Eram 15.30h quando me lembrei que não tinha deixado o pagamento do mês à senhora da limpeza. Telefonei-lhe para me desculpar e pedir-lhe o NIB para fazer a transferência. Ela respondeu-me «Não faz mal, paga-me na próxima semana. Se fosse na casa de outra pessoa eu achava estranho não se lembrarem, mas na sua casa já estou habituada». 1-0 para a senhora da limpeza. Sou despistado, tá?!
sexta-feira, janeiro 30, 2009
A medicina na voz do povo
Recebi hoje um e-mail a falar-me deste livro do Otorrinolaringologista Carlos Barreira da Costa, que com a ajuda de colegas de profissão compilou as descrições que "o povo" faz das suas maleitas na hora da consulta. Ficam algumas pérolas:
- Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza.
- A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece, com sua licença, espermatozóides.
- Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa.
- Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída.
- Tenho a língua cheia de Áfricas.
- O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás.
- O dente arrecolhia pus, e na altura em que arrecolhia às imidulas, infeccionava-as.
- Já tenho os ossos desclassificados
- Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza.
- A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece, com sua licença, espermatozóides.
- Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa.
- Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída.
- Tenho a língua cheia de Áfricas.
- O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás.
- O dente arrecolhia pus, e na altura em que arrecolhia às imidulas, infeccionava-as.
- Já tenho os ossos desclassificados
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Responsabilidades
Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice / Your Life, Your Choice...
Annie Leibovitz / Meryl Streep
quarta-feira, janeiro 28, 2009
A crise também chegou aos gays? (adenda)
Um amigo meu chamou-me hoje à atenção para o facto de aquilo que se julga querer não ser de facto o que se quer. Tal como os defensores do ambiente que depois atiram papéis para o chão, também muitos rapazes que almejam com o relacionamento estável poderiam ser o sujeito da frase «God make me pure, but not yet».
Posto isto e depois de ter visto um filme hoje que falava sobre aquilo que se sabe querer e aquilo que se sabe não querer. Acho que se se aplica a ideia de que muita gente não tem noção daquilo que efectivamente não quer. Às vezes saber o que não se quer é o mais importante. Mas pronto, são apenas ideias...
Frost/Nixon

Gostei imenso do filme. A interpretação do Frank Langella é extraordinária e só isso ganha o espectador, mas o filme trata de mais do que isso. Trata do eterno problema das civilizações: o factor humano. Criam-se sistemas perfeitos, mas as pessoas não são perfeitas e esta variável vai ser sempre o factor de falibilidade dos sistemas políticos, da democracia, da justiça, etc.
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Richard Nixon julgou-se imune e foi abatido pela displicência com que exerceu o poder de Presidente dos EUA. David Frost quase foi abatido pela displicência com que encarou o seu adversário na série de entrevistas a que se propôs, com o simples móbil de conseguir mais fama e maior protagonismo do que aquele que gozava à data. Há situações em que se aprende a tempo de corrigir, outras há em que nada mais se pode fazer do que lamentar os erros cometidos.
17/20
Vicky Cristina Barcelona

O que achei mais curioso neste filme é que não se parece muito com um filme do Woody Allen, nem há a tradicional personagem que é nada mais nada menos do que ele. Talvez a voz off se aproxime um pouco deste papel, mas mesmo assim não de forma declarada. O filme é deliciosamente europeu, até na fotografia.
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Quanto à história, bem... faz-se de certezas abaladas e de incertezas convictas. É um filme que fala sobre a forma como a vida acontece e sobre a existência de várias verdades no que respeita ao amor e à forma como se vive o amor. No final não há moral da história. É uma história sem moralismos. E eu gostei disso. Também gostei da interpretação da Penelope Cruz.
14/20
terça-feira, janeiro 27, 2009
Ai é?
O Procurador-Geral da República disse ao Jornal de Notícias que «todos são iguais perante a lei». Isto fez-me lembrar o livro de George Orwell «O Triunfo do Porcos» (Animal Farm, no original) em que se dizia «os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que os outros».
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O Procurador-Geral disse ainda que «é preciso restaurar e reforçar a credibilidade da justiça, tornando-a mais transparente, mais eficiente, mais credível». E operacionalizar isso? Estou tão farto de frases feitas. Ainda há quem as coma?
Piada seca VI
Uma hospedeira pergunta a um passageiro:
hospedeira: Deseja jantar?
passageiro: Quais são as opções?
hospedeira: Sim ou não.
hospedeira: Deseja jantar?
passageiro: Quais são as opções?
hospedeira: Sim ou não.
A crise também chegou aos gays?
Há uns meses atrás fiz um post sobre a falta de homens hetero disponíveis no mercado (aqui). Parece que a crise também se está a estender aos gays. A falar com vários amigos meus foi-me dito que não há homens disponíveis para uma relação estável.
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O caso heterossexual é de facto complicado, há muitas raparigas e poucos homens disponíveis para "assentar". Mas o caso homossexual parece-me ser provocado por falta de perspicácia, ou por visões fantasiosas do homem perfeito. Existem homens interessantes aos pontapés e disponíveis, sei de meia dúzia deles. Não percebo é porque é que eles não se encontram, quando frequentam os mesmas plataformas sociais e sites de encontros. A conversa que oiço é sempre a mesma «ninguém se quer comprometer, só querem sexo passageiro, etc». Mas depois vejo-os fazer o mesmo. «Eu quero uma relação, mas enquanto não a tenho posso divertir-me». Eu concordo totalmente com isto, mas o que não dá certo é depois criarem laços afectivos ou quererem uma relação com quem efectivamente só se quer divertir. Depois ressentem-se e vão atrás de outros gays ressentidos e traumatizados por relações que não deram certo, com quem se identificam, buscando assim um certo sentimento de segurança. Dá para o torto, até porque muitos dos ressentidos aproveitam o mimo do outro para se recuperarem e voltar ao "grupo da frente". Recuperados, o esquema repete-se e voltam à procura do «divertimento até à relação».
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Muito podia ser dito e daria um tratado. O que é certo é que o "mercado" está a rebentar pelas costuras. Quem não consegue o que quer, é mais por más escolhas e por falta de perspicácia do que por outra coisa qualquer. Depois o culto da imagem também atrapalha, há pessoas que são reservadas, que não dão nas vistas e que dificilmente são descobertas. Como na sociedade de consumo tudo se quer rápido, poucos perdem tempo à procura de um bom restaurante, até porque é fácil alguém habituar-se a "comida que estimula o paladar mas com péssimo valor nutritivo".
segunda-feira, janeiro 26, 2009
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