segunda-feira, maio 18, 2026
Dessintonia
terça-feira, maio 12, 2026
Grandes emoções
sábado, novembro 01, 2025
segunda-feira, outubro 20, 2025
A Madonna escreveu para a mãe // eu dedico ao meu pai
Como uma criança
terça-feira, agosto 05, 2025
Sobre Bell Hooks e o amor
terça-feira, julho 29, 2025
Amor
quarta-feira, julho 23, 2025
Quero-te
Quero-te mesmo. Como sei que te quero? Porque estou a dar-te permissão para que me destruas se quiseres. Só a quem muito amamos damos esse poder.
segunda-feira, maio 12, 2025
Uma das coisas mais bonitas que me dedicaram
terça-feira, novembro 26, 2024
quinta-feira, outubro 31, 2024
segunda-feira, setembro 09, 2024
Cheio de amor
terça-feira, março 19, 2024
Há 7 anos na Tailândia
segunda-feira, março 04, 2024
Nem sempre
Nem sempre a nossa maior paixão é quem nos trata melhor ou o melhor para nós. A grande paixão pode não encontrar mais tarde correspondência nas ações e nos valores, convertendo-se em dor apenas, aumentada pelo facto de não nos conseguirmos desligar do que aquela pessoa nos fez sentir. Mas a paixão é nossa, não é do outro. A agenda do outro não tem de corresponder à nossa. E sabendo o que amamos, temos apenas de sair, porque o outro nunca vai perceber a dimensão do que arde em nós, porque os seus códigos não são os nossos. Tranca-se essa paixão e espera-se que a falta de oxigénio apague a chama eventualmente.
Outras vezes o amor nasce de uma amizade com respeito mútuo e confiança, que de forma tranquila e passo a passo vai sendo cada vez mais especial. Não vem com a excitação e a inquietude da paixão ardente. Vem suave, confortável, discreto. Um dia percebemos que está ali e que o caminho é nutrir o sentimento, porque temos confiança e respeito pelo outro, já sabemos quem o outro é, sabemos o que esperar. É um amor pequenino que vai ganhado peso e dimensão e que é uma criação dos dois. É um amor com responsabilidade partilhada, maduro, perene. Nunca se irá interromper, mesmo admitindo que um dia possa mudar de forma.
Já vivi as duas coisas.
Descobri hoje esta canção
quarta-feira, janeiro 25, 2023
Pessoas
Há pessoas que nunca irão sair do nosso coração porque o nosso coração se fez delas também. Não importa o que possa parecer, importa o que é. E o que é, é algo que apenas nós sabemos, apenas nosso. O resto é imaginação de quem tenta saber.
segunda-feira, novembro 07, 2022
As relações de amor são uma coisa estranha
As relações de amor são uma coisa estranha - pelo menos para mim. Ando nisto há 28 anos e continuo sem perceber nada da dinâmica, da orgânica e da lógica. Diz que sentir é suficiente, mas é mais de o "diz que".
quarta-feira, junho 01, 2022
Metade de uma vida
Atingi a idade em que metade da minha vida foi passada sem o meu pai. Porquê escrever hoje sobre ele? Porque é o dia da criança e enquanto fui criança ele não foi bom para mim; fez-me até sofrer bastante. Aos 14 anos ganhei o respeito dele por mim enquanto homem - e tudo mudou. Começou a construir-se uma relação para lá da raiva e da dor e comecei a ver quem era o homem que tinha por pai. Percebi muita coisa que não passa pela cabeça de uma criança e percebi que, afinal, ele era um homem extraordinário. Quando me tornei homem tive ainda mais essa a certeza, mas nessa altura ele morreu e acabei por não lhe dizer muito do que gostaria de ter dito.
Ninguém é perfeito. Ele não era polido, dizia palavrões, falava alto, não sabia expressar sentimentos (correndo o risco de dar a entender que era era bastante sensível, preferia guardar para ele as suas próprias inquietações, desilusões e medos) e enfiava o guardanapo no colarinho. Mas este homem teve um dia um sonho, criar um família que tivesse tudo o que ele nunca teve - incluindo um pai que providenciasse para os filhos.
Amava-nos muito, mas nessa luta cega de ter dinheiro para nos dar-nos uma casa, um curso, um carro e ainda deixar todos bem de vida após a sua morte, esqueceu-se de estar presente e de mostrar que nos amava muito. Quando estava, estava rabugento, cansado, sem paciência. Nas férias era uma pessoa diferente, mas era-lhe mais fácil estar próximo do filho o que os rapazes fazem e que por isso exigia menos esforço. Isto até aos meus 11 anos. Depois reformou-se e tornou-se bem mais calmo.
Os 10 anos que tive com o meu pai depois de termos feito as pazes como pai e filho foram bons. Havia respeito. Eu passei a exigir-lhe muito mais, porque também percebi que ele gostava de me ver lutador. Por isso quando ele morreu, só tinha uma questão: será que ele sabia o quanto eu gostava dele? Por sermos os dois teimosos e por ele não conseguir verbalizar o amor dele eu também achei que teria de fazer igual, apesar de ser capaz de o fazer. Não obstante, uns dias depois perguntei à minha mãe (a pessoa com quem ele era efetivamente capaz de falar sobre tudo) e ela disse que sim, que ele sabia.
Costumo dizer que não tenho heróis com a excepção do meu pai. É que na realidade ele teve uma vida heroica, de superação, foi primeiro um sobrevivente e depois um conquistador. Embora não dissesse que gostava de mim, ou me desse alguma atenção quando eu era pequeno, cuidou impecavelmente da nossa família e espalhou atos de generosidade por todo o lado. Era um homem bom.
Há uns dias um amigo disse-me que eu branqueei o meu pai, que não tenho a minha relação com ele resolvida, porque ninguém fala assim tão bem de um pai. Não sei como poderei explicar ao meu amigo, que eu não o branqueei, eu fui (re)descobrindo o meu pai e depois compreendendo o que (re)descobri.
O meu amigo também disse que coloco o meu pai acima da minha mãe. Novamente um erro. A minha mãe não teve a vida heroica do meu pai em grandiosidade de feitos, mas talvez tenha feito a coisa mais grandiosa: a abnegação. A minha mãe tem uma qualidade muito bonita - saber amar. Ama totalmente, incondicionalmente e com dedicação. Amou assim o marido, o pai, os filhos e agora a neta. As pessoas que ama têm muita sorte por ter esse amor que não exige nada e que nutre como poucas coisas.
O meu pai dizia "posso ter feito muita coisa na vida, mas não teria conseguido nada sem a minha mulher que foi o melhor copiloto que eu poderia ter desejado". A minha mãe foi a "força motriz" do herói, aparentemente em segundo plano, mas o pilar de todas as coisas.
Não sei como explicar ao tal amigo que apesar da minha mãe nunca me ter magoado e sempre me ter protegido, o meu pai continua a ser a pessoa em que eu gostaria de me tornar. Eu percebi o meu pai e as dores passadas ficaram no passado. Se não o tivesse percebido não o usaria como compasso moral para a vida. Não obstante, deixo sempre uma nota de rodapé, quero ser capaz de amar e ser amado como a minha mãe ama.
Nem toda a gente que nos ouve (ou que nos lê) compreende exatamente o que queremos dizer. Cada leitura é uma história de acordo com a cabeça de cada um e com as suas experiências de vida. Às vezes penso se por ser tão aberto não acabo, eu, por dar material passível de gerar mal entendidos. Se calhar presto um mau serviço aos meus pais, quando falo nas dificuldades que existiram num certo período da minha vida.
Talvez deva falar menos (é uma das coisas que tenho pensado ultimamente), talvez as minhas palavras sejam uma espécie de Gremlin - podem gerar a confusão junto de quem não compreenda a sua natureza. Não obstante, uma coisa é certa - seja eu mal compreendido ou não - sou filho de um bom homem e de uma boa mulher que fizeram o melhor que sabiam e podiam para nos fazer florescer. À luz do que sei tive muita sorte.
quarta-feira, abril 06, 2022
Limão
Ontem o Limão fez 8 anos. Os últimos 7/8 meses não têm sido fáceis para ele por causa dos problemas de saúde, mas ainda conseguimos estar os dois no sofá, aninhados um no outro como se nada fosse. Não consigo explicar o amor por este gato. Esta semana o Limão deixou-me fazer algo que nunca deixa, dar-lhe beijos na bochecha. Normalmente o Limão fica com aquele ar de "kanojo!" e quer saltar-me do colo. Mas da última vez não, apenas ficou ali. Eu pensei, vai fugir agora, e dei-lhe mais beijos e ele apenas se deixou ficar. Espero ter este gato ao meu lado (com saúde) pelo menos mais 8 anos.
quinta-feira, fevereiro 17, 2022
Amor - próprio