quarta-feira, abril 01, 2026

Alice Merton


No roots - Alice Merton

Amizades

Costumo dizer que estou sempre disponível e aberto a conhecer novas pessoas, acho sempre que um novo amigo poderá estar ao virar da esquina (potencialmente). Amizades nunca são demais, mas qual o tempo útil e de qualidade que temos para dedicar aos nossos amigos? Quando estive menos bem mentalmente fiquei com a sensação de que estava sozinho e isolado, mas isso é a doença a levar a melhor sobre mim (quando ela se instala rouba-me "a voz", fala por mim, não sou exatamente eu). A realidade é que tenho muitos amigos e não falo de conhecidos, falo mesmo de amigos, pessoas que são lugares seguros para ser vulnerável e dizer o que vai realmente na alma. Sempre ouvi dizer que quando quisermos ter uma noção clara da nossa vida devemos fazer anotações em papel sobre o tema em questão e depois analisar o que está escrito. No outro dia fiz isso, coloquei no papel as relações realmente importantes que mantenho e fiquei verdadeiramente surpreendido por não ter a noção de que era tanta gente. 

Desde julho do ano passado que comecei a reformular o meu modo de pensar, a minha tipologia de valores. Não obstante, os últimos 5 meses foram essenciais para chegar a um nível de clareza que penso nunca ter tido e um nível de solidez analítica que só fará bem ao meu futuro (como tem feito no presente). A realidade é que não preciso de mais nada, embora aberto a acréscimos, tenho tudo aquilo de que necessito, não existem faltas, nem falhas. Estou completo e tenho um "edifício" cheio de amigos verdadeiros - o que não vou voltar a esquecer. Não preciso mais nada do que aquilo que tenho. Não ando à procura de ter aquilo que quero, porque quero aquilo que tenho e que é imenso. Quando existe foco, tudo muda. A lente com que vemos o mundo é a única coisa que importa.

terça-feira, março 31, 2026

Poesia de Charlotte Van den Broeck

Os edifícios inclinam-se
como se pedissem desculpa
por não suportarem
o peso das histórias que lhes confiámos.

segunda-feira, março 30, 2026

Louis Theroux: Inside the Manosphere

Este documentário é, no mínimo perturbador. Em primeiro lugar, o objeto do documentário, nomeadamente, influenciadores de extrema-direita, comunidades "incel", misoginia online e a radicalização de jovens. Estes influenciadores procuram a monetização destes discursos sabendo que a radicalização vende. Vendem também estilos de vida que não estão ao alcance de qualquer um, mas vendem (literalmente) o sonho. Não estamos a falar de "grunhos" conservadores ou de extrema-direita, estamos a falar de pessoas bastante inteligentes, uma das quais expõe o próprio entrevistador pedindo-lhe para ele dizer se o que se passa em Gaza é ou não genocídio e acusando-o depois de ele também se ter vendido ao sistema - e isso não se faz sem ter perspicácia aguçada. Ficamos a perceber os "telhados de vidro" do ideólogo do documentário e no final há ali uma sensação de que todos andam a tentar vender ideias que fazem dinheiro. 

15/20

Este fim de semana

Este último fim de semana de março foi muito bom. O P. veio visitar-me aproveitando que o melhor amigo dele estava - também - em Lisboa. Foi um fim de semana em francês, "turistando" na minha cidade. As conversas foram boas, a diversão imensa, e vejo mais sólidas as coisas que realmente importam. Abril vai entrar com eventos todos os fins de semana há muito tempo que não tinha a agenda "fechada" para o mês seguinte.  Uma coisa é certa, a vida presta. 

sexta-feira, março 27, 2026

Poesia de Hollie McNish


Posso dizer-te a raiz quadrada de nove,
mas não sei explicar por que nos dividimos
em pedaços cada vez mais pequenos,
só para nos encaixarmos na equação de outra pessoa.
Quem me dera que nos ensinassem a somar bondade, a subtrair medo
e a multiplicar as coisas que nos tornam humanos.

*Hollie McNish*

F.

O F. é meu vizinho, e é uma pessoa muito especial em quem confio de olhos fechados. Os momentos complexos trazem até nós pessoas impensáveis, com quem provavelmente nunca nos relacionaríamos porque somos de mundos diferentes. O acaso fez com que o paralelo se tornasse perpendicular, e uma pessoa conhecida a quem se diz apenas boa tarde, passa a ser um amigo. Tenho um profundo orgulho em ter passado a ser alguém especial para esta pessoa. Nestes últimos meses, terá certamente sido o meu melhor amigo e uma das pessoas que mais contribuiu para que eu me reconstruísse da maneira certa. Há um grupo largo de pessoas a quem estou muito grato, mas o F. merece um post só para ele. Que a vida lhe sorria sempre. Como ele bem diz " a minha mãe criou um soldado" e ele ajuda a fazer soldados de outras pessoas. 

Falso testemunho

Fico parvo com a capacidade inventiva de algumas pessoas. Não imaginam - por um momento - que as suas mentiras/fantasias podem prejudicar realmente pessoas? Qual é o propósito? É apenas causar danos ou será que sofrem de algum tipo de perturbação? Ou as duas? Há realmente comportamentos que me parecem no mínimo incríveis e não no bom sentido.

terça-feira, março 24, 2026

Poesia de Cécile Coulon

Eu queria oferecer-te coisas simples,
como batatas fritas
e uma tarde sem medo. 

*Cécile Coulon*

segunda-feira, março 23, 2026

Bullying

Creio que o facto de ter sofrido bullying durante bastante tempo me ensinou a ter mais empatia para com os outros e a não tolerar (de todo) pessoas más. Também me ajudou a desenvolver uma confiança muito grande ao perceber que quem diz mal, que quem ofende, que quem agride,  é pequeno e mirrado e, muitas vezes, miserável por dentro. Há coisas que não cabem na minha forma de viver e ver as relações humanas, então a presença dessas pessoas é uma espécie de zumbido de mosca, algo que só incomoda se prestarmos atenção. E se olharmos para o bonito da vida será muito raro que as sintamos, normalmente, as moscas andam perto do que está podre. 

Absolutamente maravilhoso


Sunday - Annahstasia

Tudo é construção

Tudo na nossa vida é construção, é processo. Estamos em processo e em progresso, seja no que somos como pessoas, seja nas relações que mantemos, seja outra vertente. A capacidade de ajustar o ajustável e rejeitar o que deve ser rejeitado é fundamental neste caminho. Igualmente fundamental é ter a paciência de construir sólido, mesmo que lento, e não ter a ilusão do instantâneo. Não digo que coisas boas e completas não possam acontecer (potencialmente) de modo instantâneo, mas estão na categoria do milagre/acidental, por isso a vida é muito melhor quando nos orientamos por médias já provadas. Tal como num museu não devemos passar pelas obras de arte como se fossem uma decoração, na vida também é assim. Devemos demorar-nos o tempo suficiente para compreender o que estamos a experienciar, e deixar ficar, voltar a ver ou deixar de lado se nada daquilo fizer sentido. Mas, na grande maioria das vezes, o sentido vem de uma dedicação contínua e consistente. O abandono também deve vir do mesmo lugar.

domingo, março 22, 2026

Bela

 Bela Adormecida 💚.

sexta-feira, março 20, 2026

Chefias

Sou conhecido por não ter o menor respeito pelas minhas chefias... calúnias hahaha. Pronto, é verdade. Desprezo as chefias que são "chefes", mas tenho um enorme respeito e humildade perante chefias que são líderes e que lideram pelo exemplo. Este último tipo gera em mim uma fidelidade quase canina. A minha nova chefe, estou disposto a fazer tudo por ela, porque é muito trabalhadora (a primeira a entrar e a última a sair), porque é esforçada (tenta facilitar ao máximo a workflow da sua equipa), quer que brilhemos individualmente e, para além disto, é muito exigente, mas justa e empática.  Ao longo da minha vida tive 3 chefias que respeitei e que bom é a possibilidade de passar a próxima década com alguém assim.

As cabanas que o amor faz em nós - Ana Suy

'As Cabanas que o amor faz em nós' é um livro de poesia e crónicas sobre o amor e os seus matizes, revelando a sua maior expressão através do desamor. Tenho tido alguns encontros e desencontros com esta autora (psicanalista de profissão) e, antes de entrar num livro seu onde a psicanálise é o mote total, preferi começar por algo onde a visão do psicanalista está presente, mas que é bem mais leve e quotidiano. Não sei gosto da sua poesia, é na prosa que ela se revela mais fascinante e onde expressa mais catarse e observação atenta. O livro revela uma desenvoltura agradável, e uma certa coragem também (eventualmente). Cabe a cada a um a ressonância que estes textos terão consigo. Comigo foi uma experiência simpática.

14/20 

terça-feira, março 17, 2026

Paris

Paris (a cidade do amor) é um sítio lindo para se estar. Que bom foi amar esta cidade que devolve em reciprocidade. Estive muito feliz aqui tanto a passear como a trabalhar. 

Se um amigo te morde a mão

Se um amigo te morde a mão e o teu amor por ele é verdadeiro, tens de perceber o porquê. Se ele está em dor, é natural que morda, se ele está cego é natural que morda. Se gostas mesmo dele não deixas de o tentar salvar. Ficas a uma distância de segurança longe suficiente para que ele não te faça mal, perto o suficiente para o levantar se ele cair de vez. Não se abandona a desgraça de ninguém.

Só o mercúrio deve ser retrógrado, não as pessoas

Ainda há quem tenha muito medo de declarar algum tipo de enfermidade mental porque os "velhos do Restelo" não aceitam que o espírito deve ser tratado com a mesma dignidade e diligência de um osso partido. O espírito também se quebra e não é de conserto leve. 

segunda-feira, março 16, 2026

Às vezes

Às vezes é difícil manter a razão com tanta gente "louca" à minha volta. É respirar fundo e continuar a manter o equilíbrio entre emoção e razão.  Eu sei quem sou, eu sei quem sou, eu sei quem sou (emocional, psicológica e espiritualmente).

sábado, março 14, 2026

Aquilo em que preferia não pensar - Jente Posthuma

Li este livro ontem durante a viagem de avião. Lê-se muito rápido - pela dimensão e também porque é bom e não apetece deixar de ler. É um livro sobre amor e luto e sobre o vazio existencial que esse luto nos deixa. O livro acompanha o luto de um gémeo depois do suicídio do outro e a reflexão de como continuar a existir depois de uma perda devastadora, que nos deixa numa solidão inqualificável, mesmo não se estando sozinho. A escrita é muito bonita, é emotiva, mas pontilhada de um humor subtil que  por vezes nos faz sentir a dor ao mesmo tempo que sorrimos. 

A narradora é a gémea sobrevivente, o elemento desajeitado do par. O irmão belo e bem sucedido termina a sua vida por opção própria. A narradora procura reconstruir a vida do irmão e a sua, desde a sua infância, procurando respostas e brindando-nos com toda a sua vulnerabilidade. O livro é muito acessível, porque a personagem é simples. Muito reflexiva, mas simples. Os capítulos são pequenos, parecem quase pensamentos que a narradora vai tendo. Gostei muito.

17/20

Tenho conseguido

Acho que navegamos ao longo da vida por fases muito distintas, felizmente (e às vezes infelizmente), a vida não é um processo linear. Os altos e baixos produzem em nós estados muito distintos e diferentes cérebros têm diferentes ferramentas para os gerir. O meu cérebro é - talvez - mais frágil do que o de muitas pessoas e por isso, ao longo da vida, tenho tido de recorrer a ajuda quando ela é necessária, mas se encararmos o cérebro como uma parte qualquer do corpo (por exemplo, uma articulação) podemos pensar apenas que há alturas em que o cérebro está com uma inflamação e que, passando por um período de medicação, a inflamação passa. Há situações que puxam demasiado pelas articulações, de modo igual há situações que puxam demasiado por um cérebro com algumas debilidades no funcionamento (que segrega umas coisas em demasia e outras em defeito). Com o tempo tenho vindo a perceber que, neste processo de "desinflamação", ganho sempre quando me concentro apenas nas graças e bênçãos que tenho recebido, em vez de mergulhar nos estados de me sentir lesado, zangado, vitimizado. Tudo passa nesta vida. A minha mãe gravou um disco para o meu pai há uns 65 anos atrás, uma carta áudio para ele poder ouvir onde estava. E ela terminava com "depois da tempestade vem a bonança meu amor". E depois virá a tempestade novamente e o que aprendemos vai fazer com que apreciemos cada vez mais os tempos de sol e que tenhamos cada vez melhores equipamentos para atravessar as tempestades. O que eu sei é que a esperança e a compaixão são duas coisas que me movem no processo. A compaixão é uma força motriz para se viver melhor, quanto mais compaixão melhor se aceita a vida (funciona para mim) e mais empatia se tem. Claro que isto também ajuda a ter uma noção concreta do que tem valor e ser indiferente ao que não tem, ao que não acrescenta - pessoas e coisas a serem desconsideradas. Tenho deixado "cair" várias pessoas na minha vida nos últimos tempos (de forma deliberada) e outras que deixo simplesmente de as ver e ouvir, mesmo que tenha de lidar com elas. O azedume e a falta de empatia, a loucura e a má influência, não cabem mais aqui. Como disse a minha sobrinha Leonor quando tinha 8 anos "pessoas bonitas são aquelas que têm amor no coração". É nesse ato de descoberta e celebração de pessoas especiais e/ou empáticas e/ou respeitadoras (mesmo aquelas que têm gostos e ideias diferentes da minhas, mas que partilham os mesmos valores de abertura ao próximo)  que eu vou fortalecendo esta forma de estar com compaixão. Nós somos o que comemos e também somos o que deixamos entrar/estar no nosso contexto. O bom faz-nos melhores. E só posso estar grato.

quarta-feira, março 11, 2026

Proteína

Comprei uma proteína em pó de clara de ovo e tenho uma coisa a dizer... BLHAC!

segunda-feira, março 09, 2026

Uma injeção de ânimo

Um querido amigo meu do Porto, que tinha hoje de trabalhar em Lisboa, ficou lá em casa (ontem) para pernoitar. Como não nos víamos há muito tempo, ele chegou por volta das 18h para ficarmos na conversa. A alegria que ele me traz é indescritível. É uma pessoa muito boa, presidente de uma associação que ajuda pessoas com uma doença complexa, e o sentido de humor dele deixa-me sempre bem disposto. Ontem ficamos a ver um reality show manhoso no sofá e rir do que estávamos a ver, enquanto conversávamos sobre outras coisas ao mesmo tempo. Ensinei-o a fazer um bolo rápido e fizemos o jantar juntos. Trouxe-me chocolates com a tradicional dedicatória "Para o Patrick", o que me sabe sempre bem ler. Ele já está no terceiro ano do doutoramento e está numa fase em que está a ser devorado pela pressão, por isso soube bem a ambos estas horas de descompressão. Fiquei também a saber que um casal gay nosso conhecido (estão junto há uns 12 anos) foi brindado com a chegada de um bebé via barriga de aluguer. Que bonito vai ser ver uma criança crescer no meio de uma relação sólida. 

Nota: O apelido Patrick, aconteceu porque o F. acha que eu sou o Patrick da série Schitt's Creek. Assim que ele completou a série disse-me que eu tinha de ver aquela sitcom porque o humor era mesmo o meu estilo, mas principalmente porque eu era o Patrick, um personagem que aparece na terceira série e que casa no final com um dos personagens principais. Certo é que ele tinha razão de que eu iria gostar,  adorei a série e estamos ambos a revê-la porque a Catherine O'Hara morreu (a nossa eterna Moira Rose). 

Gato escaldado

De água fria tem medo. Armado até aos dentes.

About saturday

Ontem foi o jantar de aniversário do meu querido PA. Fui vestido de punk anos 80 com kilt (o jantar era temático). O ambiente foi ótimo e falei com 24 das 28 pessoas presentes. Do ano passado só conhecia quatro pessoas, mas soube-me bem estar com as meninas do ano passado, com o meninos falei pouco. As pessoas deste ano, quatro delas chamaram-me bastante à atenção e acabámos por falar muito, sobre a sociologia, história, valores, ética. Deste grupo de quatro, uma das raparigas - mal entrei - não consegui desviar os olhos dela. Linda e emanava uma energia tão boa. O casal de amigos que chegou mais tarde, sócios, ela também tinha qualquer coisa de extraordinário - a doçura - e ele era tão tranquilo, tão saboroso ouví-lo. Last but not least, o designer - do mesmo signo que eu e a tentar, igualmente, fazer sentido das suas experiências de vida nos últimos anos. Foi uma noite muito bonita, com muita alegria, muitas ideias trocadas, muita emoção sincera. Que feliz por esta esta experiência. Espero muito os próximos capítulos com estas pessoas. 

sexta-feira, março 06, 2026

Amigos

"Os amigos não morrem: andam por aí, entram por nós dentro quando menos se espera e então tudo muda: desarrumam o passado, desarrumam o presente, instalam-se com um sorriso num canto nosso e é como se nunca tivessem partido. É como, não: nunca partiram". 
*António Lobo Antunes*

Achei esta frase tão bonita e, de facto, a minha experiência dos últimos meses tem sido uma constatação disso mesmo. Como, ainda hoje, me disse a minha querida JPP "a vida vai ser boa e vamos de mãos dadas, mesmo que à distância, mas sempre de mão na tua!!"

Sair sozinho

Amanhã tenho um jantar de aniversário com o tema "roupa que eu nunca vestiria num jantar de aniversário", acho que vai ser muito divertido, mas hoje proponho-me a fazer algo que deixou de ser um problema para mim. Sair sozinho. Vou dançar sozinho. Beber um copo à minha saúde e dar um pezinho de dança e voltar cedo para casa para aproveitar o dia de amanhã.

Yeeeiiiiiiiii

Acabei ontem o último trabalho do doutoramento. Esta avaliação saiu-me do lombo. Agora são três meses de calmaria até à próxima época de avaliações. 

terça-feira, março 03, 2026

Ginásio blues

Quando uma pessoa te lembra que o Salvador Sobral andou a enganar a malta ao dizer que um coração podia amar pelos dois. 

Simplesmente fascinante


Berghain - Rosalia

Que atuação verdadeiramente magistral. Adoro. O pináculo da arte. Acho que há muito tempo que não me emocionava tanto com uma atuação. Acho que se o que passa conceptualmente - nesta atuação - fosse aplicado à governança do mundo vivíamos todos em paz e harmonia. 

A última Pop Star?

Pode ser-se muito famoso no mundo na música, ter-se imenso sucesso e uma excelente voz, mas ser um ícone, uma Pop Star, não é para todos. Numa sociedade cada vez mais anódina e normalizada é difícil aparecer alguém com carisma suficiente para o ser. 

Foi em 2019 que percebi que o Harry Styles era mais do que um cantor com talento. Tinha uma visão de mundo, algo para dizer, não se levava demasiado a sério e compreendia a arte. Temos aqui um David Bowie revisitado? Talvez. O que não oferece dúvida é ele ser a Pop Star dos anos 20 do século XXI e não sei quando nascerá outra



Aperture - Harry Styles

segunda-feira, março 02, 2026

A minha chefe é católica

A minha chefe é 3 anos mais velha que eu e é verdadeiramente católica. É crente e praticante. Mas o praticante dela não se resume a ir à missa 2x por semana. Ela pratica a palavra de Cristo. É uma pessoa boa. Eu tenho o maior desprezo pela igreja católica e por grande parte dos católicos, que julgam que são Deus e podem julgar os outros e que não têm nenhum amor ao próximo. Nunca gostei de contrassensos, e um católico, regra geral, é isso mesmo. Alguém não suficientemente à altura da moral que apregoa. A minha chefe é capaz de ser o primeiro católico - com quem convivo em muitos anos - que tem uma moral compatível com a doutrina. Muito católico "de trazer por casa" deveria aprender com ela. Ela inspira-me respeito.

Eu não sou católico. Nasci no seio desta igreja, mas rebelei-me. Não aguentei a inconsistência. Há alternativas cristãs (não evangélicas) bem mais sadias. Uma opinião pessoal apenas.