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sexta-feira, março 03, 2023

Keersmaeker/ Lopez/ Ekman

Já não me lembrava do último espetáculo de dança a que tinha assistido e por isso aproveitei para retornar ao saber da Iniciativa Ensaio Solidário - em que através o preço do bilhete se converte num donativo para uma IPSS - e não podia ter sido melhor.

A peça Keersmaeker/ Lopez/ Ekman é um conjunto de linguagens coreográficas aparentemente díspares. O elo comum será potencialmente o quarteto de cordas que serve de ligação para as peças que se revelam na sua natureza e idiossincrasias. A interpretação musical a cargo do Quarteto de Cordas de Matosinhos estabelece a relação entre coreografia e música em cada peça, e de certa maneira entre as três coreografias 

Gostei muito de todo o espetáculo, mas foi o terceiro tomo - “Cacti” de Alexander Ekman - que me deixou verdadeiramente siderado. Achei extraordinário. 

O espetáculo estreia oficialmente amanhã, 3 de Março, e fica até dia 19 de Março no Teatro Camões. Vale mesmo a pena ver. 

sexta-feira, julho 09, 2010

Momentum - Mayumana



Momentum foi dos 3 espetáculos que já vi pelos Mayumana, aquele que mais gostei. É uma extraordinária hora e meia de dança, percussão, efeitos cénicos pertinentes, boa música, boa disposição e muito bom astral.
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Em tempos achei que tinham algumas semelhanças aos Stomp, hoje percebi que se distanciaram imenso desse modelo criando um objecto mais interessante e diversificado. Muito bom, para dizer o mínimo. Está no casino de Lisboa até 18 de Julho.

domingo, maio 30, 2010

Insane in the brain.


Vi ontem o espectáculo Insane in the Brain pela Bounce Street Dance Company (Beto, obrigado mais uma vez). Tive sentimentos mistos durante a peça, mas passo a explicar.
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Gostei imenso da encenação, a estrutura, o argumento (que recria a história do filme Voando sobre um Ninho de Cucos) e a banda sonora. O que me deixou surpreso é que o espectáculo é apresentado como sendo de Hip Hop e Street Dance e foi aí mesmo que o achei mais fraco, no Hip Hop. As coreografias que remetiam para dança contemporânea foram extraordinárias, as de Hip Hop foram fraquitas. Os bailarinos que só dançavam Hip Hop não tinham "power" suficiente. Curiosamente foram os bailarinos com treino clássico (porque se nota quem o tem) que deram mais força ao Hip Hip.
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Fora a questão do Hip Hop, a cenografia é tão interessante, a forma como a história é contada é tão teatralizada, o espectáculo entretem sem dúvida. E saí-se com uma sensação de que se viram coisas muito boas, dá para esquecer algumas cenas de coreografia street menos conseguida. A cena das camas fica na memória e não há mais nada.

quinta-feira, abril 01, 2010

C'mon Vogue...

Vogue - Madonna (Sticky and Sweet version)

domingo, janeiro 17, 2010

Vai-se andando


Um grande espectáculo no Casino de Lisboa. Vi hoje (obrigado Beto) e adorei. O texto está escrito de uma forma muito inteligente e está representado com mais inteligência ainda. O José Pedro Gomes faz um verdadeiro show de representação, mimetismos, stand up comedy. Faz-me ter vontade de dizer «errr... Marco Horácio, Bruno Nogueira, Nilton, escrevam só, tá?».
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A peça fala sobre a portugalidade, o que é ser português. É hilário e por vezes embaraçoso perceber que aquele português de que ele está a dar o exemplo somos nós. Mas não há nada como rir de nós mesmos. Quem sabe/consegue rir de si mesmo pode rir do mundo. O único amargo será saber que os portugueses que estão a assistir ao espectáculo ão continuar a ser os portugueses de quem se fala no mesmo.
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A não perder.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Pásion (casino de Lisboa)

Gosto muito de tango. Das danças de salão clássicas é talvez a que mais me fascina. Há muitos anos atrás cheguei a ser praticante e por isso a oportunidade de ver o espetáculo foi recebida com muita excitação (obrigado Beto). Saí contente do espectáculo, mas não maravilhado. Houve, contudo, momentos de verdadeiro brilhantismo (dois dos pares eram soberbos). O primeiro acto (chamemos-lhe assim) foi muito bom também. Consegui ser remetido para os cabarets dos anos 40/50 com ambiente marialva. No restante do espetáculo foi dos solos que se retirou maior prazer. Tenho de dar a mão à palmatória ao Batata que insistia em que o gurada-roupa em dadas alturas fazia mesmo lembrar que estavamos a ver um espectáculo de casino e não um espectáculo per se. Foi bom ver, recordar e ter vontade de estar no meio deles a dançar também.

segunda-feira, julho 06, 2009

Kylie X Tour - Lisboa


Já não me divertia tanto num espectáculo desde que a Roisin Murphy esteve no Coliseu. Foi dos melhores em termos de energia. É pena que tenhamos visto a versão editada do espetáculo (sem grandes artifícios tecnológicos), mas creio que era a única forma que a promotora tinha de garantir a rentabilidade, uma vez que não há assim tantos fãs da kylie em Portugal.
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Fiquei na platéia e foi das melhores platéias onde já estive. A malta nunca parou de dançar, de cantar, de gritar. A energia era soberba, acho que se tivesse ficado nas bancadas não teria apreciado o espetáculo da mesma forma. Lá diz o ditado «poucos, mas bons».
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A Kylie cumpriu, canta bem, afinada e foi simpática. A mulher é mesmo muito bonita ao vivo. E estava muito divertida, na sua. O espetáculo teve a sua "cheesyness" por vezes, mas faz parte. Eu não quereria que fosse de outra forma.

terça-feira, junho 30, 2009

Salvem a Kylie!!!


No sábado há o espectáculo da Kylie no Pavilhão Atlântico. Soube hoje que está meio vazio. Vamos salvar a Kylie de uma sala vazia. Ela tem apenas 1.50cm é mais fácil de salvar que uma baleia ou um rinoceronte branco. Vai ser muito fixe. Divertido. Eu vou estar lá :-p
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Por isso, toca a decidir. Convencer os amigos. Os bilhetes são baratos.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Sim, isto é circo!!!

Penso que uma das melhores frases que li a descrever o espetáculo de ontem foi a do jornal Guardian «O NoFitState é como o Cirque du Soleil sem o efeito Disney e sem o desinfectante». É mesmo isto, é o circo da rua, o circo dos saltibancos, gente "suja" com os músculos trabalhados pela própria vida. Tudo se conjuga na perfeição: a beleza tosca dos participantes, os números realizados ao som de Tom Waits, de Kusturica e outros sons entre o jazz e o cabaret de beco (tocados ao vivo pela banda que acompanha o espetáculo), as roupas feitas de materiais poucos nobres, a poesia da narração.
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É o circo da boémia rude, sem lantejoulas, sem luzes e brilhos coloridos. É uma metáfora sobre a incrível luz que pode existir na escuridão, como eles mesmo dizem «não existe escuridão, apenas luminosidade de baixa voltagem». Estão no CCB até dia 31 de Agosto.


17/20

quinta-feira, agosto 28, 2008

Hoje vou ao circo!!!

O que acontece quando «the circus meets the darkside»? Acontece o espetáculo Tabu dos galeses NoFitState. São uma companhia de circo contemporâneo que está no CCB até domingo.
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Hoje apareceu-me um concurso no e-mail, eu respondi e ganhei um bilhete de graça. Portanto é um retorno ao circo, 25 anos depois.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Trimurti (Três Rostos)

Este sábado fui ver um espetáculo de dança indiana no CCB. Existem 8 tipos de dança na Índia, sendo que o protagonizado pela bailarina Terikavalli é o mais antigo. O bailado em questão chama-se Trimurti (o equivalente à Sagrada Trindade para os cristãos) .
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A dança altamente ritualística é de uma minuciosidade no gesto e de uma expressividade símbólica impressionantes. Sabe bem sair da «casca» da ocidentalidade e aprender outras formas de viver o mesmo mundo.

domingo, junho 01, 2008

Bahok - Akram Khan

Se a dança da Pina Bausch pode ser considerada visceral e decomposta, a de Akram Khan será muscular, cheia e de uma beleza fluida.

E se de repente um determinado lugar no mundo fosse uma Torre de Babel? Nada melhor que um aeroporto para servir de metáfora, um lugar onde ninguém pertence, onde quase toda a gente é estrangeira. E nessa situação? Quem somos? No limite o que transportamos connosco? A importância da nossa origem torna-se mais premente que qualquer outra coisa.

A ideia de um lar, as nossas memórias e o corpo que as transporta é a base desta incrível peça de nome Bahok, que também é filosófica. Muito provavelmente tem o melhor primeiro terço de espetáculo que já vi nos últimos anos. Acaba muito bem. Venha o próximo espetáculo. Não o conhecia, por isso, muito prazer Sr. Akram Khan.

terça-feira, maio 13, 2008

Masurca Fogo - Pina Bausch

E se de repente um alemão expressasse através da dança a sua visão de Lisboa? Assim, aconteceu. Lisboa vista por Pina Bausch resultou no brilhante Masurca Fogo, onde sentimos que Lisboa não é só fado e oceano. É também multiculturalidade, engano, alegria, pobreza, tradição, prostituição, saudade, inocência, tempo, riso, choro e corpo. Lisboa é uma grande cidade que escapa a quem nela vive, mas que felizmente não escapa a quem a visita com olhos de quem vê.
E foi uma bela maneira de acabar esta última sexta feira.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

STOMP


Foi bom voltar a ver o STOMP ao fim de 5 anos. O espetáculo não mudou, mas a emoção é a mesma. Acho que a parte humorística está melhor, a percussão é igual a si mesma. E mais uma vez é uma pena ver que os portugueses não têm muita noção de ritmo. Mas foi bom, foi um espetáculo quente e cheio. Gostei de saber que gostaste, gostei de ver o teu ar contente no fim do espetáculo. Gostei de chegar a casa e petiscar do teu requeijão light com pimenta moída na hora. Venha o próximo!