quinta-feira, janeiro 31, 2013

Coisas estranhas...

Alguém me disse que uma pessoa que eu em tempos pensei ter uma espécie de paixão secreta por mim, tem uma espécie de uma paixão secreta por mim. Nada disto seria muito esquisito, se o dito não fosse casado há pelo menos 10 anos e nós não tivessemos perdido o contacto há pelo menos uns 12 anos. Ele já sabe que sou gay e com namorado e continua a falar de mim (a amigos em comum) como se eu não fosse. Um processo de negação que não percebo lá muito bem.

Chamava-se Elis e cantava grandes canções.

 
Tatuagem - Elis Regina
 
Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...

E também pra me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava...

Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem...

E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço...

Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem...

Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
Ferro e fogo
Em carne viva...

Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...

A culpa é dos funcionários públicos...

Este mês de Janeiro trabalhei mais 20 horas. Dá quase 3 dias extra. Sou um malandro a viver à custa do Estado.

Minhas as suas palavras...

Nunca busquei viver a minha vida
A minha vida viveu-se sem que eu quisesse ou não quisesse.
Só quis ver como se não tivesse alma
Só quis ver como se fosse eterno.


by Alberto Caeiro

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Smile


Ciúme

Qual é a força do ciúme? O que podemos fazer motivados por ele?

Dormir

O tempo é escasso, mas dormir é um mal necessário. Ai como eu gostava de ser afectado por este mal mais tempo por dia.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Não se pode ganhar sempre

Hoje fui para uma conferência importante. Por causa da greve tive de levar o carro. Cheguei atrasado, não tinha cadeira. Depois lá arranjei. Vi que afinal a conferência tinha pouco por onde intervir. Quando intervim, não entrei logo com o argumento que queria. Fiquei nervoso, o meu inglês foi-se abaixo. Perdi uma boa oportunidade. Sai a correr para ver do meu carro que eu tinha pouco dinheiro de manhã. Já estava multado e bloqueado. deixei cair o telemóvel para deibaixo do carro. Dificil conseguir chegar a ele. Chamo a Emel. 90 euros. Neura pura. decido acabar de trabalhar em casa e não no serviço para evitar mais multas e cacas. Entro a porta. O gel caiu da despensa e está no corredor espalhado pelo chão. Apanho aquela porcaria. Cai-me um pedaço não sei de quê pelo esquentador. Tenho a cozinha toda badalhoca. De facto há dias em que as coisas correm menos bem. Não quero pensar que é um dia de azar. quero pensar que é um dia menos bom. Não se pode ganhar sempre. Quero ir para a caminha hoje e amanhã ter um como deve de ser.

domingo, janeiro 27, 2013

Quem quer ser fã do Willy Moon? Eu já sou.

 
Yeah Yeah - Willy Moon

Madrid me mata

Este livro de Alfredo Hervias y Mendizabal foi o meu retorno aos autores internacionais. Gostaria de dizer que foi um grande retrono, mas nem por isso. Aquilo que é apresentado como a tragicómica descoberta da vida de um homem jovem é apenas a vivência mimada de um personagem vazio e pouco conectado seja com o que for. Não creio que haja descoberta alguma ao longo do livro a não ser o facto de qua a história não vai a lado nenhum. A favor do livro tenho a argumentar as referências artísticas e a boa discrição do que é o final dos anos 80. O final do livro para mim foi decepcionante, aquele que nos faz pedir o dinheiro de volta. Gostar, gostar a sério, apemas da arte gráfica da capa.

O afilhado já tem 6 anos

O tempo passa a correr e o meu afilhado já tem 6 anos. É um puto tranquilo com um vício enorme em jogos de computador, se bem que agoa entrou numa fase de interesse pela pintura e segundo ele «em ser um bom artista». Hojo na sua festa de aniversário lá fiquei para o final e jogamos juntos na WII como vem sendo hábito nos últimos 6 meses em que ele me obrigou à iniciação. Finalmente lá lhe ganhei um jogo e ele deu-me um belo incentivo «Fogo padrinho conseguiste ganhar-me. Nem pareces tu. Nada mesmo». Foi o incentivo possível.

sábado, janeiro 26, 2013

Aviso à navegação.


Bom senso

Sempre tive uma enorme inveja do bom senso da minha mãe. Acho a sensatez uma qualidade muito bonita e se há coisa que nunca fui foi sensato. Tive a sorte de ser medroso o que me fez as vezes da sensatez em ocasiões chave. Não sei porquê, mas nos últimos meses tenho sido desafiado pelas circunstâncias a dar provas de sensatez e acho que alguma coisa se está a cristalizar, o que é também uma sorte porque entretanto deixei de ser uma pessoa medrosa. Assim que espero que o bom senso seja algo que continue a crescer na minha vida. Evita-nos alhadas.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Fé.

É à noite que é belo acreditar na luz.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

A dureza dos alemães

Estou em Berlim e creio que descobri porque são os alemães tão duros de roer perante as adversidades. É do treino com o papel higiénico que usam. Daria para alisar paredes, irra.

terça-feira, janeiro 22, 2013

segunda-feira, janeiro 21, 2013

A tranquilidade é o maior bem.

"É sempre devido a um estado de espírito não destinado a durar que se tomam resoluções definitivas." by Marcel Proust

O Animal Amante



 
O Animal Amante é o mais recente espetáculo da actriz Roma Calderón sobre os detalhes da atracção desses grandes mamíferos que são os Humanos. É refrescante ver um espetáculo pleno de humor e de canções bem cantadas com uma encenação Cabaret. Porque não assumir que somos animais e que fomos desenhados para a paixão e para o amor? É o ponto de partida para uma viagem de uma mulher jovem e ingénua que assume o seu "animal amante" e se torna numa femme fatale. Gostei bastante e voltarei para ver mais coisas do género.

Surreal

Estava eu no provador de uma loja de um Centro Comercial de Sevilha com o Babe, quando se apagam as luzes e deixa de se ouvir música. Saímos do provador e vimos que estavam a fechar a portas de grades da loja. Gritámos e batemos na porta. Lá o empregado abriu aquilo até metade e disse que tinhamos de evacuar rapidamente o Centro Comercial por incêndio. Corri para agarrar as minhas coisas e saí descalço com os sapatos numa mão, as minhas calças na outra e as calças que estava a experimentar postas. No meio da confusão o alarme nem apitou e dei por mim com um artigo "oferecido" nos saldos. Foi uma experiência surreal.