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sexta-feira, junho 22, 2012

Hoje no metro

Uma mulher pedia esmola de uma maneira que eu nunca vi. Era alguém dos seus 50 e tal anos e falava quase como que a gritar «tenho fome, tenho fome»  e «alguém me ajuda a pagar os medicamentos?». Na mão trazia uma receita. Eu fiquei vidrado primeiro a olhar para ela e depois a olhar para a impassividade das pessoas. No final,  ninguém sequer olhava. Uma gaja gorda com madeixas foleiras comia um croissant enorme, outros conversavam sobre o jogo de ontem, outros liam um livro, outros oolhavam para o relógio e eu observava as reacções das pessoas.  Enquanto fiquei a olhar para as reacções de todos, ela saiu e eu não lhe dei a maçã que tinha dentro da mala. Era alguém a dizer que tinha fome. O pensamento da gorda a lambuzar-se com o croissant polvilhado de acúcar e eu estúpido a olhar para as reacções das pessoas com uma maçã dentro da mala e sem fome tem-me atacado durante a manhã. Não tenho desculpa. Sinto-me culpado. 

quarta-feira, novembro 02, 2011

O que fazer com tanta gente a pedir...

Quando vou ao Pingo Doce há sempre gente a pedir. Quando é um ainda as coisas se arranjam mas quando são 3 ou mais dá-me medo (mais por eles do que por mim). Passo a explicar. Um destes dias estava uma romena a pedir à porta e um homem do outro lado. Eu pensei «compro um saco de pão para cada um e dou quando sair». Quando saí já não era essa romena que estava, mas um outro homem e eu dei a quem estava. Nisto vem a romena a correr do outro lado da rua a dizer que ela é que estava ali antes e gerou-se um confusão. Na semana que se seguiu sempre que me via chegar batia no vidro do carro e eu, perdoem-me se me acham um bocado sem coração, não estou para isto. Não estou para ser incomodado a este nível. Assim que quando vejo 3 ou 4 nunca dou nada a ninguém.