A D. voltou hoje a lembrar-me das partidas que eu lhe pregava quando éramos adolescentes. Se ela me estava a chatear e estavamos em público eu armava um sketch qualquer para a envergonhar. Hoje no Pingo Doce voltei a fazê-lo em nome das recordações dos velhos tempos. Como ela insistiu em pagar a conta contra a minha vontade eu disse numa voz bem audível:
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«D. não pode ser, és sempre tu que pagas as contas e as pessoas vão começar a pensar que eu ando contigo pelo teu dinheiro, quando eu ando contigo só por causa do sexo».
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A D. ficou roxa de vergonha com as pessoas da fila a olhar para ela, a senhora da caixa visivelmente incomodada a fingir que não tinha ouvido nada. Eu mantive o ar sério até sair a porta e só depois me desmanchei a rir.