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quinta-feira, fevereiro 06, 2025

Deputados do Chega

Em menos de um mês:

- um deputado que rouba malas e roupas no aeroporto e vende através dos correios do Parlamento.
- deputado apanhado a conduzir com 2.25g/l de álcool no sangue
- um deputado a pagar a menores (15 anos) por sexo

Não podemos dizer que não é um partido diferente. Lá rasca é. 

Achava giro que houvesse uma polícia parlamentar secreta que durante um mês seguia 20 deputados de partidos distintos à vez. Acho que ia ser muito divertido o resultado. Os crimes de colarinho branco estariam concentrados no PSD, PS e CDS, o BE não cometeria crimes (só o da autoflagelação) e o PC e o Chega concentrariam em si os "crimes rasca". Mas pronto, isto nem é uma profecia, é apenas uma ideia engraçada. Ficção.

segunda-feira, março 11, 2024

Sobre os cancelamentos que estou a ver online

Acho que não se devia ser rápido a condenar quem votou no CHEGA, porque esse grupo é muito heterogéneo: uma parte é fascista ok, mas a maior fatia são pessoas mal informadas, pessoas vítimas da sua frustração com os erros dos "partidos de sempre", pessoas com capacidade de análise limitada e pessoas que nem sequer lêem os programas dos partidos e não fazem ideia do que eles defendem e/ou do que era a vida antes de 1974. Além do mais as pessoas ouvem as palavras fascismo e democracia e nem sabem bem o que isso significa.

A raiva é uma inimiga na hora de decidir e mesmo muita gente caiu refém da sua raiva nestas eleições. O populismo é isto mesmo, líderes bem falantes e manipuladores que sabem mexer com as emoções das pessoas mais vulneráveis no momento da decisão. Em Portugal, jovens, idosos, pessoas com baixo rendimento são vítimas fáceis.  Conheço pessoas de bem que votaram CHEGA, e sinto de coração que não fazem ideia do que significaria um governo CHEGA. Eu que como homossexual seria uma das primeiras vítimas da nova ordem (e sei o que é ser estigmatizado e odiado), não vou ser igual ao ódio que o CHEGA propaga (contra etnias, contra raças, contra estrangeiros, contra gays, contra mulheres, contra quem aborta, etc). Eu não vou ser igual ao CHEGA ou ser vítima da mesma raiva ou ignorância que fez muitos milhares de portugueses votar nesse partido. Somos todos livres de agir, todos. 

Portanto uma certa compaixão e tentar compreender, sem preconceito, o porquê desse voto parece-me mais sensato. E de caminho fornecer informação pertinente. Formar em vez de julgar. Tenho a certeza absoluta (tal como aconteceu com o voto Bolsonaro) que com informação completa muita gente não voltará a votar uma segunda vez. Temos de saber separar o trigo do joio.

Legislativas 2024

Os resultados das legislativas é um retrato muito interessante da sociedade que temos, da desinformação, da falta de capacidade crítica da população, da preguiça intelectual dos principais partidos e do analfabetismo funcional de que tão pouco se fala (caso AD/ADN é simplesmente delicioso). 

Considero que até sou um pessoa informada e, por conseguinte, acabo por pensar o mesmo do meu círculo de amigos e conhecidos. Mas escavando um bocadinho mais, percebo que vão atrás das notícias flash que aparecem nos média, que não vão aos websites dos partidos para ler os programas dos mesmos (na realidade nem sabem bem o que estes defendem). 

Quem está zangado, encontra maior facilidade em votar num CHEGA do que fazer crescer as outras opções partidárias que podem trazer uma lufada de ar fresco (o CHEGA traz apenas o que já vivemos na ditadura, nada de novo). Fiquei muito contente por ter visto o LIVRE a constituir um grupo parlamentar e por ter ajudado e tive alguma pena de não ver o PAN expandir e ver alguns partidos de direita progressista a ganharem espaço. 

Este ano vai ser muito complicado e suponho que o governo vai cair quando chegar a votação do orçamento para 2025. Ou o PSD procura um orçamento muito próximo dos valores do PS ou nada. O CHEGA não ajuda por estar confiante de que pode ser governo e tem interesse em ir para eleições de novo. Eu tenho zero interesse em eleições e por viver num regime de duodécimos. 

Mais um ano de atraso para Portugal e mais um ano de atraso na execução do PRR - algo fundamental para o país e que as pessoas nem fazem ideia do que é (mas sabem que a Cristina Ferreira dançou descalça no Dança com as Estrelas).

Falo com desapego. A fé que perdi no trabalho, também perdi no nosso povo, nas instituições. etc. Limito-me a viver a minha pequena vida e a ser observador. Faço juízos, mas mantenho-me calado e lamento apenas. Não obstante, também não perco muito tempo com isso.  Há muito pelo qual viver.

 

 

sábado, fevereiro 24, 2024

Dois questionários online depois..

Parece que ideologicamente sou mesmo alinhado com o PAN e o LIVRE e oponho-me ao CHEGA. Dois surveys diferentes, o mesmo resultado.

quinta-feira, julho 07, 2022

Política sucks!

Rosário Farmhouse é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. De nomeação política em nomeação política é um exemplo de compensação por ligação ao aparelho PS, já a competência e o brilhantismo cof...cof... Não estou com isto a dizer que o PS é o único a compensar "amizades", chegue o PSD ao governo e é vê-los a sair de debaixo das pedras. 

quarta-feira, agosto 11, 2021

Assim se gere por aqui

Fui chamado para fazer os indicadores de execução de um projeto (com 5 subprojectos). Até aí estaria tudo bem, o problema é que tudo isto foi feito sem o meu conhecimento (a pessoa designada para a gestão dos mesmos). Não faço ideia do que é o projeto e quem o escreveu já cá não está. Pura perfeição.

domingo, janeiro 24, 2021

É chocante

É verdadeiramente chocante que o André Ventura receba o número de votos que as projeções lhe atribuem. Um mentiroso, manipulador, racista, misógino, totalitarista (a lista podia continuar). Como é uma coisa destas possível em 2021? 

Mas a realidade é que isto não é novo em Portugal. O Isaltino Morais e a Fátima Felgueiras foram eleitos mesmo sendo criminosos. Há algo de muito errado com o compasso moral do povo português. É tudo demasiado triste. Sinto uma imensa vergonha. 

Acabei de ler que o Francisco Louçã disse que "ninguém vai festejar à esquerda". Fico doente com esta mania de falar da esquerda e da direita como se tivessem um estatuto de pessoa. E não têm. Dentro de cada uma estão milhões de pessoas, centenas de políticos e muitos deles decentes. 

Mas não há nada de decente na extrema esquerda e na extrema direita. São nojentas. E de alguma forma a extrema direita conseguiu palco. Pensei que nenhuma o conseguiria num país brando como o nosso. Tinha fé cega nisso. Mas como disse antes, se permitimos que criminosos sejam eleitos (à direita e à esquerda) como impedir que um escroque ganhe o relevo que ganhou?

É tudo tão deprimente. O meu país é tão mais pior do que continuo a querer acreditar. Sinto imensa vergonha alheia e um sentimento de impotência maior ainda. Como se cultiva um povo? Há algo de muito infeliz Lusitânia. 


quarta-feira, novembro 09, 2016

Ó meu Deus... eles não sabem o que fizeram - II

O meu post anterior foi uma reacção simplista a algo que pode ser debatido com profundidade, mas no blogue iria demorar muito tempo a escrever todas as ideias dos processos sociais e problemas sociológicos adjacentes. Prefiro fazê-lo ao vivo (não me doam os dedos). Alguém me chamou a atenção para o facto da expressão simples que utilizei contribuir para a massa inflamada e não para a massa informada (ambas contra Trump logicamente).

quinta-feira, abril 07, 2016

João Soares é bem pior que a Kátia Aveiro

Depois do meu último post (sobre alguém que não teve educação e privilégios) cá está um exemplo de alguém com educação e privilégios, que estando num lugar público de relevo, Ministro da Cultura, não deveria comportar-se como um menino mimado. Já dizia o meu pai que contra factos não há argumentos. Quer isto dizer que os detractores devem ser combatidos com acções e trabalho bem feito, em vez de ameaças de violência física. Se o pai já se comporta como um "Barão" pelo estatuto adquirido, João Soares devia saber que não é sequer um Baronete e que deveria trabalhar inteligentemente para provar o seu valor e conquistar o seu lugar na história política Portuguesa. Até agora está-lhe a correr mal. O texto dele no Facebook sobre os seus críticos é o seguinte:

Em 1999 prometi-lhe publicamente um par de bofetadas. Foi uma promessa que ainda não pude cumprir. Não me cruzei com a personagem, Augusto M. Seabra, ao longo de todos estes anos. Mas continuo a esperar ter essa sorte. Lá chegará o dia. Ele tinha, então, bolçado sobre mim umas aleivosias e calunias. Agora volta a bolçar, no "Publico". É estória de "tempo velho" na cultura. Uma amiga escreveu: "vale o que vale, isto é: nada vale, pois o combustível que o faz escrever é o azedume, o álcool e a consequente degradação cerebral. Eis o verdadeiro vampiro, pois alimenta-se do trabalho (para ele sempre mau) dos outros." Estou a ver que tenho de o procurar, a ele e já agora ao Vasco Pulido Valente, para as salutares bofetadas. Só lhes podem fazer bem. A mim também.  

Triste.

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Rescaldo das Presidenciais

Equívocos:

- A candidatura do Marcelo não é de direita, é uma candidatura cidadã. O PSD e o CDS declararam apoio só para aparecer na fotografia (que já se sabia vencedora) vencedora;

- O PS não perdeu as eleições. O partido não apoiou nenhuma candidatura. Apenas personalidades individuais se juntaram ou à candidatura do Nóvoa ou à candidatura da Belém;

- A Maria de Belém é, em si mesma, um equívoco. E não foi vítima de uma campanha contra si (quando foi denunciado que ela é uma das signatárias das retribuições vitalícias para os políticos) ela é em si mesmo uma formiga que julga ser elefante. Se o Cavaco tivesse disto em campanha que 10000 quase não chegam para as despesas básicas, suponho que muita gente também não teria votado nele. A sorte é que o disse depois;

- A Catarina Martins não falhou, como disse, o objectivo de levar à segunda volta o candidato da direita. O candidato existiu sem partidos e a direita apenas tentou capitalizar sobre o passado partidário do mesmo;

- A campanha do Marcelo não foi a custou menos, bem pelo contrário. Ele foi desonesto ao dizê-lo. Façam as contas ao preço da publicidade por minuto em horário nobre da televisão e multipliquem pelo número de anos em que o Marcelo é comentador. Ele esteve anos em campanha a construir uma imagem junto do cidadão; 

- Não era necessário um candidato do PCP às eleições, como disse Jerónimo, só existiram duas candidaturas partidárias e isso não mudou o facto de serem as eleições com mais candidatos de iniciativa própria;

- Tino de Rans não representa uma nova forma de fazer política. O voto no candidato foi essencialmente um voto de protesto. Se fosse no contexto de eleições legislativas não teria este resultado. Mas não deixo de o aplaudir; 

- A abstenção não foi puramente desinteresse por parte dos cidadãos. Há que ter em conta que, por um lado, Cavaco Silva esvaziou a importância e a visibilidade do cargo aos olhos dos Portugueses (foi sem dúvida o pior Presidente de sempre) e, por outro lado, a vitória de Marcelo construída ao longo dos anos na televisão era tão certa que muitos resolveram não votar (mas se votassem teriam votado Marcelo na sua maioria, uma vez que quem o quis combater foi às urnas tentar uma segunda volta). 

segunda-feira, setembro 29, 2014

terça-feira, julho 02, 2013

Vira o disco e... não toca.

É a sensação que tenho com a mudança de Ministros das Finanças. O disco está tão riscado, nenhum lado serve.

quarta-feira, julho 11, 2012

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Qualificações Superiores

É impressão minha ou este Governo está a dar-nos a todos um Curso Superior de Otário. Isto ainda é mais instantâneo do que o programa Novas Oportunidades. Todos diplomados em menos de 1 ano.

terça-feira, novembro 15, 2011

Cavaco Silva faz stand up comedy

«Portugal, como os EUA, é uma terra de oportunidades» by Cavaco Silva.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Já que falamos de cortes orçamentais...

Que tal as pessoas que têm cargos públicos só receberem um ordenado ou uma pensão do Estado? Fiquei a saber que a Presidente da Assembleia da República Assunção Esteves se reformou como juíza em 1998 (aos 42 anos) depois de trabalhar 10 anos na função. A reforma era na altura uns módicos 2314 euros (assim foi noticiado pelo Expresso). Ora bem, recebendo agora como Presidente do Parlamento, acgo que deveria ser obrigada a escolher ficar com o soldo maior e perder o segundo. Esta vida desta gente em cargos públicos é maravilhosa no que respeita à soma de ordenados e pensões e subsídios. Que rica vida. Transparência o quê?...

quinta-feira, setembro 01, 2011

Estou cansado do discurso político...

Estou cansado do discurso político. Para dizer a verdade, já não chateia mais um imposto menos um imposto. Não gosto é que me façam de estúpido com a conversas como «mais equidade social», «mais justiça social», «sacrifício global». Sejam logo sinceros e digam de uma vez que é preciso dinheiro e que não se pode afrontar quem detém o capital porque eles retiram o dinheiro, sejam granndes grupos económicos ou famílias que detêm esses mesmos grupos ou grandes fortunas. Assim, toca a esmifrar a classe média de tudo quanto se pode. Mas que se diga logo, sem atirar areia para os olhos. E por falar em olhos, no início olhei para este Governo como se fossem carrascos, mas a dar-lhes algum crédito pela transparência. A transparência foi às urtigas e ainda têm uma fileira de "boys" à espera maior que o PS. Se calhar devia ter seguido o conselho de um amigo e filiar-me a um partido há 10 anos atrás, mas como ele dizia "um partido que interessa" ou por outras palavras, do qual se pode tirar dividendos. Isto mete tudo assim um bocadinho de nojo, não?

quinta-feira, agosto 11, 2011

Santana Lopes Provedor da Santa Casa da Misericórdia

Falando de "Job for the Boys" cá está o último caso. Não sei se ria se chore. A política portuguesa está podre até ao tutano, tambémm não é novidade. Já estou a imaginar São Santana e a destribuição gratuita de entradas para o clube da moda, para dar um bocadito de cor aos miúdos...