terça-feira, dezembro 30, 2014
segunda-feira, dezembro 29, 2014
Amizade
- I want to put my hands inside the phone and hug you. Crazy huh?? But I am so happy!!!!!
- My beautiful girl u won't let u go away from me again. I'm stuck like glue to u now.
A Conga
A Conga é uma festa de inspiração gay, onde (logicamente) se encontram muitos gays e respectivos amigos e amigas (fag hags). Eu adoro dançar. Por isso vou à Conga, onde ainda passa música com voz, mais ou menos alternativa, por DJs mais ou menos alternativos. Algumas são maravilhosas de boas e outras nem por isso. Mas vou a quase todas porque gosto de me divertir, o que até consigo fazer sozinho se a música estiver boa (sou aquele rapaz de olhos fechados e com um sorriso na cara a dançar como se estivesse muito feliz, o que é verdade). Se tiver acompanhado com amigos que gostem de dançar e com quem tenho confiança. Quem está à volta pode assistir a muita interacção e muito "roce".
Estive a ler um post de um blogger que também esteve na Conga (sim Namorado, és tu. Foi cool poder dar-te um abraço) e fiquei com a mesma sensação que tenho quando gays vão a discotecas ou festas gay. Quando fazem o resumo da noite o tema é sempre o pessoal nos engates, as cenas provocantes, quem desprezou quem, quem beijou quem, a idade de quem estava, o sexo em lugares mais ou menos visíveis, etc.
Eu fui. Vi várias pessoas.Vi fantasmas do passado. Vi gente que não via há muito tempo vi gente que vi na semana passada e fiz o que fui lá fazer. Dançar. Nem vi o espectáculo das Drag Queens porque não acho piada aos espectáculos. Aproveito para beber ou para para ficar na conversa. Depois volto a dançar. Se a música está boa fico até ao fim. Se está má fico até às 3h e vou para casa. A Conga ainda é o único sítio onde consigo dançar com gosto (bom, as festas da Checkpoint também, mas como ninguém dança, acabo por dar nas vistas e vêm sempre pedir-me droga).
Fui ao Lux no dia 19 para ver o Vibe e a música estava tão má que só dava para mexer como se eu tivesse tomado Valium. Vim para casa às 3h. O Construction é a coisa mais azeiteira desta vida. Só me apanham lá em aniversários de pessoas importantes (que têm esse defeito, gostar de pepineira). O Trumps tem piada, mas começou a banalizar um bocado a música e há que ter sorte. As discotecas onde vou com amigas hetero, são para "inglês ver". A noite está um bocado seca. Que saudade dos aos 90. Quem tem a minha idade sabe como era bom. Quem está nos 20s nunca vai saber. Não havia youtube, nem whatsapp e afins. Por isso as pessoas dançavam, não ficavam a a noite agarradas a um telemóvel ou faziam por se divertir (agora não se esforçam muito porque têm sempre o Facebook para se entreterem).
Fui à Conga e sai de lá de corpinho exercitado. Dormi como um anjo. E lembro-me de algumas pessoas a beijarem-se na boca, mas acho tudo normal. O meu irmão também beijava a minha cunhada na rua. E os meus amigos hetero também se beijam nas discotecas. De resto, tirando o facto que uns gajos pastilhados me entornaram uma garrafa de agua fria nas costas a noite esteve sempre de me aquecer o coração.
Venham mais Congas com a mesma música. O Silvestre sai para se divertir.Quem estiver no mesmo espírito, que se junte na próxima. Eu serei fácil de identificar :-p
Porque é que ninguém me disse?
O rato digital vem com um autocolante dentro, de protecção. Eu fui à Informática reclamar que o mesmo não funcionava. À minha frente o jovem de 23 anos, abre o rato e tira o autocolante. Eu digo «sempre que comprei um rato sem ser digital nunca houve autocolante». Resposta do jovem «bem vindo ao futuro». Silvestre cora de vergonha.
quinta-feira, dezembro 25, 2014
Gato mutante
O meu gato é um animal estranho. Gosta de chapinhar em água e ignora a árvore de Natal que se mantém estóica e intocável. Tem uma atracção pela máquina de lavar loiça e não gosta de pescada, nem que eu lha enfie pelo goto.
terça-feira, dezembro 23, 2014
Cumulo da preguiça
Desde que descobri que os petit gateau são moles mesmo congelados, saco-os directo do congelador e como-os à dentada.
segunda-feira, dezembro 22, 2014
Madonna... Cabrões dos Hackers.
Desde 2005 que a Madonna anda a fazer música ao mesmo tempo que faz outras mil coisas. Não fez nada de memorável, por comparação ao seu legado. Mas se há coisa que esta mulher percebe é a perfeição das melodias Pop. Tem um talento natural para perceber melodias e "ganchos musicais". Finalmente depois de muitos anos, Madonna estava a fazer apenas música, concentrada como deve de ser o processo. O resultado final seria fabuloso e o impacto de receber um CD com 19 temas inéditos seria para um fã desiludido o reencontro com o Graal.
Ouvi agora as versões oficiais das 7 músicas que ela foi obrigada a empurrar para o iTunes de modo a conseguir salvar (?) o processo criativo. Não há vídeo, não há álbum porque não houve tempo, não há promoção, não há fio condutor. A experiência múltipla não estava acabada. E agora já ninguém a vai ter. A qualidade das letras parece ser boa, a qualidade das duas baladas acabadas é brutal. Ela estava a trabalhar bem, a produzir melodias clássicas e intemporais. Deixou de seguir as miúdas da Pop e limitou-se a ser ela.
Devido aos cabrões dos Hackers eu (e outros fãs que gostam de música a sério) não vou ter a experiência pela qual tenho esperado desde que o processo criativo começou. A nova imagem não vai ter impacto porque já não está directamente relacionada a um som. O álbum não vai explodir porque já se conhecem partes. A experiência foi fragmentada. Não se faz isto a um artista que tem arte, seja a Madonna ou qualquer outro.
Não agradeço os leaks. Gosto de comida com sabor total. Não insossa. Ninguém ganhou. Todos perdemos.
Exodus
sexta-feira, dezembro 19, 2014
Romance ou estupidez natural?
Quando é só para relação física (vulgo "quecas") o grau de exigência resume-se a querer alguém atraente, com boa energia e simpatia. Já quando o objectivo é buscar alguém para partilhar uma vida inteira (porque eu é logo assim, ou tudo ou nada) tendo a complicar e introduzir uma quantidade de variáveis de proximidade e compatibilidade para garantir (dentro da previsibilidade possível) que essa relação possa ter sucesso que desejo.
Já falei aqui de como levo 19 anos de namoros às costas (com 5 pessoas diferentes) e desta vez (embora nas sociedades contemporâneas as questões afectivas tendam a ser cada vez mais fragmentadas pela natureza transitória dos consumos) gostaria de ter pelo menos 19 anos com a mesma pessoa.
O tiro tem estado a sair ao lado porque a variável idade que me parece ser bastante simpática como garantia de compatibilidades está a sair-me mal. A última coisa que me aconteceu foi o interesse efectivo de um rapaz de 24 anos (até agora o mais velho a manifestar interesse tinha 33).
De qualquer forma, ando estranho com este assunto. Estou numa fase estranhamente romântica, se penso em alguém como possibilidade afectiva, mas a pessoa quer começar pelo sexo para testar as compatibilidades, perco o interesse ou perde ela porque eu estou a começar pela outra ponta.
De momento apetecia-me simplesmente, estar com alguém que lhe apetecesse estar comigo repetidamente, mesmo sem a promessa de cama e posteriormente sentir que temos uma atracção tão forte que faz sentido ir mais longe.
Estou ou não estou a ser lírico?
Quem sabe daqui a uns tempos baixo a fasquia. Mas agora apetece-me. Só porque sim.
Coisas que nos saem da boca
De repente numa conversa com um amigo saiu-me «sou uma esponja encharcada em amor».
quarta-feira, dezembro 17, 2014
terça-feira, dezembro 16, 2014
O Natal renasceu
O Natal sempre foi importante na minha casa. Sou filho de um homem que teve uma infância muito pobre e difícil que chegou a roubar fruta nos pomares para matar a fome. O meu pai (provavelmente o meu único herói) trabalhou muito para poupar dinheiro (até rebentar o corpo) e construiu o seu negócio com o que sabia fazer - trabalhar o ferro. Eu já nasci num "berço de ouro" quando a metalurgia começou a dar dinheiro. Na nossa casa houve sempre por parte dele um zelo excessivo para que os filhos tivessem um Natal cheio. Lembro-me de ser pequeno e receber aos 20 presentes de Natal, da mesa da casa de jantar ter de ser coberta de doces (os dois metros de comprido por um de largo literalmente cobertos, ele não queria ver um espaço em vazio sem doces) e do meu pai se emocionar todos os anos.
Com 14 anos passei a ser eu a fazer a árvore de Natal quando proibi a entrada de pinheiros verdadeiros e passamos para as árvores artificiais. A primeira coisa que ele fazia de manhã era vir ver a árvore, ligar as luzes e ver as decorações de Natal que eu tinha colocado na noite anterior enquanto ele e a minha mãe estavam a dormir. Eu sempre adorei o Natal e metia-me com a cabeça debaixo da árvore a ouvir música e a ver as luzes e as bolas e bonecos de todas as formas e cores.
Há 16 anos atrás, 12 dias antes do Natal, o meu pai morreu. Mas eu tive de fazer o Natal, disse à minha mãe que se desistíssemos naquele ano nunca mais conseguiríamos. Eu devia isso ao meu pai, continuar o Natal e decorar a árvore da forma mais bonita que conseguisse. Choramos todos muito nesse ano: durante o jantar, durante a distribuição dos presentes que tinham sido comprados até à data da morte dele, durante a altura de comer os doces que esse ano deixaram espaços vazios na mesa.
Comecei a tradição de comer o que o meu pai comia todas as vésperas de Natal depois de distribuir os presentes: um pires de arroz doce, uma fatia de bolo rei, um sonho de abóbora e um copo de whisky. O meu irmão e a minha mãe acompanharam-me durante anos até que a minha mãe deixou de fazer os sonhos, porque dava imenso trabalho, até que o arroz doce já não vinha em pires e sim num prato grande mais fácil de transportar para a casa do meu irmão.
Fui deixando o Natal cair (nunca o meu pai porque enquanto as minhas memórias viverem ele tem carne, osso, cheiro, calor, sorriso, voz e toda a história dos anos que vivi com ele). No ano passado não fiz árvore de Natal. Sentia que o Natal não existia, só o consumismo, bondades sazonais, não percebi que tinha perdido a fé, ou na realidade, não percebi que me tinha perdido a mim e perdido o Natal para o meu pai. Ele que quis que eu e o meu irmão tivéssemos sempre os Natais mais perfeitos.
Entrei este ano esquecido de mim, do que me faz "queimar" por dentro. O ano não foi nada fácil, só trabalho duro e no meio terminei uma relação de anos, tive diversos problemas de saúde. O último dos problemas (o qual falei aqui no blogue) teve um impacto muito grande na minha cabeça. Fez-me perceber onde estou, como estou a viver e o que tinha deixado para trás. Resolvi mudar de trabalho, resolvi dar mais espaço aos amigos, resolvi dar-me a oportunidade de não ser sempre o melhor, resolvi sentir o Natal que sempre trouxe dentro.
Este dia 24 vou receber a minha família em casa. Hoje vou fazer a árvore de Natal (um mastodonte de 2,30 metros que me acompanha há 12 anos), vou comprar decorações novas e vou planear o que vou cozinhar para a família, os doces que vou fazer. A minha sobrinha, agora filha de pais separados, passa a véspera de Natal connosco. E eu estou com a mesma vontade de dar-lhe um Natal tão perfeito como os que o meu pai me dava a mim. O Natal é amor. Apenas isso. Quero-os na minha casa a seguir almoço (mãe, irmão e sobrinha) vamos fazer doces juntos. Vamos brincar com o gato (que nessa altura já deve ter destruído a árvore 15 vezes).
Quando formos dormir no dia 24, sei que no dia seguinte acordo no meio das pessoas mais importantes na minha vida. Até pode estar a chover, mas a casa vai estar cheia de luz e espero que esta energia de amor contagie a entrada e travessia de 2015. O meu pai vai estar lá também. Não seria nada do que sou se não fosse ele. E este ano apetece-me chorar de novo. Mas porque me sinto feliz. Há Natal de novo.
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