segunda-feira, abril 30, 2012
Aconteça o que acontecer
Já foi submetido o conto para o concurso da FNAC de literatura. No último dia, mas pronto. O conto é uma ideia muito louca (como algumas das que tenho) e a ver qual vai ser o resultado. Mas cada vez mais me convenço que há que tentar. Há que tentar e mais nada. Pelo menos sei que não fiquei parado a ver a vida acontecer.
Para falar de amor há que senti-lo
A mulher do Miguel Esteves Cardoso (tal como a mulher de muitos outros homens) tem cancro e está correr mal. E quando muitos homens não conseguem exprimir o que lhes vai na cabeça, no corpo e na alma, o Miguel consegue. Porque ama totalmente e exprime-se totalmente. Eu leio as palavras abaixo e sinto todo o amor que ele sente. Estes amores deviam ser protegidos por decreto-lei. Como não tenho esse poder, posso apenas desejar que o tal milagre aconteça. O mundo precisa destes amores e desta energia.
O meu 1º de Maio realmente sentido
Depois de passar o 25 de Abril e o fim de semana a trabalhar, vem aí o 1º de Maio que vai ser o feriaod mais bonito dos últimos tempos, mal posso esperar para passar o dia todo a dormir.
sexta-feira, abril 27, 2012
I want mom...
Doi-me o corpo todo. Estou super cansado e o que me apetecia mesmo é um daqueles abraços que só a mãe sabe dar.
Patadas no português
Um senhor que queria arranjar trabalho disse à minha amiga que é orientadora profissional «Ó Dra., o que eu queria mesmo é sangrar na vida». Parece que o que ele queria mesmo era singrar, mas há que tomar cuidado com o que diz não vá alguém fazer-lhe a vontade.
quinta-feira, abril 26, 2012
Que dia...
Estou cansado. Fazer uma feira é sempre complicado e para mais quando as coisas não estão de acordo com a organização que deveria estar presente. Têm sido momentos de frustração, mas a frustração existe e faz parte da vida. Assim, é com tranquilidade que aceito o tempo que estou a perder e o fim de semana que vou roubar aos objectos do meu afecto. Esta distância faz-me percepcionar com acuidade o quanto os quero e a sorte que tenho em tê-los. Porque a lembrança me mete um sorriso na cara e quando isto acabar, ali estarão eles à espera, com os mesmo atributos que me fazem gostar tanto deles.
quarta-feira, abril 25, 2012
Falta de condições
Não bastasse o facto de ter de trabalhar ao dia de hoje, fazê-lo sem condições é pior ainda. Mais triste é quando as pessoas não cumprem a sua parte. Tenho um stand cujo enfoque é em projecções de vídeos e a minha instituição envia-me um PC cuja saída de som não funciona. Tudo me parece brilhante... quero férias.
Pixel - História 3
Enviei ontem a minha última história para o Pixel sobre temática LGBT dedicada ao tema «Aquele abraço». Não pensava em escrever mais depois da última, mas a redescoberta pelo gosto de pensar personagens e um momento de aborrecimento no trabalho, trouxe-me à imaginação uma história muito dura e feia, sobre um lado outsider do mundo para o qual não se olha. Assim no total, escrevi um drama, uma comédia e uma história noir (tal como está abaixo):
Odiei aquilo. O filho da puta veio-se na minha boca depois de eu lhe dizer que
não queria, mas prendeu-me a cabeça. Não pude fazer nada. Depois riu-se quando
me soltou. Qual é a graça, cabrão? Deves pensar que és a última bolacha do
pacote. Ando à meia hora agoniado com um gosto a ovos podres e salgados na boca.
O que é que o gajo tinha nos tomates? Nojento de merda. Se pudesse cortava-lhe
os dois. O gajo até gosta de mim. Com ele estou sempre garantido. E hoje em dia
não há muita coisa com a qual podemos contar. Na verdade nunca consegui contar
com grande coisa por parte de ninguém. Quando se nasce na merda pouco mais se é
que merda e ninguém quer ter merda agarrada aos sapatos. E o gajo está aqui
todos os dias, aparece todos os dias sem falhar um. No outro dia deu-me um
abraço. Disse-me que me amava enquanto desapertava as calças e me empurrava a
cabeça para eu lha chupar. O meu pai também dizia que me amava enquanto me
arreava 2 socos no focinho que me faziam espirrar sangue do nariz e da boca. Era
para o meu bem, dizia ele. Eu era muito rebelde e esse castigo era amor… Anda
tudo fodido dos cornos? Calem-se com a merda do amor. O gajo deve pensar que eu
vou ficar aqui a vida toda. Sou puto mas não sou parvo. Daqui a 4 meses faço 18
anos. O meu pai já não me pode deitar a mão e deixo esta puta de vida e os
cabrões que vêm aqui para ser chupados. Que morram todos! Mas antes que me
encham os bolsos para eu me pirar para Londres… Mas o que é que aquele filho da
puta tinha nos tomates. Foda-se.
terça-feira, abril 24, 2012
A classe dominante
Diz Rob Riemen «a classe dominante nunca será capaz de vencer a crise porque ela é a crise». Pois...
Grande galo
Quando se mora num 3º andar sem elevador, no topo de uma colina de Lisboa. Esquecer-se da carteira em casa e só dar por isso no metro (quando se percebe que não há passe) já é mau. Mas voltar a casa e não ter a carteira em casa é um bocadito pior. A alternativa é tê-la esquecido dentro do carro o que implica um passeio de mais umas quantas ruas. Cheguei ao trabalho encharcado em suor e agora tenho uma reunião.
segunda-feira, abril 23, 2012
Hoje é o dia mundal do livro
Cada mais tenho a certeza de que quero escrever um, publicá-lo e partilhá-lo. O primeiro que escrevi tinha 10 anos, para um trabalho de português. Escrevi a história e ilustrei. A professora ficou com ele. Depois, bastantes anos mais tarde, comecei com a poesia (por oposição a prosa). Tenho uns 300 poemas em casa. Depois comecei com as pequenas história e por fim as histórias para miúdos. A poesia disseram-me que não há interesse em autores de poesia (a não ser que me mova no meio e um amigo "poeta" me recomende), as pequenas histórias disseram-me que não havia mercado em Portugal e com as histórias para miúdos já nem me dei ao trabalho de procurar. Agora tive uma ideia. Escrever um livro de contos sobre um tema que vende. Só para ver se consigo a oportunidade. Porque conseguindo, quem sabe consigo tirar as outras coisas do armário.
A Islândia não é Portugal e vice versa.
Anda tudo aí a falar da Islândia e de como as medidas tomadas por lá deveriam ser tomadas em Portugal para aliaviar os efeitos da crie sobre a população. Eu gostava muito, mas em primeiro lugar a população da Islândia é inferior à população da cidade do Porto. Em segundo lugar, os países do norte têm uma população mais escolarizada e uma sociedade civil organizada. Medidas que se tomama a norte da Europa não podem ser tomadas aqui sem ter a consciência de que este é um país de grunhos. Primeiro há que lidar com a "grunhice" das pessoas. E eu desejo boa sorte a quem tentar...
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