Tudo na nossa vida é construção, é processo. Estamos em processo e em progresso, seja no que somos como pessoas, seja nas relações que mantemos, seja outra vertente. A capacidade de ajustar o ajustável e rejeitar o que deve ser rejeitado é fundamental neste caminho. Igualmente fundamental é ter a paciência de construir sólido, mesmo que lento, e não ter a ilusão do instantâneo. Não digo que coisas boas e completas não possam acontecer (potencialmente) de modo instantâneo, mas estão na categoria do milagre/acidental, por isso a vida é muito melhor quando nos orientamos por médias já provadas. Tal como num museu não devemos passar pelas obras de arte como se fossem uma decoração, na vida também é assim. Devemos demorar-nos o tempo suficiente para compreender o que estamos a experienciar, e deixar ficar, voltar a ver ou deixar de lado se nada daquilo fizer sentido. Mas, na grande maioria das vezes, o sentido vem de uma dedicação contínua e consistente. O abandono também deve vir do mesmo lugar.
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