domingo, julho 29, 2007
Banana...
i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you, i love you...
Dias fantásticos
O que se tem quando se junta, um dia e praia maravilhoso, um grupo de pessoas interessantes, um bom amigo e o nosso amor? Um dia fantástico. A isto só faltou juntar uma visita ao meu afilhado e à mámi, mas não exageremos. Não podemos ter tudo num só dia. Conviver e compartilhar experiências é uma coisa que muito prezo, ontem acontecu tudo isso. Houve lugar para brincadeiras, para falar de coisas sérias, para tomar banho, para ouvir os outros, para ser carinhoso com a cara metade e até dormir. A vida vivida com paixão é bonita e torna as coisas difíceis, quando acontecem, mais fáceis de suportar. Não falo só da paixão pelo «Banana» (que é um ser humano extraordinário), mas a paixão pelos amigos, pelo convívio, por estar vivo. A correria da vida, muitas vezes, faz-nos esquecer as coisas simples e que o plano a vida é muito menos preto e branco do que eventualmente podemos pensar. Há dias que são bons para nos fazer recuperar uma certa humildade perante as coisas. Perceber que temos muitos previlégios e que a vida tem sido boa para nós. A vida tem sido boa para mim. E muita coisa está nas minhas mãos. Bem... e para acabar, o dia de ontem continua hoje com uma valente caracolada no Sr. Carlos, que tem os melhores caracóis de Lisboa.
sexta-feira, julho 27, 2007
Lá-lá-lá...
Adoro o campo, as árvores, as flores
os jarros e perpétuos amores
que fiquem perto da esplanada de um bar
com os pássaros estúpidos a esvoaçar
adoro as pulgas dos cães
todos os bichos do mato...
Há dias em que adoramos as coisas todas.
os jarros e perpétuos amores
que fiquem perto da esplanada de um bar
com os pássaros estúpidos a esvoaçar
adoro as pulgas dos cães
todos os bichos do mato...
Há dias em que adoramos as coisas todas.
quinta-feira, julho 26, 2007
quarta-feira, julho 25, 2007
Há sempre uma música
Há sempre uma música para cada situação. Há sempre um acorde, uma nota, uma melodia sussurrada. A música habita ao nosso redor nas suas maias variadas formas. Pensamos que é o nosso ouvido que determina tudo aquilo que ouvimos, mas não. O cérebro, esse sim é o grande maestro da sinfonia das nossas vidas. Sempre pensei que havia uma música para cada estado de espírito, mas pensei mais um pouco e concluí que existe um estado de espírito para cada música (ou tipo de música). São os estados de espírito que nos tornam sensíveis a determinado tipo de sons. Cada canção de amor, cada balada de abandono, cada hino de alegria são determinada pelas nossas emoções. Há dias em que não ouvimos quase nada. Aquela ou a outra música deixam de fazer sentido e apenas a pequena batida no fundo do carro, o barulho do vento nas folhas, as cascas de árvore a cair para o chão se tornam audíveis. Há sempre uma música um som. Há sempre uma emoção. Até a apatia tem acordes guardados para si.
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segunda-feira, julho 23, 2007
Arte...
Se eu fosse arte faria um enorme sentido, mesmo quando aparentemente não faço sentido nenhum.
Alguém?
Nada. Não sai nada desta casca de betão.
Estou armado! Tenho canhões nos dentes,
e uma faca apontada ao coração.
Tenho alarmes em frequência elevada.
Tão alta que nem os cães conseguem ouvir.
Estou armado. Tenho uma crosta autista e
e uma fornalha acesa. Queima.
Nada. Não sai nada. Deixo-me estar quieto.
Enloqueço lentamente e sonho.
Sonho com o muito que me impeço.
São anos de solitária claustrofóbica.
O meu mundo imaginado. Não existo.
Existo? Não quero sair. Não há nada.
Serei arrancado à força? Há vidros,
Granadas. Não será fácil.
Não consigo tocar em nada.
E se sair estarei acordado? Onde estou?
Onde quero ir? Deixo-me estar.
Falsamente seguro deixo-me estar.
Alguém tem uma mão assim tão grande?
by Silvestre
Estou armado! Tenho canhões nos dentes,
e uma faca apontada ao coração.
Tenho alarmes em frequência elevada.
Tão alta que nem os cães conseguem ouvir.
Estou armado. Tenho uma crosta autista e
e uma fornalha acesa. Queima.
Nada. Não sai nada. Deixo-me estar quieto.
Enloqueço lentamente e sonho.
Sonho com o muito que me impeço.
São anos de solitária claustrofóbica.
O meu mundo imaginado. Não existo.
Existo? Não quero sair. Não há nada.
Serei arrancado à força? Há vidros,
Granadas. Não será fácil.
Não consigo tocar em nada.
E se sair estarei acordado? Onde estou?
Onde quero ir? Deixo-me estar.
Falsamente seguro deixo-me estar.
Alguém tem uma mão assim tão grande?
by Silvestre
Cumpre-se a profecia
É uma coisa lixada isto dos círculos viciosos. Como se quebra um círculo vicioso? Daqui a pouco começo mesmo a acreditar que as pessoas agem mesmo para reforçar as suas próprias crenças. Começo a ter algum azar às viagens programadas. É mesmo assim ou sou apenas eu? Não quero que a profecia se cumpra. Não quero não saber o que fazer com as minhas bençãos.
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Sinto-me abençoado...
Pergunta: O que faz uma pessoa com todas as suas bençãos?
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Museu Colecção Berardo
Passei hoje a tarde no Museu Colecção Berardo e aconselho vivamente a quem puder, para que passe lá. A colecção é belissima e está muito bem organizada. Não sei se consigo explicar todo o entusiasmo que senti. Fazer a visita com o acompanhamento de uma guia foi uma excelente ideia. Ouvir falar de arte, não é o mesmo que ouvir falar do objecto, não é o mesmo que falar da ideia do objecto. Foi bom sentir a existência dessas pessoas que também conseguem perceber o que existe para lá de um quadro com riscas, que um quadro com 8 quadrados pode ser uma forte critica social, que um quadro preto pode na realidade não ser tão simples como aparenta. Vou lá voltar e apreciar cada secção, beber todas as ideias expressas, sorver essa ausência de regras da arte contemporânea. Não são apenas obras que lá estão. São homens, são mulheres, são ideias brilhantes, mentes sensíveis. É indiscritível respirar toda aquele criatividade. Houve gente que pensou e ousou. Essas pessoas enriqueceram a ideia de mundo que temos. Nada é o que aparenta. A arte é tudo isso, o que é, o que não, o que poderia ser e todos os matizes intermédios.
sábado, julho 21, 2007
sexta-feira, julho 20, 2007
Nem contigo...nem sem ti
Gostei. Foi bom voltar a rever a Michelle Pfeiffer linda como sempre. O filme, bem intencionado, não consegue evitar um conjunto de lugares comuns típicos dos filmes que abordam amor inter-geracional. Não obstante, consegue fazê-lo de uma maneira leve e escorreita, por vezes até com alguma frescura e originalidade. Gostei em particular de ver o Paul Rudd. O tipo tem mesmo veia cómica e quem dança como ele... has to have it!14/20
quarta-feira, julho 18, 2007
Diálogo
- Posso perguntar-te uma coisa?
- Sim.
- Já alguma vez estiveste apaixonado?
- Se estive não percebi. E tu?
- Não... não é terrível?
- Terrível? Não... só nos lembra que estamos sós. É tudo.
Paula Abdul e Keanu Reeves in
«Rush Rush»
- Sim.
- Já alguma vez estiveste apaixonado?
- Se estive não percebi. E tu?
- Não... não é terrível?
- Terrível? Não... só nos lembra que estamos sós. É tudo.
Paula Abdul e Keanu Reeves in
«Rush Rush»
terça-feira, julho 17, 2007
Tons pastel
Tudo creme, tudo calmo e claro.
São tons pastel. Paisagens sem riscos.
É tudo terra. É tudo o que já há,
o que já existia. Não há imaginação.
Não há metais pesados, dourados, prateados,
azuis eléctricos e tons de grafite.
Não há o choque de rosas fortes,
amarelos ácidos, laranjas arrojados.
É tudo creme... Tudo creme.
Uma sinfonia pálida e concordante.
Tudo pacífico, tudo compromisso.
Tudo belo e morto, tudo conformismo.
by Silvestre
São tons pastel. Paisagens sem riscos.
É tudo terra. É tudo o que já há,
o que já existia. Não há imaginação.
Não há metais pesados, dourados, prateados,
azuis eléctricos e tons de grafite.
Não há o choque de rosas fortes,
amarelos ácidos, laranjas arrojados.
É tudo creme... Tudo creme.
Uma sinfonia pálida e concordante.
Tudo pacífico, tudo compromisso.
Tudo belo e morto, tudo conformismo.
by Silvestre
A história do homem e do homem que o ensina a voar
Olho para ti e para as tuas penas azuis
riscadas de paz, de vontade e de luz.
Escuto essa voz que me canta todos os dias
sons de afago e outras melodias.
Esticas as asas para mim porque te faço chorar
queres salvar-me e ensinar-me a voar
Sinto os beijos dos teus olhos cheios de ilusão
quando estou no chão agarrado às pedras.
Só por isso não me levas, porque não sei ser beijado.
Ainda procuro a água de lágrimas que não chorei
e prostrado te deixo, a ti, aos teus beijos.
É a força do amor, de quem dá sem receber
e de quem quer sem saber ter.
És mais forte do que eu que sou forte como ninguém,
mas essa força que ninguém tem só a uso contra mim.
Colei os meus dedos à lava incandescente de um lugar vazio.
E nesse calor que também é frio e gelo é onde me encontras
sem terra e sem consolo, quando em voo manso
me limpas as feridas,
quando és belo e eu vejo para lá de céus cinzentos
as tuas penas azuis riscadas de paz, de vontade e de luz.
Abro a porta e deixo-te entrar, 15 segundos...
dou-te 15 segundos e depois a porta de saída.
Não sei viver esse amor, não sei ser completo,
mas é tudo mentira porque te quero. Ignoro-te, mas sigo atrás de ti.
Escondo-me debaixo da terra e sei que voas sobre mim.
Fugir é o meu hábito, habituado a ser submisso ou reactivo.
Não sei estar com ninguém, não sei estar contigo.
Sou animal, sou visceral e sanguíneo, sou perdido,
sou um universo de candura. Sou puro como o ar que não respiro.
Sou puro e tu estás comigo, sou perdido e tu estás comigo.
Riscas-me a cara com a luz e a paz das tuas penas azuis.
Queres salvar-me porque te faço chorar.
Chora então, o meu corpo e os meus dedos. Chora os meus segredos
e a minha incapacidade de me amar. Chora até não haver mais nada de mim.
O meu âmago é um risco nas tuas penas azuis.
Um risco do qual não te queres libertar.
Sou paz lá no fundo, sou amor lá no fundo, o amor que queres salvar.
E tu continuas a brotar beijos nos olhos,
Continuas querer ensinar-me a voar.
by Silvestre
riscadas de paz, de vontade e de luz.
Escuto essa voz que me canta todos os dias
sons de afago e outras melodias.
Esticas as asas para mim porque te faço chorar
queres salvar-me e ensinar-me a voar
Sinto os beijos dos teus olhos cheios de ilusão
quando estou no chão agarrado às pedras.
Só por isso não me levas, porque não sei ser beijado.
Ainda procuro a água de lágrimas que não chorei
e prostrado te deixo, a ti, aos teus beijos.
É a força do amor, de quem dá sem receber
e de quem quer sem saber ter.
És mais forte do que eu que sou forte como ninguém,
mas essa força que ninguém tem só a uso contra mim.
Colei os meus dedos à lava incandescente de um lugar vazio.
E nesse calor que também é frio e gelo é onde me encontras
sem terra e sem consolo, quando em voo manso
me limpas as feridas,
quando és belo e eu vejo para lá de céus cinzentos
as tuas penas azuis riscadas de paz, de vontade e de luz.
Abro a porta e deixo-te entrar, 15 segundos...
dou-te 15 segundos e depois a porta de saída.
Não sei viver esse amor, não sei ser completo,
mas é tudo mentira porque te quero. Ignoro-te, mas sigo atrás de ti.
Escondo-me debaixo da terra e sei que voas sobre mim.
Fugir é o meu hábito, habituado a ser submisso ou reactivo.
Não sei estar com ninguém, não sei estar contigo.
Sou animal, sou visceral e sanguíneo, sou perdido,
sou um universo de candura. Sou puro como o ar que não respiro.
Sou puro e tu estás comigo, sou perdido e tu estás comigo.
Riscas-me a cara com a luz e a paz das tuas penas azuis.
Queres salvar-me porque te faço chorar.
Chora então, o meu corpo e os meus dedos. Chora os meus segredos
e a minha incapacidade de me amar. Chora até não haver mais nada de mim.
O meu âmago é um risco nas tuas penas azuis.
Um risco do qual não te queres libertar.
Sou paz lá no fundo, sou amor lá no fundo, o amor que queres salvar.
E tu continuas a brotar beijos nos olhos,
Continuas querer ensinar-me a voar.
by Silvestre
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