quarta-feira, abril 15, 2015

O meu Instagram droga-se...

Como sugestão de pessoas a seguir tenho todo o clã Kardashian, a Taylor Swift, o Justin Bieber e a Miley Cirus. Não sei qual é a base de cálculo, o único famoso que sigo é a Madonna. Really Instagram?

Memórias III - Traição ou talvez não... (parte 1)

Parece que o conceito de infidelidade quando se está numa relação é uma coisa muito relativa. Na minha cabeça tenho uma definição que me parece bastante afinada, mas já me deparei com 3 situações em que os visados não sentiam que estavam a fazer nada de mal.

Na primeira situação o namorado foi para Londres com um amigo fazer uma viagem cultural. Depois do amigo ir para a cama com as galinhas porque não gostava de vida nocturna, o namorado aproveitava para ir ele sozinho para as discotecas gay que ficavam à mão. 

Numa bebedeira que apanhou uns meses depois dessa viagem contou que numa das saídas conheceu um taxista que o levou para casa dele onde vivia com o namorado e onde ficaram a noite toda na conversa e trocaram uns beijos, mas só por curiosidade. Não aconteceu nada de mais. Noutra noite conheceu um rapaz negro com um corpo musculado espectacular e foi para casa dele, mas não tiveram sexo só ficaram os dois nus na cama e só se beijaram e tocaram e ele resolveu vir embora antes de ir mais longe. A razão por não me ter contado nada é porque já sabia como eu era e eu ia levar estas coisas muito a sério e ficar chateado. E não aconteceu nada, ele não teve sexo com ninguém. 

Era o meu primeiro namorado e estávamos juntos há 5 anos e meio. Como eu tinha aquela ideia de ter uma pessoa para sempre, acabei por perdoar. Cerca de 1 ano e tal depois ele diz que precisa de tempo para pensar porque acabou de fazer 30 anos e só teve sexo com 3 pessoas na vida. Como a nossa relação era monogâmica e estávamos juntos há mais de 7 anos isso queria dizer que ele não ia ter mais experiências. Diga-se de passagem que tive uma sorte descomunal. E assim acabou a minha primeira relação. Ele arrependeu-se mais tarde e voltou com as armas todas que resultam com um coração de manteiga. O factor sorte foi eu ter conhecido o rapaz que viria a ser o segundo namorado 4 dias antes. Disse não. E a vida começou a desenhar-se muito mais feliz. 

terça-feira, abril 14, 2015

Upbeat fun song... toma lá Chromeo.



Jealous (I ain't with) - Chromeo

Parece mentira mas é verdade

Desde que estou de cama já vi quase todos os filmes do Resident Evil. São tão maus. Mas estou numa de junk food. 

Memórias II - Silvestre mete o pé na poça (à grande)

Resolvi fazer a tese de licenciatura na área de sociologia da família, estávamos em 1997 e eu era dado que era aos temas esquisitos e assim resolvi sugerir à orientadora: o síndrome do ninho vazio (problema enfrentado pelas domésticas depois dos filhos saírem de casa) e as dinâmicas de conjugalidade homossexual. Ela achou por bem eu fazer o segundo por estava desejosa de perceber o que se passava numa relação conjugal que não era orientada pelas determinações sociais do género. 

Meti mãos à obra de forma ambiciosa. Queria lésbicas e homossexuais. Ao fim de meses percebi que as lésbicas viviam numa espécie de bunker escondidas e que tinham medo de qualquer tipo de exposição. Não consegui nem uma entrevista. Fiquei reduzido aos homossexuais masculinos, o que mesmo assim não se revelou fácil. Seria mais fácil se eu dissesse que era gay também, mas eu só era assumido para heterossexuais e para a família (já tinha namorado, mas continuava 3/4 amigos gay e a não querer que mais gays soubessem que eu era gay). 

Numa das entrevistas que me foi conseguida por uma amiga, fui entrevistar um senhor muito simpático à Baixa. Nessa altura o meu conhecimento de Lisboa resumia-se ao Bairro Alto, Universidade e as Docas. Depois de uma hora e tal de conversa e uma excelente entrevista, eu disse-lhe que também gostaria de entrevistar o companheiro dele. Ele respondeu-me que isso não ia ser possível porque o companheiro estava no Alto de São João. E eu continuei «não faz mal eu posso esperar, não tem de ser já. Quando é que ele volta?». Ele olhou-me de forma esquisita, a minha amiga mudou de cor para um vermelho tomate. Eu sem perceber nada e de repente a minha amiga diz-me que o Alto de São João é um cemitério. Aí fui eu que mudei de cor, tive aqueles 3 segundos que parecem uma eternidade, mas ele não se chateou porque percebeu pelo meu ar aflito que foi mesmo desconhecimento da minha parte.  

segunda-feira, abril 13, 2015

Selah Sue tem novo álbum



Reason - Selah Sue

Deixo aqui o tema que dá nome ao álbum e que é o terceiro single. Vale a pena para quem gosta de música com um cheirinho de blues e soul, sem deixar de ter um feeling contemporâneo ali a roçar o trip-hop e o acústico. Espero que gostem.

O meu amigo dos últimos dias


Assinado: Silvestre (a Orca)

Memórias I - A minha primeira ida ao Trumps

No final de 1993 admiti para mim mesmo que não era bissexual, mas sim homossexual apesar de, até ao momento nunca ter concretizado uma relação sexual com um homem. Os tempos eram diferentes. Ainda não existia Internet e as pessoas que se poderiam conhecer era em locais de engate que eu não frequentava ou na universidade onde conheci os 3 primeiros amigos gay. Tirando um que ainda era mais tanso do que eu, os outros dois eram já batidos na noite e nas discotecas de ambiente. 

Demoraram quase dois meses a convencer-me. No fim de Janeiro de 1994 lá me decidi a ir, mas estava em pânico. Tinha muito medo do que podia acontecer. Estava mais no armário que uma meia esquecida no fundo do guarda-fatos. Os meus amigos adoravam a atenção que recebiam, homens que lhe pagavam bebidas, que queriam sair com eles, que lhes diziam que eles eram os mais giros da discoteca. Isso a mim (que na altura, sim pasme-se, era muito tímido) causava-me transtorno. Queria mais passar despercebido do que outra coisa, poder observar e ver se aquilo me dizia alguma coisa ou se era um contexto que eu deveria evitar. 

Tive a brilhante ideia de andar a comer chocolates durante duas semanas porque eu tinha um acne bera e assim era garantido que ia ficar com borbulhas na cara. No dia da ida, em vez de me colocar no meu melhor, vesti uma camisa castanha e cinzenta bem feiosa e penteei-me com risco ao lado e o cabelo agarrado à cabeça. Não tinha tantas borbulhas como seria de esperar, mas algum acne rebentou. 

Quando entrei no Trumps ia todo a tremer. Na altura aquilo era bastante pequeno e tinha apenas uma escada de acesso à pista onde todos os gajos se encostavam à parede para "micar" melhor quem passava. Parecia um misto de garagem com outra coisa qualquer. Preguei os olhos ao chão e assim passei a noite toda. Não dancei e mantive-me o mais discreto possível pedindo ao namorado do amigo que andava tipo rainha do baile a luzir, que por favor não me deixasse nem para ir à casa de banho. 

Além de ser um sítio feio, o ambiente era muito pesado. Se estavam lá 3 mulheres era muito e os homens olhavam demasiado, chegavam-se demasiado. O namorado do amigo foi um 'compincha' e ficou sempre comigo (inclusive para ir ao WC e ao bar buscar uma bebida) enquanto o amigo andava a mostrar os peitorais e a beber de graça e a distribuir charme pela pista, alto e loiro como só ele sabia ser.

Quando me vi no cacilheiro da manhã rumo à margem sul senti um enorme alívio. A noite tinha acabado e eu não metia mais os pés ali. Ia continuar a ir às discotecas hetero onde podia dançar com as amigas e onde não tinha de me preocupar com o facto de alguém me meter a mão no rabo ou na pila. Comecei a ir ao Frágil. Gostava muito da música e do ambiente misto. Estar em sítios só com homens stressava-me muito. As mulheres davam um ar mais levezinho aos sítios. 

Decidi não meter mais os pés no Trumps. Contudo, em 1996, vi-me lá caído de novo, mas essa foi a segunda vez em que fui ao Trumps e desta vez sem acne.

domingo, abril 12, 2015

Para desviar a cabeça das coisas parvas

Blogue nº2 também com nova imagem.

Pessimismo ganha terreno

Acordei 4h31min cheio de dores. o balanço de 3 semanas de recuperação sou eu a tentar habituar-me às pioras que são constantes. assim é difícil. antes da operação tinha dormência na perna, agora tenho dormência, dor, ardor e rigidez muscular. o somatório não me parece nada positivo. o operador diz que não é comum, mas que não está fora de um quadro normal. não me parece nada normal. tento bloquear o cérebro à ideia de que isto não vai ter volta e de que não volto a ser a mesma pessoa. é difícil evitar o drama quando sentimos o corpo a desfazer-se por dentro. queria portar-me como um homenzinho, mas agora mesmo, só me apetece é chorar. sinto-me desesperado e ao mesmo tempo envergonhado por não conseguir reagir com outra atitude. mas ao fim de 3 semanas sem uma única evolução positiva sem ser a cicatrização da costura é dose.

sábado, abril 11, 2015

Mais uma musiquinha... Hold back the River



Hold back the river - James Bay

Amor de gato

Para quem duvida que um gato possa ser canino (eu sempre fui um desses cépticos) o Limão tem dado provas do contrário. Está sempre enfiado aqui no quarto e não me deixa da mão, ora a lamber-me as pernas ou encostado. 

Está visivelmente mais magro porque se alimenta menos, mas se lhe fecho a porta do quarto também não sai dali e fica no tapete. 

Digamos que este bicho não para de me surpreender. Não percebo é o porquê de ter sempre um ar desconfiado com a minha mãe e também com o meu irmão. Deve sentir que ela tem pavor de gatos.

Com o namorado a relação é excelente, até lhe lambe a cara e pede-lhe colo (sim o gato está muito maricas). Mais dia menos dia vai ter de conhecer a cadela do namorado e aí vamos ver se continua tudo em regime "ouro sobre azul". 

Esperemos que daqui a umas semanas já esteja a ter uma vida normal e que o bicho já ande a empanturrar-se na cozinha com os soufflés de frango de que tanto gosta. 

Creep... so 40's version



Creep - Vintage Postmodern Jukebox ft Haley Reinhart

O real é bom

Os momentos complicados são aqueles que nos retiram os efeitos photoshop com que filtramos o mundo. Filtros fora. Só o brilhante tem brilho e o colorido tem cor. A realidade é uma maravilhosa forma de libertação e de separar o trigo do joio. Quando tudo tem a sua verdadeira tonalidade, nunca algumas pessoas pareceram tão belas. É assim a espantosa realidade das coisas. O real é bom. 

Purity Ring... estão de volta.



Begin again - Purity Ring

Para onde vão os guarda-chuvas

O último livro que li do meu "escritor fetiche" Afonso Cruz. A emoção de começar o livro foi enorme e a vontade de lê-lo foi sendo progressivamente menor. Toda a maravilhosa prosa do Afonso Cruz está lá (aqueles momentos filosóficos/existencialistas na escrita que quase comparo à poesia do Herberto Hélder), mas está em overdose. Há demasiado. Por vezes demasiado do mesmo. E a sensação com que fui ficando era de enfartamento, como aquela refeição de comida maravilhosa que se torna demasiado pesada e não nos conseguimos mexer. É tudo muito rico e ficamos perto do enjoo. Nem consegui pegar em mais nenhum livro depois disso. Tenho a certeza de que não sentirei o mesmo nos próximos 4 livros dele que ainda tenho para ler. Já os folheei na diagonal e são ligeiros. 

sexta-feira, abril 10, 2015

3 semanas de cama...

Começo a reagir ao incómodo físico. Há que ter humor. Haverá algo de engraçado no meio disto tudo, um destino maior, uma demanda do universo, blá blá blá...

Cinderella

Curto e grosso. Bons efeitos especiais. Conta a história, mas é um aborrecimento completo.

11/20

domingo, abril 05, 2015

Limão ... e já tem um ano.


O meu macaquinho fez hoje um ano. A vida nunca mais foi a mesma aqui em casa nestes últimos 11 meses. 

quinta-feira, abril 02, 2015

Hoje acordei a sentir-me assim...


Deve ser das doses maciças de cortisona. 
(Zehtoh, se calhar vou ter mesmo mais 10 kg no fim da recuperação)