sábado, junho 28, 2014

Dubrovnik

Depois de um princípio weird. Poderá dizer-se que hoje foi oficialmente o meu primeiro dia com sabor total a férias. Que praia, que passeios... Tudo em bom. Dedinhos cruzados para que continue.

quarta-feira, junho 25, 2014

3 semanas

três semanas é demasiado tempo.

sexta-feira, junho 20, 2014

O meu irmão mais velho

Tenho apenas um irmão 6 anos mais velho. Hoje é o aniversário dele. Este irmão com quem sempre tive uma relação extremamente difícil obrigou-me a ser uma criança velha, um adulto antes do tempo com um espírito de sobrevivência apurado. Sempre pensei que se não fossemos irmãos seriamos pessoas que nem se falariam, porque não tínhamos nada em comum e tão pouco o desejo de conhecer alguém como o outro. O que nos ligava era a minha mãe e o meu pai. Creio que o amor que desenvolvemos um pelo outro, apesar de dorido, era consequência da evangelização para a importância da família e do sangue. A minha mãe dizia que não havia ligação mais pura do que a nossa. Por ser um "doidivanas" os meus pais esperavam pouco dele, quando tinha algum bom resultado era uma festa em casa. Tudo o que ele fazia de bom merecia celebração. Eu tinha de ser perfeito. Ele entrar para a universidade foi uma festa. Quando eu entrei os meus pais disseram que já sabiam que eu entrava. Eu era responsável, estudioso, trabalhador, etc., etc., etc. Habituei-me a olhar para ele com certa condescendência, mas fui ganhando carinho aquela maluqueira toda. Desde os 13 anos que ele era o meu irmão "mais novo". Quando íamos a qualquer lado a minha mãe dizia «toma conta do teu irmão», como quem diz «vê lá se ele não se mete em sarilhos». 

No dia em que nos graduamos os dois (porque eu apanhei o meu irmão nos estudos). Foi ele que ficou com tudo. Foi para a cama e eu fiquei a ajudar a minha mãe até às 3h da manhã a coser-lhe emblemas na capa apara a bênção do dia seguinte. No dia da bênção as nossas universidades estavam em pólos opostos e os meus pais ficaram com ele. E eu sozinho. Fartei-me de chorar. Ele acabava por ter sempre tudo, fácil. Não me parecia justo. Começamos a trabalhar e foi aí que as coisas mudaram. Foi aí que percebi a dádiva que o meu irmão me tinha dado. O meu irmão ensinou-me na primeira pessoa todos os erros que eu não devia cometer para não lhe acontecer o mesmo que a ele. Desenvolveu-me o espírito de perseverança, instinto de sobrevivência e capacidade de esforço, que eu tanto pratiquei para sobressair aos olhos dos meus pais. A minha vida profissional estava a correr melhor que a dele. Os anos de galhofa e as médias baixas não o ajudaram e ele teve um percurso acidentado. Agora já não era fácil. 

Comecei a gostar mesmo muito do meu irmão ao perceber que de uma forma indirecta foi um dos meus protectores. Às vezes falávamos, e ele dizia «se eu pudesse ter feito as coisas de uma maneira diferente a minha vida era bem melhor agora, mas pelo menos tu viste-me fazer asneiras e a minha estupidez serviu para alguma coisa. O meu irmão puto pode ver o que não se deve fazer e saiu-se bem na vida». E foi assim que o meu irmão me protegeu e me deu muito. Ele sentia-se valorizado por isso. E eu valorizo-o por isso. Além do mais é o meu sangue. O filho dos meus pais. O outro lado da mesma moeda da qual faço parte. E ele é bondoso. Meio abrutalhado, irascível, mas bondoso. Tem um grande coração e é uma alegria onde quer que esteja. Não há ninguém que não tenha uma palavra amiga dele. Os meus pais criaram-nos bem. 

Apesar de tudo ainda não tínhamos muito em comum. Ele achava que eu era de um planeta esquisito onde as pessoas andam sempre cheias de regras e a cumprir coisas e eu achava que ele era de um planeta esquisito onde as pessoas vivem a fantasiar e não fazem ideia do que é a realidade. Isto mudou quando a minha sobrinha nasceu. O meu irmão recebeu uma dose de realidade e mais ou menos pela mesma altura saiu-me um espanhol como namorado para quem tudo tem de ser espontâneo (e que vive em permanente caos de planificação). Encontramos um novo respeito um pelo outro. Algures a meio caminho nasceu uma amizade sincera. Já não é só o amor imposto pelos laços de sangue. É mais do que isso. Eu gostaria de conhecer o meu irmão se ele não fosse meu irmão. E ele a mim. Somos amigos. E eu sou das poucas pessoas a quem ele dá ouvidos. Tento aconselhar o meu irmão o melhor que posso e fico muito contente com cada sucesso. O meu irmão deixou de ser um adolescente (tarde, mas deixou) é um homem. E um homem bom.

Espero que este irmão viva muitos anos. E que este amizade que nos une hoje, para além do amor fraterno, continue a crescer e a ficar mais e mais forte. Amo bastante este irmão. O sentimento é maravilhoso. Espero que a minha mãe ainda ande por aqui pelo menos mais uns 15 anos (já tem 71) para partilhar este amor. Somos uma família pequena, mas não precisamos de mais. Há amor para dar e vender. 

Parabéns ao meu irmão que me deu tanto.





Primeira Menstruação (super cool...)

quinta-feira, junho 19, 2014

oficialmente decretado

Hoje será o meu último dia com look talibã. A água do banho fica retida na barba, ando a pingar. Não é cool. Volto a deixar crescer outra vez, quando me apetecer. Amanhã volto a ser o rapaz de barba "4 dias" do costume.

Laços masculinos

O colega de Malta não sabe que sou gay e pelos vistos até me acha bastante butch. Esta reunião em que falamos mais mostrou-me a fotografia da tatuagem que tem no rabo - uns lábios vermelhos na nádega esquerda. Foram os amigos que o levaram a uma Tattoo Shop e ele não sabia o que fazer. Um beijo no rabo à laia de "Kiss my ass". Por acaso até tem um rabo bastante kissable. Achou que eu compreendia estas "boys stuff". Claro que sim, os meus amigos do secundário também me levaram para o Animatógrafo em Lisboa, para vermos todos ao mesmo tempo umas miúdas numa plataforma giratória a mostrarem-nos os orifícios enquanto os massajavam... boys will be boys.

Boa máxima


Faltam 2 dias para o fds

Estou tão cansado e ainda é quinta feira...

quarta-feira, junho 18, 2014

Inseguranças

A cabeça das pessoas funciona de uma maneira muito estranha. Para celebrar os meus 40 fiz uma sessão fotográfica profissional em que até tirei o pêlo todo do corpo de acordo com o desejado pela fotógrafa. Eu tenho 1.78, 76kg, sou moreno, cabelo rapado. Sou no fim de contas um homem bastante genérico. No grupo de países com que estou a trabalhar há um rapaz louro checo de olhos azuis, 1.94, uns 95 kg de músculo, bonitão, e é modelo. Estava eu a mostrar os resultados da sessão a umas colegas e ele picou-se. Disse «estás a promover-te e eu agora também tenho de mostrar as minhas». Eu respondi «não é bem as mesma coisa. Tu és modelo e eu sou uma pessoa normal». E ele disse «mas as minhas fotos não são de uma sessão fotográfica, foram tiradas ao natural na rua». Depois a falar de várias coisas que já fiz no passado, porque falava com uma pessoa que também canta, ele entrou de novo, «eu fiz uma sessão fotográfica e fui convidado por uma pessoa que faz dobragens para fazer a dobragem de um filme épico. Como são as coisas, as oportunidades que nos aparecem». A conversa entre mim e as raparigas era até bastante normal. Era sobre fazermos coisas que normalmente não se fazem, sobre celebrar a vida e sentir-se vivo. De repente entrou um elemento competitivo. Depois de umas lambidelas de ego e de lhe dizer como ele era interessante e incrivelmente bem parecido, a coisa acalmou. E rimos o resto da noite. Nunca pensei que um tipo destes pudesse sentir "beliscado" face a um tipo como eu. É normal que as pessoas façam mais ruído por coisas feitas por um "improvável" como eu. Um "normalito" fez uma sessão, um modelo faz sessões sempre. A coisa era apenas essa. Não percebo as inseguranças de um tipo como este.  

Difícil

A porcaria da inflamação nas vias respiratórias seguida por uma constipação (o que seria de esperar) teima em não querer ir embora. Já estou nisto há uma semana e já não posso ver lenços de papel à frente e rebuçados peitorais.

terça-feira, junho 17, 2014

rebanho de gatos... reunião da caca

Numa reunião de 16 países. Um rebanho de gatos selvagens. fiel ao meu estilo já gerei confusão ao expor a verdade. Agora anda tudo à batatada. E eu a pensar o que faço aqui... OMG.

It's ok not to be ok



Who you are - Jessie J.

segunda-feira, junho 16, 2014

A vida é feita de altos e baixos...


 
Descobri esta foto hoje e achei um piadão ao trocadilho. Há que dar uma perspectiva positiva à vida.

Silvestre e o look talibã...


É mais ou menos isto mesmo...


domingo, junho 15, 2014

Rebuçados peitorais

O Limão descobriu as delícias dos rebuçados peitorais, ou melhor, do plástico que embrulha esses rebuçados. Anda louco com aquilo, deve ser a atracção pelo cheiro a mel ou anis. E eu agradecido que não me ande a roer os dedos dos pés. Entretanto já bebe água, como era burguês só queria leite, mas eu expliquei-lhe a crise e ele colaborou. 

quinta-feira, junho 12, 2014

quarta-feira, junho 11, 2014

África, religião e homossexualidade


Ed volta em grande estilo. Luv!



Sing - Ed Sheeran

Rabos e preconceitos

Amigo: Vou-te dizer uma coisa, tens um rabo estupendo podias ser passivo.
Silvestre: Como?
Amigo: Tens rabo de passivo, redondo e rijo.
Silvestre: Está-me a escapar alguma coisa a mim ou a ti.
Amigo: Digo isto como um elogio
Silvestre: Mas é um elogio totó. Altamente preconceituoso. Se os gostos sexuais das pessoas fossem determinados pela forma do corpo estavamos mal. É como quando se diz que uma mulher que fuma muito fuma como um homem. Eu sou homem e não fumo.
Amigo: Há mais gente que pensa assim
Silvestre: Infelizmente... «tu não podes ser passivo porque és liso como uma tábua», «tu não podes ser activo porque tens a pila pequena». Argumentos inteligentes, sem dúvida
Amigo: Era só um elogio. És muito sério...


Na realidade podia ter-me limitado a rir. Quando conto a história é o que faço. Sou mesmo sério :/