Costumo dizer que estou sempre disponível e aberto a conhecer novas pessoas, acho sempre que um novo amigo poderá estar ao virar da esquina (potencialmente). Amizades nunca são demais, mas qual o tempo útil e de qualidade que temos para dedicar aos nossos amigos? Quando estive menos bem mentalmente fiquei com a sensação de que estava sozinho e isolado, mas isso é a doença a levar a melhor sobre mim (quando ela se instala rouba-me "a voz", fala por mim, não sou exatamente eu). A realidade é que tenho muitos amigos e não falo de conhecidos, falo mesmo de amigos, pessoas que são lugares seguros para ser vulnerável e dizer o que vai realmente na alma. Sempre ouvi dizer que quando quisermos ter uma noção clara da nossa vida devemos fazer anotações em papel sobre o tema em questão e depois analisar o que está escrito. No outro dia fiz isso, coloquei no papel as relações realmente importantes que mantenho e fiquei verdadeiramente surpreendido por não ter a noção de que era tanta gente.
Desde julho do ano passado que comecei a reformular o meu modo de pensar, a minha tipologia de valores. Não obstante, os últimos 5 meses foram essenciais para chegar a um nível de clareza que penso nunca ter tido e um nível de solidez analítica que só fará bem ao meu futuro (como tem feito no presente). A realidade é que não preciso de mais nada, embora aberto a acréscimos, tenho tudo aquilo de que necessito, não existem faltas, nem falhas. Estou completo e tenho um "edifício" cheio de amigos verdadeiros - o que não vou voltar a esquecer. Não preciso mais nada do que aquilo que tenho. Não ando à procura de ter aquilo que quero, porque quero aquilo que tenho e que é imenso. Quando existe foco, tudo muda. A lente com que vemos o mundo é a única coisa que importa.
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