terça-feira, outubro 27, 2026

1 ano

Passou um ano desde que comecei o percurso de psicoterapia com a minha atual psicóloga. Desta vez a minha predisposição a trabalhar era diferente de todas as outras vezes. Estava acabado de sair de uma das relações mais complexas que tive e que me destroçou emocionalmente. Estar emocionalmente destruído podia ser mau, mas não foi. Na altura encarei como uma oportunidade de construir de novo, construir bem e forte. Foi a forma que arranjei para lidar com o assunto e expliquei à psicóloga que este era um trabalho muito importante para mim, tanto que ia começar a ter sessões várias vezes por semana. E assim foi no início. Contei-lhe a história da minha vida sem deixar nada de fora. Naquele momento achava que nada era irrelevante. Tinha de lhe dar informação para ela analisar e devolver-me sentido, eu precisava de saber quem eu era realmente e precisava da ajuda dela para estabelecer-me como pessoa com fronteiras bem definidas e legislação própria. Em maio larguei os antidepressivos e assumi a vida como ela é, o mundo como ele é e a minha visão do que devo ser dentro dele. O que tinha de ser descascado iria descascar-se por si a partir deste momento. Percebi onde era a minha casa e o valor de ser genérico. Estes 12 meses foram muito bons e 2026 vai ser sempre um ano de doces memórias. Nunca é tarde para renascermos, podemos fazê-lo sempre que necessário, até que a forma certa seja atingida. 

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