Fico sempre na dúvida se «ser profissional» e «ser empático» podem conviver na mesma categoria. Por exemplo, uma associação junta-se para fazer um trabalho composto cujo objectivo final é uma exposição para leilão de 14 trabalhos. Pedem-se voluntários. 25 membros gentilmente oferecem-se. Todos fazem trabalhos (mais de 30 obras) e são escolhidos os 14 melhores trabalhos, em que participaram apenas 16 pessoas. Os outros também trabalharam, mas os trabalhos com maior hipótese de venda são aqueles 14. Deverá incluir-se trabalhos piores só para que os 25 entrem? Quando se sabe que o número de entradas é limitado, não se pressupõe que nem todos chegarão à mostra final? E fazendo toda a gente parte da associação não sentem os que não estão incluídos na exposição que o que está ali também é deles? O dinheiro vai reverter para todos. Não é do interesse de todos que se faça o maior número de euros possível? É suposto ter de alterar a qualidade de um produto para fazer gestão de sentimentos? Eu acho que no mundo do adultos, o profissionalismo vem em primeiro lugar, para mais quando o objectivo final sempre esteve definido de base. Sou eu que sou frio?
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quarta-feira, outubro 19, 2011
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Sentimentos grupais ou falta deles
Cada vez chego mais à conclusão de que apesar de ser muito gregário e táctil, não sou nada grupal. Não me sinto português, não me sinto europeu e por aí fora. Tenho dificuldade em assumir rótulos e "vestir camisolas" que me façam parte de um grupo bem identificado com características definidas. Perante a sugestão de ter uma camisola igual a todos os membros de um dos grupos onde pertenço, recusei a ideia de imediato. Eu faço parto daquele grupo, mas eu não sou idêntico aos membros do grupo. Tenho compatibilidades com alguns dos elementos, simpatias com outros, mas a coisa que nos une ali não justifica a minha fusão. Não consigo dar o passo no sentido da irmandadade. Sou parecido com uns, mas tão diferente de outros que não consigo aceitar a ideia de ser visto como «um deles». Ser um dos «boys» indiferenciados não faz o meu género por muito que eu (às vezes) possa tentar. É claro que exteriormente serei visto, em muitos casos, como membro dos grupos a que pertenço de forma formal ou informal. Mas do ponto de vista pessoal não consigo dar passos que signifiquem uma perda da minha individualidade pelo assumir da imagem do todo e, por conseguinte, das características a ela associada.
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