sexta-feira, março 27, 2026
F.
sexta-feira, março 06, 2026
Amigos
domingo, fevereiro 15, 2026
Eu tinha um grande amigo
segunda-feira, janeiro 12, 2026
quinta-feira, novembro 27, 2025
Opostos
quinta-feira, julho 17, 2025
Irantzu
Já aqui tinha escrito sobre a Irantzu. Um ser de luz extraordinário que conheci em 2006, na república Dominicana, e que morreu o ano passado de um tumor raro e muito agressivo. A Irantzu chegou a mim para me lembrar de quem sou, o que ela me disse em dezembro de 2006 mudou o rumo da minha vida.
A notícia da morte dela, fez-me lembrar de novo as palavras dela, numa altura muito complexa. Recebi a notícia 22 dias depois da morte dela, num dia em que lembrar-me dela mudou novamente o rumo dos acontecimentos nesse Agosto de 2024.
A mãe da Irantzu mandou um postal de lembrança a todos os amigos que ela mais considerava, para chegar no dia 28 de Junho (o aniversário dela). Mais uma vez, eu só tive acesso ao postal esta terça feira. Numa altura crítica em que as palavras dela, novamente, me enchem de alento.
Eu sempre achei a Irantzu mágica, quase mitológica. Nunca conheci ninguém assim sempre feliz, sempre com a alma aberta sem reservas, com uma luz que iluminava tudo. Por isso acho que há uma intenção mística, quando recebo algo que a traz de novo ao meu pensamento. Sinto que é ela a não deixar que eu me esqueça e me perca.
sexta-feira, fevereiro 28, 2025
Jantar
Hoje é o jantar com os meus amigos do 9º ano. É um sentimento maravilhoso ter amizades que duram há 36 anos. Amizades a sério.
terça-feira, abril 16, 2024
II most wanted
terça-feira, maio 02, 2023
Maiorca
segunda-feira, março 27, 2023
O reencontro de dois conhecidos.
sexta-feira, março 03, 2023
O amigo escrivão
segunda-feira, janeiro 16, 2023
Balões de Oxigénio
terça-feira, novembro 23, 2021
quarta-feira, outubro 20, 2021
A desejar-te o melhor
quinta-feira, agosto 05, 2021
E porque falei do Zeg
Tenho de falar da Alexa (a outra mosqueteira). Uma rapariga bonita que sempre teve uma autoestima pequena por força de um físico que não lhe caía bem. É um dos grandes contrassensos da vida, ter uma mente brilhante e centrar-se fundamentalmente no aspeto do corpo. Quando a mãe morreu, pela tristeza que sentia, tinha dificuldade em comer e o corpo mudou, ficou com um corpo como nunca tinha tido. Começou então a cozinhar coisas saudáveis e manteve um ar jovem com vitalidade, até que há 4 anos atrás foi atacada por um cancro grave que felizmente entrou em remissão. Como todas as mães com filhos pequenos, fez todos os possíveis para sair daquela situação e sobreviver, inclusive forçar-se a comer quando a comida era como papel amargo na boca, que para ser engolido tinha de ser empurrado para dentro à custa de copos de água. Não perdeu peso aguentou as duras sessões de quimioterapia (que deixaram algumas sequelas) e a vida seguiu.
Entrou a pandemia e o trabalho tornou-se demasiado exigente por força dos surtos constantes de COVID entre funcionários e utentes. Felizmente não foi atacada pela doença, e a última vez que a vi estava demasiado magra, tinha um aspeto cansado, um rosto pouco saudável. E desde então tenho andado com o coração nas mãos por causa disso. Tudo o que lhe acontecer vai doer-me a mim, como foi no passado, porque há pessoas que não são apenas elas, são também nós. São 33 anos em que a alma já habita ambos os corpos. Nunca desejei tanto que uma pessoa engordasse. Só a quero ver saudável de novo.
A visita do Zeg
Tinha 14 anos quando conheci os meus 2 amigos mais antigos. São 33 anos de amizade, que já teve uns certos baixos (provocados por terceiros) mas que no meu coração diz apenas que são família. Não falamos todos os dias e no caso do Zeg pior ainda porque ele emigrou há mais de 10 anos. Mas é sempre bom vê-lo. E ontem recebê-lo em casa sozinho (porque normalmente estamos sempre os 3 mosqueteiros) fez com que falássemos mais do que em anos. Jantámos só os dois e soube-me tão bem. Fui deitar-me feliz, com a certeza de que há coisas na vida que não se quebram.


