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quinta-feira, dezembro 26, 2019

Star Wars: A Ascensão de Skywalker

Vamos lá ver. O filme é todo bonitinho e tal, a experiência visual é tremenda de boa. Mas o argumento é a cópia do Regresso de Jedi. Digamos que imaginação houve pouca. A  criativadade ficou-se pelos cenários. Até dou uma pontuação simpática porque é agradável de ver-se, mas é apenas isso. Já vi este filme com outras caras nos anos 80. Digamos que para o fãs de Star Wars este final same um bocado à última série da Guerra de Tronos. 

14/20 

segunda-feira, dezembro 09, 2019

Knives Out

Ora aqui está um filme bastante interessante. Embora eu já o esperasse interessante, não é um jogo de Cluedo adaptado ao cinema (como eu pensava). Conseguiu escapar a ser uma versão cinéfila do jogo e oferecer-nos algumas personagens (não todas) com uma forte densidade dramática. Há alguns actores que se destacam: Ana de Armas, Christopher Plummer, Chris Evans e (pasme-se) Don Johnson. O filme está muito bem feito, é um policial de mistério que prende a atenção em todos os momentos, e no início do mesmo há uma mensagem do realizador a pedir que não contemos nada a ninguém sobre o desenlace. Acho que vale muito a pena ver.

16/20

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Anjos de Charlie

Não é bom, mas (vá) também não é tão mau como pensava. É assim...engraçadinho. Muito girl power para gente jovem e é mais ou menos isso. Tem bastante ação. Tem umas piadas giras, umas tentativas de drama a cumprir a receita do género. Se tivesse tido êxito q.b. o próximo até seria melhor, sem dúvida.

12/20

quarta-feira, dezembro 04, 2019

Frozen 2: O Reino do Gelo

Que desilusão. Vê-se porque queremos rever as queridas personagens do primeiro tomo. Mas o argumento espremido dá em muito pouco. Nada épico, nada de novo, menos que antes. Podiam ter feito esta história bem melhor.

11/20

segunda-feira, novembro 11, 2019

Doutor Sono

A sequela do Shinning prometia imenso, mas já descobri porque é que lhe chamaram Doutor Sono, é que corremos o risco de adormecer em partes. Parece mais um loooooogo episódio de uma série de televisão sobre questões paranormais. Não é muito emocionante, não é muito assustador, não é muito dramático, não é muito cómico... é assim morninho (a atirar para o frio).

11/20

Cs Camarões Brilhantes

Quis ir ver o filme porque precisava de rir um bocadinho, apesar de estar à espera de um filme óbvio c com um final previsível. Tenho a dizer que o filme é melhor do que eu pensava, talvez por trocar um bocadinho as voltas relativamente ao que esperamos de um "feel good movie". Não é uma obra prima da sétima arte, mas é de facto um filme divertido e tem alguns pontos interessantes para fazer pensar a população em geral sobre as questões LGBT e a sua história.

14/20

terça-feira, outubro 22, 2019

Maléfica: Mestre do Mal

Não sei muito bem o que dizer. O filme vê-se bem, continua a ter toda a dimensão do encanto do primeiro, mas com alguns personagens que convencem pouco, como o Príncipe, a mãe do Príncipe, o renegado das fadas. Fora isto ainda há umas certa incongruências o ferro que mata, mas no final, quando estão todos amigos, já há abraços a pessoas com armaduras de ferro. As crianças vão adorar. Os visuais são bastante interessantes, mas para mim foi um bocadito curto.


13/20

quinta-feira, outubro 17, 2019

Índice Médio de Felicidade

Li este livro em dois dias. Já tinha Lido «Deixem Falar as Pedras» do mesmo autor e não tinha ficado exactamente arrebatado. Mas confesso que, desta vez, o David Machado me arrebatou completamente. Acho que nunca tinha lido uma história com uma espiral de desespero tão potente, que ao mesmo tempo fosse uma fábula da importãncia da esperança. É quase como provar um argumento pelo seu inverso. Achei bastante engenhoso a forma de contar a história através de um diálogo sem lugar, mas firme, que no final revela o seu centro geográfico. Gostei mesmo muito deste livro. Bravo.

Parasitas

Foi um dos filmes que mais gostei este ano. É uma crítíca ao status quo da Coreia do Sul, mas que penso ser relevante em qualquer sociedade de estilo ocidental. O filme é emocionalemnte duro, se bem que nos é apresentado satíricamente como uma comédia que se vai tornando, progressivamente, mais negra à medida que entramos no campo das motivações de cada um dos personagens. O que parece ser um divertido acto de parasitação na busca de uma vida melhor e do sonho de ser socialmente e economicamente estável (por parte de uma família em que pais e filhos se encontram desempregados), acaba por assumir contornos crus que vêm do âmago da realidade "real" de cada um dos personagens.

17/20

Guerra das correntes

É sempre bom ver o Benedict Cumberbatch a actuar e por essa razão fui ver o filme que mostra os primeiros dias da corrente eléctrica pelas mãos de Thomas Edison e George Westinghouse. São sempre interessantes filmes sobre épocas históricas tão significativas para o mundo actual e que já ninguém se lembra. Acho que serve para nos colocar de novo os pés na terra. Do ponto de vista dramático o filme poderia ter ido um pouco mais longe. Senti os personagens pouco trabalhados do ponto de vista da intensidade, e alguns aspectos poderiam ter sido mais explorados. Não obstante, o filme entretem.

14/20

      

sexta-feira, outubro 04, 2019

Joker

É complicado falar sobre este filme porque o achei muito perturbador. É violento e emocionalmente violento, mas um muito bom filme erigido em torno da construção de um personagem que acaba por ser o próprio filme. Tudo o resto é periférico, não obstante essencial, como causa ou consequência da evolução dessa mesma personagem que culmina no Joker. O filme é desconfortavel de ver, mas é injusta a controvérsia que está a abater-se sobre ele. A arte de uma época é um retrato da sociedade e não o contrário. Reconheci muitos dos problemas das sociedades ocidentais contemporâneas neste filme e talvez, por isso, venha daí o brutal desconforto de saber que podemos produzir "Jokers" em massa.  

Joaquin Phoenix está magistral, a banda sonora é magistral, a fotografia é magistral, a cenografia é magistral. Tudo é o processo de construção do Joker. O Todd Phillips acertou em tudo. Lamento apenas se não for dado reconhecimento suficiente ao filme por, injustamente, ser acusado de fomentar a violência que lhe deu origem. Acho que foi o melhor filme que vi este ano. Muito desconfortável de ver, mas muito bom.

18/20 

quinta-feira, outubro 03, 2019

Ad Astra

Um filme de ficção científica com um Brad Pitt em modo reflexivo e um personagem em busca de si próprio. A solidão é o lugar mais vazio que se pode habitar, mesmo quando estamos rodeados de um núcleo de gente que não o consegue preencher. O personagem faz esse caminho no vazio do espaço, à procura da fonte da sua incapacidade de sentir. 

Há uma certa poesia no filme, alguns momentos (poucos) de acção e muita reflexividade o que parece ser uma constante em filmes sobre o espaço e a progressão no infinito ao nosso redor. No final há uma mensagem interessante. O filme consegue ser isso, interessante. 

15/20

segunda-feira, setembro 30, 2019

Downton Abbey

Para os fãs da série, este filme vem trazer alguma luz a diferentes personagens que tinham ficado "menos bem" servidos no final da série. A visita dos reis de Inglaterra a Downton Abbey serve de pano de fundo a mais uma dose de intriga e de elegância (bafejados de bom humor) bem ao estilo do que estavamos habituados, sendo que a personagem da Maggie Smith sobe ainda mais um nível na sua irreverência. É adorável.

16/20 

Ousadas e Golpistas

O filme é melhor do que teoricamente pensei que fosse. É um excelente veículo para a Jennifer Lopez  mostrar "star power" e que os 50 são os novos 30.  É uma narrativa interessante, baseada numa história verídica, que vale a pena ver enquanto narrativa de sobrevivência que dá para o torto. Acho que precisava apenas de mais atenção à ligação entre as duas personagens principais. Não é mau, o que é muito bom.

15/20

sexta-feira, setembro 27, 2019

Dor e Glória

Pedro Almodovar é para mim um realizador fetiche. Tenho de ver tudo tudo o que ele produz e faço-o sempre com o maior prazer porque o universo dele é fascinante, contudo, não considero que nos últimos 10 anos ele tenha estado no seu melhor com a expecção do excelente «A pele que habito» (que é aliás uns dos meus filmes favoritos da sua filmografia).

Este Dor e Glória, tem uma certa poesia, uma certa nostalgia e uma certa dose de auto-reflexão, em que o realizador se pensa a si mesmo. Não posso dizer que tenha sentido que alguma das personagens do filme fosse marcante com a excepção da mãe do personagem principal. Há um reviravolta no final que faz com que um filme, até ali, mediano, ganhe outra cor. O tal filme dentro do filme. Mas mesmo assim pedia mais. Não obstante, há momentos muito bonitos e a Penélope Cruz é sempre maravilhosa em espanhol.

14/20 

segunda-feira, setembro 23, 2019

Anna - Assassina Profissional

Não achei o «Lucy» nada de especial, mas gosto do universo do Luc Besson, o que me leva a ver os seus filmes invariavelmente.  Este Anna é bastante interessante porque remete para os velhos filmes de espionagem tentando, contudo, ter um certo ar Pop. Talvez já estejam um pouco vistas, as narrativas que  assentam em analepses para dar estrutura e resolver o argumento, mas no caso gostei e não se tornou aborrecido. Há sempre um elemento de surpresa, quando vem uma analepse. Não sei se temos na Sasha Luss uma actriz em ascenção, mas no global temos um filme competente que distrai e que ainda toca ao de leve na complexidade humana. Ah, tem a Helen Mirren que é sempre um prazer ver.

15/20

terça-feira, setembro 17, 2019

Ma

Supostamente é um filme de terror. Tem a Octavia Spencer, tem o Luke Evans, tem a Allison Janney e tem a Juliette Lewis. Assim de repente tudo deveria correr bem, mas não percebo como estes actores acabarm num filme que acaba por ser uma espécie de comédia, porque o argumento faz pouco sentido e muitas das cenas são inacreditáveis. Se eu soubesse que era um filme a gozar com algo como o Sharknado que é suposto ser mau, talvez desse uma nota melhor.

10/20


segunda-feira, setembro 16, 2019

Blinded by the Light - O Poder da Música

Onde o filme Yesterday (inspirado na música dos Beatles) falhou redondamente, este filme triunfou brilhantemente numa homenagem à música de Bruce Springsteen enquanto pano de fundo para o "coming of age" de um rapaz paquistanês a crescer nos difíceis anos 80 em Inglaterra. Um filme cheio de significado, com um belo aproveitamento da música para estruturar a narrativa e a emoção do espectador. Não esperava sair tão contente do filme, que é inspirado na biografia de Sarfaz Manzoor. Aconselho


16/20

Rei Leão

Não consegui deixar de ir ver o Rei Leão, pois a ideia pareceu-me interessante e os cenários magníficos.  No fim de contas pode dizer-se que o filme cumpre. Claro que a magia do filme animado não pode ser reproduzida porque a obra já é sobejamente conhecida e quase que estamos à procura do Simba animado. Tive na realidade um grande problema - que encaro como um erro de casting, ou talvez não - a Beyoncé a fazer de Nala, não era a Nala, era a Beyoncé. Não havia personagem. Era a Beyoncé a falar por uma leoa. Acho que o trabalho de ator é fazer-nos ver apenas o personagem e ela não o conseguiu. em nenhum momento. Não obstante, é um filme agradável de se ver e, lógico, descontanto algumas incongruências que perdoamos nos filmes de animação, mas que num filme que pretende ser real, não se podem descurar. 

14/20


Variações

O filme é uma digan homenagem ao António Variações, esse visionário rapaz que teve o azar de nascer antes do tempo num (ainda mais) provinciano Portugal. Lembro-me muito bem de ser miúdo e de o ver aparecer nos programas do Júlio Isidro. Dou um bravo a tudo, mas não incluir o Júlio Isidro pareceu-me um erro incrível. O Sérgio Praia esteve estupendo e para além do seu desempenho, a época do início dos 80 está brilhantemente retratada.

16/20 (porque nã
o perdoo a falta do Júlio)