sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Reality Check: Inside America's Next Top Model (ANTM)

ANTM era um programa que eu adorava ver. Parecia que era sobre como construir uma modelo, com todo o aparato dos bastidores, parecia que era sobre empoderamento de todo o tipo de mulheres, mais tarde de homens também, e que era um programa limpo com mérito em formato de soft reality show. 

O documentário - da Netflix -  sobre o programa vem mostrar que era na realidade um programa mercenário disfarçado de escola de modelos. Tudo bem que era outra época e há 25 anos atrás não existia a consciência que existe hoje sobre identidade e respeito. Também nos mostra uma Tyra Banks a sacodir a água do capote com um destreza que mostra o quão sanguinária pode ser enquanto produtora - tudo em nome das audiências e do dinheiro que essas audiências produz (para além de um estatuto estelar de celebridade). Claro que existiram ganhos para muitas das raparigas que por lá passaram, mas não foi de certeza por causa do programa. Foi essencialmente pela fibra que já detinham e por compreenderem o jogo - a produção cheirava os fracos à distância. 

No mundo do espetáculo vale - quase - tudo e vai sempre existir impunidade, "cara de pau", perdão e numa sociedade da abundância informativa, em menos de duas semanas existe outra coisa para pensar sobre, outro escândalo, outro qualquer coisa e ninguém mais se vai lembrar disto. Por as notícias também são espetáculo, também rendem celebridade e "momento". Também é certo que este documentário pretende ser "espetáculo" e está tudo dito - pescadinha de rabo na boca. 
 

Recordações


July - Noah Cyrus

quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Pequenas coisas

Depois de um dia de neura (que nem o ginásio acalmou) fui à aula de dança e colocaram-me em par com uma rapariga que nunca tinha visto e foi muito fixe. Tem uma energia boa, ficamos a conversar depois da aula. Fiquei feliz por este contacto. Tem o mesmo nome da minha mãe, o que é estranho em alguém de 35 anos, mas não sendo portuguesa já pode fazer sentido. 

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Estruturas complexas

Com as tempestades e os seus efeitos (tive graves danos numa divisão da minha casa) percebi que não adianta não respeitar etapas. Agora a divisão tem de secar, até lá não posso arranjar nada e as coisas estragadas irão continuar ali, a apodrecer no processo. Só quando o estrago interior se vir por fora é que posso avançar. Está tudo à vista e pode ser renovado. O que aconteceu com a casa, serviu como uma metáfora para a vida. Algo que me esqueço frequentemente, depois da tempestade o dano interno tem de chegar à superfície. Só nessa altura podemos refazer. As pessoas como estruturas complexas são iguais, só quando o dano estiver todo à superfície é que podemos "refazer-nos". Não obstante, a vida segue e não deixamos de participar nela, mas conscientes de que a casa ainda não secou - de que os danos ainda não estão todos à superfície -  e de que o processo de reconstrução é lento e temos de ter respeito e carinho por ele. É um trabalho de paciência. 

domingo, fevereiro 15, 2026

São Valentim 2026

Foi um jantar bem engraçado em casa de um amigo que meteu na cabeça que íamos fazer massa de raiz e cozinhar um tagliatelle puttanesca. Ele tem razão quando diz que cozinhar em conjunto une as pessoas. Foi tudo muito divertido e o tagliatelle ficou mesmo bom. Conheci uma moça mexicana com nome de pássaro e um "moço" fotógrafo com 70 anos que me impactaram positivamente. Como antigamente, levei uma das minhas sobremesas bem açucaradas à moda portuguesa. Que boa noite passamos ali, para mais tarde recordar - mais regada a vinho do que estou acostumado, mas não estava a conduzir. Deito-me com uma sensação de boa energia.  

Eu tinha um grande amigo

Eu tinha um grande amigo de quem gostava bastante. Não se pode dizer que somos muito parecidos de feito, ele é mais conservador, mais irritável, mais dado à preguiça, mas é de uma honestidade intocável e de uma grande lealdade aos seus amigos. Sendo isso o que sempre mais apreciei nele. Ele não mente e é leal. Quando ele acabou uma relação em que ficou bastante mal foi quando nos aproximamos mais, porque eu vi-o muito perdido, sem chão e procurei que tivesse sempre companhia, telefonava-lhe todos os dias nos primeiros meses. Doeu-me muito ver alguém tão dorido por um fim triste e sem explicação. 

Quando acabei a minha relação há meses atrás, foi o processo mais complexo pelo qual passei em termos de lutos (o mais doloroso, o mais triste, o mais inexplicável), ele não esteve por perto. Em todo este tempo, falamos quatro vezes e estivemos juntos apenas uma vez - por minha iniciativa e com mais pessoas. A minha decepção tem sido bem grande porque sou leal aos meus amigos. Deixei de gostar dele? Não. Mas deixei de ter um grande amigo, porque a amizade para mim escreve-se de modo diferente. 

sábado, fevereiro 14, 2026

Para semana

Hoje caiu-me um convite no colo e sou capaz de ir ao Incognito na próxima sexta feira. Há  muito tempo que não vou lá, deverá ser fixe.

Ontem

Ontem caiu-me um convite no colo e fui ao Purex pela primeira vez. Gostei muito. Sou capaz de voltar em breve.

Já dizia a Adele

Should I give up, or should I just keep chasing pavements? Even if it leads nowhere.

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Só ontem me dei conta

Que para além de Touro, Leão, Escorpião e Aquário também são signos fixos. Isso explica muita coisa. 

Dia dos namorados

No ano passado celebrei este dia no dia 13 de Fevereiro para evitar as enchentes do dia 14 nos restaurantes, ofereci um presente, recebi outro, estava feliz. As circunstâncias mudaram. Este ano vou para casa de um amigo e seremos 6 pessoas juntas a fazer massa fresca "from scratch", se correr mal encomendamos pizza. Não haverá presentes. Há vinho e haverá alegria. Estarei feliz também. 

Alex Ru$$o


Perfect on my mind - Alex Ru$$o

Serenidade

Consegui ao fim de algumas semanas retomar a serenidade. Há provas físicas concretas. A minha casa teve uma inundação muito grave, vinda do telhado do prédio. Tive dias bem complexos e tenho a casa com estragos. No último sábado enchia um balde de água a cada 4 minutos e mantive a tranquilidade. Isto é bom, aceitar o negativo sem que isso desiquilibre. A neurodivergência pode ser muito complexa e quando o stress emocional aperta, rouba-nos de nós próprios. Tenho para mim que ter um cérebro que funciona de forma diferente rouba as pessoas que assim o têm daquilo que as torna "elas". Quando somos a "divergência" não estamos a ser o que somos realmente. A real personalidade desaparece - perante o estado de stress emocional - e até pode ficar seriamente doente. 

Gosto da ideia de se ser vulnerável, podemos ser com amigos, com família e com parceiros de vida, e significa que intencionalmente baixamos qualquer tipo de guarda perante aqueles que são um lugar seguro para nós. A fragilidade já é algo que me desgosta profundamente, porque não é opcional. Acontece e está ali, sempre a subtrair qualquer coisa que não deveria ser subtraído. 

As tempestades servem para muita coisa. É curioso que estas tempestades físicas, este "rio atmosférico" sobre a península ibérica, vieram culminar um período de outras tempestades, estas metafóricas.  Trouxeram a ideia de que depois da destruição vem a reconstrução e que o é destruído, é regra geral o velho ou o que não tinha estrutura sólida para continuar a existir. Depois das tempestades constrói-se sempre mais forte o que há para construir. E a água limpa, quando é feroz arrasta, mas de qualquer forma deixa exposta a realidade das coisas; e quando a realidade das coisas está à vista. É tudo mais fácil de gerir, é mais fácil recomeçar. Não há nada como saber o que fazer e saber o que fazer dá muita serenidade. 

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

What a simple thought

You couldn't understand it
Why you felt alone
You were in it for real
She was in her phone
And you were just a pose.

And don't we try to love love
We give it all we got (we give it all we got)
You finally left the table
And what a simple thought
You're starving til you're not.

Opalite - Taylor Swift

terça-feira, fevereiro 10, 2026

Heidi Happy


And I know - Heidi Happy & Scott Matthew



Evidemment - Heidi Happy & Meimuna



Can´t you hear my heart tapping? - Heidi Happy & Pablo Nouvelle

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Inverno

Este inverno tem sido bullying climático. Não se aguenta já.

Doces

Fiz uma coisa doce sem açúcar, um cheesecake de queijo cottage e mirtilos, só com um pedacinho de stevia e resultou lindamente. A repetir.

Presidenciais

Talvez seja a primeira eleição presidencial em que existiram dois vencedores. O objetivo de André Ventura nunca foi ser Presidente da República e venceu com excelência o desafio de não ser esquecido e de se manter relevante (e à sua mensagem) num período intermédio entre legislativas. O Chega é um partido com uma consciência total sobre o poder do marketing, seja este feito com informação verdadeira ou falsa. O importante é não deixar de estar "à vista" e de forma contundente. Por isso, que grande jogada de André Ventura. O poder que ele quer é o legislativo. 

Já António Seguro teve a sua vitória em número e foi-lhe feita alguma justiça de pois de ter sido "varrido" da liderança do PS por António Costa. Ainda bem que António Costa o fez, porque (estritamente a meu ver) Seguro não tem fibra de primeiro-ministro. Não tem um pulso que sabe esmagar quando é preciso. Não tem individualismo que chegue. Não obstante, ser um homem que procura consensos e justiça, isso dá-lhe as características ótimas para ser Presidente da República, um cargo que é mais mediador do que agente. Portugal ganhou também com António Seguro como Presidente. Suponho que a sua presidência será parecida à de Jorge Sampaio, que foi um presidente discreto, mas justo e inteiro. Portanto, todos contentes. Portugal também ganha. 

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Pequenas nostalgias

Hoje fui dar uma espreita ao blogue do Hydrargirum, o que eu me ria com as coisas que ele escrevia, o humor inteligente. De repente dei por mim a pensar o que terá acontecido outros bloggers, como o Sérgio Sad Eyes, o João Máximo, a Margarida, o Arrakis. Percebo que quando a blogosfera perdeu o gás, quem levava isto mais a sério como um espaço de partilha e ampliação de conhecimento e amizades (ao contrário de mim que uso o blog como uma espécie de notebook pessoal), poderá ter perdido também a motivação ou simplesmente perdeu o tempo. 

Hoje em dia sigo apenas dois blogues ativos - do Francisco e do (Ex)Namorado - mas quando tenho tempo vou lá atrás sentir um bocadinho da energia dos outros e da energia que se viveu na blogosfera até há uns 10 anos atrás. 

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Metáforas

Diz que a casa é uma metáfora das nossas vidas. A minha casa está a meter água que se farta. Se calhar na vida também. Tenho estado a cuidar da casa o melhor que posso para não existirem grandes danos. Se calhar na vida também. 

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

Coisas boas

A minha mãe é ela mesma outra vez. Continuará dorida por muitos anos, mas, com pequenos ajustes, recuperou a vida de sempre, as rotinas de sempre. É uma guerreira. Na primeira metade do século passado, as pessoas faziam-se mesmo de materiais mais fortes.

Quando não se consegue fazer sentido

O tempo continua a passar desde o final da última relação e estou a viver o período mais longo em que deixei de olhar para o lado a pensar se aquela poderia ser "a pessoa". Não tenho interesse. O sonho morreu? Acho que não. Mas talvez o ter vivido o sonho a dada altura e tê-lo visto desaparecer completamente impotente (apesar de ter feito o possível e impossível para que tal não acontecesse) fez-me sentir que não quero passar por isso de novo. A vontade de não passar por sonhos desfeitos tornou-se maior que a vontade de realizar sonhos. E isso tem mudado a minha postura perante a vida. Não consigo fazer sentido de certos factos passados e a minha incompreensão torna-me fechado e defensivo. Até hoje sempre tinha conseguido compreender o que se tinha passado, mas aqui foi tudo tão surreal e contrassenso que me mina qualquer tipo de vontade de estar em jogo. Encolhi. 

domingo, fevereiro 01, 2026

Avatar: O Caminho Da Água

O primeiro Avatar é um dos meus filmes favoritos. Gostei mesmo muito. Hesitei muito sobre ver as continuações porque poderia perder alguma da ilusão que o filme me tinha deixado. Não sei se foi porque estamos numa época diferente e passou muito tempo, não sei se porque o segundo capítulo sofre do problema de todos os segundos capítulos das trilogias que radica em ser o enchimento entre as partes narrativas que realmente interessam. Achei o argumento fraco em concretização. Percebo a ideia, mas não me fez muito sentido algumas das opções, nem mesmo a própria narrativa. Assim, que achei engraçado pela tecnologia envolvida, e pouco mais.

12/20

Viagens

Para já Sevilha e Paris estão garantidas, Amesterdão ainda está no prelo. 

Assim que tiver tempo

Assim que tiver tempo e liberto das avaliações do PhD. Vou voltar às costuras. Há muito tempo que não faço nada, mas tenho muita roupa para "rever" e uns quantos lençóis para ajustar e mais uns para fazer. Está uma Olívia Costureira no forno.

sábado, janeiro 31, 2026

Pop Mega Party 90s/00s

Disse às minhas primas que me sentia vazia e que precisava de conhecer pessoas novas.  Como sabem que eu gosto muito de dançar, combinamos ir a uma festa de música dos 90s/00s e de repente lá estava eu num grupo de 14 pessoas (seis da minha idade e sete nos 28/30). A música esteve ótima e diverti-me estrondosamente. O facto de não ser um local gay e de a frequência ser fundamentalmente jovens deixou-me mais liberto para poder dançar como me apetecesse. 

Fui de botas Doc Martens, camisa xadrez com mangas arrancadas e jeans elásticos, bem aos estilo 90s e a partir dali, foi sentir o espírito e deixar a música sair pelo corpo. Aconteceu algo que não acontecia desde 2008 (quando no Trumps apareciam umas miúdas cheias de estilo que gostavam de dançar e a querer dançar com gays porque se sentiam seguras a ser mais sexy sem chatices), umas miúdas dos seus 20 anos vieram perguntar-me se podiam dançar comigo, claro que podiam. Quando saímos para dançar é para isso mesmo. 

Uma das amigas da minha prima mais nova, tinha um groove fenomenal e diverti-me mesmo muito a dançar com ela. Professora, 30 anos, 2 filhas pequenas e uma vez no mês ela e o marido (em separado) fazem uma saída com os seus amigos e o outro fica com as crianças. Uma miúda já cheia de responsabilidades, inteligente, com um trabalho exigente e não deixa de ser vibrante e cheia de alegria.

Saí de lá com o corpo em frangalhos (porque dancei como não o fazia há uns 10 anos), mas de coração muito cheio. E com convites para jantar e com convite para uma despedida de solteira em Ibiza ou Itália (ainda a decidir). 

Quando cheguei a casa o Limão estava enrolado na manta quentinho e nem se mexeu. Fui para a cama com uma boa energia tremenda e a pensar que na próxima Pop Mega Party lá estarei e melhor ainda se o grupo for assim de bom.

sexta-feira, janeiro 30, 2026

O que eu mais gosto na vida

O que eu mais gosto na vida são as relações humanas. A ligação que podemos fazer/ter com outro indivíduo. Faz-me sentir cheio. A forma como tocamos alguém ou alguém nos toca em essência é algo de muito especial para pessoas que acham que memórias partilhadas são o mais bonito que há. 

As memórias partilhadas, com o nosso parceiro, com família, com amigos, podem ser até com um estranho (como quando - na Tailândia em 2017 - duas senhoras de 69 e 65 anos me convidaram para me sentar na mesa delas a beber uma bebida e conversar e nunca mais me esqueci do que uma falou sobre o amor da vida dela com quem esteve apenas 5 anos).

É isso que me dá "gás" o contacto humano, as ligações que consigo estabelecer, a troca de energia que se dá. Nos últimos tempos tenho feito tudo ao contrário. Tudo do avesso. Não sou uma ilha e tenho tentado viver como uma ilha barricada contra os piratas. Às vezes sou tão totó, mas uma das minhas características é desenraízar-me com facilidade. Por isso, é retomar, as vezes que forem necessárias.


Models Strangers' Daniela said

Big Lesson: Dare.

Life is about: Giving love, be surrounded by the right people, share good energy and good vibes, try to be humble, avoid biases, open to everything that life brings to you. 

quarta-feira, janeiro 28, 2026

Poesia coreana

Hoje vou plantar uma flor 
num canto da sombra onde te conheci;
quando a flor crescer e desabrochar,
toda a angústia que surgiu do nosso encontro
transformar-se-á em pétalas
e voará para longe.

- Mah Jonggi -

O tempo é finito

É uma noção básica da qual não temos sempre presentes as implicações.