sexta-feira, junho 19, 2026

A mãe da minha amiga

A mãe da minha amiga deu-me - para além das palavras escritas da filha que eu pude tatuar no meu braço - pensamentos seus, perspectivas de vida que fizeram pensar. Não foi fácil integrar toda a sabedoria gerada por uma mulher que perdeu o que tinha de mais valioso (após a perda), mas o tempo foi trazendo cada peça ao lugar. Ela deu-me essa capacidade maravilhosa de aceitar a perda. De ser perdedor com alegria. Uns dias perdemos, outros ganhamos. A partir do momento que deixei de importar com a perda, com o insucesso, com o lastimável, mais do que a duração dessa emoção a passar pelo corpo, as vida tornou-se muito mais brilhante. Cada ação é compensadora quando se vive sem medo. Já aceitei as todas as desilusões passageiras que hão-de vir, porque é isso que são. Não perco a infinita esperança e a alegria associada. A minha querida Begoña transformou a minha percepção das coisas em uma tarde, mas precisei de meses para integrar tudo. Que sorte tenho de ir conhecendo as pessoas mais extraordinárias ao longo do caminho.

Sem comentários: