quarta-feira, dezembro 10, 2025

Joy Crookes


Brave - Joy Crookes

terça-feira, dezembro 09, 2025

Rumi

"Try not to resist the changes that come your way. Instead, let life live through you».

O Phill

O Phill é um amigo escocês, conheci-o através do meu extinto perfil do Instagram (o tal onde eu me expunha bastante fisicamente). Ele começou a comentar as minhas stories não pelo corpo, mas pelo humor e passou a seguir-me. Ele comentava as stories que envolviam graças, trocadilhos, escárnios e, de facto, temos sentidos de humor muito parecidos. Isto aconteceu há cerca de 8 anos. 

O Phill é uma pessoa diferente, o tipo de diferente que eu gosto. Mora nas montanhas escocesas, um pouco isolado e a família tem um negócio de criação de ovelhas. Quando o pai morreu, o Phill teve de colocar vários sonhos de lado - esquecer a sua existência enquanto homem gay -  e assumir um negócio duro, que nem a mãe ou a irmã poderiam sustentar. Às vezes pergunto-me se é isso que torna o Phill tão especial, essa simplicidade campestre, a ausência de pessoas que contaminam. 

Tem uma vida dura, mas está sempre bem disposto e tem sempre uma palavra carinhosa. Eu digo ao Phill que ele é "my pill of joy". Não há uma única conversa ou situação menos boa em que ele não esteja lá a reforçar-me positivamente e a mostrar o que de bom há para alcançar nesta vida e que ele tem fé em mim. A amizade (e até o amor) trata-se disto de fé, de nós acreditarmos no outro com o corpo inteiro. Eu nunca conheci o Phill ao vivo, mas partilhamos um carinho mútuo muito grande, partilhamos coisas importantes ou fazemos piadas politicamente incorretas (como as que fizemos hoje com o funeral da tia do pai dele que morreu aos 103 anos e bebia muito whisky). 

Nas dificuldades de há bem pouco tempo lá esteve o Phill com a sua fé em mim "You got this Sports, remember you are amazing. I am always here for you to remind you. Message me anytime ok?". E claro que não lhe mando mensagens a qualquer hora, porque acho que quem se deita às 22h para começar a trabalhar às 4h da manhã e (seguir até às 19/20h) tem mais que fazer. Mas fico a admirar todas as maravilhosas fotos que ele posta das paisagens onde vive (em especial agora, no rigoroso inverno escocês) e as maravilhosas fotos das ovelhas. Se lhe pergunto como ele está, já sei que a resposta vai ser que está tudo bem (mesmo quando ele e o cão foram atacados por um exame de vespas, disse que a dor passava em 3 ou 4 dias). 

O Phill é um homem das montanhas, um bom homem, rústico, doce e divertido. Eu gosto muito dele, ele inspira-me e faz-me querer ser melhor. É disto que precisamos, boas referências. 

PS. Rosseau dizia que o ser humano é invariavelmente puro, assim nasce e depois é corrompido pela sociedade (em graus diferentes) mediante as suas interações. Acho que grande parte da boa índole do Phill vem daí, do relativo isolamento em que vive. Ou se calhar não, mas seja como for nada muda o que escrevi antes. 

Nightingale



The nightingale - Julee Cruise

Conquistas alheias

Sou o tipo de pessoa que fica muito feliz pelas conquistas dos outros. Primeiro porque acho que pessoas felizes não fazem mal a ninguém e depois porque a felicidade alheia, funciona um pouco como o nosso farol de esperança; cria precedentes, probabilidades e faz-nos acreditar que também pode acontecer connosco, porque existe e acontece a alguém.  

Quanto a mim, percebo que a felicidade e as coisas tranquilas andam de mãos dadas, não é uma vida de êxtase e de excitação que a transporta. Os momentos simples, a paz de espírito, a gratidão pelas coisas perenes e quotidianas, o foco no presente, a conexão com os outros (pessoas bem consigo mesmos que inspiram) e a leveza de se apreciar o que já se tem.

Li num blogue que sigo, que o autor tinha encontrado uma pessoa e ele, que normalmente tem um discurso pessimista/defensivo, tinha outro tom na escrita: esperançado, vulnerável. Achei aquilo tão bonito, a transformação pelo ato de sermos alvos de amor por um terceiro. E dei por mim a torcer por ele, como se fosse por mim. Quero muito que a história dele seja de sucesso porque o que precisamos para bem suceder são bons exemplos.

Amigos

Hoje cozinhei o jantar para duas amigas. Acho que há algo de verdadeiramente bonito no ato de alimentar alguém. Fiz uma rosca de presunto e queijo para entrada e um arroz de atum com canela para prato principal, elas trouxeram um cheesecake basco maravilhoso para sobremesa. Voaram 4h de conversa sem se dar por isso. Nada há como amizades tranquilas e lugares seguros. 

domingo, dezembro 07, 2025

O que faz um homem solteiro num domingo?


Este homem solteiro faz pão de mistura à mão (e aproveita para ler um livro que não seja de estudo).

Do quintal do meu irmão

 Adoro romãs e estas são especiais. 

sábado, dezembro 06, 2025

Diziam escritores e poetas

"A melhor maneira de viajar é sentir (...) As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos." Fernando Pessoa

"É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía." José Saramago

"Muda de vida se há vida em ti a latejar" António Variações

Viajar é também a melhor maneira de sentir e de mudar de vida; por conseguinte,  começo o ano com duas viagens à bela Madeira e à bela Roma. 

sexta-feira, dezembro 05, 2025

quinta-feira, dezembro 04, 2025

Desde as 7am

Desde as 7am a estudar para o PhD com o gato no colo a ronronar, o que sempre ajuda. Começou oficialmente a época das avaliações e só quero "sobreviver" ao semestre. Não estou preocupado com grandes notas, estou preocupado com ter positiva e bastará por agora. Não obstante o tempo necessário para estudo, acho que este fds começo a ler 'O fio da navalha'.

Run



Mer girl - Madonna

quarta-feira, dezembro 03, 2025

Família

Esta semana, a minha mãe ficou semiautónoma, o que me me permitiu voltar à minha casa, voltar ao escritório, retomar algumas das minhas rotinas. O início deste processo foi "tirado a ferros", na primeira semana eu e o meu irmão estávamos constantemente a apontar à jugular um do outro. Foi pesado para todos, em especial para a minha mãe, mas devido a acontecimentos na vida pessoal estava (ele) muito cansado e eu mentalmente fragilizado. Mas o objetivo era cuidar da nossa "raiz" (a mãe) e no final da primeira semana começamos a trabalhar em conjunto. Há muito tempo que não tínhamos - todos - convívio diário, mais precisamente desde 2002 - ano em que ambos saímos de casa dos pais. 

Este processo de cura da nossa mãe foi também um processo de cura para nós. Ao fim de um mês, eu sinto-me visto pelo meu irmão, ele sente-se visto por mim, a minha mãe sente-se vista por nós e nós sentimos que ela nos vê. Construímo-nos de volta em conjunto, como família, do mais raso que estivemos em muitos anos, cada um pelos seus motivos.

Estamos unidos como já não estávamos há muito tempo, ou talvez mais do que alguma vez estivemos. Estou em crer que isto só é possível porque a minha mãe nos mostrou ao longo da vida o que é amor saudável, temos exemplo, e quando tudo corre mal só temos de pensar nesses exemplos e fazer um "reset ao sistema". E acreditamos de volta. Dizer que a minha família é unida, que nos amamos, não são palavras da boca para fora. Não é performance, como vejo em tantos 'amo-te' e 'adoro-te'. E isso dá uma enorme estabilidade.

Numa altura em que felizmente "as nuvens aliviam", o balanço a fazer é o de que lutamos uns pelos outros. Contudo, para mim o mais impressionante foi ter o meu irmão a lutar por mim, a agarrar-me ativamente. Ocorre-me que estivemos assim, os três, quando o meu pai morreu em 1998, mais gentis, mais pacientes, mais cuidadores, a fazer com tudo conte.  Mas no cerne, está sempre a senhora de 1.52m, que se faz gigante quando se trata de amar os seus e de lhes ensinar o amor. 

Vibração

Algo mudou. 

Um dia bom

Ontem o clima esteve feio, mas foi um dia bom apesar de chuva. Tive boas interações, produzi e abri novos horizontes. Além disso senti-me confiante. Fazia muito tempo que não me sentia confiante, claro que tudo é um processo, ainda para mais depois de um período longo de negatividade. Mas de novo sinto-me com altura.

segunda-feira, dezembro 01, 2025

Árvore de Natal feita

A minha "monstra" está finalmente montada. Quis tanto ter esta árvore e este ano não lhe dei o que ela precisa para estar no seu maior esplendor. Eu sei o que faltou, mas quem sabe para o ano.

De qualquer forma, já é natal aqui em casa.

O agente secreto

Estava desejoso de ver este filme desde que estreou, mas a montanha acabou por parir uma capivara - não foi assim tão mau para parir um rato, mas deixou um bocado a desejar. Claro que depois do sucesso do 'Ainda estou aqui' e com a proliferação da extrema direita um pouco por todo o mundo, filmes que relatem o fascismo e a crueldade das ditaduras acabam por ser favorecidos (mesmo que inconscientemente).

O Wagner Moura esteve muito bem e Tânia Maria (essa late bloomer na atuação) também comandou as tropas como uma campeã. A fotografia do filme é muito bonita e a história poderia ser muito boa, mas o filme perdeu (a meu ver) o sentido narrativo a dada altura. Acho que a história tem alguns pontos descosidos e há um "gore" desnecessário a dada altura.

Acho que o filme é uma peça muito interessante para se perceber o ADN da cultura brasileira e de uma certa "brasilidade" no seu melhor e no seu pior. Do filme retirei mais o sumo da maldade e da bondade que pode existir no brasileiro do que o sumo da historia em si. É quase como que os personagens fossem 'ideais tipo' (no sentido Weberiano do tempo) que passam a essência do grupo que representam mais do que a coerência da narrativa. 

14/20

domingo, novembro 30, 2025

Mais uma

Mais uma mulher do meu baú de boas recordações me convidou para café. Diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és.

sábado, novembro 29, 2025

Vazio vs. espaço de reconstrução

A respeito de uma conversa no espaço de comentários do post de 27 de novembro, resolvi isolar o tema porque merece ser recordado mais tarde, já que eu escrevo para me reler no futuro (em estilo diário). Neste caso, o discorrer, tem a ver com o término de uma relação muito intensa. 

Uma rutura produz uma espécie de uma "fenda psíquica". Uma parte do nosso mental sabe que tem de superar a história pela qual passou, a outra continua presa à promessa do que a relação poderia ter sido. No fundo uma parte de nós continua a não conseguir desapegar-se do futuro que não aconteceu, e de repente há um espaço enorme desocupado que não sabemos o que fazer com ele. Este espaço não é apenas um vazio, é a cessação de um modo de existência, onde vivíamos com um espelho dos nossos sentimentos, projetos e anseios (o outro). 

Na ausência do outro, o que passa a existir agora, é o mutismo daquilo que eramos com o outro e o que ainda não sabemos ser sem o outro. O maior engano que podemos ter é o de que este vazio tem de ser preenchido rapidamente. De forma rápida, tal só pode acontecer por meio de (uma ou mais destas coisas) sexo, flirtes, substâncias anestesiantes, saídas constantes, vida social hiperbolizada, redes sociais ao rubro, etc., ou seja, excessos e/ou vícios, que nada mais são que distrações para podermos intitular-nos de felizes e com superação efetuada. Foi aqui que errei nos últimos 10 anos. Desta vez decidi habitar o meu vazio e transformá-lo em solo fértil. 

Aquilo que sentimos como vazio se olhado como espaço de (re)construção do Self é um local excelente para se estar. O facto de estarmos nesse vazio já contraria o substantivo, mesmo que visto como espaço de perda, porque a perda sempre acaba por ser um espaço de encontro ou reencontro; e nós somos em nós mesmos um mundo, de quem o tédio tem a capacidade de extrair, imaginação, criatividade, vontade e desejo. A distração da dor pelos exemplos do parágrafo acima, rouba-nos a solidão e o tédio, fundamentais para o crescimento e ressurgimento. 

Eu tenho estado aí, nesse espaço de (re)construção. Paredes meias com a solidão, mas com um tédio produtivo, e acabei por estar comigo em vez de sozinho. Difícil sem dúvida, mas, de novo repetindo-me, produtivo. Percebi (já não era sem tempo) que o meu padrão de vinculação da última década tinha sido sempre o mesmo entre outras realizações importantes. Adicionalmente este estado de 'solitude' por oposição a 'loneliness' tem sido providencial. E apareceram e reapareceram amigos no processo. 

Se eu fosse uma casa feita de Lego, diria que não perdi a minha identidade enquanto casa, simplesmente as peças que foram completamente desagregadas há um tempo atrás, estão todas a ser remontadas de acordo com um posicionamento mais forte que vai sendo descoberto por experimentação e sem pressa. Vai demorar o tempo que demorar. O foco é em ter a casa permanentemente sólida e futuramente habitada. 

Data marcada

As famosas 4 tatuagens já têm data marcada para realização: 21 de Dezembro. Encontrei a tatuadora pelo Instagram, gostei muito do trabalho dela com linha fina. A agradável surpresa foi saber que o estúdio fica a 150 metros da minha casa.

quinta-feira, novembro 27, 2025

Mood até ao final de 2025

O meu gato é lindo



Pronto. Era mesmo só isto.

Feminino

Desde que acabei o meu relacionamento que tenho procurado fazer coisas bem diferentes do meu costume nesta situação; uma delas é procurar a companhia de mulheres. Tenho muitas amigas de diferentes idades e tem sido belíssimo esse convívio com o universo feminino. Há tanto a aprender destas vozes. Hoje passei mais uma noite no feminino, com boa comida, boa bebida, muitos risos, algumas lágrimas e partilhas profundas de parte a parte. Tenho-me sentido muito humilde perante esta força tranquila que as caracteriza. Gosto muito quando alguém me faz sentir humilde perante si, sinto que é uma terra fértil e que tenho muito a ser acrescentado por esta pessoa. Que bom que as mulheres na minha vida continuam a crescer.

Opostos

Há pessoas que são como um buraco negro, sugam toda a energia à sua volta. Há pessoas que são como luminárias, levam luz ao mais interior de nós. Que bom é quando partilhamos momentos com o segundo tipo.

terça-feira, novembro 25, 2025

Outono

Ás vezes não estamos preparados para o Outono. Não sabemos o que fazer.

Esquecimento

Hoje passei de mota na baixa pelas 20h. Vi a árvore de natal e o palácio com luzes. Lembrei-me de que é natal. Este ano a quadra têm-me caído no esquecimento.

segunda-feira, novembro 24, 2025

Feet in the Water



Feet in the Water - Eva & Manu

I see the waves embrace the shoreI've got my feet in the water, feet in the waterI'm speaking in a brand new tongueConfidence flying... high and free.

sábado, novembro 22, 2025

O choro da minha mãe

Sendo a minha mãe uma mulher estóica que desde a morte do meu pai (há 27 anos) tinha chorado 3x, e que foi ensinada a tudo aguentar, foi muito impactante para mim vê-la chorar de dores. A dor física nunca foi um problema para ela, mas finalmente era insuportável. Após a operação, essa dor cessou.  Mas hoje descobri-lhe outra dor que me fez doer mais ainda e amá-la mais ainda. Ela está dependente de mim e do meu irmão e tem sido complexo ajustar esse cuidado diário com as nossas vidas. Hoje ao almoço ela começou a chorar de novo. Uma dor emocional desta vez. Eu perguntei-lhe "mãe o que isso? Estás a chorar porquê? ". A resposta dela foi "porque eu pedi tanto a Deus que nunca me fizesse dar trabalho aos meus filhos e eu vejo que vocês andam esgotados. E eu estou aqui desta maneira e nunca mais volto a ser eu". É verdade que andamos esgotados, mas a reação dela só me mostra que esta mulher define-se, para si, como mãe e esposa e mesmo doente - na sua cabeça- ela é a mãe e o papel das mães é cuidar dos filhos, os que agora andam esgotados e que ela queria cuidar. É por isso que a amo tanto, por ser mãe sempre, mesmo na sua fragilidade continua a querer colocar os filhos debaixo da sua asa. O choro da minha mãe é para mim uma coisa triste, vindo da mulher que tudo aguenta. Mas, ao mesmo tempo, a razão dele faz-nos sentir que cuidar da nossa mãe é mais que uma obrigação moral. É o amor a fazer o que tem de fazer: cuidar. 

sexta-feira, novembro 21, 2025

Paciência

Está a ser uma conjugação difícil, trabalho, doutoramento, tratar da mãe e não deixar de fazer as coisas que me dão estabilidade emocional e permitem relaxar (ginásio, aulas de dança, ler, tempo de qualidade com o gato). Penso que será assim mais umas duas semanas. Tenho saudades de ler um livro de ficção. Tenho saudades da minha casa cheia de risos e conversas. Mas tudo a seu tempo. A tristeza acontece e a felicidade também, só é preciso ter paciência. 

terça-feira, novembro 18, 2025

Tatuagem

O meu plano de fazer 4 pequenas tatuagens continua. Uma delas é uma frase com três palavras dita pela Irantzu quando nos conhecemos em 2006. Lembrei-me que seria mais especial se eu conseguisse que fosse na caligrafia da própria e hoje a mãe dela disse-me que vai procurar essas 3 palavras nas coisas escritas que ela deixou. Se tal for possível vai ser não só uma homenagem, mas um talismã. Há pessoas que são um acontecimento, um privilégio, e eu tive o privilégio de poder ser inspirado por ela para o resto da vida.

É engraçado

É engraçado de ver como este blogue é de facto uma espécie de terapia para mim. O meu ano tornou-se muito complicado a partir de maio e as postagens foram aumentando ou diminuindo concomitantemente. Outubro (ou o olho do furacão) foi o mês em que mais recorri ao Silvestre porque de facto a expressão ajuda, passar para palavras pensamentos, ou simplesmente marcar para a posteridade o que será sempre bom de reler. Retomei hoje o diário em papel depois de algum tempo de interrupção. Começou em Julho e foi um diário triste e sofrido (apesar de esperançado e cheio de amor). Hoje foi dia de escrever aprendizagens, balanços, uma prestação de contas a mim mesmo. Perceber que somas e subtrações feitas, o resultado é positivo. Podemos perder o norte do que realmente é, porque a vida não é linear; hoje estamos bem, outros dias mal e outros dias bem e novamente mal, e tudo isto com intensidades diferentes. então faz bem, de vez em quando, prestarmos contas a nós próprios e vermos que existe um motivo para se estar grato no fim dessas contas. O Silvestre é uma prova continua de resiliência e uma prova de vida. A minha vida está viva e regenera-se. 

Bilbao

Vou, finalmente, visitar o lugar de descanso da minha amiga Irantzu. Tenho a certeza de que vai ser muito especial e que algo de transformador irá sair desta viagem.