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segunda-feira, abril 19, 2021

Princípio, Meio e Fim

Começo por dizer que o o Daniel Oliveira tem "tomates". Nos tempos que vivemos não é fácil oferecer produtos acima da linha popularucha em Portugal. Posto isto, preferi o segundo episódio ao primeiro (que achei desconcertante, a beirar a linha do justificável). 

Não tendo gostado muito do primeiro episódio, achei a ideia deliciosa e soube-me muito bem estar a ver algo de diferente e que nos desafia. A televisão devia ser isto também. Obrigar-nos a sair da nossa zona de conforto e pensar e integrar coisas novas. A SIC por isso está a seguir uma linha mais interessante que a TVI, todos somos portugueses e todos temos direito a ter algo que nos represente enquanto público. 

Por isso, um bem haja ao Bruno Nogueira por trazer um programa de humor difícil de digerir. 

terça-feira, março 15, 2011

Deviam ter-me dado este aviso...


Quando inadvertidamente vi uns 15 minutos do Você na TV, maravilhoso programa da TVI.

segunda-feira, setembro 06, 2010

Ontem vi a final do «À procura de um sonho»

Nunca tinha visto nenhum episódio, mas estava curioso porque já tinha ouvido falar que valia a pena ver com "espírito sociológico". Comecemos pela parte boa. A miúda que ganhou é realmente muito boa. Nos miúdos havia um bem melhor que o vencedor, com um look que lhe abre todas as portas da moda francesa e italiana, a ver se ele arranja um bom manager para a sua carreira e está lançado.
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Agora a parte muito boa. Ri-me que nem um desalmado com a produção. Diverti-me imenso com a postura «alguém me dá mais um copo de Macieira» da apresentadora, com a prestação amadora/liceal do júri (se isto foi no último programa como teria sido no início), com a total inépcia do mano gémeo Guedes para apresentar seja o que for, com alguns momentos contrangedores de televisão em directo, com a encenação a la Simply Irresistable do Robert Palmer dos desfiles (mas em pobrezinho).
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Eu e o Batata ainda no pusemos a fazer diálogos alternativos às entrevistas e aos comentários do júri e foi uma noite muito bem passada. Não há dúvida que a produção portuguesa para este género de coisas tem taaaaaanto a aprender, seja isto, seja o Projecto Moda, seja o tão maltratado Achas que sabes dançar (que foi a pior coisa que já vi em termos de produção). Produção silly para a silly season.

sexta-feira, agosto 13, 2010

Will & Grace


Esta série está a tornar as minhas noites magníficas. Quando dava na TVI eu sabia que gostava, mas nunca pensei que gostasse assim tanto. Ainda por cima estou a ver sem tradução, o que faz com que dê muito mais atenção a trocadilhos e jogos de palavras que muitas vezes são mal traduzidos. É tão bom ver humor inteligente. Karen, Grace, Jack and Will rock!!

segunda-feira, maio 31, 2010

Achas que sabes dançar - Gala 1


Tinha de dar uma oportunidade ao programa e dei. Para quem e fã incondicional da versão americana é difícil pensar pequeno. É sempre o que me dizem «Portugal é pequeno, tens de ver as coisas noutra perspectiva». Acho que é isso, em termos gerais, que prende os Portugueses a uma certa mediocridade, esse pensar me pequeno.
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Fiquei agradavelmente surpreendido com alguns dos participantes. Diria que uns 8 até me convenceram bastante. O problema não reside nos miúdos (que teriam uma belíssima oportunidade de crescimento, trabalhando com coreógrafos de renome e sendo apoiados por um júri com experiência profissional e capacidade crítica construtiva), o problema reside na produção "pobrezinha" do programa.
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Não volto a falar da fraca capacidade de expressão do júri. As danças latinas meteram dó, assim como a valsa e eles disseram «muito bem». As contemporâneas e o paso doble que foram as mais bem dançadas tiveram críticas de que faltava magia. Enfim....
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Falta magia às coreografias. Totalmente. Não dignifica o esforço dos bailarinos. O coreógrafo de contemporânea é bom. Conseguiu produzir momentos muito interessantes. As restantes coreografias não primam pela espetacularidade, mas também pouco fazem pela capacidade de dança. .
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O guarda roupa não é espetacular. Assisti a um desfile de polyester que poderia ser tirado de qualquer loja do chinês, a realização é péssima. Talvez o pior do programa. Os planos de tão desadequados fazem perder a perspectiva dos concorrentes e foram várias as vezes que a câmara se perdeu e só havia as luzes do rebordo do palco em vez de quem está a dançar. Na coreografia de grupo a câmara andou tanto de um lado para o outro que não se percebeu nada do que era a dança. Ou o realizador atina, ou os miúdos estão tramados.
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E quando os solos, feitos pelos concorrentes, têm muito mais qualidade que as coreografias feitas por especialistas é porque algo está mal.
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Não percebo o porquê de coreógrafos portugueses de renome não estarem associados ao programa. Será porque pedem muito dinheiro? Ou será que é por culpa de um certo snobismo elitista que caracteriza a nossa classe cultural em Portugal? Ou outra coisa qualquer. Não faço ideia. .
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A melhor coisa do programa é efectivamente o prémio. Espero que o melhor bailarino consiga escapar à enormidade do júri e à ignorância do público em termos de dança (sim porque ver as duas coreografias de contemporânea que resultaram melhor é mesmo de gente ignorante).
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Espero também não ser apedrejado pelos defensores de um «Achas Que Sabes Dançar» à dimensão portuguesa que gostam de coisas pequeninas e amadoras. E não estou a ser velho do Restelo, estou a dizer o que digo porque há ali miúdos que mereciam mais. Miúdos que têm características para evoluir e ter uma carreira. Este programa permite isso, quando em bom.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

So you think you can dance (um cheirinho...)

So you think you can dance


Sempre gostei de concursos, mas deixei de gostar quando os concursos passaram a «reality shows». O programa Ídolos é dos exemplos disso mesmo, no seu pior. Por isso fiquei surpreendido que um concurso televisivo dos tempos modernos venha furar completamente esta lógica. O concurso é «So You Think You Can Dance». Comecei a ver a quarta série transmitida através do canal Fox Live e fiquei rendido. Qualquer pessoa que aprecie dança (em todas as suas vertentes) vai ficar fã.
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A qualidade dos concorrentes é extraordinária, o que está intimamente ligado à qualidade do júri. Todos os jurados são coreógrafos de renome e amam a dança. Vibram com os concorrentes, entusiasmam, criticam construtivamente e incentivam todos os que ficam pelo caminho a voltar no ano a seguir.
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A atmosfera é brilhante por isso mesmo. Eles emocionam-se com o que estão a ver. Querem que os concorrentes dêem tudo, porque eles também vão dar tudo a coreografá-los ao longo do programa. Querem descobrir bailarinos excepcionais, bailarinos que os inspirem e os motivem a ser melhores coreógrafos. Com tanto amor pela dança, não poderia correr melhor. Este programa entretem, não porque se humilham os concorrentes, mas porque é uma celebração do corpo, da dança do movimento e da gosto pela expressão física.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Ídolos e o júri cretino

Voltei a lembrar-me da vontade de mandar o júri do Ídolos à merda. Nâo colocando em causa o conhecimento que eles têm de um tipo específico de música, irrita-me o facto de não comentarem quase nada a prestação dos concorrentes e ficarem a dissertar sobre a qualidade da música, se a banda/cantor é boa ou má se é moderno, bonito ou feio. Ontem chateou-me, em particular, a idiotice do Manuel Moura dos Santos (ele tem toda a liberdade de exprimir a sua opinião e eu tenho toda a liberdade de achar que ele exprime um grande conjunto de palermices) em relação à música dos Boitezuleika e às escolhas de um dos concorrentes. Também acho o miúdo um bocado pimba, mas canta bem e sobre isso pouco foi dito. Se o miúdo ganhar o Ídolos certamente vão produzi-lo ao gosto das massas. Não acho que o MMS tenha o direito de ser ofensivo (muitas vezes é, porque ser frontal é outra coisa), e quem fala como quer ouve o que não quer, mesmo que seja uma reacção igualmente palerma do público, mas ele estava a pedi-las pelo seu histórico.

terça-feira, setembro 08, 2009

Teaser da reportagem «Paulo Portas em casa»

Hoje às 19h na SIC. Não sei porquê, mas acho que vai ser muito divertido. Ele diz que queria ser arquitecto, mas o que se mostra da sua casa dá um certo ar de bordel à la Georges Pompidou. Também por lá anda o Corto Maltese (para bom entendedor um ícone gay basta). Paulo Portas gosta de sushi e sabe utilizar os pauzinhos.... isto promete.