quarta-feira, abril 29, 2015

O que mostra a tua Janela?

Depois de ler um post do Namorado sobre o que mostra a janela do quarto dele. Decidi meter em foto o que mostra a minha janela, a maioria das vezes...



... o meu namorado a fumar o seu cigarro na varanda. :)

terça-feira, abril 28, 2015

A opinião das pessoas

People’s opinions, their feelings, they go one way, then the other. It just so happens you grew up at a certain point in this process.


by Kazuo Ishiguro

Senhoras e Senhores... Indiana



Solo dancing - Indiana

Indiana é uma cantora inglesa de 27 anos com uma voz suave mas incisiva que flutua sobre texturas electrónicas e trip-hop - umas vezes mais dançáveis, outras explorando sonoridades e ambientes mais escuros.  O álbum No Romeo foi editado em Fevereiro de 2015.

It´s an "us" thing...

O Silvestre e eu. Eu e o Silvestre.

Prémios Cigno 2015 - Tipo balanço

Foi uma iniciativa gira (mais uma) do Namorado que certamente deu muito trabalho (thumbs up para ele e para o Miguel R). Acho meritório que graças a ele a blogaysfera (ou parte dela) continue a realizar trabalho conjunto em torno de iniciativas engraçadas. Fiquei a conhecer blogues novos. Fiquei a saber que o que é moldado ao estilo da Eurovisão, se desenvolve ao estilo da Eurovisão (:-p) e espero que alguém, no futuro, agarre na ideia porque há sempre detractores que acabam por dar cabo do estímulo ou das boas intenções de quem promove iniciativas e não está mais para ter trabalho e ainda ser ofendido. Claro está, os detractores sempre a falar ao abrigo do anonimato, mas gente imatura e/ou mal-fodida há aos magotes. Eu não devia dizer palavrões, mas não há muita gente que vá ler isto e a minha mãe definitivamente não vai e ela é quem ainda fica chateada se digo algo mais forte que "chiça".

domingo, abril 26, 2015

Uma questão de nome

L: Papá porque é que me chamo Leonor?
P: Porque os papás gostavam e é um nome português.
Silvestre: Como é que gostavas de te chamar?
L: Bloom Sparkle Twilight...
Silvestre:...

quinta-feira, abril 23, 2015

O que é o amor para ti? (repost)

Numa aula de português do 9º ano, a professora pediu-nos para definirmos o amor, lá comecei a ouvir as frases da ordem «o amor são dois olhares num só», «o amor são duas bocas num beijo», etc, etc. Já estava à beira da náusea quando chegou a minha vez e respondi «o amor é como pasta de dentes com sabor a peixe frito». A professora quis-me por na rua. Assumi o meu estatuto de incompreendido que durou até ao final da faculdade quando uma colega assinou numa das minhas fitas «conhecer-te é como comer um iogurte a seguir a um cozido à portuguesa». Aparentemente era a pessoa certa para compreender a frase da minha adolescência. Não me enganei.


ps.deu-me vontade de fazer o repost depois de ler a associação entre amizade e carnes flácidas no blogue do Pedro. A liberdade poética é uma coisa linda. 

Sapiossexual

(adj) A form of sexual orientation characterized by a strong attraction to intelligence in others, often regardless of gender and/or conventional attractiveness...


E esta hein? 

Senhoras e senhores... The Tiger Lillies



Nothing is Sin - The Tiger Lillies

Para definir a música deles diria que circo e drama se cruzam com cabaret francês. O resultado são canções teatrais que podem ir do cinemático trágico ao estilo Kusturica enérgico. É um prato de comida diferente. Mas o diferente pode ser bom.

Gajos pouco claros - Gajo 2

O Gajo 2 conheci-o na praia através de um amigo que me disse «hoje vem cá ter um rapaz de quem eu gosto bastante. já dormimos juntos mas ainda não aconteceu nada. Quero ver o que me dizes dele.» Quando ele chegou à praia, fomos apresentados e a tónica do dia é que ele ficou a falar muito mais tempo comigo do que com o meu amigo.

No fim da tarde disse-me «gostei imenso de te conhecer, tens de aparecer com o D. na minha casa para tomarmos café». Adicionou-me no Facebook (parece que é sempre o passo seguinte).

Uns 4 dias depois disse-me anda beber café a Campo de Ourique o D. não pode vir, mas vens tu. Fui e foi um serão bastante simpático, falei de várias coisas, de projectos, do namorado que vivia em Espanha, Ele falou de coisas profissionais, do cão, etc.

Convidou-me para um novo café onde esteve também presente o companheiro de casa dele durante um bocado, e depois disseram-me se eu não queria ir conhecer a casa que era ali mesmo ao lado. Fui e estava tudo a ser bastante simpático até o amigo se ter retirado.

Diz-me «simpatizas bastante comigo, certo?» Ao que eu respondi que sim. «Então porque é que ainda não falaste em ir para a cama comigo se nos estamos a dar tão bem?».Eu disse que ele sabia perfeitamente bem que eu tinha namorado não percebia a pergunta. Ao que ele simplesmente respondeu «desculpa, isso nos dias de hoje não importa nada, não me venhas com essa, é porque eu sou feio? Não gostas do meu corpo?» Disse-lhe que não havia nada de errado com o corpo dele que até era bastante atraente, mas eu tinha namorado e que para mim as relações são a dois e não a três ou com participações especiais. Pareceu-me que aceitou bem a resposta.

Uns dias depois estava com uma amiga nas Amoreiras e passa ele com um amigo, Fui para lhe falar e ele fez um leve aceno de cara e foi embora. Eu fiquei plantado e a minha amiga a perguntar se eu não me tinha enganado na pessoa. À noite mandei-lhe uma mensagem a perguntar o que tinha sido aquilo. Respondeu-me que não gostou que eu estivesse tão próximo da casa dele e não tivesse dito nada. 

M-e-d-o. Nunca mais aceitei convite nenhum e deixei este contacto arrefecer até à inexistência. 

quarta-feira, abril 22, 2015

A novidade que afinal não era

Silvestre: Tenho uma coisa para te contar.
L.: O quê tio?
Silvestre: Tenho um namorado novo.
L.: Oh...eu já sei. O F.
Silvestre: Sabes como?
L.: Duhhh... eu já o vi na casa do meu pai. Só não falei com ele porque a mamã me disse para não falar com pessoas que não conheço, mas hoje já posso porque já o conheço.
Silvestre: Mas como é que sabias que era namorado do tio?
L.: Oh... eu sei estas coisas. O que é que ele lá estava a fazer?

Belos 6 anos tem a minha sobrinha.

Photograph - Ed Sheeran



Photograph - Ed Sheeran

Gajos pouco claros - Gajo 1

Conheci o Gajo 1 através de um amigo, na altura namorava o meu ex, e ele  disse-me que sentia uma enorme química comigo que eu era muito porreiro.  Fiquei contente porque ele era bastante simpático e nunca digo não a novos amigos. Comecei a ser adicionado às saídas do grupo deles e estava bastante contente por ter pessoas novas na minha vida.

O Gajo 1 pediu-me amizade no Facebook, número de telefone e parecia promissor até uma saída em que 3 de nós fomos tomar banho numa barragem em cuecas. As cuecas não secaram e tivemos de tirá-las antes de vestir os calções. No carro adormeci porque estava podre. 

No dia seguinte começaram as conversas de FB, «ontem no carro adormeceste e a tua perna ficou colada à minha». Ao que respondi que não tinha dado por nada porque estava a dormir. Depois seguiu-se o «apesar de te teres virado ontem eu vi-te a pila. agora só me falta vê-la de pé e olha que eu sou capaz de fazer maravilhas na cama, olha que aguento como ninguém». A esta conversa bastante explícita «respondi que certamente que ele era maravilhoso na cama, mas que eu tinha namorado e por isso não ia acontecer nada». Ele simplesmente respondeu «mas qual é o problema? ninguém tem de saber dos nossos conhecimentos, só tu e eu». Eu respondi que eu ficava a saber e que não fazia isso.

Seguiu-se mais uma ida à praia, seguiu-se mais uma ida a um evento conjunto, mais algumas conversas sobre aquilo que eu estava a perder e como era bom na cama. E a minha resposta cordial a agradecer a preferência, mas que não obrigado.

A última conversa que tivemos foi sobre o facto de eu uma conhecer uma prima dele. A seguir a isso apagou-me do Facebook e mais tarde o amigo que nos apresentou, disse que tinha estado num jantar em casa  dele e que se tinha falado no meu nome e que ele disparou numa raiva enorme e a falar mal. Não percebia porquê. Eu tenho as conversas de Facebook guardadas. Lá está o porquê. Embirro profundamente com pessoas que me vêm com a conversa da amizade e depois é isto. E este foi apenas um deles. 

terça-feira, abril 21, 2015

Senhoras e senhores... Kovacs.



My love- Kovacs

Sharon Kovacs é holandesa, é sexy, é dark, é emocional. Eu diria que a sua música cruza Lana del Rey com James Bond e tango. Poderá ser uma cantora bastante interessante para quem gosta de cenários dramáticos em tons profundos.

A vizinha Palmira

A minha vizinha Palmira foi viver para a casa ao lado da minha tinha eu 20 meses. Quando a minha mãe precisava de fazer algo, deixava-me com esta vizinha por algumas horas porque ela gostava muito da nossa família. Quando eu tinha 4/5 anos deixa-me brincar com os brinquedos do filho, uns 11 anos mais velho que eu, que guardava religiosamente para os netos que havia de ter. Eu não estragava nada e arrumava tudo na gaveta, depois preparava-me o lanche iogurtes ou papa de banana e bolacha.

Trabalhava imenso para ter uma vida melhor. O marido tinha zero ambição e ela queria mais. Tinham uma péssima relação com episódios de agressão. Era muito nervosa e teve 3 esgotamentos nervosos ao longo da vida. O meu pai, porque achava que ela era uma mulher de armas propôs dar-lhe uma quantia de dinheiro para ela comprar mercadoria e vender. Pagaria quando pudesse (o meu pai era este tipo de homem, permitiu a bastante gente que se lançasse na vida por acreditar neles e achar que mereciam). Assim começou a vida dela como vendedora, primeiro roupa, depois ouro e conseguiu vencer na vida.

Era uma mulher humilde no vocabulário e no trato, o que não agradava à mulher com quem o filho casou (que infelizmente se esqueceu de onde tinha vindo a família dela). Quando chegou o tão desejado neto (uma menina), ela podia ver a neta uma vez por semana durante uma hora e pouco e se o filho se atrasava, às vezes eram 10 ou 15 minutos, em que ela andava a fazer macacadas e a rebolar no chão com a miúda. Mas sabiam a pouco e ela sofria muito por isso. Chorava bastante por esse facto e eu não conseguia compreender porque tinha de ser assim.  

Já eu tinha os meus 18 anos e ela, quando os meus pais estavam fora ainda vinha perguntar se eu precisava de alguma coisa e lá vinha com uns iogurtes de banana na mão (os que eu comia quando era pequeno), que deixava ficar. Era devota do Dr. Sousa Martins e ofereceu-me uma medalha para eu colocar na carteira, perdi-a mas não lhe contei. O marido morreu de cancro no fígado, ela disseque rezou ao Dr. Sousa Martins para ele nunca ter dores. Não sei se foi pela fé dela, mas ele nunca teve dores, mesmo quando os médicos diziam que era impossível ele não as ter. Confesso que fiquei na dúvida.

Andava sempre com umas mãos bem tratadas e bem arranjada. Umas unhas grandes pintadas de vermelho, as suas pulseiras de ouro, o  cabelo sempre arranjado e a roupa toda janota. Sempre num asseio e com um bom gosto que foi adquirido e trabalhado com os anos. Contudo, os anos de nervos, de trabalho duro, de sofrimento fizeram a cabeça vergar. Começou a ter mais problemas, aos 70 anos já se perdia. Estava em Lisboa e não sabia onde morava, várias vezes a vieram trazer a casa porque ela sabia descrever o monumento lá no nosso sítio. Mas piorou, as conversas deixaram de ter nexo e ela deixou de sair de casa.

Quando ia visitar a minha mãe, ela dizia-me que a Palmira estava muito mal. Mas quando estava ao portão lá a ouvia chamar o meu nome. Ia ter com ela, estava confusa, mas não se esqueceu de mim do meu irmão, da minha mãe e do meu pai. Já não era a mesma, o cabelo por pintar, as unhas roídas e meio sujas, a roupa cheia de nódoas, o jardim que ela cuidava como um paisagem de um quadro num desalinho. Não importava o quão longe estivesse, ela gritava sempre o meu nome e eu via a mão a dizer-me adeus. «Gosto muito de vocês, nunca me esqueço de ti». 

Estive em casa da minha mãe e o quintal da vizinha Palmira parece uma selva. E ela deixou de dizer adeus. O filho levou-a para um lar porque ela já deixava o gás ligado, e era um perigo para ela mesma. Ninguém sabe para onde a levou. A minha mãe falou com a cunhada dela que também não sabe onde ela está. Parece-me tudo, no mínimo estranho.

Não sei porquê hoje a vizinha Palmira não me sai do pensamento. Terá 76 anos penso. A mente foi embora. Mas eu retenho apenas que foi uma grande mulher. Lutadora. Amiga. Não sei o que foi feito dela. Não sei se morreu. Achei que devia falar dela. Foi sempre boa para mim e para os meus. E teve sempre um sorriso verdadeiro para nós, mesmo quando a cabeça dela já não a deixava ser quem era na totalidade. Sei que esteja ela onde estiver eu estou no seu coração. Ela definitivamente está no meu. 

É mais ou menos isto...


segunda-feira, abril 20, 2015

Senhoras e senhores ... Moddi



Smoke - Moddi

Para quem gosta de Folk Pop este cantor norueguês pode ser uma boa opção. As suas canções são melódicas e oscilam entre o calor afectivo e o melancólico, com orquestrações muito ricas apesar da simplicidade intrínseca. 

Amigo

Esta palavra tornou-se demasiado polissémica.

A minha mãe e o domingo feliz...

Um dia ainda vou escrever aqui um texto biográfico sobre a minha mãe. Também falta escrever um sobre o meu pai, mas há tanto para dizer que parece sempre pouco tudo o que eu possa dizer. 

Quando fui operado à coluna a minha mãe veio para a minha casa para ajudar no que fosse preciso porque o namorado trabalha e eu não podia ficar sozinho. Esteve cá três semanas e deu-se muito bem com o namorado com quem, até à data só tinha estado uma noite a jantar. Uniram os dois esforços para me fazer a vida o mais fácil possível.  Como as minhas melhoras nunca aconteceram acabei por lhe pedir para ir para casa, uma vez que ela ficava transtornada quando as minhas dores apertavam. 

Acabei por me habituar ao mal-estar e agora tenho ordem para andar e alternar entre o deitado e o estar de pé. Aproveitou para marcar um almoço a casa dela no domingo. Quando cheguei vi que tinha cortado o cabelo como eu gosto de a ver, preparou um entrecosto assado no forno porque eu andava a falar nisso há semanas, um arroz doce maravilhoso e uma salada de frutas espectacular para o namorado porque se lembrou de ele dizer que adora salada de frutas. 

O meu irmão lá estava também com a sua garrafa de vinho alentejano, como manda o figurino, e fartamo-nos de rir e conversar. Um verdadeiro almoço de família onde só faltava a minha sobrinha para estar a família completa. 

Gostei dos detalhes da minha mãe para com o namorado que já estima, como ela me disse «quem trata tão bem o meu filho só pode ter o meu afecto». E mais uma vez a minha mãe, com o seu metro e meio, mostra-me que é enorme. Somos uma família e ela sabe gerir a família como ninguém. 

sábado, abril 18, 2015

Azeite e gatos não é uma boa combinação

Entornei azeite na bancada e o Sr. Limão foi logo pisar o azeite. Irritado, empurrei-o para fora da bancada e posso dizer que graças ao azeite ele não aterrou de 4. Não foi propriamente uma aterragem, foi mais derrapagem e cabeçada na parede. Azeite e gatos não é uma boa ideia.