quinta-feira, julho 16, 2020

Big Brother 2020

Apesar de resistir à ideia de ver o Cláudio Ramos a ser péssimo apresentador, lá cedi e acabei por estar a acompanhar o Big Brother, que há 20 anos atrás foi um formato bastante interessante e que agora o é bastante menos porque a nossa sociedade mudou. As pessoas dentro da casa são o reflexo desta nossa sociedade hedonista, impaciente,  imediatista e sem capacidade de se pensar a si mesma.

Fiquei chocado inicialmente e depois comecei a seguir o programa à laia de "guilty pleasure" (e nas galas passar a parte do Cláudio para a frente). O que acabou por me prender foi a curiosidade de ver se algumas das pessoas com carácter duvidoso conseguiria chegar à final. 

Felizmente, o grupo dos pessoas com maus fígados tem estado a sair da casa seja por escolha do público, por expulsão ou por desistência. Mas para alguém com um mínimo de bom senso é assustador perceber que determinadas pessoas existem e ainda a facilidade com que elas se organizam em matilha contra alguém que não pense exactamente da mesma forma.

E não vale a pena conversar com essas pessoas ou porque são terrivelmente prepotentes ou burras ou as duas coisas. Tenho visto maldade gratuita inqualificável e uma incapacidade gritante de auto-análise misturada com egocentrismo.  

Assim, Pedro Soá, Sónia, Teresa, Daniel Monteiro, Jéssica, Pedro Alves, Hélder e Angélica representam muito do que há de mau na sociedade, mas mau mesmo. 

Por outro lado, é bom saber que existe pessoas como a Slávia, Diogo, Ana Catharina, Soraia e até a Iury. 

E para terminar gostava de deixar esclarecido que ser frontal não tem nada a ver com ser agressivo, mal-educado e intolerante. Portanto, qualquer um do grupo dos maus fígados que invoca frontalidade constantemente, é ou burro (não sabe língua portuguesa) ou intelectualmente desonesto. 

Do meu lado já só quero mesmo ver quem é finalista, vou parar de acompanhar porque cansa tanta maldade. Desgasta o espectador. 





O que se pode fazer apenas com voz



Uma boa versão da canção da Dua Lipa. Sem instrumentos. 

terça-feira, julho 14, 2020

Pensamento aleatório

Quando achamos que o que está à nossa volta não faz muito sentido, estamos mais perto de partir em busca dele. 

A minha sobrinha comove-me

- Tio, queres mesmo ser pai de verdade?
- Depende muito do que acordar com o teu outro tio sobre adopção.
- Como eu não vou ser irmã de ninguém, gostava de ser prima. Mas olha, se adoptares uma dessas meninas perdidas no sistema. Vais ter de ter muita paciência e compreensão. Ela já deve ter tido outras pessoas que não a quiseram e vai estar muito triste ou revoltada. Tens de lhe dar muita atenção para ela confiar em ti e saber que gostam dela.

terça-feira, julho 07, 2020

Judeus Sefarditas e a nacionalidade portuguesa

Acho bem que a lei seja restringida a famílias que tenham efectiva ligação a Portugal. Não acredito que estejamos a reparar a história com isto e gerou-se, apenas, uma forma fácil de obter um dos passaportes mais apetecíveis no mundo. O passaporte português e o 4º passaporte mais valioso para entrada em países terceiros.

Eu próprio sou descendente de judeus por linha paterna, mas não suporto a ladainha de vitimização da comunidade judaica (genericamente falando) e a tentativa constante de rentabilizar os horrores que o povo judeu sofreu no passado. Há muitos povos no mundo a sofrer horrores indescritíveis e outros que foram (e continuam a ser) exterminados. Mas falamos de povos africanos, asiáticos, e sem o poder económico e mediático do povo judeu. 

Diz o provérbio popular que "quem não chora não mama", mas começo a ficar um pouco farto tanto do choradinho, como do paternalismo ocidental para com esta população. 

Gostava que houvesse verdadeira justiça no mundo, para todos os povos, e não privilégios para quem tem mais recursos e capacidade de organização.  Se houvesse justiça para as pessoas todos estávamos incluídos, porque todos somos pessoas. 

segunda-feira, julho 06, 2020

Um frase importante

«Dar direitos a todas as pessoas, não retira direitos a ninguém.»

A prima do meu namorado

Uma das primas mais novas do meu namorado perdeu no espaço de um ano duas pessoas pessoas estruturais na sua vida: o avô e a mãe. Basicamente foram estas pessoas que a criaram e que lhe davam estrutura emocional. A miúda, que ainda tinha 14 anos, perdeu o ano escolar e ficou no meio de uma decisão entre ir viver com a irmã mais velha ou ficar perto daquilo que conhecia (mas ao cuidado de uma avó bastante castradora). Escolheu a segunda opção, mas tem andado um pouco sem referências e numa tensão que não lhe tem deixado muita objectividade quanto à vida. Parece que é como se o futuro não importasse. Não quis seguir uma via de estudos, mas concordou em tirar um curso técnico-profissional a partir do 10º ano. Ao saber disso,  tenho dedicado alguma atenção extra à miúda e tentado que ela invista seriamente no que vai fazer e se for boa, quem sabe, poder no final desta aventura voltar ao caminho da universidade.

É uma miúda inteligente e com bons princípios (parece-me) e por isso poder fazer algo para lhe alargar os horizontes e permitir que ela tenha mais opções de escolha e de decisão é algo que me faz bastante sentido. Às vezes o facto de alguém se ter importado pode fazer a diferença na vida de uma pessoa, em especial na adolescência. Quem sabe isso possa acontecer neste caso, o que eu sei é que não vou desperdiçar a oportunidade de poder fazer essa diferença, mas sendo um investimento a fundo perdido. 

Durante o almoço

Durante o almoço de hoje fiquei a ouvir tudo  que se falava no restaurante sobre a COVID e é incrível a desinformação que existe. Também é evidente as diferenças entre pessoas que coabitam o mesmo espaço, aquilo que elas estão dispostas a ceder, aquilo que elas conseguem tolerar. 

Já percebi que:
- há gente que acredita que a vacina do COVID tem um microschip para nos controlar;
- há pessoas que se recusam a ficar confinadas (porque não nascemos para isso);
- há pessoas que não fazem ideia do que se passa no país em termos de prevenção;
- há pessoas que acham que existe medicação para curar o vírus nos hospitais e por isso é uma parvoíce andar de máscara.