quinta-feira, março 19, 2015

As coisas grandes e as coisas pequenas

Para quem pensava que este era um post sobre pilas pode já ficar "desenganado". É antes um post sobre cedências. Eu odeio tabaco. O meu pai morreu derivado ao estado em que anos e anos de tabaco lhe deixaram o corpo. Tenho uma raiva especial pelo tabaco e por pessoas que invadem o meu espaço pessoal com o fumo sem autorização. Por exemplo, as pessoas que acendem cigarros logo na saída do metro e que não compreendem que a deslocação de ar faz levar quem vem atrás com fumo na cara. Se eu não os incomodo quando respiro, também não me podem incomodar a mim. Na minha última relação o tabaco foi um foco de tensão. Na presente poderia ser, mas não está a ser. Sinto que recebo tanto, que o tabaco acaba por não me incomodar. A minha única preocupação é que ele fume dentro dos limites que uma vida saudável (alimentação e desporto) possam compensar. Como ele me disse «eu gosto mesmo de fumar, tenho um prazer enorme». E fuma mesmo por prazer, saboreia o cigarro de tal forma que não precisa de entupir-se com uns atrás dos outros, em que o fumar já é mais um acto mecânico/nervoso que outra coisa. 

O cerne da questão é que ele tem acrescentado tanto à minha vida que não quero retirar-lhe esse prazer. Inclusive posso beijá-lo a seguir a ter fumado sem que isso me incomode. Quando alguém nos dá tanto queremos retribuir, na escala dos incómodos, uma coisa grande em importância pode tornar-se pequena em importância. A reciprocidade torna as coisas relativas. De repente penso que 4 cigarros por dia não são nada. 

4 comentários:

Horatius disse...

Achei este post fofo :)

N a m o r a d o disse...

E não são... tomara eu! lolol

Horatius disse...

És fumador namorado?

N a m o r a d o disse...

Eu não. Quer dizer sou fumador passivo lllllllllllooooolllllllllllllll