A avó do meu namorado tinha numa prateleira (esquecido e cheio de pó) um candeeiro que me chamou à atenção. Achei que poderia ficar engraçado em cima de um móvel que também renovei. Gosto muito da ideia de poder dar uma nova vida a uma peça. A reciclagem agrada-me sobremaneira porque além de voltar a dar dignidade a um material obsoleto também sinto que estou a fazer a minha parte na poupança de recursos do planeta. Esta coisa do consumismo cego deixa-me doido. Voltando ao candeeiro, o resultado final agradou-me muito, mas toda a gente sabe que gostos não se discutem.
terça-feira, fevereiro 06, 2018
segunda-feira, fevereiro 05, 2018
Os meus álbuns de 2017
Não sei se foram os melhores, mas foram indubitavelmente os que eu ouvi mais. Este ano de 2018 a ver se a "musiquinha" de dança volta à minha vida. Silvestre is in the house... :-p
Melodrama - Lorde
Rainbow - Kesha
Lust for love - Lana del Rey
Beautiful Trauma - Pink
Native Invader - Tori Amos
Semper Femina - Laura Marling
Ed Sheeran - Divide
Fake Sugar - Beth Ditto
CTRL - SZA
Listening Without Prejudice 2017 - George Michael
Freudian - Daniel Caesar
Parece que oiço muito mais música de meninas do que meninos. Os meus Grammy não iriam todos para o Bruno Mars. Quem sabe este ano os meninos ganham terreno às meninas. #batalhadossexos
A Forma da Água
Estava à espera que fosse extraordinário, mas é apenas muito bom. Uma fábula para adultos com boas interpretações e uma cenografia estupenda. Gostei de ver a Sally Hawkins ter o reconhecimento que merece. É, a meu ver, uma actriz subvalorizada que não tem tido papéis de protagonista à altura do que pode fazer e da sua personalidade "alternativa". Ainda me lembro do delicioso «Happy Go Lucky» onde faz de uma optimista que desespera toda a gente com o seu optimismo.
Perante um ser que não é humano, são exploradas várias facetas do nosso comportamento enquanto espécie (por intermédio dos diferentes personagens) e levantada a questão: o que é que nos torna humanos? O que é que nos humaniza. É sem dúvida um filme bonito que a todo o momento me remetia para a Amélie Poulin, talvez pelo estilo narrativo.
16/20
sexta-feira, fevereiro 02, 2018
O vídeo até está fofinho...
Mas alguém lhe devia dizer que aquele cabelo a faz parecer tão atarracada como a Teresa Guilherme, para não dizer cabeçuda. :-p
ps. pronto, já foi o meu momentinho superficial do dia.
The Post
Ou eu ando muito insensível ou faltou algo de pungente a este filme. Estou um pouco cansado do Tom Hanks a ser o Tom Hanks e, de certa forma, tenho de dar um aplauso à Meryl Streep por uma actuação bastante "contida". O filme em si sobre uma intriga política bastante interessante nunca acendeu. Acho que necessitava de ter sentido mais a tensão que a situação causou na época e pela qual os personagens passaram. Se aquilo que é representado no filme é a tensão real, então este episódio da história dos EUA (com impactos tão contundentes na relação entre classe governante e governados) foi ligeiramente aborrecido para mim.
13/20
quarta-feira, janeiro 31, 2018
Os meus filmes de 2017
Em 2017 vi quarenta e quatro filmes no cinema. Reparei que existiram cinco que gostei mesmo muito (pontuação de 18 em 20 pontos possíveis). Acho, ainda, que agora (à distância) ainda teria subido mais a pontuação a 2 deles. Posto isto existiram mais cinco filmes dos quais gostei, também bastante. O top 10 será então o que se segue:
01- Moonlight
02- Manchester-by-the-Sea
03- Aquarius
04- Amigos, Amigos, Telemóveis à Parte
05- Blade Runner 2049
06- Sete Irmãs
07- Castelo de Vidro
08- Foge
09- Cantar
10- A Grande Muralha
Maze runner : Cura mortal
Acho que gostei mais do segundo filme se considerar toda a série. O filme é altamente "formulaico" dentro da categoria a que pertence: filmes pós-apocalípticos para adolescentes. É agradável de se ver em partes, altamente previsível em outras. Mas pronto, é o que é. Não se vê mal e já sabemos ao que vamos.
13/20
E mais outra musiquinha do Justin (a melhor das novas, até agora)
Não conhecia o Chris Stapleton e fiquei a gostar de muito de algumas das suas músicas. Nunca fui muito fã de música country, mas quando ele a derivar pelos blues e pelo soft rock/americana as conções são mesmo muito boas. Quanto ao Justin, acho bonito que esteja a fazer a música de que gosta e que vibre com isso. Podia ter apresentado a música da moda e ter um êxito brutal. Está a seguir outro caminho. Props!
I so love Pink
Uma das cantoras mais subvalorizadas, na Liga dos Grandes. Para mim ela é uma espécie de Paulo Sousa do mundo das canções. Tem um palmarés invejável, mas nunca foi tão mediático como outros contemporâneos. O que mais me entristece é que ela tem 38 anos e dentro de pouco estará também fora das estações de rádio que contribuem directamente para as tabelas de êxitos. Sem exposição não há consumo e pouco a pouco apenas os fãs continuarão a admirar e seguir. Todo o público variável deixa de ser exposto. No caso da Pink não só gosto de a ouvir cantar como gosto de tudo o que tem para dizer. É uma pessoa real. Já andou por quase todo o abecedário da vida e atingiu um equilíbrio de pois de muitos altos e baixos. É uma pessoa real. Ah como eu gosto de pessoas reais...
sexta-feira, janeiro 26, 2018
quinta-feira, janeiro 25, 2018
Roda Gigante
Definitivamente eu e os críticos do Público não estamos nunca em sintonia (ou raramente estamos). O último filme do Woody Allen não me agradou. Podia ser apenas por a história ser feia (no sentido ético do termo) e pelas personagens serem feias e para lá da redenção. Mas ver a Kate Winslet dirigida daquela forma, foi triste. Normalmente existe um personagem por filme que é o Woody Allen. Desta vez são dois. A Kate Winslet e o Justin Timberlake. Não gostei mesmo da direcção artística. Quanto à história, é muito triste. Pessoas mal amadas e quebradas podem provocar danos intensos a quem com elas interage. Há aqui a procura de um caminho que misture o clássico, as grandes tragédias gregas e a tradição de melodrama hollywoodesco, mas falha no produto final. Pareceu-me um grande desperdício de recursos. Gostava mais de ter lido esta história em livro. Até a banda sonora (por vezes) era desadequada à textura emocional da cena. O valor do filme é a história e o que poderia ser, mas a meu ver é pouco.
12/20
Há 11 anos atrás
Nascia o meu afilhado e eu ofereci à mãe um bacalhau embrulhado como se fosse um bouquet de flores. As flores são já muito vistas e o bacalhau é bom para a qualidade do leite. Ocorre que o pai do meu afilhado se esqueceu do bacalhau no quarto da maternidade. E ela passou a noite com um pivete ao lado da cama. Mas nunca mais se esqueceu. É tão bom gerar recordações inesquecíveis :-p
terça-feira, janeiro 23, 2018
Hoje alguém disse...
Que a Kylie e a Madonna têm de repensar a sua estratégia de marketing para voltar aos tops das vendas de singles. Nada mais falso. Quem compra singles são os jovens e aos olhos da nossa sociedade a Kylie e a Madonna são... velhas. Por muito espectacular que seja a sua música não vão ser tocadas na rádio, não vão ser tocadas na televisão (em espaços/horários massificados) e não vão ser objecto de divulgação extra à que conseguirem engendrar pelos meios que lhes são disponíveis. O mundo pop é brutal para com as mulheres, a sociedade é brutal para com as mulheres. Claro que vão continuar a vender álbuns porque as pessoas da minha geração (quarentões e até trintões) compram álbuns e vão continuar a vender bilhetes para concertos em Arenas por oposição aos estádios e that's life.
Outro exemplo da ditadura da idade/imagem. A Kelly Clarkson voltou com uma grande canção, mas está muito obesa e não fez sucesso também. Ela já não é cool. As pessoas gordas não são cool para a nossa sociedade, ninguém que ser nova Kelly feliz mas muito gorda. O público que a tornou famosa não é público da Adele (que tem um appeal brutal para pessoas +40 e por isso está sempre garantida).
Já o Mick Jagger até pode estar cheio de artrite e a a cair aos bocados, mas vai ser sempre cool. Uma forte evidência das diferenças entre o masculino e o feminino, e uma prova da discriminação contra as mulheres.
segunda-feira, janeiro 22, 2018
As grandes decisões
O ser humano tem
dificuldade em tomar grandes decisões (pelo menos este ser humano) e procura
sempre uma data/efeméride para marcar o "tour de force". No
meio de um certo caos em que se tornou a minha vida nos últimos meses resolvi
começar por uma ponta e não esperei pela segunda-feira ou pelo dia primeiro do
mês. Os estados de caos resolvem-se pelo solucionar das pequenas crises que o
compõem.
A
primeira decisão foi deixar de comer pão, bolos e farináceos em geral. Sinto-me
mais saudável, o que é bom. A segunda decisão foi acabar a renovação do
escritório que durava desde Agosto. A terceira, e acho que a mais importante, é
reencontrar o meu "dancing shoes state of mind" (lá estou eu
com as metáforas). É tão fácil uma pessoa perder-se nas idiossincrasias da vida
quotidiana. Há quem lhe chame remoinho, mas para mim parece mais um pântano na
medida em que a consequência é a inércia e a acomodação.
As
pequenas coisas não devem deixar de acontecer. É o saudável funcionamento das
pequenas coisas que faz com que o todo seja uma experiência de vida plena. É
tão fácil descurar as pequenas coisas e deixarmo-nos estagnar nesse mar de
pequenas invisibilidades.
Olhar não é sinónimo
de ver e todos os dias olhamos para esse caudal de estagnação e não vemos. Há
momentos de consciência e, nesses momentos, devemos agarrar-nos à imagem como
uma corda de salvação. Mantê-la viva. Começar a dar aos braços, agitar a água,
resolver o que tem de ser resolvido e drenar o que está a mais e nos impede o
movimento.
Às
vezes tudo começa por uma coisa tão simples como deixar de comer
farináceos.
sexta-feira, janeiro 19, 2018
Madonna... África como influência?
Depois de se saber que a Kylie está de volta com um single novo (que podia ter mais "wow factor"), sabe-se que a Madonna está a trabalhar em nova música com a Starrah e com as Ibeyi. Cheira-me a uma forte presença de África no novo álbum, com algum trip-hop pelo meio. Just saying...
Parte 4
Take me to the river
Help me find the sun
I will follow you child
I used to know the way
I forgot it all
I used to be you, child
quinta-feira, janeiro 18, 2018
Parte 1
Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor (you know)
I used to live alone before I knew you
And I've seen your flag on the marble arch
And love is not a victory march
It's a cold and it's a broken Hallelujah
quarta-feira, janeiro 17, 2018
segunda-feira, janeiro 15, 2018
Três cartazes à beira da estrada
Foi o meu segundo filme do ano e penso que será caso para dizer que vai ser um dos meus filmes do ano. O drama de uma mãe que não olha a meios para "obrigar" a polícia da sua pequena localidade a resolver o mistério da morte da sua filha que foi violada e assassinada é o ponto de partida para um filme estupendo. O argumento é óptimo e as actuações são também de uma veracidade incrível. A representação de uma pequena vila no Mississipi com a sua delicada teia de forças, influências e tabus vai ficar nas memórias dos espectadores por muito tempo. Um retrato social intenso, mas também um retrato humano (no seu melhor e no seu pior). O mais brilhante ainda é o próprio argumento e a capacidade de fazer-nos ver um drama que acaba por ser todo passado em tom de comédia negra. Por exemplo, o diálogo da personagem principal com o Padre da vila é imperdível.
Penso que iremos ver uma nova nomeação de Frances McDormand para Óscar de melhor actriz e também uma nomeação de Sam Rockwell para Óscar de melhor actor secundário.
18/20
Chama-me pelo teu nome
O filme tem uma beleza cinematográfica própria do cinema italiano, mas é demasiado fotográfico (por vezes) procurando intencionalmente uma certa estética sensual e natural que me parece forçada a servir o propósito do "coming of age" do personagem principal. Um adolescente de 17 anos que, num belo verão, começa a explorar sexualmente a intimidade com uma jovem rapariga e um homem nos seus 30 é o ponto de partida para este filme. Há momentos muito bonitos, há momentos desconfortáveis e há uma conversa com o pai no fim do filme que achei maravilhosa. Tiro o chapéu aos dois actores principais que não sendo gays na vida real se entregaram aos papéis com uma veracidade imensa.
15/20
PS. O Timothée Chalamet vai ser um actor com uma carreira brilhante. Sem dúvida.
Sentiram o sismo?
Isto de trabalhar num sétimo andar e sentir o prédio a tremer não é a sensação mais segura do mundo. Claro que estou armado em mariquinhas porque 4.9 de intensidade não é nada. Mas pronto... falta de hábito (que não pretendo adquirir).
sexta-feira, janeiro 12, 2018
E o departamento parou
Uma colega que foi mãe há 2 meses veio cá mostrar o bebé. E toda a gente foi cirandar à volta dela e eu lá fui também para não parecer mal. Disse «então esse é que é o feijãzinho?» Outra colega respondeu «feijãozinho não que ele é um menino muito grande, ouviu?». Eu que estava a tentar ser fofinho no início terminei com um «sabe eu não percebo nada dos tamanhos das criaturas» e vim embora. A mãe riu-se (ela percebeu que eu estava a mandar a outra para...lá.)
quinta-feira, janeiro 11, 2018
E hoje soube que a Kylie também vem aí...
Não, não não... não é a Kylie Jenner (que por mim podia ir para onde nunca mais fosse vista e fazer mantas de retalhos ou outra coisa qualquer que a mantenha em casa), é a kylie Minogue e o disco kid que habita dentro de mim já começou aos saltos. Só falta aparecer a Madonna com um álbum de funaná, mornas e fado (diz que é o que ela anda a ouvir).
Entretanto deixo um vídeo onde as Selenas, as Taylor, as Arianas, as Katy, as Camilas e até as Minaj da vida podem aprender uma coisita ou duas sobre ser sexy.
quarta-feira, janeiro 10, 2018
Efemérides
10 de Janeiro de 1934 foi um grande ano para a minha família. Há 84 anos nascia o meu pai, tipo estrela cadente em sentido inverso. Daquelas luzes que ascendem e iluminam. Parabéns pai. O privilégio foi nosso.
Justin is back!!
Filthy - Justin Timberlake
Esta canção fez-me voltar ao velho groovy Silvestre. Se calhar vem marcar um novo estado de espírito para 2018. Fez-me lembrar que tenho andado a ouvir demasiado Bon Iver e amigos nos últimos anos...
Dirty babe, you see these shackles, baby... I'm your slave.
I'll let you whip me if I misbehave... It's just that no one makes me feel this way.. :-p
I'll let you whip me if I misbehave... It's just that no one makes me feel this way.. :-p
Histórias de Assédio
Hoje ao almoço ouvi a história de um assédio que tomou lugar no meu local de trabalho há uns bons anos. O respeitável chefe dos juristas esteve em formação com uma colega que hoje tem 58 anos. Ao sair da formação ofereceu-lhe boleia para o comboio, o que ela aceitou alegremente, mas o destino não foi a estação parou num motel num sítio ermo. E ela pediu-lhe, a medo, que a deixasse na estação e que ninguém tinha de saber disto. Ela não contaria nada. Ele deixou-a na estação, mas levou o caminho a ser ofensivo por causa da recusa dela, não reagiu bem.
Não contou, de facto, a ninguém porque estava envergonhada e não lhe tinha acontecido nada. O senhor já morreu entretanto e ela, em conversa com outras das colegas antigas, por causa das histórias dos assédios no trabalho, ficou a saber que ele fez o mesmo a pelo menos mais três pessoas. De respeitável não tinha muito e tentava obter proveito do poder que detinha com a sua posição.
terça-feira, janeiro 09, 2018
Um desastre de artista
O filme em si está muito bem feito. A interpretação do James Franco está "5 estrelas". Mas não seria muito difícil na medida em que é uma espécie de biopic a a personagem principal é, em si, um boneco. Esta é a história da realização do pior filme da história. Ficamos incrédulos quando pensamos que aquilo pode ser verdade (e foi mesmo). Cheguei a casa e fui procurar o filme original em streaming e... OMG. Não há nada que eu possa dizer que faça justiça à realidade (é surreal), por isso tem mesmo de ser visto.
15/20
segunda-feira, janeiro 08, 2018
Agências de Seguros ou Agências de Filhos da Puta
Mais uma vez constato que as agências de seguros não servem rigorosamente para nada, a não ser fazer dinheiro. Tudo o resto é um jogo de articulação para se escaparem a qualquer coisa que signifique terem de pagar. Fiz uma apólice de seguro habitação com uma agência que comprou antiga em que estava segurado e tendo tido um problema descubro agora que a cobertura de danos causado ruptura/estrago de canalizações de água não está coberta porque o prédio tem mais de 50 anos. Só se verifica para prédios mais novos, para isso tinha de fazer um seguro extra de responsabilidade civil. Perfeito. É sempre tudo cor-de-rosa até ao momento em que há uma ocorrência.
quinta-feira, janeiro 04, 2018
SOS Animal: gatas para adopção
Três gatinhas com 3 meses recolhidas da rua por uma benfeitora (amiga de uma amiga) que não as pode manter. As ditas gatinhas já foram desparasitadas. Necessita-se de adopção urgente.
quarta-feira, janeiro 03, 2018
Móveis para lixo
Olá a todos, se conhecerem lixeiras/locais onde as pessoas atiram fora móveis (ou peças de decoração) velhos para o lixo, digam-me onde ficam para que eu possa vasculhar e ver se arranjo material para fazer renovações de mobília.
Piada Seca - LXV
Era um homem tão pequeno, tão pequeno que em vez de andar de metro andava de centímetro.
Primeiro post do ano
Quem diria que o primeiro post deste ano ia ser sobre o Presidente mais imbecil e irresponsável que os Estados Unidos já tiveram. Não compreendo como é que uma nação como os EUA mantém um acéfalo incontinente verbal como Presidente. Ninguém o impugna? Já estivemos mais longe de uma guerra nuclear porque causa deste senhor não perceber nada de política internacional. A Coreia do Norte é um país com um líder instável e isso já é perigoso, mas se juntamos ao cocktail um Trump sem mordaça, o cocktail é explosivo. Espero que ninguém o agite.
sexta-feira, dezembro 29, 2017
Reflexão para 2018 - Um bom ano a todos
A minha reflexão para 2018 não é minha. Exponho-a, talvez por pensar que existem demasiados equívocos sobre o que é ser feliz, em função da racionalização excessiva da ideia de "bem" para nós mesmos e para os outros. Esquecemos, no nosso desejo de transcendência, que somos parte integrante de um equilíbrio natural e da maravilhosa realidade das coisas, interiorizada cada vez mais por via dos conceitos "das coisas" e cada vez menos pelo sentir das coisas. Assim, o meu (humilde) contributo para a vivência tranquila de 2018 é relembrar um texto de Fernando Pessoa/Alberto Caeiro.
Se eu pudesse trincar a terra toda
e sentir-lhe um paladar,
e se a terra fosse uma coisa para trincar,
seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade,
naturalmente, como quem não estranha
que haja montanhas e planícies
e que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
na felicidade ou na infelicidade,
sentir como quem olha,
pensar como quem anda,
e quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
e que o poente é belo e é bela a noite que fica...
E que se assim é, é porque é assim.
Alberto Caeiro
e sentir-lhe um paladar,
e se a terra fosse uma coisa para trincar,
seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade,
naturalmente, como quem não estranha
que haja montanhas e planícies
e que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
na felicidade ou na infelicidade,
sentir como quem olha,
pensar como quem anda,
e quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
e que o poente é belo e é bela a noite que fica...
E que se assim é, é porque é assim.
Alberto Caeiro
Bolas, bolas, bolas...
Chegou aquele fato de banho estupendo que encomendei pela Internet e ao vesti-lo descobri que me fica mal como o caraças. Ainda bem que foi uma promoção.
Piada Seca LXIV
Porque é que se um astronauta matar outro no espaço não vai preso?
Porque é um crime sem gravidade.
Porque é um crime sem gravidade.
Piada Seca LXIII
Quando é que uma indiana tem uma pinta vermelha na testa?
Quando está em "Stand by".
Quando está em "Stand by".
sexta-feira, dezembro 22, 2017
Ritmo Perfeito 3
O último capítulo do franchise não é mau, mas o clímax foi atingido no capítulo dois (que é melhor que o capítulo um, o que é raro nas sequelas). A Fat Amy acaba por ser a heroína improvável (literalmente) deste filme e essa parte resulta, mas as piadas são menos interessantes que no passado. Sinto que há agora uma corrente nos EUA de piadas simples para as massas americanas (conhecidas pelo seu pouco brilhantismo mental, como indica a eleição do Trump) que rouba a sofisticação da comédia, mesmo a mais física ou mais mainstream. Diverte e faz-nos rir q.b..
14/20
quarta-feira, dezembro 20, 2017
Pergunta...
Não fazer a mínima ideia do que é um kit de distribuição de um automóvel faz de mim muito gay?
The Voice
Adoro quando ganha uma pessoa que não berra. Porque é que tem de ser tudo acerca de decibéis? Infelizmente confunde-se grandes vozes com gritos e/ou notas agudas. Nos EUA acabou de ganhar uma pessoa bastante interessante. Era bom que em Portugal também acontecesse o mesmo. #diversidade
terça-feira, dezembro 19, 2017
Star Wars: Os Últimos Jedi
O novo capítulo da saga Star Wars não encantou, mas também não desiludiu. Nota-se claramente que é um filme de transição a preparar a apoteose final, mas mesmo assim a essência clássica dos capítulos dos anos 80 está presente e a modernização q.b. de decores e ângulos cinematográficos também. Há algumas boas metáforas visuais e de acção, mas merecíamos que fosse pelo menos introduzida alguma novidade (que não o cada vez mais cabotino hábito de meter personagens cómicos só porque sim. Apesar de tudo os passarinhos são fofinhos). Para quem cresceu com a saga, ir ao cinema ver mais um capítulo é como receber a vista de um velho amigo em casa.
15/20
quinta-feira, dezembro 14, 2017
Coco
O último filme da Pixar prima essencialmente pelo universo cultural de referência. Já sabemos que são exímios na animação que fazem e nos guiões que constroem. A esta altura do campeonato será difícil inventar algo de novo ou fazer-nos sentir o que os três filmes do seu período áureo nos fizeram sentir; falo do Ratatuille, do Wall-E e do Up!. Os primeiros 10 minutos do Up! serão algo de irrepetível (creio), mas mesmo assim o Coco tem uma competência e uma fluidez incríveis. Ressalvo apenas uma cena quase no final do filme que faz valer a pena. Por 4/5 minutos sentimos aquela magia que só os filmes da Pixar nos conseguiram fazer sentir. De resto, o filme é muito divertido e também introspectivo a momentos. Há uma certa aura de mistério cuja resolução não nos é dada de bandeja apesar de pensarmos que sim durante uma boa parte do filme. Não sendo extraordinário é muito bom.
16/20
120 Batimentos por Minuto
Tenho alguma dificuldade em falar sobre este filme porque o assunto é muito duro. Digamos que pensei que iria ver um documentário e na realidade é um drama, que está muito bem feito, não obstante alguma ou outra cena para provocar deliberadamente o expectador, por exemplo as cenas de sexo gay, que não deixam de ser corajosas ali no limiar do explicito, mas mantendo o bom gosto. O estigma social de viver com HIV e implicação pessoal e psicológica da doença está muito bem retratada e os dilemas do activismo político (neste caso em favor dos doentes de HIV) também. A direcção está bem executada e a direcção de actores (não sei se por mérito do realizador ou por mérito dos actores que conseguiram oferecer uma tipificação bastante diversa) também. Aconselho a ver.
16/20
quarta-feira, dezembro 13, 2017
19 anos
O meu pai morreu há 19 anos, 12 dias antes do Natal. Este ano, também antes do Natal está a morrer o homem que criou o meu namorado, ou seja, o avô. É uma coincidência pouco agradável.
quinta-feira, dezembro 07, 2017
Promiscuidade no ginásio
Antes que pensem que este post é sobre sexo... não é. Hoje no ginásio apercebi-me de que um senhor médico de profissão que andava ali em cuecas era o médico de uma quantidade de pessoas no ginásio. Vários homens se aproximavam dele e diziam «ò doutor, está cá?» ouvia-se outros de longe, «também é meu médico» e o senhor, dos seus 65 anos, meio à nora porque não conhecia ou lembrava a maioria das pessoas (pelo menos sem roupa). A isto se chama promiscuidade de contextos.
quarta-feira, dezembro 06, 2017
Liga da Justiça
Gostei muito do filme Mulher-Maravilha, mas convenhamos que a Liga da Justiça em vez de ir beber ao sucesso do outro, foi apenas uma seca de primeira. Acho que o filme poderia chamar-se a Liga do Valium. O vilão é uma seca, o renascimento do Super Homem é uma seca, etc. etc. A honrosa excepção vem na personagem do Flash que embora não corresponda minimamente ao original, é divertida e minimamente interessante.
10/20
Um Crime no Expresso do Oriente
Gostei da nova versão do filme, não sendo, contudo, tão boa como a versão original. Mas parece que isso é um facto costumeiro. Não gostei da forma como o Poirot está retratado, mas foi bom ver o retorno da Michelle Pfeiffer num papel adequado. A Judi Dench é sempre um prazer e todo o resto foi normal. A história em si, para quem não conhece, é mesmo muito boa. A vertente humana da mesma e como um simples facto pode estar interligado com tantos outros que provoca uma hecatombe.
14/20
terça-feira, dezembro 05, 2017
Piada Seca LXII
Uma feminista perguntou-me de que forma eu via as relações lésbicas.
Parece que «Em HD» não era a resposta correcta.
Parece que «Em HD» não era a resposta correcta.
Piada Seca LXI
Porque é que o Pai Natal não tem DSTs?
Porque embrulha sempre o presente antes de o enfiar na chaminé.
Porque embrulha sempre o presente antes de o enfiar na chaminé.
segunda-feira, dezembro 04, 2017
Ilusões ópticas
Como é que eu transformo o nome de Mariana Peneda em Marina Peida. Acho que tenho mesmo de ir rever os óculos.
terça-feira, novembro 28, 2017
Trás-os-montes
Fiz umas belas mini férias nessa região a norte de Portugal que ainda não conhecia. Gostei imenso a paisagem é muito bonita e há todo um conjunto de pequenas maravilhas românicas que me encheram o olho.
Fiquei muito feliz ao ver que as cidades transmontanas não estão com a decadência que se encontra nas cidades alentejanas e algarvias do interior. Há vida em Bragança, em Vila real e Mirandela está a bombar. Bom, Chaves está a decair e Lamego está um pouco parada, mas pequenas vilas como Boticas começam a crescer e são um exemplo de organização e gestão de meios para gerar emprego.
É sempre bom perceber que em portugal nem tudo vai mal.
segunda-feira, novembro 20, 2017
Piadas Secas LIX
Uma baleia matou outra a tiro, como foi a manchete do Correio da Manhã?
Baleia baleia baleia.
Baleia baleia baleia.
quinta-feira, novembro 09, 2017
Ser mãe jovem
Apanhei uma conversa no supermercado entre duas senhoras e dizia a que foi mãe aos 18 e que agora está com 36:
- Fui com o meu filho à escola e ele apresentou-me a um grupínho de colegas, e um disse «fogo não me tinhas dito que a tua mãe era tão boazona. O meu filho ficou todo lixado».
Achei graça ela estava estar a dizer isto com um sorriso enorme e a sentir-se maravilhosa. Como será o filho a contar esta historia? Apesar de achar (pela discrição da mãe) que ele prefere esquecer o sucedido.
segunda-feira, novembro 06, 2017
Sete Irmãs
Tinha uma enorme vontade de ver este filme e ainda bem que o fui ver. O filme, que tem críticas mistas, apresenta um futuro distópico onde a sobre-população da Terra leva a um regime opressivo que permite apenas um filho por casal com condenação a sono criogénico das crianças "extra". Um avô dedicado consegue esconder, durante trinta anos, sete irmãs gémeas a viver debaixo da identidade da mãe (que morreu no parto). Cada uma dela tem o nome do dia da semana e pode sair à rua penas no dia que tem o seu nome. Um dia a Monday não retorna a casa e inicia a acção do filme. Ste Irmãs é um filme de Sci-Fi e de acção no seu âmago, mas como cada pessoa que vê um filme acaba por enquadrar a história do mesmo, eu vi-o na perspectiva dos matizes do amor, da família e das prioridades na sobrevivência. Levanta questões filosóficas bastante engraçadas sobre quem é mais importante na nossa família e como a mesma se pode reconfigurar quase automaticamente. Mas lá está, é apenas a minha visão. Ao contrário de uma grande maioria de pessoas, gostei muito.
17/20
Stronger - Força de viver
Um filme americano sobre a forma americana de ser. Provavelmente o Jake Gyllenhaal vai ser nomeado ara um Óscar politicamente correcto, mas no final de contas eu não gostei do filme e creio que não tem a ver com a forma como está filmado ou com as interpretações que estão bastante bem (em especial a mãe do personagem principal e o Jake). Não gostei mesmo da história. Não gostei do personagem principal e das pessoas adjacentes. Não me tocou sobremaneira a história que ainda por cima é verdadeira. Há imensos casos de pessoas que têm histórias terríveis e que lutam com os mínimos recursos que têm e que se convertem numa fonte de inspiração. Não me senti inspirado pela história. Senti pena que algo assim tenha acontecido a um jovem de 28 anos. Depois não senti nada que o destacasse. De certa forma até senti, que esta tragédia foi uma oportunidade para ele ao ser convertido num herói nacional. Posso estar a ser injusto, mas estou a ser sincero. O filme não tem nada de errado, mas saí de lá sem sentir que vi ou um grande filme ou uma grande história.
13/20
Subscrever:
Mensagens (Atom)



































