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quinta-feira, dezembro 31, 2009

Álbuns mais ouvidos/gostados em 2009


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Celebration -Madonna, XX - The XX, Abnormaly Attracted To Sin - Tori Amos, The Wooden Arms - Patrick Watson, Sort Of Revolution - Fink, Tree Of Life - Yodelice, In Love And War - Amerie, At War With Walls And MAzes - Son Lux, Hands - Little Boots, Still Night, Still Light - Au Revoir Simone, Vs. Children - Casiotone For The Painfully Aware, The Fame Monster - Lady Gaga, Fever Ray - Fever Ray, Lily Perdida - Clue To Kalo, Noble Beast - Andrew Bird, Hobo - Charlie Winston, La Superbe - Benjamin Biolay, Love&War - Daniel Merryweather, Hunting My Dress - Jeska Hoop, Reality Killed The Video Star - Robbie Williams, Seek Magic - Memory Tapes, BLACKSummer'snight - Maxwell, Ay Ay Ay - Matias Aguayo, Love Tatoo - Imelda May, Tonight - Franz Ferdinand, Midnight At The Movies - Justin Townes Earle, The Ermit Sessions - Kyteman, Milow - Milow, Junior - Royksopp, Never Going Back - Shemekia Copeland, Actor - St. Vincent
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quarta-feira, dezembro 30, 2009

Cinema em 2009

Este ano vi 68 filmes no cinema. O balanço poderia ter sido melhor, mas foi o que se pode fazer com o tempo disponível. Os meus favoritos foram, por ordem de preferência:
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Gran Torino, Milk, Up, Quemar Las Naves, Avatar, Quem Quer ser Bilionário?, O Casamento de Rachel, District 9, Frost/Nixon e A Festa da Menina Morta.
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Sherlock Holmes

Filme agradável é a primeira expressão que me vem à mente. Está bem contado, bem filmado para o que se pede. É um bom filme de domingo, uma boa dose de acção, de humor, de romance q.b. e mais que se pode exigir a um filme para ser o blockbuster da season.
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De extraordinário tenho a assinalar o talento do Robert Downey Jr. O tipo é mesmo fabuloso. O Sherlock dele é deveras interessante, nada sofisticado como o de Jeremy Brett, mas definitivamente complexo e texturado. Uma abordagem inteligente sobre os efeitos da posse de uma intiligência fora da normalidade. Não tarda nada temos sequela, ah pois...

14/20

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Ágora


Foi um post publicado no blog A Terceira Via que me fez ter vontade de ir ver o filme. Filosoficamente sabia que ia gostar bastante do filme. A imagem é bonita, a montagem deixou algo a desejar na medida em que senti que a acção era cortada, por vezes, com os planos macro do planeta. Mas contas feitas, acaba por ser irrelevante perante o poder da mensagem: os perigos da verdade religiosa. As escrituras sagradas do cristianismo podem ser usadas ao belo prazer de quem tiver carisma para controlar hordas de gente necessitada e sequiosa de encontrar relevância e sentido. A fundação da religião cristã está assente sobre sangue e crimes hediondos, assim como a religião judaica. O filme mostra como a verdade religiosa resultou na progressiva aniquilação de qualquer outra verdade. Na religião ganha o número. Havia demasiado escravos e gente faminta em Alexandria, gente que a troco da "caridade de pão" rapidamente se tornava cristã e disposta a agir com a maior barbárie em nome daqueles que lhes matavam a fome. A verdadeira razão, o humanismo, pouco pode contra o fanatismo religioso. Séculos depois, reza-se a santos que foram verdadeiros carrascos em vida, mas branqueados por cometerem os seus crimes "ao serviço do Deus verdadeiro". O mundo construi-se de forma estranha, e pouca gente que saber como foi. O filme tenta mostrar parte da história e deixa-nos no mínimo curiosos por mais.


15/20


domingo, dezembro 20, 2009

Avatar


Fui ver sem grande expectativa, talvez por culpa de toda a publicidade sobre como este filme vai mudar a história e o futuro do cinema. Não fui ver a versão 3D e fico muito feliz por isso, porque me pude concentrar na história. Gostei muito do filme. Muito mesmo. A maior parte do tempo esqueci-me de que estava a ver animação. Claro que os efeitos especiais ajudam à espectacularidade das cenas, mas é um forte manifesto político, cultural, humanista e ambientalista. A história é clássica. Um variação dos filmes de heróis messiânicos da antiga hollywood. Nada de novo, mas não obstante, brilhantemente contado, filmado e cheio de subtilezas - as quais não estou certo de serem apreendidas por todos os espectadores do filmes.
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Em certa medida, este filme pode ser dar "pérolas a porcos" porque muita gente nunca irá apreciar a exposição das questões políticas e citações que são incluídas nas frases dos personagens assim como quem não quer a coisa. Os americanos da era Bush (se não fossem tão estúpidos) ficariam a ranger os dentes pela crítica a que «metaforicamente» são submetidos no filme. É meu desejo que muita gente saia inspirada da sala de cinema. Não sei se isso vai acontecer. Mas se assim fosse, talvez este filme fizesse mais pelo planeta Terra do que aquilo a que a cimeira de Copenhaga alguma vez se propôs.


18/20

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Coco & Igor

O filme que relata a breve affair entre Coco Chanel e Igor Stravinsky em 1920, ano da criação do famoso Chanel nº5, não é uma obra cinematográfica, mas é uma obra cenográfica. A cenografia e o guarda-roupa são belíssimos e o filme é filmado com mestria, ajudando para isso uma actriz que fica bem em qualquer ângulo e que dá uma dimensão quase estatuesca a todos os planos em que aparece.
É um filme lento que pretende ser poético e tenso. A tensão está lá: a força da Coco, a religiosidade e o temperamento másculo de Igor, a revolução estética e artística do início do século XX. As personagens estão lá. O desenho está lá. Talvez esperasse eu, um pouco mais de argumento, não obstante reconhecendo que o filme era para ser simplesmente o que é. Um exercício estético e poético.
15/20

quarta-feira, novembro 25, 2009

Os irmãos Bloom


O que aconteceria se o Steven Soderbergh realizasse um filme sobre burlões ao estilo do Lemony Snicket's A Series of Unfortunate Events, provavelmente um filme parecido com este, mas em bom. A ideia base é engraçada, masa realização falha totalmente. Senti que os actores andavam ali abandonados em busca de direcção. O guarda-roupa é confuso (não sei se intencionalmente),o que faz com que muitas cenas pareçam estranhas. Passar de um Ferrari amarelo futurista, para um barco a vapor fluvial que por acaso até parte dos Estados Unidos para a Grécia e volta ao México em duas semanas, é no mínimo caricato. É portanto uma espécie de delírio (seria essa a intenção) que não é porque a história pretende-se dramática e terrena. Tem alguns elementos engraçados e mais nada. Sai-se do filme e não se traz grande coisa. Não posso dizer que tenha saído de lá muito entretido.


10/20

domingo, novembro 22, 2009

Julie & Julia


Como sempre, é delicioso ver a Meryl Streep em mais um trabalho extraordinário de actor. No momento, não me consigo lembrar de outro actor ou actriz que apresente a mesma versatilidade. O filme baseado em duas histórias verdadeiras ganha pela personalidade "borbulhante" de Julia Child, uma figura bem conhecida do mundo da culinária televisiva nos EUA. Quem adora comida, certamente vai adorar ver este filme. Mas quem aprecia feel good movies também. A mensagem de preserverança está lá, a história de amor está lá. A apresentação da relação da Julia Child com o marido é no mínimo inspiradora. O grande problema deste filme é que não se consegue imaginá-lo sem a Meryl Streep.


Ps. Não se consegue deixar de pensar que as personagens femininas do Herman José são inspiradas na Julia Child. Vejam o filme e depois digam-me se sou só eu e o Batata a pensar assim.


14/20

terça-feira, novembro 17, 2009

Moon - O outro lado da lua


Há muito que não via um filme de ficção científica, que pode correr mal quando não há um ponto de vista, mas neste caso há. A relação homem máquina é apresentada como simbiose perfeita numa conjuntura imposta, mas o realizador humanizou-a (ou não) de uma forma surpreendente. Sabemos até onde vai uma máquina para cumprir a sua programação e sabemos (ou julgamos saber) até onde vai um homem. No fim nada é o que parece.


15/20

New York, I love You

Não sabia bem o que esperar de um filme realizado por 11 pessoas. Pretendia-se que as histórias se cruzassem entre si e que as personagens dos diferentes momentos narrativos se conectassem de algum modo para o filme ser um todo coeso. Não creio que isso tenha sido bem conseguido. Além disto, Nova Iorque aparece como pano de fundo para um conjunto de histórias, que a meu ver poderia passar-se em qualquer outra cidade. Não obstante, o filme, encarado como um livro de contos ganha outra direcção e permite que os pequenos filmes dentro do filme sejam visto como peças únicas. Algumas delas belíssimas e com belíssimos desempenhos. Nunca mais me vou esquecer do olhar do Shia Labeouf num dos segmentos do filme em interacção com a Julie Christie. Breves segundos que já faziam valer o filme.


15/20

terça-feira, novembro 03, 2009

O Delator


Ao fim de muito tempo (pelo menos para mim) sem ir ao cinema, lá voltei à sala de cinema. A volta não poderia ter sido melhor. Diverti-me imenso, e não dei uma gargalhada. Achei uma comédia muito inteligente no argumento por isso mesmo. A vertente jocosa está sempre presente, sem desvirtuar a vertente dramática e de thriller. O ar meio série B a que a própria escolha da tonalidade do filme não é certamente alheia, ainda nos coloca mais dispostos à assimilação do imaginário e da imagética do filme. É delicioso. É só o que tenho a dizer.


16/20

sexta-feira, outubro 16, 2009

Morrer como um homem


Um filme curioso de João Pedro Rodrigues. Muito conceptual, facto que só se consegue apreciar a posteriori (no meu caso pelo menos). A minha maior curiosidade foi a de ver um filme sobre travestis e transsexuais. Fiquei triste pela marginalidade em que se vive, socialmente e auto-imposta. Sabe-se que não se pertence a lado nenhum. É doloroso ver um triste exemplo disso, em que quase tudo é um sucedâneo do que deveria ser. Na personagem principal vi uma pessoa com sentimentos nobres, mas despojada da hipótese de uma vida "normal". A aceitar qualquer coisa por medo de não ter coisas nenhuma. É assim no amor, nas amizades, etc. É uma vida difícil e desencantada por trás dos brilhos e das lantejoulas, que são a razão de tudo. Onde tudo faz sentido. É a vida num limbo.
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Uma nota positiva para a prestação de Gonçalo Ferreira de Almeida como Maria Bakker. Foi hilariante, poético, alucinante, dramático. É a porção LSD do filme.
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15/20

quinta-feira, outubro 08, 2009

Séraphine


A beleza esconde-se nos lugares mais improváveis e mais simples. É esta lição de humildade que pode ser tirada da história de Séraphine de Senlis, uma excelente pintora naïve que tinha uma enorme arte nas mãos que lhe garantiam o sustento a limpando casas e fazendo outros trabalhos domésticos ao domicílio. Já tinha bastante idade quando foi descoberta. Acabou por morrer num asilo, com esquizofrenia. É um biopic feito com delicadeza. A actriz principal transmite emoção em cada movimento. É uma obra bem conseguida e emocionante.


16/20

terça-feira, outubro 06, 2009

District 9


Um filme que vai crescendo de interesse até ao final. Não é de todo o tradicional filme de extraterrestres, bem pelo contrário. Servido ao estilo de filme 'Série B' documentário, «District 9» é um retrato sobre a voracidade humana, ambição, sobre emoções e sobre amor. Curioso como o amor aparece retratado de forma tão pura num filme tão brutal. Gostei mesmo muito.


17/20

Chéri


Brilhante guarda-roupa de época, mas não seria de esperar menos do homem que nos ofereceu o brilhante «Ligações Perigosas» aqui há uns bons anos atrás. A Michelle Pfeiffer é sempre um festim para os olhos e neste filme oferece-nos o retrato de uma cortesã que se apaixona pelo filho de uma colega de profissão uns bons 25 anos mais novo. Compõe um belíssimo ensaio sobre o envelhecimento e a perda da beleza física. Contudo, não consigo deixar de pensar que o filme se perde como um todo. Não tem a intensidade dramática que deveria ter. Talvez o actor principal não me tenha convencido, não sei. Há um clímax final, mas não deixei de me esquecer de alguns momentos em que me aborreci.


14/20

quinta-feira, setembro 17, 2009

Abraços Desfeitos


Gostei bastante. Não é delirante ou trágico como alguns dos filmes de Almodovar, mas a estética estava brilhante. Muito bem filmado, dirigido. Planos muito bonitos. A história poderia ser o ponto fraco mas, ao mesmo tempo, a ideia de ter um filme dentro do filme deu-lhe contornos deliciosos e de forma inteligente meteu comédia onde ela nunca poderia existir. É também inetressante a "piscadela de olho" a outros filmes. Parece que o Pedro Almodovar, através de diversas referências cénicas e mesmo de personagens quis revisitar a sua obra.


15/20


terça-feira, setembro 15, 2009

Sacanas sem lei


Tarantino "baralha a história e dá de novo" podia ser o mote de «Sacanas sem lei». Não fui atrás do hype todo acerca do filme. Compreendo a reinvenção, compreendo a piscadela de olhos ao diversos géneros clássicos do cinema, mas não me prendeu como o Kill Bill que continua a ser, dele, o meu filme favorito. O «Sacanas» é demasiado sério para ser levado a brincar, e demasiado fantasioso para ser levado a sério. Este é, para mim, o grande problema. Não me consigo divertir totalmente ou emocionar totalmente. Não obstante, o argumento não deixa de ter momentos deliciosos (apesar de outros quase desnecessários) e um desempenho de actor notável por parte do Christopher Waltz na composição do seu Coronel Hans Landa, oficial das SS. Só por ele vale a pena ir ver o filme.


15/20

Por amor

Ora cá está um filme que fui ver apenas porque não havia outra sessão aquela hora. Quando vi que o Ashton Kutcher e a Michelle Pfeiffer estavam no mesmo filme, não achei que seria uma boa ideia vê-lo, ainda para mais com aquele título (tradução à portuguesa) que fazia soar a drama de meia tigela com uma paixonite entre uma senhora mais velha e um rapazola. Enganei-me redondamente. Fiquei a achar que o Ashton Kutcher não é só um monumento de homem, mas também sabe actuar para lá das comédias para retardados e o filme é uma bela história sobre perda e as implicações da mesma nas nossas vidas. É um filme melancólico, frio, mas cheio. A paixão entre as duas personagens que se encontram num grupo de auto-ajuda para familiares de pessoas assassinadas, acaba por ser pouco central num filme onde a incapacidade de expressar/comunicar a dor e o amor é, efectivamente, o fio condutor. Todos queremos sentir. Todos queremos esquecer que sentimos. Todos queremos seguir com as nossas vidas, mesmo que não se saiba como. O filme trata desse processo de descoberta. Contido, contundente e, por vezes, delicado.

16/20

quarta-feira, setembro 02, 2009

ABC da Sedução


Por alguma razão alguns filmes têm a designação de 'filmes de domingo', porque são levezinhos e açucarados e podem ser vistos em momentos de ociosidade mental...total. O filme em questão é um exemplo acabado disto. Uma comédia previsível, sem grandes artifícios, que percorre o ABC dos truques de filmes de comédias românticas dos últimos 60 anos, sem piadas novas ou inovadoras que nos façam esboçar mais do que um sorriso. No meu caso ainda consegui rir duas vezes. Não foi mau.


11/20

segunda-feira, agosto 31, 2009

Sinédoque, Nova Iorque


Gosto muito dos argumentos escritos pelo Charlie Kaufman (Despertar da Mente, Inadaptado, etc.) e fiquei muito entusiasmado por ir ver a sua primeira obra como realizador. Com um elenco de primeira e com um argumento também escrito por ele tudo parecia infalível. Contudo, falhou. O filme é algo longo e muito complexo. Tem momentos brilhantes, é verdade, mas isso não nos impede de nos perdermos no filme pelo esforço constante de compreender as metáforas que ele coloca em jogo. O filme é extremamente existencialista e não ajuda, à compreensão do mesmo, estar sempre a pensar no que cada rasgo metafórico ou alegórico significa. A páginas tantas perdemos a visão do todo. No fim, guarda-se a impressão de se ter assistido a um fabuloso trabalho de actor, com um argumento mais artístico que cinéfilo, num filme que tem de ser visto mais duas vezes para ser compreendido.
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13/20