelo, mas
com uma vaidade
...que podia dar vida a cem bibliotecas.
Acredito no que me apetecer"
(Diogo Vaz Pinto)
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sábado, novembro 03, 2012
sexta-feira, novembro 02, 2012
007 Skyfall
quarta-feira, outubro 31, 2012
saudades.
Tenho saudade dos tempos em que joguei rugby. Com todos os seus defeitos havia também uma grande dose de companheirismo naquela equipa. Coisas que não se encontram com facilidade em outras equipas por onde tenho passado, desportivas ou não.
Aldeias serranas na Lousã
Aproveitei a visita ao Piodão para fazer a rota das Aldeias do Xisto, muitas delas decepcionam porque têm apenas 2 ou 3 casas em Xisto e só estão nessa rota porque pediram fundos europeus para reconstruir essas casas. Outras são verdadeiras maravilhas, seja em Arganil, seja na Serra da Lousã onde descobri uma verdadeira jóia. Tivesse eu dinheiro e sairia dali um empreendimento "eco friendly" de turismo rural. Não me importava de viver mesmo ali à beira do Candal.
Experiências para não esquecer
Nos início dos anos 20 o meu bisavô José vendeu a casa e as terras que tinha no Piodão e veio com os 9 filhos para Lisboa. Era um tempo em que uma viagem até Lisboa demorava mais de um dia e saia-se da Serra do Açor a pé ou em burro. Foi a minha segunda ida ao Piodão, mas esta tornou-se mais especial porque encontrei um homem agora com 80 anos que era nada mais nada menos que o filho do homem que comprou tudo ao meu bisavô. Disse-me ele «o meu pai comprou tudo ao seu bisavô por 18 contos, era muito dinheiro naquele tempo. Passou o resto da vida a trabalhar para pagar o dinheiro que pediu emprestado». E continuou «a sua avó Inocência não a conhecia tão bem, ela casou-se na Cova da Piedade e já ficava fora de mão. Eu mantive contacto com os irmão dela, o Adelino, o José e o Abílio que montou o restaurante, eram muito boa gente. Quem ia do Piodão para Lisboa não passava fome. Já sabia que ia ter com o seu tio-avô e ele dava comida a toda a gente e os irmãos tratavam de arranjar trabalho para toda a gente. Só se não podiam é que não o faziam». O melhor de tudo foi que ele me disse qual era a casa que pertencia ao meu bisavô e onde a minha avó foi criada (veio para Lisboa com uns 16 anos). Disse-me que depois da minha família já viveram outras quatro famílias, contando com os que estão agora. Fiquei contente por saber que a aldeia nunca perdeu vida. Tem cerca de 90 casas e, umas vezes mais ou umas vezes menos, tem sempre gente a viver lá. Desta vez, por ter ouvido falar dos meus e ter descoberto a casa teve tudo um sabor muito mais especial.
domingo, outubro 28, 2012
sábado, outubro 27, 2012
escapadela
Vou dois dias escapar-me pelo Piodão e pelas aldeias do Xisto. Regresso às origens ancestrais da família.
sexta-feira, outubro 26, 2012
No metro
Estava a sair do metro na volta da reunião acidentada quando me deparei com um par de mamas tão maravilhoso e hipnótico (tipo Sofia Vergara mas numa rapariga mais baixa, o que as tornava ainda mais imponentes) que não consegui deixar de segui-lo com os olhos. Se já fazem este efeito num gay, imagino o que diria um hetero.
Coisas do arco da velha
Estava hoje de manhã de reunião numa instituição parceira, quando se houve um barulho esquisito durante uns 5 minutos, de repente toca o telefone de um dos participantes que nos diz que vamos ter de encurtar a reunião porque deflagrou um incêndio na sala das máquinas. Há sempre uma primeira vez para tudo.
quinta-feira, outubro 25, 2012
E se de repente um homem...
É novamente confrontado com números do seu guarda-roupa? Depois dos 130 pares de meias e dos 50 pares de calças, acabo de descobrir que tenho 100 t-shirts para usar na rua e mais 40 para usar em casa e fazer desporto. Já percebo melhor porque é que não tenho espaço.
O síndrome do Ex
Mais um amigo meu que sucumbiu ao "Cliché do Ex", o velho «ah telefonou-me o meu Ex e ainda me ama e eu também o amo a ele e por isso é melhor acabarmos» ou «encontrei o meu Ex porque ele tinha pedido para conversarmos e não sei como foi, mas acabamos na cama e ainda há muita química entre nós». Mas já ninguém sabe o que quer da vida? E que tal não deixar alguém pensar que está numa relação a sério até que tenhamos a certeza de que já estamos resolvidos? Acho que isto é uma coisa muito própria dos homens em geral, mas os gays conseguem destacar-se neste assunto.
Um perguntinha...
Alguém sabe de empresas/organizaçãoes em Portugal que estejam a contratar espanhóis? Conheço alguém que está no desemprego em Espanha e quem sabe se Portugal poderá ser uma opção. Obrigado.
Não gostooooooooo...
Chegou aquela altura do ano em que tenho de estender a roupa na sala e ficar com a casa a cheirar a mofo. Odeio chuva.
quarta-feira, outubro 24, 2012
Felicidade
«A felicidade não está no que acontece, mas no que acontece em nós desse acontecer» by Virgílio Ferreira
terça-feira, outubro 23, 2012
Coisas que põem bem disposto
A Oprah Winfrey, nos últimos 25 anos, pagou a educação e 65000 jovens no mundo inteiro, muitos até à licenciatura. Sabe bem saber que existem pessoas que contribuem para a comunidade.
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Acho que ver este vídeo nos faz um bocadinho mais humanos.
Amanda Todd suicidou-se na semana passada. Como muitos miúdos na Internet (e graúdos também) que dominam as tecnologias, mas que não têm maturidade para compreender que aquilo que publicam na Internet sai fora do seu controle, foi vítima de falta de um erro de julgamento entre o seguro e o arriscado. Isto é, todavia, mais grave pelo tipo de mundo em que vivemos. Pior que o erro de julgamento pessoal, e o julgamento alheio, o preconceito. Que uma miúda que se mostrou nua numa fotografia seja considerada uma puta e seja ostracizada por isso incomoda-me muito. Que um miúdo apanhado a beijar outro miúdo em vídeo seja ostracizado por todos continua a incomodar-me muito. Há algo de errado com a educação que damos aos jovens. Esta geração devia ser mais livre preconceitos, mais aberta de mente e isso não é verdade. Os mais fortes continuam a espezinhar os mais fracos (de físico ou de mente) sempre que podem. É um mundo do qual não me orgulho. Voltando à Amanda, agora que a miúda morreu é só vídeos e perfis de homenagem a aparecer como cogumelos. Gostava de saber para quê? Para descansarmos a nossa consciência e dizermos que somos diferentes? Desafio cada leitor desta mensagem a ter a coragem de manter os olhos abertos e a fazer algo por quem vêem numa situação de inferioridade e expostos a agressores psicológicos ou físicos. Em tempos fui só um miúdo gordo que era gozado até à exaustão e que levava belinhas por isso, ainda por cima com uma voz fina e pequeno de estatura. A natureza foi simpática comigo, ganhei corpo de atleta e um vozeirão. Ganhei confiança e talvez me tenha safado por isso. Mas não me esqueço de onde vim. Algures dentro de mim continua e viver o puto gordo que é solidário com os seus. Quando comecei a ser legitimado pelos "cool e bonitos" não me esqueci qual é o meu "bando". Mas antes do "bando" de cada um somos pessoas. Humanos. Os humanos sabem sobre respeito. Vamos aprender e ensinar esse respeito. Não é fácil. Eu próprio sou ultra radical com os que de algum forma (conscientemente ou inconscientemente) representam a continuidade de valores de diferenciação/estigmatização, com os tradicionalistas, com os que não querem deixar espaço a pessoas e coisas diferentes. Mas há que respirar fundo e ir mais longe. Acho que já me estendi demasiado. Espero que tenha conseguido passar o meu ponto de vista. De boas intenções está o inferno cheio. Há mais mundo que o nosso umbigo.
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Vivooooooooooo...
Sobrevivi a uma acção de formação de 3,5h a 350 miúdos entre os 8-12 anos. Pensei que ia ser pior.
segunda-feira, outubro 22, 2012
Valeriana tranquiliza
Depois de cheirar os comprimidos de Valeriana percebi que aquilo tem um odor tão mau que parece que se leva uma patada na cabeça e fica-se zonzo durante um bom bocado. É claro que tranquiliza, uma moca directa pelas vias respiratórias.
Más novelas
E quando o nosso emprego parece uma daquelas novelas em que perdemos os episódios durante uma semana e quando voltamos a vê-la percebemos que não perdemos exactamente nada? Quer isto dizer que tem a fluidez de um balde de cimento seco. É tão difícil mudar comportamentos, irra!!
sábado, outubro 20, 2012
Sky Ferreira lembra-me muito alguém há 30 anos...
Everything is embarrassing - Sky Ferreira
Há 30 anos atrás apereceu uma rapariga com o mesmo ar ingénuo e com uma sexualidade intrínseca/implícita que desarmava pela contradição. A outra rapariga deu-se muito bem na vida, a ver esta também o consegue.
sexta-feira, outubro 19, 2012
Conversa entre duas raparigas
R1: Comprei-te uma coisa que vais adorar.
R2: Um top assimétrico adoro!!!
R1: Eu jamais o vestiria.
R2: Porquê? É mesmo o meu estilo.
R1: Por isso mesmo. O teu estilo sucks...
R2: Um top assimétrico adoro!!!
R1: Eu jamais o vestiria.
R2: Porquê? É mesmo o meu estilo.
R1: Por isso mesmo. O teu estilo sucks...
Encomenda armadilhada

Ora bem, um certo dia estava um realizador a pensar sobre o próximo filme e pensou «e se eu fizesse um filme cheio de perseguições e adrenalina, mas em vez de ser com carros fazer isso com bicicletas? E se lhe juntasse efeitos de GPS para dar um ar mais tecnológico?». Assim nasceu este filme. Tem tudo isso, mas podia ter um argumento, actuações fortes e não ser apenas um filme de bicicletas e manobras arriscadas. Entretem nos primeiros 20 minutos e depois cansa. Com tanta pedalada o filme perde a energia.
11/20
quinta-feira, outubro 18, 2012
O Triunfo dos Porcos
Olhando para a realidade que estamos a viver no nosso país vem-me à cabeça o livro de George Orwell «O trinunfo dos Porcos» (Animal Farm no original). É de 1945. Just a little bit of history repeating...
quarta-feira, outubro 17, 2012
Cabeçada na grega.
Hoje na reunião, a delegada grega perguntou-me como estava Portugal. É claro que lhe falei dos acontecimentos últimos com a subida de impostos e o mal que as coisas irão. Resposta «ah ainda bem, começava a sentir-me sozinha, agora outros também sabem o que estamos a passar na grécia». E uma cabeçada no meio da testa?
Pimenta Rosa em Bruxelas
Estou numa reunião e acabei de experimentar chocolate negro com pimenta rosa (a pimenta rosa foi pura coincidência, não por eu fazer parte do sindicato :-p). Bruxelas continua feia. Viva o chocolate!!!
Não gosto de ti D. José Policarpo
Gosto de cristãos, mas não gosto da Igreja Católica. Há contudo alguns católicos como o Papa João XXIII que admiro imenso. Não é o caso do D. José Policarpo, por quem até nutri alguma simpatia em tempos idos. As suas últimas declarações sobre as manifestações fizeram-me ter uma profunda incompatibilidade com esse senhor. Se as almas dos católicos andam a ser apoiadas por pessoas com este teor de raciocínio, temo muito por eles.
terça-feira, outubro 16, 2012
Conheço um rapaz...
Conheço um rapaz que tem um corpo bestial (tipo Spartacus) e é simpático e afável. É daqueles que as pessoas param para olhar para ele. Diz-se por aí que não há bela sem senão (neste caso belo) e é verdade. Ele é muito limitado intelectualmente. Normalmente os tipos que conhece querem-no essencialmente para a cama. E os que procuram ir um bocado mais longe acabam por desistir deixando-o bastante em baixo. De facto as relações não se aguentam só com carinho e corpos estupendos. É preciso haver algum estímulo intelectual, coisas de que conversar, sentir que nos acrescentam. Dá-me pena por ele, é bom miúdo.
segunda-feira, outubro 15, 2012
Sebastião
Era uma vez um bébé de 3 meses com tão boa energia como a mãe. Foi amor à primeira vista. Fiquei fã.
domingo, outubro 14, 2012
A idade traz tudo...
Nunca tive ressacas por causa de bebida, podia apanhar uma bela buba e no dia a seguir estava fino e pimpilante. Há coisa de 1 ano, uma noite de copos e dança até às 7h da manhã já me deixa um zumbido na cabeça. Se calhar para o ano que quem já vem a enxaqueca e a língua encortiçada. Tudo chega...
quinta-feira, outubro 11, 2012
Londres
Cheguei hoje a Londres e os jogos olímpicos já tinham acabado. Consta que até foi há uns meses...
Coisas que se pensam
Depois de um duro processo de trabalho em prol de um projecto, cumpri o meu objectivo e recebi elogios ao trabalho executado (das avaliadoras e da instituição financiadora, da minha instituição zero). Tem sido extenuante porque as instituições parceiras não cumprem o seu trabalho como deveriam o que deixa muito mais nos ombros do coordenador que não pode dizer "ah, as coisas não estão termminadas porque os parceiros não realizaram o trabalho que deveriam". Tenho de fazer o que os outros não cumprem e comer noites, fazer directas, etc. O meu predecessor no projecto quando se foi embora disse-me "bem vindo ao Inferno". Já percebi o que ele queria dizer. Tenho as pessoas que amo ao abandono porque o trabalho ocupa tudo quando há picos e eles são quase constantes. Nove meses depois penso se isto vai ser sempre assim. Se as instituições fizerem o seu trabalho, não tenho de fazer directas ou trabalhar noites a fio. Mas será que sim? Não sei se quero isto para a minha vida. Assim que se me afigura a ideia de mandar o projecto por muito giro que seja para os cucos e pedir para rodar dentro da minha instituição, mesmo que isso signifique um trabalho rotineiro. Tenho de pensar bem. O trabalho põe comida na mesa, mas só trabalho desnutre a alma.
quarta-feira, outubro 10, 2012
Dar muita porrada
Percebo o que o povo francês sentiu enquanto passava fome e Luis XVI e Maria Antonieta compravam mais um palácio como sua propriedade pessoal, mas com o dinheiro do Estado numa época em que França estava insolvente.
É por isso que tenho vontade de encher a cara da Christine Lagarde de estalos. Acho muita graça que ela diga com a maior displicência que o FMI se enganou nos efeitos da austeridade. Mas pagam-lhe o que lhe pagam para quê?
Estranho
Porque é que são pessoas que ganham dezenas de milhar de euros por mês que decidem o como se deve cortar o rendimento de pessoas que ganham centenas de euros ao mês?
terça-feira, outubro 09, 2012
Outro exemplo de competência do Portugalete
Alice Vieira foi alertada de que um livro seu de poesia de amor erótica para adultos, de nome «O que dói às Aves», foi recomendado no Plano Nacional de Leitura para alunos do segundo ano, ou seja com 7 anos. Alguém fez "bem" (mal) o seu trabalho de casa e como Alice Vieira é uma autora conotada com a literatura infanto-juvenil, nem se lê o livro e integra-se. Para o ano, suponho que entra Os 120 dias de Sodoma do Marquês de Sade. A história toda aqui.
Ética de trabalho no Portugalete
Estou tão fartinho da ética de trabalho da maioria das pessoas que conheço aqui no país do Portugalete. Frases como "cada um tem de trabalhar à sua própria velocidade", "temos de adaptar o traballho às características de cada um", "cada um deve trabalhar de acordo com as suas capacidades". Pois muito bem. E trabalhar por objectivos? Nada? Pois se o objectivo é 10 parafusos e só conseguem fazer 10 parafusos em 9h de trabalho que fiquem 9h horas a trabalhar para não chular os colegas que por causa do respeito à sua velocidade têm de ficar eles a trabalhar mais horas para fazer os parfusos que os outros não conseguem nas horas de trabalho normais. Como é que a porra deste país há-de andar para a frente? E nem posso falar abertamente de trabalhar por objectivos porque as pessoas pensam logo que estão a ser atacadas. O seu trabalho é o seu trabalho. Eu acho estupendo que o seu trabalho seja o seu trabalho desde que ele não acabe por tornar-se o meu trabalho também, para que possam ir para casa e estar felizes com as famílias enquanto os que respeitam os objectivos e prazos ficar a malhar no duro.
segunda-feira, outubro 08, 2012
Lembrei-me desta música... gosto das cores do vídeo.
The only thing that looks good on me is you - Brian Adams
A vergonha
Porque será que algumas pessoas depois de terem praticado uma acção muito feia desaparecem envergonhadas, em vez de simplesmente pedir desculpas e retratarem-se? As pessoas são estranhas.
sábado, outubro 06, 2012
Pai de nova geração
Na Alemanha um jornalista decidiu, para apoiar o filho de 5 anos, começar a usar saias. O filho do jornalista gosta de vestir roupa de mulher e gosta de maquilhagem. O pai pensou que não queria que o filho se sentisse afectado pela pressão dos valores sociais que ditam o que deve ou não deve ser o conceito de masculinidade. Assim, para que o filho não sentisse falta de identificação com um papel masculino, começou a usar saia também em público. A história começou a dar a volta ao mundo. Para alguns a história é vista como positiva, para outros é uma anedota. Eu penso que este senhor tem uns grandes "tomates" (para não dizer outra coisa). A história toda aqui.sexta-feira, outubro 05, 2012
Tampão
Queria meter um tampão na boca. Não que sinta que estou exactamente errado, mas sinto que me prejudico bastante. Adoro a mãezinha, mas às vezes dá-me vontade de lhe dar um berro e perguntar-me porque é que ela não me ensinou a fingir. Dava-me cá um jeitaço acenar com a cabeça que sim e já está. Era tudo tão menos complexo e a minha vida era tão mais fácil. Dizer às pessoas não o que penso, mas exactamente aquilo que elas querem ouvir. Devia haver um curso de fim-de semana para ensinar a afzer isto.
Para Roma, com Amor
Quando sai um filme novo de Woody Allen temos de ir vê-lo porque é Woody Allen. Acho que há sempre a expectativa de sermos supreendidos pelo génio. Não obstante, não somos. Como os últimos, este é um filme competente com graça, mas nada de novo. Senti que estava a ver um filme antigo passado nos dias de hoje, com adereços modernos. Não é fresco. Há ideias muito boas, mas lidas de uma forma clássica e cansada. Teve os seus momentos, mas não me causou "aquela emoção". Desde o Match Point que não sinto semelhante coisa.13/20
Adeus minha rainha
O filme é interessante pela perspectiva. Não é propriamente histórico, mas sobre a "história da história". Não obstante penso que se perdeu uma oportunidade fabulosa de fazer um filme psicológico sobre o que se passou no Palácio de Versalhes desde o momento em que a Bastilha foi tomada, até ao final que todos conhecemos. Penso que as ideias necessitavam de maior aprofundamento. O filme devia ter mais 25 minutos para conseguirmos obter mais do que uma visão fugaz sobre quem eram as personagens e o que as movia. A reconstrução de época está, contudo, maravilhosa.
13/20
Crime e Pecado
Um filme duro e feio, sobre gente dura e feia. Para quem gosta do género gangster europeu, aconselho. Não gostei do actor principal, o mesmo já não digo da actriz Andrea Riseborough que é uma jovem muito promissora. Não saí da sala bem disposto porque no fundo é um filme sobre miséria humana seja ela, intelectual, espiritual ou financeira.
12/20
quinta-feira, outubro 04, 2012
Cinemaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...
Tenho planos sérios de ver 5 filmes este fds. Ando sedento. Tomara que consiga.
Os espanhóis.
Porque é que os espanhóis gostam tanto da Dulce Pontes? Há coisas que me transcendem...
quarta-feira, outubro 03, 2012
Cada um tem o que merece?
Há pessoas que chegam a casa e são recebidas pelo cão aos pulos de felicidade ou pelo gato a ronronar ou pelo namorado com um beijo. Eu chego a casa depois de um dia duro de trabalho e sou recebido por um insuportável cheiro a couve lombarda que sai dos canos da cozinha. Podia ser pior.
terça-feira, outubro 02, 2012
Liebster Award
Parabéns!
Vou "condecorar-te" com o Liebster Award! Foi o que me disse o Sad Eyes. Fiquei contente por se ter lembrado de mim e vou responder às perguntinhas.
Vou "condecorar-te" com o Liebster Award! Foi o que me disse o Sad Eyes. Fiquei contente por se ter lembrado de mim e vou responder às perguntinhas.
1 – Qual a tua cor favorita?
Laranja
2 – Qual a tua viagem de sonho?
Norte do Brasil, um sítio bem especial onde os turistas não chegam.
3 – Partilha algo engraçado sobre ti.
Quando tinha 3 anos de idade pintei os sapatos do meu pai com tinta de óleo
verde porque ele era do Sporting (ele não achou piada).
4 – Qual a música mais especial para ti? Porquê?
Kissing You da Des'Ree é uma boa hiótese. É maravilhoso ouvir alguém cantar
tão bem uma canção.
5 – Se tivesses uma Máquina do Tempo, onde gostavas de
ir? Porquê?
Aos anos 20 nos EUA, porque eram os roaring 20's.
6 – Qual a tua maior qualidade?
Não meter filtro naquilo que digo.
7 – Qual o teu maior defeito?
Não meter filtro naquilo que digo.
8 – Se pudesses mudar algo na tua vida, o que mudavas?
O tempo que tenho disponível para mim e para assistir as pessoas que amo.
9 – Encontras a lamparina mágica e dela sai um génio
que te concede um desejo. O que pedirias?
A sabedoria.
10 – Qual a maior loucura que fizeste até hoje por
amor?
Apostar num cavalo que já tinha perdido a corrida (metáfora).
Coisas da vida...
Porque compra um homem uma cortina de banheira horrorosa? Porque vai a um Pingo Doce, esquece-se de que agora não pode fazer pagamento menores que 20 euros com cartão, vai a uma caixa multibanco que está vazia e a coisa mais próxima da caixa são as cortinas de banho. Aí está a razão... sou um cromo.
segunda-feira, outubro 01, 2012
Song Pop
Que saudades tenho de quando fazias os meus joguinhos de SongPop no Facebook todos os dias, religiosamente. Desde 17 de Setembro que népias. Estou tão fartinho disto, mas tão fartinho...
Budapest, Luxemburgo
Das cidades só lhes sinto o cheiro porque como passo o tempo todo a trabalhar fechado no quarto ou em reuniões, diversão é pouca. E lá se foi mais um domingo. Olé!
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