quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Só ontem me dei conta

Que para além de Touro, Leão, Escorpião e Aquário também são signos fixos. Isso explica muita coisa. 

Dia dos namorados

No ano passado celebrei este dia no dia 13 de Fevereiro para evitar as enchentes do dia 14 nos restaurantes, ofereci um presente, recebi outro, estava feliz. As circunstâncias mudaram. Este ano vou para casa de um amigo e seremos 6 pessoas juntas a fazer massa fresca "from scratch", se correr mal encomendamos pizza. Não haverá presentes. Há vinho e haverá alegria. Estarei feliz também. 

Alex Ru$$o


Perfect on my mind - Alex Ru$$o

Serenidade

Consegui ao fim de algumas semanas retomar a serenidade. Há provas físicas concretas. A minha casa teve uma inundação muito grave, vinda do telhado do prédio. Tive dias bem complexos e tenho a casa com estragos. No último sábado enchia um balde de água a cada 4 minutos e mantive a tranquilidade. Isto é bom, aceitar o negativo sem que isso desiquilibre. A neurodivergência pode ser muito complexa e quando o stress emocional aperta, rouba-nos de nós próprios. Tenho para mim que ter um cérebro que funciona de forma diferente rouba as pessoas que assim o têm daquilo que as torna "elas". Quando somos a "divergência" não estamos a ser o que somos realmente. A real personalidade desaparece - perante o estado de stress emocional - e até pode ficar seriamente doente. 

Gosto da ideia de se ser vulnerável, podemos ser com amigos, com família e com parceiros de vida, e significa que intencionalmente baixamos qualquer tipo de guarda perante aqueles que são um lugar seguro para nós. A fragilidade já é algo que me desgosta profundamente, porque não é opcional. Acontece e está ali, sempre a subtrair qualquer coisa que não deveria ser subtraído. 

As tempestades servem para muita coisa. É curioso que estas tempestades físicas, este "rio atmosférico" sobre a península ibérica, vieram culminar um período de outras tempestades, estas metafóricas.  Trouxeram a ideia de que depois da destruição vem a reconstrução e que o é destruído, é regra geral o velho ou o que não tinha estrutura sólida para continuar a existir. Depois das tempestades constrói-se sempre mais forte o que há para construir. E a água limpa, quando é feroz arrasta, mas de qualquer forma deixa exposta a realidade das coisas; e quando a realidade das coisas está à vista. É tudo mais fácil de gerir, é mais fácil recomeçar. Não há nada como saber o que fazer e saber o que fazer dá muita serenidade. 

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

What a simple thought

You couldn't understand it
Why you felt alone
You were in it for real
She was in her phone
And you were just a pose.

And don't we try to love love
We give it all we got (we give it all we got)
You finally left the table
And what a simple thought
You're starving til you're not.

Opalite - Taylor Swift

terça-feira, fevereiro 10, 2026

Heidi Happy


And I know - Heidi Happy & Scott Matthew



Evidemment - Heidi Happy & Meimuna



Can´t you hear my heart tapping? - Heidi Happy & Pablo Nouvelle

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Inverno

Este inverno tem sido bullying climático. Não se aguenta já.

Doces

Fiz uma coisa doce sem açúcar, um cheesecake de queijo cottage e mirtilos, só com um pedacinho de stevia e resultou lindamente. A repetir.

Presidenciais

Talvez seja a primeira eleição presidencial em que existiram dois vencedores. O objetivo de André Ventura nunca foi ser Presidente da República e venceu com excelência o desafio de não ser esquecido e de se manter relevante (e à sua mensagem) num período intermédio entre legislativas. O Chega é um partido com uma consciência total sobre o poder do marketing, seja este feito com informação verdadeira ou falsa. O importante é não deixar de estar "à vista" e de forma contundente. Por isso, que grande jogada de André Ventura. O poder que ele quer é o legislativo. 

Já António Seguro teve a sua vitória em número e foi-lhe feita alguma justiça de pois de ter sido "varrido" da liderança do PS por António Costa. Ainda bem que António Costa o fez, porque (estritamente a meu ver) Seguro não tem fibra de primeiro-ministro. Não tem um pulso que sabe esmagar quando é preciso. Não tem individualismo que chegue. Não obstante, ser um homem que procura consensos e justiça, isso dá-lhe as características ótimas para ser Presidente da República, um cargo que é mais mediador do que agente. Portugal ganhou também com António Seguro como Presidente. Suponho que a sua presidência será parecida à de Jorge Sampaio, que foi um presidente discreto, mas justo e inteiro. Portanto, todos contentes. Portugal também ganha. 

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Pequenas nostalgias

Hoje fui dar uma espreita ao blogue do Hydrargirum, o que eu me ria com as coisas que ele escrevia, o humor inteligente. De repente dei por mim a pensar o que terá acontecido outros bloggers, como o Sérgio Sad Eyes, o João Máximo, a Margarida, o Arrakis. Percebo que quando a blogosfera perdeu o gás, quem levava isto mais a sério como um espaço de partilha e ampliação de conhecimento e amizades (ao contrário de mim que uso o blog como uma espécie de notebook pessoal), poderá ter perdido também a motivação ou simplesmente perdeu o tempo. 

Hoje em dia sigo apenas dois blogues ativos - do Francisco e do (Ex)Namorado - mas quando tenho tempo vou lá atrás sentir um bocadinho da energia dos outros e da energia que se viveu na blogosfera até há uns 10 anos atrás. 

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Metáforas

Diz que a casa é uma metáfora das nossas vidas. A minha casa está a meter água que se farta. Se calhar na vida também. Tenho estado a cuidar da casa o melhor que posso para não existirem grandes danos. Se calhar na vida também. 

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

Coisas boas

A minha mãe é ela mesma outra vez. Continuará dorida por muitos anos, mas, com pequenos ajustes, recuperou a vida de sempre, as rotinas de sempre. É uma guerreira. Na primeira metade do século passado, as pessoas faziam-se mesmo de materiais mais fortes.

Quando não se consegue fazer sentido

O tempo continua a passar desde o final da última relação e estou a viver o período mais longo em que deixei de olhar para o lado a pensar se aquela poderia ser "a pessoa". Não tenho interesse. O sonho morreu? Acho que não. Mas talvez o ter vivido o sonho a dada altura e tê-lo visto desaparecer completamente impotente (apesar de ter feito o possível e impossível para que tal não acontecesse) fez-me sentir que não quero passar por isso de novo. A vontade de não passar por sonhos desfeitos tornou-se maior que a vontade de realizar sonhos. E isso tem mudado a minha postura perante a vida. Não consigo fazer sentido de certos factos passados e a minha incompreensão torna-me fechado e defensivo. Até hoje sempre tinha conseguido compreender o que se tinha passado, mas aqui foi tudo tão surreal e contrassenso que me mina qualquer tipo de vontade de estar em jogo. Encolhi. 

domingo, fevereiro 01, 2026

Avatar: O Caminho Da Água

O primeiro Avatar é um dos meus filmes favoritos. Gostei mesmo muito. Hesitei muito sobre ver as continuações porque poderia perder alguma da ilusão que o filme me tinha deixado. Não sei se foi porque estamos numa época diferente e passou muito tempo, não sei se porque o segundo capítulo sofre do problema de todos os segundos capítulos das trilogias que radica em ser o enchimento entre as partes narrativas que realmente interessam. Achei o argumento fraco em concretização. Percebo a ideia, mas não me fez muito sentido algumas das opções, nem mesmo a própria narrativa. Assim, que achei engraçado pela tecnologia envolvida, e pouco mais.

12/20

Viagens

Para já Sevilha e Paris estão garantidas, Amesterdão ainda está no prelo. 

Assim que tiver tempo

Assim que tiver tempo e liberto das avaliações do PhD. Vou voltar às costuras. Há muito tempo que não faço nada, mas tenho muita roupa para "rever" e uns quantos lençóis para ajustar e mais uns para fazer. Está uma Olívia Costureira no forno.

sábado, janeiro 31, 2026

Pop Mega Party 90s/00s

Disse às minhas primas que me sentia vazia e que precisava de conhecer pessoas novas.  Como sabem que eu gosto muito de dançar, combinamos ir a uma festa de música dos 90s/00s e de repente lá estava eu num grupo de 14 pessoas (seis da minha idade e sete nos 28/30). A música esteve ótima e diverti-me estrondosamente. O facto de não ser um local gay e de a frequência ser fundamentalmente jovens deixou-me mais liberto para poder dançar como me apetecesse. 

Fui de botas Doc Martens, camisa xadrez com mangas arrancadas e jeans elásticos, bem aos estilo 90s e a partir dali, foi sentir o espírito e deixar a música sair pelo corpo. Aconteceu algo que não acontecia desde 2008 (quando no Trumps apareciam umas miúdas cheias de estilo que gostavam de dançar e a querer dançar com gays porque se sentiam seguras a ser mais sexy sem chatices), umas miúdas dos seus 20 anos vieram perguntar-me se podiam dançar comigo, claro que podiam. Quando saímos para dançar é para isso mesmo. 

Uma das amigas da minha prima mais nova, tinha um groove fenomenal e diverti-me mesmo muito a dançar com ela. Professora, 30 anos, 2 filhas pequenas e uma vez no mês ela e o marido (em separado) fazem uma saída com os seus amigos e o outro fica com as crianças. Uma miúda já cheia de responsabilidades, inteligente, com um trabalho exigente e não deixa de ser vibrante e cheia de alegria.

Saí de lá com o corpo em frangalhos (porque dancei como não o fazia há uns 10 anos), mas de coração muito cheio. E com convites para jantar e com convite para uma despedida de solteira em Ibiza ou Itália (ainda a decidir). 

Quando cheguei a casa o Limão estava enrolado na manta quentinho e nem se mexeu. Fui para a cama com uma boa energia tremenda e a pensar que na próxima Pop Mega Party lá estarei e melhor ainda se o grupo for assim de bom.

sexta-feira, janeiro 30, 2026

O que eu mais gosto na vida

O que eu mais gosto na vida são as relações humanas. A ligação que podemos fazer/ter com outro indivíduo. Faz-me sentir cheio. A forma como tocamos alguém ou alguém nos toca em essência é algo de muito especial para pessoas que acham que memórias partilhadas são o mais bonito que há. 

As memórias partilhadas, com o nosso parceiro, com família, com amigos, podem ser até com um estranho (como quando - na Tailândia em 2017 - duas senhoras de 69 e 65 anos me convidaram para me sentar na mesa delas a beber uma bebida e conversar e nunca mais me esqueci do que uma falou sobre o amor da vida dela com quem esteve apenas 5 anos).

É isso que me dá "gás" o contacto humano, as ligações que consigo estabelecer, a troca de energia que se dá. Nos últimos tempos tenho feito tudo ao contrário. Tudo do avesso. Não sou uma ilha e tenho tentado viver como uma ilha barricada contra os piratas. Às vezes sou tão totó, mas uma das minhas características é desenraízar-me com facilidade. Por isso, é retomar, as vezes que forem necessárias.


Models Strangers' Daniela said

Big Lesson: Dare.

Life is about: Giving love, be surrounded by the right people, share good energy and good vibes, try to be humble, avoid biases, open to everything that life brings to you. 

quarta-feira, janeiro 28, 2026

Poesia coreana

Hoje vou plantar uma flor 
num canto da sombra onde te conheci;
quando a flor crescer e desabrochar,
toda a angústia que surgiu do nosso encontro
transformar-se-á em pétalas
e voará para longe.

- Mah Jonggi -

O tempo é finito

É uma noção básica da qual não temos sempre presentes as implicações. 

segunda-feira, janeiro 26, 2026

Para (eu) mais tarde recordar

As marmitas dos almoços desta semana com couves de Bruxelas e frango em redução de moscatel ficaram um espetáculo. 

Ando a precisar disto



Locked In - David Guetta, Morten (feat. Trippie Redd)

(Dançar cura tudo e um par de botas...)

Ela

Por trás do meu discurso mais pessimista existia algo escondido. O que ela diz esteve sempre certo até hoje. É fazer o que ela diz e pronto, mas já me cansa um bocadinho estas flutuações (demasiadas em tão pouco tempo).

domingo, janeiro 25, 2026

Younger

Não conhecia a série, mas a Netflix sugeriu e eu na minha encarnação de "cat lady" lá fiz o meu binge. No ar entre 2015 e 202, esta "dram/com" fala sobre o idadismo de uma forma leve e ainda passa por toda a agenda do politicamente correto, sem ser chata a esse respeito. 

Liza um mãe de 40 anos resolve voltar ao mercado de trabalho depois de 18 anos e enfrenta todo o tipo de preconceitos, que resolve vencer fazendo-se passar por alguém com 26 anos. Esta mentira aparentemente inocente dá origem a muitas situações cómicas, mas também verdadeiros dramas complexos. 

As primeiras 4 séries são muito boas e depois começa a cair um pouco a qualidade do enredo, com uma última série a acabar ali tipo "Game of Thrones", deviam ter investido um pouco mais para acabar com um BANG e não com um PFFF.

Não obstante foi muito agradável de ver, e volto a dizer que foi a melhor integração de politicamente correto que já vi, a diversidade de orientações sexuais, idades, credos, status, raças, etc. é enorme e sempre a fazer sentido.

quinta-feira, janeiro 22, 2026

Expetativas

Sempre fui um sonhador, um otimista, sempre acreditei ou esperei por algo. Na minha mente a seguir a qualquer coisa viria outra coisa melhor ainda, mesmo que não fosse logo a seguinte. Porque nada resultou neste meu modo de ver a vida, há cerca de 3 meses, tive esta ideia de viver sem expetativas externas e de esperar apenas de mim, ou seja, o que posso controlar. 

Parece que esta ideia de reduzir as expetativas ao mínimo, também reduziu a minha vida ao mínimo. Trabalho, estudo, vou ao ginásio e estou em casa sozinho ou saio sozinho. O fim de semana que passei em Roma (como que fora do mundo real) deu-me uma comparação com o que, atualmente, é o meu quotidiano; apercebi-me contundentemente de que viver sem expetativa me mata em essência. 

Não consigo perceber se como me comporto agora é fruto das circunstâncias, ou se existe um novo eu. Não sei o que está aqui e enquanto não perceber, o melhor mesmo é ficar inerte, com a exceção de resistir à tentação de estar sempre sozinho. Pensei que já tinha caído tudo o que tinha de cair à minha volta, mas creio que o processo ainda não está completo. Estou agora a afastar-me até das coisas que me são queridas para ganhar perspetiva. Saramago dizia que "temos de sair da ilha para vermos a ilha". Por aí ando; mas é um lugar solitário. O que fora de mim foi verdade nestes últimos anos?  Sei que foi tudo verdade o que senti pelas pessoas, mas até que ponto simplesmente imaginei/fantasiei o inverso?  

Viver sem expetativa poupa-me às charadas e aos passos em falso, mas poupa-me à vida também, ao que me dava sentido. Ainda não consigo fazer sentido de nada. 

quarta-feira, janeiro 21, 2026

Vamos lá experimentar a Honor.

Viva a troca de pontos e os saldos. 

terça-feira, janeiro 20, 2026

A Cicatriz - Maria Francisca Gama

Quando resolvi ler o livro, fi-lo porque me apetecia ler um novo autor português. Não sabia sobre o que tratava e soubesse não o teria lido. Spoiler. Uma das coisas que mais me choca na vida é a violação, razão pela qual evito qualquer filme ou série ou livro que falem sobre isso. Quando percebi durante a leitura do que se tratava, resolvi ir em frente na mesma e enfrentar o desconforto.

É-me por isso muito difícil falar deste livro. Mas ao jeito de sinopse, A Cicatriz conta a história de um casal que embarcam numas férias de sonho no Rio de Janeiro. Tudo está a ser perfeito até ao momento em que se dá um acontecimento marcante, que os separa para sempre.

Posso dizer que chorei a ler toda a parte mais violenta do livro - pela personagem e por todas as pessoas que sofrem este ato por parte de alguém. 

A primeira consideração que faço sobre a autora é que tem uma boa imaginação, que sabe construir blocos narrativos e que o livro tem uma estrutura narrativa muito boa. Mas acabo aqui com o positivo.Senti que este livro escrito pela Valérie Perrin seria - talvez - uma coisa muito bela, porque é preciso ter profundidade, sensibilidade, e compreender a dor, a desgraça e a miséria humana nas suas diferentes manifestações. 

A escrita da autora (ou voz da autora) é uma escrita muito jovem, mas não sentido fresco do termo, é uma escrita para a geração Instagram, que adora "lamber" o superficial, para quem o efeito de choque, ou a repetição de descrições de marcas e roupas e lugares é suficiente. Há aqui um efeito plástico pronto a consumir, que me desagrada profundamente. Outro fator que me desagradou foi a escrita "beta". Não conseguia deixar de olhar para a personagem como uma beta e que o que está a ser contado por palavras poderia ser visto em stories do Instagram. Este livro não é fantástico, este é um livro para influencers, para malta nos seus 20s mostrar que lê coisas sobre assunto sérios como a violência contra as mulheres, e debitar três ou quatro frases interessantes enquanto mostram uma foto do livro num arranjo altamente estético e Instagramável. Não acho que faça justiça ao tema. Mas eu não  sou crítico.

11/20

Açucar Queimado - Avni Doshi

O meu primeiro livro de 2026 é também o romance de estreia de Avni Doshi que foi finalista do Booker Prize. A minha expectativa sobre a narrativa de uma relação tóxica entre uma  filha habituada ao abandono pela mãe precocemente demente e de quem tem de cuidar agora, era logicamente elevada. 

O certo é que nunca consegui captar a tensão entre mãe e filha como a que existe no magistral Uma Duas de Eliane Brum. A história é contada também no passado, mas nunca senti efetivamente a veia rebelde da mãe (que abandonou todas as expectativas relativas a uma mulher na sociedade indiana, abandonando paralelamente o cuidado da filha), nem nunca consegui sentir efetivamente o trauma mental que supostamente se constitui na filha e que determina o seu modo de vida em mulher adulta. 

Pode dar-se que pelo motivo de os factos serem referentes a uma cultura que não domino, podem ter a ver com a minha falta de engajamento na trama. Não obstante, Lar em Chamas de Kamila Shamsie, cativou-me muitíssimo. 

Os personagens também não me cativaram. Às vezes acontece que estamos a ler e gostamos muito dos personagem, da forma como estão construídos, mas no caso isso não se deu.

13/20

Rizzers



Kiss me like there is no tomorrow - Rizzers

Desinteresse

Não tenho dúvidas de que o celibato foi uma das minhas melhores decisões dos últimos anos, mas eu tenho uma tendência para cair em polos opostos e parece que corro o risco de que o desinteresse se instale. Há - de alguma forma - uma relação com o facto de não querer nada que não seja minimamente significativo, por um lado, e por outro lado com o facto de não estar a procurar relações. 

Nestes meses a minha vida tornou-se um ciclo de trabalho, estudo, ginásio, dança e casa. Os amigos têm sido uma parte importante, mas neste último mês nem os amigos procurei muito, se não fossem as viagens à Madeira e a Roma (das quais eu quase desisti) ia continuar na minha vida pouco social. Mas ainda bem que as fiz e foi maravilhoso cada uma das duas.

É claro que tenho de fazer algo para alterar este estado, pelo menos o de viver em "solitude". A psicoterapeuta quer que eu não deixe de estar em movimento, que mesmo não procurando conhecer/interagir com rapazes, que continue a procurar os amigos e que os inclua nas minhas atividades. 

É um facto também que gostava de alargar os horizontes, conhecer pessoas novas, mas estou a fazer muito pouco por isso. Podia no ginásio retribuir sorrisos ou olhares e simplesmente não me apetece. Até a minha mãe já se "meteu ao barulho", no sentido de me alertar para que eu não me feche demasiado. Eu digo umas parvoíces para as pessoas ficarem felizes e afastar a preocupação que possam ter, mas depois não dou energia ao que disse. 

É claro que tenho de fazer algo, mas ainda não percebi como. Vou pelo menos tentar não deixar cair o convívio com os amigos e não me transformar numa "cat lady". A realidade é que passo o meu tempo livre em casa com o gato no peito a fazer-lhe festas, e é bem bom.