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segunda-feira, fevereiro 14, 2022

O caso Bruno Carvalho e Liliana Almeida

Sempre liguei pouco ao Bruno Carvalho porque o futebol e a idiotice clubística não são muito apelativos para mim.  O Big Brother sempre achei um experiência interessante, desde que bem feita, mas as última edições não cheguei a ver por achar que eram apenas "carne para canhão" ou seja, para audiências. As escolhas da TVI têm, no mínimo lamentáveis, e neste Big brother famosos fui sabendo notícias pela minha mãe. Quando soube o que se passava com o par Bruno e Liliana, comecei a acompanhar online apenas o casal por achar que era uma situação estranha, mas de estranho passou a perigoso. Perigoso porque passou de uma relação intensa para uma relação abusiva (com laivos de manipulação e violência psicológica gritante) que todos os dias estava na TV a normalizar este tipo de comportamentos, dos quais temos de nos afastar.

É chocante que existam mulheres a achar que o que se passa ali é normal. Não é por ser o Bruno de Carvalho ou Liliana Almeida que aquila situação é grave - este tipo de comportamento é grave em qualquer relação - mas é muito grave que duas figuras públicas legitimem este tipo de comportamento abusivo, como normal. 

A pressão psicológica, a manipulação, não são admissíveis e a violência doméstica (que não significa apenas homens a bater em senhoras) é - felizmente - um crime público, que permite que uma vítima assustada ou manipulada possa ser defendida por terceiros que percepcionam a relação como abusiva.. No caso, a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género apresentou queixa ao Ministérios Público. Em boa hora! É preciso sinalizar que o que se passa ali é errado, a evolução civilizacional é todo o contrário do que se passa neste casal. É que as mulheres e homens que vivem situações idênticas à Liliana Almeida percebam que estão a ser vítimas de violência na relação.

PS. O desespero por bons resultados nas audiências não justificam tudo (talvez para a TVI e para  Cristina Ferreira e  afins de outras estações).

segunda-feira, março 22, 2021

Não tomando nada por certo

Agradeço imenso ter ao meu lado uma pessoa como o meu namorado. Tem sido um companheiro excelente neste último ano. Não há palavras para exprimir o compreensivo que tem sido, a boa pessoa que é. Temos 16 anos de diferença e temos crescido juntos, um a acrescentar ao outro. Nem sempre de forma linear, mas nunca tem deixado de haver comunicação. Com os desafios deste ano, as coisas poderiam desgastar-se entre nós. Mas, não tomando nunca nada por certo, temos conseguido navegar juntos e ir combatendo as intempéries.  

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

O namorado pediu e o Silvestre obedeceu


Estava o meu babe com vontade de comer perna de peru recheada e eu armei-me em Xêpa esta terça-feira e fiz-lhe a vontade. A comida foi empurrada para baixo com um Granja da Amareleja e teve como after um iogurte grego com citrinos. 

sexta-feira, fevereiro 05, 2016

26 anos

O meu namorado faz hoje 26 anos. E está contentíssimo por estar finalmente mais próximo dos 30 do que dos 20 anos. Deve ser da propaganda que faço a esse período maravilhoso das nossas vida. quisera eu ter 35 anos para sempre (suspiro). 

quinta-feira, julho 16, 2015

Coisas do amor/nada é linear

Ontem eu e o namorado completamos 5 meses e ontem foi também o dia mais difícil que tivemos até hoje. Acabou por ser um dia feio e triste. A nossa "crise" acabou por ser pelo facto de ele ser um rapaz demasiado bondoso e de ter tido um problema financeiro em função disso. Feliz ou infelizmente, eu tenho uma personalidade a atirar para o "forte" e sou muito protector das pessoas de quem gosto.  Não admito que ele seja tratado como um banco, quando ele vive de um ordenado um pouco abaixo da média portuguesa.

Talvez porque trabalha numa empresa conhecida, talvez porque é o único licenciado, a família recorre a ele abusivamente. E, desta vez, deixaram-no numa situação em que ele teria de endividar-se não fosse estar comigo. Portanto, ele não se mima a si mesmo, vive com simplicidade para poder ter desafogo e acaba a financiar (muitas vezes sem retorno) quem não deveria ter precisão, se vivesse de acordo com as suas possibilidades. Acresce a falta de respeito, ao falharem compromissos assumidos sem sequer ser dada uma satisfação e ele ser apanhado de surpresa.

Como venho de uma família pobre onde para honrar um compromisso, as pessoas comiam pão com azeitonas ao almoço e jantar, se fosse preciso (o meu pai até mortos enterrou num cemitério para fazer dinheiro extra), tenho uma tolerância mínima para pessoas que utilizam o afecto de alguém por si para levar vantagem e tenho tolerância mínima para faltas de respeito contra pessoas que confiam em alguém.

Vi-me metido no meio de um cocktail de me fazer trepar as paredes. O meu primeiro impulso seria contactar essas pessoas e ter uma conversa com elas. Mas tenho de lhe dar a oportunidade de ser ele a quebrar o ciclo. De ser ele a reclamar o respeito que lhe é devido. Tive de lhe fazer ver que ninguém se está a preocupar com ele e isto foi muito duro. Para ambos. Ele por ter de encarar a verdade e eu por ser o carrasco portador da má notícia. Ainda fiquei a sentir-me um sacana porque o fiz olhar para uma perspectiva menos bonita do mundo, que regra geral ele não tem. É como se lhe tivesse aberto os olhos pelo acto de lhe arrancar as pálpebras.

Nos próximos dois meses, por culpa de terceiros. sou eu que pago as contas e provavelmente as férias, quando ele tinha dinheiro para tudo isto e mais. É a quarta situação de falta de respeito a que eu assisto desde que estamos juntos e a mais grave. O dinheiro tenho de sobra para para os dois, não é isso que me chateia.

O amor é uma coisa lixada. Ele ama a família. A família abusa desse amor.  Eu amo-o a ele e com o meu temperamento vou sempre proteger as pessoas que amo. Ele, a minha mãe, o meu irmão, a minha sobrinha são carne do meu corpo. Quem lhes fizer mal é o equivalente a arrancaram-me um pedaço de carne. Deixam-me em ferida. E eu disparo as armas ao foco de dor. 

Quando vou para a guerra parto com o arsenal todo. Já aconteceu antes. Em 2008 parti em defesa do namorado da altura e o que fiz foi resolver tudo o que ele não conseguia. E ele passou a sentir-se inferior ao pé de mim. Incapaz. E a relação ficou danificada. Deixou de haver paridade.

Aprendi que tem de ser ele a resolver a situação para não quebrar a paridade. Se ele não conseguir resolver, aí sim vou estar entre a espada e a parede. Ou me meto no assunto e meto aquelas pessoas no lugar devido ou me vou embora por ser incapaz de lidar com o desconforto de ver um ente querido ser desrespeitado. 

Neste momento, só peço ao universo que a energia nos seja propícia. Nunca estive tão bem com ninguém e nunca ninguém mereceu tanto o meu respeito. Ele diz que abriu os olhos e que isto acabou. Só espero que acabe tudo bem e isto seja apenas uma lomba no nosso caminho conjunto. 

quarta-feira, junho 26, 2013

Namoro: fim e princípio

Muitos dos meus amigos começam a namorar e desaparecem completamente. Uma mensagem aqui e outra ali, nunca disponíveis para nada. Certo dia telefonam-nos e têm muitas saudade e claro... o namoro acabou. Confesso que me irrita solenemente esta volta do nada. Ontem foi a vez de voltar a ouvir falar de uma pessoa que nos últimos 2 anos respondeu a 2 mensagens e acabou por se tornar virtual. Ok. Agora quer recuperar as amizades que abandonou e eu tenho vontade de o mandar às urtigas.