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quinta-feira, fevereiro 08, 2024

Sob o Big Brother e ter imbecis como ídolos


É isto que nos dá a televisão e as redes sociais em barda. As pessoas, jovens em particular, seguem estes imbecis como os novos heróis nacionais. Quando isto é o programa de topo nos consumos dos portugueses creio que não há muito mais a ser dito. Lá está, chamem-me antidemocrata, mas como é que o povo (tendo este nível e menos) pode ser chamado a tomar decisões importantes para o país. Devia, sem sombra de qualquer dúvida. Mas em Portugal, como em muitos outros países de nível cultural deficiente, é receita para a desgraça. Eu podia rir disto, mas não consigo é demasiado triste. Fico apenas muito triste por perceber que hoje em dia "somos" isto.

terça-feira, fevereiro 06, 2024

Notícias positivas

Quando coloco notícias positivas no Facebook ou no Instagram o resultado é que acabo triste e frustrado. Ainda compreendo que as pessoas não queiram ver posts sobre os problemas do mundo (guerras, genocídios, fome, refugiados, ambiente, etc.), mas notícias sobre feitos inspiradores, pessoas com compaixão também não fazem nada por ninguém.

Resumindo as pessoas reagem a fotos de festas, viagens, namorado da Cristina Ferreira, corpo despido, Big brother. Quanto ao Big brother confesso que me dá quase vontade de chorar quando penso que isto enche o quotidiano de grande parte das pessoas e que ninguém quer saber dos problemas gravíssimos prestes a cair-nos em cima em 70-100 anos. Os filhos e netos dessas pessoas vão cá estar e o problema é deles. É a sociedade que nos tornamos. É mesmo mentira que a ignorância e a burrice são sinónimo de falta de acesso à informação. 

segunda-feira, outubro 23, 2023

Estranho mundo

"Estranho mundo este em que um dia de chuva nos preocupa como se fosse uma guerra e uma guerra nos parece tão banal como um dia de chuva. É tênue a linha que se separa o inverno do inferno."

Ricardo Marques, jornalista do Expresso.

Nota: Não encontrei a fonte, mas a citação está atribuída a Ricardo Marques, jornalista do Expresso. Seja sua ou não, é infelizmente e devastadoramente verdadeira. 

segunda-feira, maio 03, 2021

Descrença na Justiça

Sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF revela descrença generalizada. 

- Políticos não são devidamente fiscalizados (83%) 

- Justiça não tem capacidade para investigar se são corruptos (62%).

E nenhum dos nossos governos (à esquerda ou à direita) tem capacidade para dar a volta ao figurino porque, regra geral, o grau de qualidade dos nossos políticos é poucochinho. Acresce que a tradição cultural do nosso povo é olhar para o lado e esperar por Deus ou pelo D. Sebastião.

sexta-feira, março 09, 2018

2 meses antes dos 44 anos

Aprendi finalmente como se escova os dentes. O meu odontologista com um molde e uma escova sentou-me a mim e ao namorado e explicou como se faz.  É difícil, já percebi porque é que a maioria da gente escova os dentes mal. 

quarta-feira, junho 15, 2016

Dei por mim a defender o Rui Sinel de Cordes sem querer...

Durante uma acesa discussão no Facebook fui obrigado a fazer de advogado do Diabo e defender o direito do Rui Cordes a ser idiota e desagradável. Como humorista tomou a opção de seguir o caminho da piada torpe e lesiva. É um estilo. Não vou dizer que sou um seguidor, na realidade nem sabia quem ele era, e depois pela cara lá me lembrei que o vi na televisão num programa sem piada nenhuma e fui pesquisar para saber do que se falava. 

Que o tipo de humor dele seja deplorável na maioria das vezes é uma coisa, agora que a comunidade LGBT o venha crucificar porque ele foi conforme ao seu estilo de sempre num tema que nos toca a nós é que não consigo aceitar. Compreendo, mas não aceito. 

Todos nós temos telhados de vidro e todos nós contamos piadas politicamente incorrectas, a anedota que conto com mais sucesso é sobre uma menina deficiente mental que recebe um cão pelo aniversário. Toda a gente ri a bandeiras despregadas (gays incluídos), mas um dia contei ao lado de uma pessoa que tem duas irmãs com essa deficiência e ela não achou graça nenhuma.

Parece que infelizmente só sentimos o que nos toca. Fui consultar as piadas do indivíduo e ele goza com toda a gente e com tudo: o holocausto, a Ágata, o José Cid, trissomia 21, pessoas com cancro,  negros, mulheres, etc. 

Não vou dizer que o humor dele é de bom gosto, sabemos que é do pior e a imitar, em grande parte, o que o Sasha Baron Cohen já fez com o Ali G, o Borat ou o Bruno. A parte fácil é que estes eram personagens e é menos complicado dissociá-las do humorista. No caso do Rui Cordes é mais difícil, mas sinceramente não acredito que ele odeie os gays, as mulheres, a Ágata, os judeus, etc. E duvido que qualquer pessoa com inteligência tenha uma ideia diferente.

Nunca consegui rir das piadas sobre o Aqua Parque e sobre as crianças que morreram lá. Quando alguém ia contar algo eu pedia para não contar à minha frente. Já não me importei com as piadas sobre a morte da Princesa Diana. Mas suponho que a família dela não gostaria de as ouvir. 

Estou a escrever isto porque odeio hipocrisia. Quem nunca riu de uma anedota sobre negros, alentejanos, católicos, deficientes, morte da princesa Diana, etc., que atire a primeira pedra. Odeio linchamentos. Odeio o que se passou com o José Cid e o Nuno Markl, apesar de achar o José Cid uma besta, acho o Nuno Markl um bonacheirão com sentido de humor que não merece ameaças de morte a si e à sua família.

O José Cid também não merece ameaças de morte e o Rui Cordes também não. As pessoas públicas são castigadas retirando-lhes a oportunidade de serem públicas. Retirando-lhes o público e o tempo de antena, manifestando repúdio inteligente e sensato, não o que se tem visto.

Quem quer seguir o Cordes que o siga. Eu não gosto de música pimba, sei que não presta, mas não sou ninguém para dizer que alguém não deve ouvir música pimba.

Sou homossexual e estou consternado com o que aconteceu em Orlando. Já chorei, já pensei na dor das famílias que perderam entes queridos, já pensei nos animais de estimação que nunca mais vêem os seus donos e não conseguem processar o abandono, já pensei que há tanta gente que não se importaria de me matar só porque sou gay. Detesto ódios e detesto ainda mais ver a minha "comunidade" disparar ódio irreflectido a um bode expiatório porque este faz piadas imbecis e é imbecil nas atitudes que toma quando não gostam daquilo que faz. 

Amor com amor se paga, mas o fogo não se extingue com fogo.  

terça-feira, maio 26, 2015

A depressão explica... (espero)

Vi o filme «Sharknado» há 2 dias.