quinta-feira, agosto 22, 2019

Pobre Brasil

Acho o Brasil um grande país. O potencial é imenso e tinha tudo para ser uma potencia mundial, não fosse o povo brasileiro que sofre do mesmo que quase todos os povos de países que foram colonizados por Europeus. Após o abandono do colonizador, o povo é deixado à mercê de si mesmo sem uma estrutura forte de cultura ou capacidade de gestão. Para piorar, em países tão ricos em recursos como o Brasil, a luta pelos benefícios provenientes desses recursos é enorme e sempre acesa. As grandes potências económicas tentando recolher o máximo do Brasil, sem grande oposição, historicamente têm apoia«ado para lugares de governação pessoas burras ou corruptas.

Não ajuda em nada que desde a inependência do colonizador, o povo tenha sido mantido "embrutecido" de forma a que quem está no poder possa melhor controlar os destinos da nação. Em tempos de democracia temos um povo pouco preparado para grandes decisões, mais emocional que racional. 

O Brasil está corrupto até ao osso, à esquerda e à direita, mas nas últimas eleições (à custa de muita desinformação e devido às trapalhadas feitas pelo PT de Lula) foi eleito Jair Bolsonaro, um homem da pior espécie moral, mas também um homem demagógico e pouco preparado para a governação. O que se tem passado desde que tomou posse é grotesco e a associação/admiração a/por um outro Presiente lunático e demagógico (Donald Trump) vai deixar marcas no Brasil e no mundo.

A Amazónia está a ser atacada como nunca e o brasileiro burro não percebe que está a destruir também o equilibrio do mundo ao destruir o maior pulmão terrestre. Bolsonaro continua com a sua demagogia e desinformação e o Brasil a afundar com um sorriso no rosto. 

No início ainda dei algum benefício de dúvida, mas o que parecia apenas um sonho mau, é infelizmente bem real. O meu sentimento para com os votantes de Bolsonaro evoluiu da condescendência para um profundo nojo. Não consigo  tolerar a presença de um. Acho-os criminosos por associação. Também falo com emoção, eu sei. Tento não ser emocional, mas mesmo colando-me à racionalidade, o desprezo por essas pessoas não desaparece. Não sei se um dia alguém vai salvar o Brasil da destruição que o seu próprio povo perpetua. Juro que, neste momento, quando penso no que se passa no Brasil, nos EUA, na Hungria, na Itália, o meu peito aperta-se e tenho vontade de chorar pelo tamanho retrocesso civilizacional. Contudo nos EUA há uma classe de gente que não vai deixar o país implodir, mas o Brasil, o quinto maior país do mundo, essa grande jóia de biodiversidade, está entregue aos bichos. Bichos da pior espécie. 

 



Síndrome de Estocolmo

O filme é no mínimo caricato talvez porque os factos reais que o inspiram são também do mais caricato possível. É um bom filme, mas a certa altura quase parece um filme do Tarantino pela loucura e depois lembramo-nos... «ah, isto aconteceu mesmo». A estética dos anos 70 e o grão/luz em que o filme é executado estão do mais credível. Quem quiser saber como se originou o Síndrome de Estocolmo, só tem de ir ver o filme.

15/20

sexta-feira, julho 26, 2019

As coisas que se aprendem

Tenho uma colega que quando morrer quer ser 'cromada'. Eu sabia que enterram e que cremam os mortos, mas não sabia que também cromavam. Se isto pega moda...

terça-feira, julho 23, 2019

Campeões

Apesar de achar que ia ser uma comédia cheia de clichês, estava ansioso por vê-la. Um treinador famoso de basquetebol (pouco humano) é obrigado a ir treinar uma equipa de basquetebol constituída por pessoas com deficiência e, logicamente, será humanizado no processo. Não há grandes novidades, para lá dos actores serem efectivamente portadores de deficiência e por isso campeões no seu próprio direito. Não é fácil ser actor (e credível) e pior um pouco quando se tem menos armas intelectuais para o fazer, mas aqui vemos que há pessoas que fazem omeletes excelentes com poucos ovos. Se calhar o principal para um actor é sentir, ter emoções e neste filme há em sobra. 

O argumento faz o previsível, mas bem feito, ora de modo muito engraçado, ora de modo muito emocional. É um filme para nos fazer sentir bem. Eu senti-me óptimo.

16/20

quarta-feira, julho 17, 2019

Porque é que uma pessoa tem tanto medo da mudança?

Nestas alturas tento inspirar-me no meu pai que nunca olhava para trás, sempre para a frente e a vida era um exercício constante de construção estivessemos onde estivessemos e com os materiais que se apresentavam. Zero apego ao passado. E ele deu-se bem.

quinta-feira, julho 11, 2019

Coração cheio

Para já está cheio de esperança num possível acontecimento futuro.

segunda-feira, julho 08, 2019

Homem Aranha: Longe de casa

Não sei se não terá sido o pior filme da Marvel que vi. Talvez porque o argumento foi escrito a pensar no público 10-16 anos, ou porque no campeonato dos clichés este filme vai bem destacado. Não faço ideia. Mas é mau.


9/10

Yesterday

Tinha muita expectativa acerca deste filme. O ponto de partida era brilhante e o Danny Boyle já me habituou a algumas obras igualmente brilhantes.  O resultado foi fraco, previsível e pouco emocionante. Personagens baças, argumento falível, desempenhos e direcção desinspirados. 


10/20

A redenção de Miley Cyrus



Miley Cyrus nunca esteve dentro do radar das artistas que considero, não obstante ter gostado bastante dos singles Can't Stop e Wrecking Ball. Nessa altura achei que a imagem dela era absolutamente gratuita e tudo o que fazia em espetáculos e/ou videos, tinha apenas um valor choque de rebeldia sem causa. Ficava desagradado apenas por vê-la. Incomodava-me. Entretanto, após a sua epifania pessoal e o aparecimento de um álbum country e algumas sessões de free Jam, apercebi-me  de que até havia muita música e qualidade dentro dela. Estabilizou acho, organizou-se como pessoa (não sei o casamento teve influência) e volta com um novo registo pop electrónico bem forte. utilizando a sexualidade feminina ao máximo, mas com um propósito. A glorificação da mulher como o seu próprio objecto e experimento. E simplesmente adoro este vídeo onde se reclama a sexualidade para todos os tipos de mulher. Lógico que nas formas artísticas as imagens não são para ser levadas de uma forma literal como sei que irá acontecer. Por exemplo, a letra «I'm nasty, I'm evil» não quer dizer que a mulher é má e maligna, simplesmente é uma ironia ao que os homens pensam de uma mulher abertamente sexual, mas nos seu próprios termos (mais ainda se nos colocarmos culturalmente nos EUA, que tem uma forma de puritanismo diferente da Europa, mais acutilante).Claro que vai ser acusada de estar a fazer isto para vender, etc etc. Como todos os artistas que expressam uma visão política através da sua plataforma, neste caso a música. A própria Taylor Swift está a enfrentar uma rejeição pública por fazer uma vídeo que expressa da sua visão política sobre os direitos dos homossexuais, apelando à assinatura de um documento de igualdade de direitos. Digam o que disseram, gosto de ver pessoas (neste caso mulheres) a lutar abertamente pelos direitos da sua auto-determinação. A Madonna foi percursora, muitas outras se seguirão e muitos outros o têm feito também a respeito de causas terceiras e outros tipos de direitos fundamentais. Palmas.

quinta-feira, julho 04, 2019

Sobre o Karma

O Karma é como o 69. Nós recebemos aquilo que damos.

terça-feira, julho 02, 2019

Aladdin

Demorei a ver o filme porque achei que ia ser outro veículo de promoção do Will Smith que caiu em desgraça nos últimos anos, vá-se lá saber porquê. Não obstante o filme, musical, até tem uma certa cadência interessante e a história não foi mal desenvolvida. O argumento oferece soluções para os momentos mais inverosímeis, não deixando o espectador de ter uma experiência agradável. É um "feel good movie", com um twist fofinho que (em momentos) lhe dá alguma originalidade. 

14/20

quinta-feira, junho 27, 2019

É por isto que a Madonna ainda é relevante como voz artística.



God Control - Madonna

Esta mulher trava muitas batalhas desde 1982. A memória do povo é curta e ninguém se lembra de como era o mundo no início dos anos 80, a América puritana de Reagan ditava o passo a que o mundo se movia. Saída do midwest americano, de uma terra pequena de mentes pequenas, Madonna quis ser alguém porque sentia que não era ninguém. Com fabulosa determinação, observação estética e artística e ética de trabalho (sem dúvida os seus maiores talentos) acabou por ser alguém que parmanece na ribalta há 37 anos. Tinha algo para dizer e disse. Defendeu a auto-objectificação sexual da mulher (por si mesma e não pelos homens), a mulher como dona da sua sexualidade. Deu visibilidade aos gays como elementos válidos da sociedade. Deu visibilidade aos seropositivos como pessoas normais que precisam ainda mais do seu semelhante. Deu visibilidade à cultura negra e latina como expressão de vida e alegria - lutando ao máximo contra a xenofobia. 

Com um calculismo frio, sobube sempre que botões pressionar para fazer passar a sua mensagem. Às vezes colocando-se em posições muito vulneráveis. A polémica andou sempre lado a lado com ela e, infelizmente, tornou-se mais importante para o expectador do que a sua mensagem e a sua música. Poucos foram os que lutaram (no mundo musical) tão afincadamente pelos direitos fundamentais e liberdades individuais (John Lennon, por exemplo). Poucos foram também os que disseram que não se arrependem um milímetro das suas escolhas.

A sua última batalha e a mais cruel é a de ter o direito a não envelhecer graciosamente, de continuar a ser uma força criativa e de fazer aquilo que gosta, de ser original, de ser ela própria - fiel ao que de si imagina. O mundo não perdoa as mulheres, pior um pouco as mulheres que são independentes, poderosas e bem sucedidas, e muito pior as mulheres que são independentes, poderosas e bem sucedidas e ainda têm a ousadia de usar esse poder publicamente e esfregar na "cara" da sociedade, a sua realidade de super empreendedor. 

Ninguém bate numa Mariah Carey, numa Jennifer Lopez, porque aos 50 anos de idade, elas alinham no papel social reservado às mulheres. Não afrontam, não questionam, não discutem. Podem ser sexy e bonitase fazer tratamentos estéticos que não são escrutinadas e avaliadas como a Madonna, que questiona o patriarcado. O poder dos homens sobre as mulheres. 

A Madonna tem sido nos últimos 10 anos o saco de pancada favorito de uma sociedade com vergonha de si mesma, dos homens poderosos que querem manter o seu status quo e, pasme-se, das mulheres, o grupo por quem ela mais luta.

Madonna tem um novo álbum, tem um novo vídeo e com este vídeo mostra porque é que ainda é relevante, porque é que ainda é importante como voz artística. Um dia o mundo vai dar-lhe o reconhecimento devido. Ela nunca quis ser uma virtuosa da voz, quis ser uma voz. E esta voz continua viva por muito que a queiram parar. Como ela mesmo disse em 2016 «as pessoas dizem que sou muito controversa, mas a coisa mais controversa que fiz foi continuar por aqui (...) ainda estou de pé». 

Ela ainda está de pé. E vibra de força e determinação.

terça-feira, junho 25, 2019

No trabalho...

Não há nada como ter respeito aos nossos superiores hierárquicos, reconhecer-lhes capacidade de gestão e de liderança. No meu caso não acontece nenhum dos dois. Depois de anos de trabalho conjunto, as expectativas iniciais (elevadas) foram sendo substituídas por uma profunda desilusão. A ver o que o futuro revela. Não sou nada bom em futurologia, mas será entre a mudança ou entre o acomodar a esta situação. 

terça-feira, junho 18, 2019

Frases que fazem sentido.

"it is being honest
about
my pain
that
makes me invincible."

Nayyirah Waheed

Este ano não houve feira do livro para mim

E ainda bem, talvez assim tenha tempo de colocar em dia as leituras. Todos os anos compro montes de livros que não consigo ler até chegar à edição do ano seguinte. Fiquei a sentir um certo alívio, porque não ter de comprar livros. Parece que tenho sempre de o fazer só porque estão ali à mão de semear com 50% de desconto.  

Cada vez mais...

...ligo menos ao que as pessoas pensam. Voltei de férias e dizem-me «não estás muito moreno». Parece que quem vai para a praia tem de ficar muito moreno, como se isso valide a nossa experiência. A experiência foi minha, o sol que apanhei, os banhos que tomei. E terminam com um «não estava bom tempo». É que nem tenho de justificar que não gosto de ficar muito escuro. E só respondo com hum-hum... Pronto. As pessoas ficam felizes nas suas representações da realidade e eu não tenho trabalho nenhum. 

Tudo é possível

Aproveitando-me do título, tenho a dizer que tudo era possível com este filme. O potencial para um manifesto sobre a subvalorização da terceira idade era enorme. O resultado esteve bem longe disso. É um filme que nos traz simpatia pelo tema, mas muito mal desenvolvido e ficar-se num exercício superficial onde se pretende trazer alguma comédia e pouco mais. Tive pena. 

12/20

X-Men : Fénix Negra

Como já devem ter percebido, sendo os X-MEN os meus heróis favoritos, tive sempre muita dificuldade em lidar com a qualidade dos filmes produzidos sobre eles. A história da Fénix negra é uma das minhas favritas, senão a minha favorita. Ocorre que embora a história do filme não tenha nada a ver com o original, desta vez, pelo menos, vi captada a intensidade drámatica e o conflito associados à mesma. Talvez por isso não tenha vontade de bater neste filme dos X-MEN. Até me senti relativamente em casa.

15/20

Pequenas Mentiras Entre Amigos 2

Segue a mesma linha do primeiro filme enquanto comédia dramática de enganos e desenganos, mas a minha experiência enquanto expectador foi distinta. Não fiquei triste como da outra vez. Aqui já não se trata de se viver aquilo em que se quer acreditar, mas como saber viver com aquilo que é verdadeiramente a nossa realidade. E também tentar perceber o que é essa realidade numa ação continua de tentativa e erro. No segundo filme, a sensação que fica é que no fim vai ficar tudo bem. Que não importa o quê, acabamos por nos encontrar e saber onde pertencemos.

15/20

Rocketman

Gostei bastante deste filme que, bem ao estilo de Elton john, é mais uma fantasia biográfica do que um biopic tradicional. os factos são um pouco adulterados a nível das datas de ocorrência para criar uma narrativa mais coesa ao nível da densidade dramática. O Elton John é uma espécie de Pink, ou seja, um cantor que já vendeu e ganhou mais prémios que os seus contemporâneos, mas que na nossa mente são sempre medianos em termos de mediatismo e popularidade. Vale a pena ver e perceber a dimesnsão que ele teve nos anos 70 e 80.

A nível das actuações seria impossível não falar do brilhantismo de Taron Egerton  que canta, dança, e recria o feeling do Elton John na perfeição. A intenção de vida e emocional do Elton está toda lá. ganhei um novo respeito pelo actor.


17/20

Godzilla - Rei dos Monstros

Mais um daqueles filmes que vou ver por causa do namorado. Não há muito a dizer, nem sei se achei os efeitos especiais muito bons. tenho a dizer simplesmente que mesmo com bons actores se consegue fazer um filme muito vazio e mediano. O argumento é inexistente. 

10/20

terça-feira, maio 28, 2019

Momentos embaraçosos

Eu sou aquele tipo de pessoa que sempre que algo lhe chama a atenção fica a olhar fixamente para o objecto de curiosidade. Hoje na rua ia uma rapariga com calções muito curtos (hot pants) e como era muito branca chamou-me a atenção para uma quantidades de pontos nas pernas, mas como não percebia bem o que era fiquei a olhar muito fixamente. No fim de contas era apenas os pelos (muitos) a crescer, mas ela deu por mim a olhar para ela e pensou que eu a estava a "galar" e olhou-me de volta com um certo olhar vitorioso e a mim só me apetecia dizer-lhe «estava só a ver o que coisas era essa que tinhas nas pernas, não estou com interesse, a sério». Mas segui em frente e acho que lhe fiz o dia. 

segunda-feira, maio 27, 2019

Entrevista de trabalho

Fui a uma entrevista de trabalho e deveria estar muito contente, mas a minha mete oscila entre aquilo que posso ganhar e aquilo que posso perder. Estou completamente indeciso. A ver o que o Universo tem reservado para mim. Espero que o meu bom senso saia vitorioso e consiga fazer uma análise realista dos factos em cima da mesa. 



sexta-feira, maio 17, 2019

Entretanto fiz 45

Era só mesmo para deixar um registo do acontecimento, já foi no dia 10. matematicamente estou com um pé nos 50. Olé!

Coisas que me chateiam mesmo muito

As pessoas são cada vez mais literais. Não há sentido de humor ou ironia que resista a mentes secas. O que foi feito da imaginação? Quando eu era miúdo, talvez por haver pouca informação e meios de informação, grande parte das nossas vidas tinha uma componente de elaboração imaginativa. Hoje há tanta informação, tanto detalhe e as pessoas são brutalmente literais. Uma nuvem é uma nuvem, não necessa´riamente um peixe com um chapéu de chuva ou um cão com asas. Estamos pobres.

Li uma citação muito bonita

“He was swimming in a sea of other people’s expectations. Men had drowned in seas like that.”

Robert Jordan

segunda-feira, maio 13, 2019

Madonna...volta que estás perdoada.

Depois de um primeiro single um bocadinho meh... eis que finalmente vem uma canção onde consigo sentir fado e áfrica actual (sem deixar de piscar o olho ao R&B). Espero que o álbum seja mais «Crave» que «Medellín».


Um dos melhores trocadilhos que já vi


terça-feira, abril 30, 2019

A Pink tem um álbum novo

A Pink que uma espécie de "underdog" do mundo pop tem um álbum novo, Hurts 2B Human, que é um pouco diferente daquilo a que nos tem habituado em ritmo, mas com muito do que nos tem habituado em baladas reflexivas. A Pink tem quase 40 anos e as rádios também estão a começar a deixá-la de lado. As rádios que alimentam os Tops são destinadas ao público dos 15 aos 35. Esquecendo-se que uma pessoa com 50 pode fazer música para esse público. Como provavelmente ninguém vai dar muita atenção ao álbum deixo aqui algumas faixas à laia de "entradas".







Os Portugueses quando querem ser burros são mesmo

Envolvi-me numa discussão sobre um artigo que pretende classificar as cozinhas dos países da União Europeia. Não se porque ainda me dou ao trabalho de tentar comentar uma coisa destas, quando temos uma quantidade de pessoas a dar opiniões sobre coisas que não conhecem. 

Por exemplo, eu já viajei em 35 países (a maioria na Europa) e, por exemplo, visitei 16 vezes a Itália e 11 cidades Italianas. 

Para se perceber o nível da discussão um senhor português comentava que era um ultraje dizer que a comida italiana é pior que a Portuguesa, porque ele esteve em Itália uma vez e a comida não presta, a Portuguesa é a melhor. Eu disse-lhe que viajei muito em Itália e que acho que juntamente com a Portuguesa são as melhores cozinhas da Europa. Ele responde:

"Esse é o seu gosto e somos todos diferentes, eu por exemplo, detesto viajar, só viajo obrigado pelo trabalho e odeio conhecer pessoas novas. Só comi comida italiana uma vez e não gostei"

O nível de conhecimento é altamente profundo. E são fundamentalmente estas as pessoas que fazem comentários online. Cada vez mais as pessoas com algo a dizer de relevante (e com juízo) se excusam de entrar em diálogos estúpidos com gente burra que não está disposta a aprender ou evoluir. Não vale mesmo a pena, sobre o risco de se ser enxovalhado. Eu tenho é de ganhar mais juízo. 


Vingadores: Endgame

Depois de até ter gostado do capítulo anterior, foi com muita excitação que recebi as primeiras imagens do novo e estava motivadíssimo para ver a estreia. Não sei o que se passou. Dei por mim antes do intervalo a desejar que este chegasse e que na segunda parte o filme fosse a algum lado. 

Não percebo o porquê de um filme com 3h quando está cheio de enchimento que poderia ser reduzido, não percebo o assassinato dos pressupostos originais destes heroís quando ainda só existiam em livros de banda desenhada. Foi um desgosto de filme e um aborrecimento. Não percebo porque é que toda a gente está a dizer que é excelente, quando não é. Eu sei que o nível de exigência dos públicos é cada vez mais baixo, mas por favor. 

Não posso dizer que está mal filmado, não posso dizer que os atores não estão a representar bem o que lhes foi dado, mas a história não é interessante e os tempos do filme estão muito aborrecidos.  E parte-se do pressuposto errado, para mim o mais grave, que o ser humano não consegue ultrapassar a perda, quando toda a história demonstra o contrário.

13/20

Shazam

Fui ver o filme porque não havia mais nada a começar a esta hora. Não estava à espera de grande coisa, mas é uma espécie de filme natal fora de época, em que em vez de termos um cãozinho temos um herói que é uma cirnaç, mas nem por isso. 

O filme poderia ser melhor se não apostasse na graça fácil de ter um miúdo em corpo de adulto (como o filme Big de 1988 com oTom Hanks, a representar a dicotomia de modo brutalmente superior). As ideias estão engraçadas, os efeitos especiais estão bem e é tudo em modo fofinho.

13/20


Hellboy

Mais um filme que eu vou ver porque o meu pequeno quer e eu acompanho. Já tinha visto o segundo tomo do franchise e não achei mau. As ideias eram interessantes e era um pouco como ver uma sofisticação de um filme de série B. Este terceiro tomo não carecsenta grande coisa. Os efeitos especiais são melhores, o humor é o mesmo e a história é um bocadinho rebuscada, mão não agride. O filme é absolutamente inócuo. Não aquece nem arrefece (devia aquecer um bocadinho porque se revela a origem do herói, mas não).

13/20

quarta-feira, abril 17, 2019

Mais uma...

Ontem recebi a linda notícia de que não vou escapar a mais uma operação à coluna. Nada contente, mas faz parte da vida. Há pessoas com doenças mortais, há pessoas sem casa. No meu caso uma má coluna. Toca a lidar com o assunto e arranjar soluções. 

sexta-feira, abril 12, 2019

Dumbo

Apesar de ser um filme competente, para mim foi um suplício. Achei a história muito violenta emocionamente, mesmo sabendo que acaba tudo bem e que vai ser tudo açucar e rosas no final. A forma como os animais são tratados como coisas (ainda hoje) deixa-me chocado e claro que podemos antropomorfizar a história do Dumbo e da sua mãe para os dias de hoje e não vai estar longe de muito daquilo que acontece com refugiados, povos minoritários, etc. 

Fora isto. O filme perdeu em alguma magia. Não é um típico Tim Burton, eu estava à espera de mais alternativa, talvez perosnagens menos mainstream (aqui tão justificáveis como um elefante que voa com recurso às orelhas).

Não achei mau, mas também não achei bom. É assim-assim e por isso mesmo frustrante. Ninguém vai ver uma fábula como o Dumbo para ser assim-assim.

13/20

Piercing

Não sei muito bem como descrever este filme. Normalmente um filme tem de deixar-nos uma sensação de história completa e este filme é uma narrativa aberta, para a lém do facto de ser um filme sobre pessoas doentes, numa relação doente. Estas realidades também existem, mas quando um filme se foca numa realidade específica que tem pouco a ver connosco (e a qual não exoperienciamos de todo) é difícil a digestão do mesmo. 

Este filme fala sobre sadomasoquismo. E não foi ressonante comigo

11/20

quinta-feira, abril 11, 2019

E se de repente...

Ouvissemos uma música da Celine Dion e gostassemos muito? Fico assim um bocadinho envergonhado, porque sou preconceituoso, mas hoje aconteceu-me...

segunda-feira, abril 01, 2019

Captive State - Cercados

Nove anos depois da rendição quase absoluta dos terrestres a uma invasão alienígena, uma antiga célula rebelde tenta uma nova oprtunidade para atear a guerra e o desejo de liberdade. O filme é interessante mas, na minha opinião, peca pela lentidão. Não tinha de ser um filme cheio de acção, mas creio que necessitava de um pouco mais de brilho nesse sentido. Tudo caminha para uma grande revelação e a história desenvolve-se nesse sentido, mas creio que é pouco para o que temos de esperar durante o filme. Acho que pede um segundo episódio para esclarecimentos adicionais. A minha nota tem sobretudo a ver com a  falta de velocidade narrativa.

13/20 

sexta-feira, março 29, 2019

Nós

O novo filme de Jordan Peele serve essencialmente para provar que estamos perante um peso pesado da originalidade, ou seja, o seu primeiro filme «Foge» não foi um acaso. Contudo, apesar da brutal originalidade deste filme que é quase de terror (digo quase porque tem sangue e violência), não obstante lidar com questões da própria exist~encia humana. 

A história é muito interessante e consegue manter-nos bastante tensos, apesar de existirem às vczes existem uns apontamentos de humor para aligeirar. O problema com o filme, é que a história é de tal forma original que, em partes, soa demasiado rebuscada.  Uma reviravolta no filme justifica algumas delas, mas mesmo assim há ali uns aspectos frágeis que poderiam ser constestados. 

Independentemente de tudo isto. Acho que é um filme muito interessante e a Lupita Nyong'o é, sem sombra de dúvida uma atriz a considerar no panorama atual. 


14/20

segunda-feira, março 18, 2019

Conversas...

Em conversa com uma colega de trabalho (estavamos a falar sobre viver a vida) reforcei uma ideia na minha cabeça. De facto, não estou interessado em que a minha vida se resuma ao facto de existir e subsistir. O pó também existe e subsiste. Não quero chegar ao fim dos meus dias e pensar que fui apenas uma parte do mundo, quero ter sido uma parte activa no mundo - uma peça na engrenagem que movimenta o presente rumo ao futuro, não apenas o pó ou o espaço na engrenagem. 

Pequenas tarefas

Tenho andado a fazer pequenas tarefas que estavam por fazer. Quando se quer actualizar a vida tem de se começar por algum lado. O caos vai parecendo menor, grão a grão...

sexta-feira, março 15, 2019

Histórias de superação


Este tipo de histórias é que me deixam feliz. Quero lá saber quem é que ganha o campeonato da Primeira Liga ou se o António Costa foi ao programa da Cristina ou se a Rita Pereira tem ou não gosrdura na barriga. Gosto de pessoas que não desistem de quem à partida não tem grandes oportunidades de sobrevivência. Ser humano é isto. 

quinta-feira, março 14, 2019

Categorias tipo dos autores de críticas destrutivas ao Conan Osíris

Como já disse aqui algumas vezes sou sociólogo de formação e trabalhei como investigador há bastantes anos. No meu trabalho tenho de lidar com análise de conteúdo e dadas as barbaridades que vejo escritas online contra o Conan Osíris fiquei curioso sobre o tipo de autor que as produz.

Atenção que não falo das críticas informadas, legítimadas e construtivas, falo sim das críticas fruto de ignorância, vontade de exposição, pura maledicência ou simples estupidez. 

Temos os velhos do Restelo (que não criticam apenas o Conan Osíris, mas tudo), temos os defensores da tradição e dos bons costumes (cujo pico é uma senhora que mais que Portuguesa é algarvia do Algarve, que é um país a sul de Portugal... ah e a Maria Vieira também), crianças e adolescentes que cresceram na era Kardashian e pensam que alguém quer saber da sua opinião (que tanto pode ser «o Conan é uma merda», «odeio bróculos» ou «a casa dos segredos é o melhor programa da televisão Portuguesa») e por fim um grande grupo que pode ser exemplificado pelo senhor do vídeo abaixo que diz «I’m Portuguese and if any of you understood the lyrics you would understand that it’s a piece of shit track with no meaning what so ever and that dancer is just to strange». Muito grosso modo ficam identificadas as categorias mais expressivas da crítica destrutiva.  




Não sei se estou a cometer uma infracção ou a ser pouco ético, mas o perfil é público e até apela (num dos vídeos) a que os visitantes subscrevam o canal e metam muitos likes nos vídeos. De certa forma até estou a ajudar à popularidade do canal (pelo menos entre as 10 ou 11 pessoas que me lêem :-p)

Quem sabe se esta tipologia traçada muito genericamente até não é verdadeira para as muitas caixas de comentários espalhadas pelo mundo virtual a que a "Portugalidade" tem acesso. Isto também é Portugal (e agora até podia acabar com um fado bem disposto, mas não tenho tempo.)

terça-feira, março 12, 2019

Desejos

Gostava tanto de voltar a saber o que é alegria no trabalho. Não nasci mesmo para ser um carneiro manso. 

segunda-feira, março 11, 2019

Pensamentos Sensatos

When you do nothing you feel overwhelmed and powerless. But when you get involved you feel the sense of hope and accomplishment that comes from knowing you are working to make things better."

Maya Angelou

domingo, março 10, 2019

Caixas de comentários online

É com cada vez maior choque que vejo a quantidade de ódio que se destila online nas caixas de comentário. E as pessoas estão mais afoitas. Já existe uma quantidade muito razoável de gente que não se esconde atrás do anonimato. O que quer dizer que estão a perder cobardia (não a sua ignorância, torpeza ou fel). Todos nós temos direito a uma opinião, mas existe um equívoco profundo entre ter opinião e ser infame, entre ser frontal e agredir, entre ser assertivo e ser mal educado. De repente a ação verbal é tão mais comum quanto injustificada. O espaço público não é a sala da nossa casa ou a conversa de surdina com os entes próximos ou grupos de referência. Espalhar ódio não é justificável em momento algum. Ofender gratuitamente pessoas não é justificável em momento algum. Não somos os donos de isto tudo e acho trágico que pessoas sem nada de construtivo para dizer espalhem apenas sujidade no mundo virtual.  Não temos de expressar uma opinião sobre tudo. Há também um grande equívoco entre ter uma opinião e pensar coisas. Diz-se o que se pensa, o que vem à boca (ou ao dedo) apenas porque existe um espaço onde o que pensamos pode estar visível. Isto merecia uma análise causal elaborada, que necessitaria de mais tempo do que aquele que estou disposto a dispender. A questão assenta no perceber quando somos importantes ou de importância. Há muita gente a pensar que é muito mais do que aquilo que é ou representa no quadro global das coisas. 

Capitã Marvel

É mais um filme de super-heróis. A fórmula é idêntica à dos restantes, mas vale a pena falar do que é diferente. Por um lado o revivalismo da estética dos filmes dos anos 70 e 80 (com a devida actualização claro) e por outro, talvez em virtude do tempo em que vivemos e de movimentos como o #metoo, fazer de uma mulher o herói mais poderoso do universo. Nos livros de quadradinhos originais, ela não era de todo a heroína mais poderosa e, inclusive, viu os seus poderes serem roubados pela Vampira dos X-Men. Mas lá está, estamos em 2019 e que seja algum presságio de poder devolvido às mulheres. Entretém e tem alguns momentos interessantes.

14/20

Se Esta Rua Falasse

O novo filme de Barry Jenkins está, para mim, longe da qualidade do primeiro (Moonlight) onde tudo bateu certo. O forte do filme é a história de racismo e preconceito em que se baseia o argumento. O poder do mesmo é saber que esta história é um espelho de milhares de histórias que aconteceram nos Estados Unidas da América durante décadas e que, com menor intensidade, continuam a acontecer.  É também de certa forma um ensaio sobre a crueldade do homem branco. Posto isto, o filme fala de um homem negro condenado injustamente à prisão e dos esforços da namorada (prestes a ser mãe do filho dele) para o libertar. Não sei se precisava de dois actores principais mais fortes, mas o filme consegue o seu objectivo (creio) deixar um enorme amargo de boca pelos crimes cometidos contra a comunidade negra nos EUA. 

14/20

A favorita

Esta comédia dramática passada na corte da Rainha Ana de Inglaterra é mais um objeto raro do grego Yorgos Lanthimos que conseguiu "invadir" o circuito mainstream com resultados excelentes. Os textos são deliciosos e a direcção de atores também. A história em si é sobre um exercício de sobrevivência por parte de vários dos personagens, cada um com os seus motivos (mais ou menos obscuros). Os desempenhos das actrizes principais é estupendo e teve como resultado o merecido óscar ganho pela Olivia Colman. Não sendo um filme fácil, vale imenso a pena. Saí da sala com uma profunda sensação de tristeza provocada pela história. Não nos deixa indiferentes.

16/20

Alita: Anjo de Combate

Este filme de Robert Rodriguez (produzido por James Cameron) é mais um exercício pós-apocalíptico futurista com pretensão a franchise. E tem todos os ingrediente para ser bem sucedido, bons actores, toneladas de ação e excelentes efeitos especiais. É uma boa experiência visual e a história, apesar de simples e unidimensional, segue-se com agradabilidade. Venha o próximo tomo.

15/20

Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto

O último tomo desta fábula é uma forma magnífica de terminar a narrativa sobre a improvável amizade entre um rapaz por quem ninguém dá nada e um dragão. Não falta nada neste filme, há drama, comédia, fantasia, sabedoria e crescimento. Gostei muito.

17/20

Boy Erased

Não sei quando é que este filme vai estrear em Portugal, mas é sem dúvida um filme importante sobre a realidade aterradora das casas evangélicas de conversão de jovens homossexuais (em heterossexuais) nos Estados Unidos. Não é uma história do passado, é uma realidade contemporânea que deveria ser erradicada. 

O filme resulta da história autobiográfica de um filho de um pastor evangélico que foi colocado numa destas casas quando revelou aos pais ser homossexual. A solução para não perder a família foi aceitar participar num destes programas de terapia de conversão.  É chocante e tocante. Depois de ter saído (ou ter sido salvo pela mãe), Garrard Conley tem dedicado a sua vida para criar visibilidade para este atentado aos direitos dos jovens homossexuais (que por vezes recorrem ao suicídio) que são obrigados a frequentar estes programas. 

16/20

Can you ever forgive me?

Não sei sequer se este filme vai estrear em Portugal, mas é certo que a Melissa McCarthy mereceu totalmente a sua nomeação para óscar pela personificação da escritora Lee Israel que sobreviveu à decadência da sua carreira através de um esquema de falsificações de cartas de atores e atrizes famosas. O filme em si é um biopic fiel à autobiografia da escritora. Não é um filme vistoso porque é uma história feia sobre factos feios, mas está muito bem filmado e representado. A ver.

16/20

Crazy Rich Asians

É mais uma versão da história da Cinderella, ou seja, menina pobre conhece e apaixona-se por menino rico sem saber e a família do menino rico não aceita a menina pobre. Onde o filme ganha ponto é no facto de a história se basear no universo/estereótipos dos chineses milionários em Singapura. Merece, em algumas situações, gargalhadas sentidas e ainda tem o mérito de piscar o olho à alta costura e ao mundo do luxo. É uma história com nada de novo no seu âmago, mas contada de forma original graças ao universo de referência.

14/20

sábado, março 09, 2019

A Possessão de Hannah Grace

Diria que a montanha pariu um rato. É tão assustador como um açucareiro...vá, um açucareiro cheio de formigas. Talvez seja bom para apreciadores do género, mas nunca na realidade arrancou como deve de ser. E o argumento tem tantos buracos como um queijo suíço.

10/20


Smallfoot - Uma aventura gelada

Um mimo de filme. Às vezes penso que estes "feel good movies" não terão muito a acrescentar para lá de entretenimento familiar, não obstante, este filme teve alguns contornos bastante profundos e filosóficos sobre os instintos de sobrevivência e os efeitos das "não verdades" que não têm de necessariamente ser uma mentira e que por essa mesma razão são"branqueadas". Há aspectos muito enternecedores e outros bastante realistas e extrapoláveis para a nossa vida de todos os dias. Por isso mesmo foi uma alegria ver este filme. Acrescentou-me mais do que um simples entretenimento numa viagem de avião (já mencionei que detesto andar de avião?).

16/20

Beautiful Boy

Com tanto "hype" à volta deste filme, aproveitei uma viagem de avião para o ver. Para ser sincero não fiquei deslumbrado. Não que os atores até não estejam bem, mas a história (que ainda por cima é verídica) não me cativou. Talvez o problema seja meu, uma vez que tenho alguns anticorpos a histórias de dependência passadas ao cinema. Depois de um Trainspotting, tudo parece meio meh... Para quem gosta de este tipo de drama familiar valerá a pena.

Não obstante temos de dar um "high five" ao Steve Carell que esteve muito confortável num papel dramático, o que à partida não seria a sua praia. 

13/20

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

A minha última descoberta musical (gosto tanto delaaaaa)



Jorja Smith - Don't watch me cry

(Pedi ao Torres o CD dela e já o tenho)

Tanto para actualizar neste blog e tão pouco tempo

Silvestreeeeeeeeeeeeeeeeeeeee que te tenho abandonado meu querido. Voltarei (não como a Dora, mas quase).

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Vingança a Sangue frio

Pelo trailer achei que iria ver um filme dramático com um forte pendor de acção e não um filme  de acção que é um drama na execução. A história tem tudo para dar certo, mas depois um conjunto de personagens muito secundárias sem nexo, cenas de acção que nunca chegam a "rebentar", algumas justificações de argumento só porque sim, tornam o filme um bocadinho insosso. Nem doce nem salgado, nem quente nem frio, etc. É tudo um pouco em lume brando e sem grande sabor.

Há algumas tentativas de humor negro (ao estilo de Tarantino) que também nunca concretizam muito bem, mas a cena final sim. 1 minuto antes do filme acabar. Riso. 


12/20


quarta-feira, janeiro 30, 2019

Green Book - Um guia para a vida

Este filme é uma dramatização da relação acidental entre o músico Don Shirley e Tony "Lip" Vallelonga, um guarda-costas de ascendência italiana que trabalhava no Copacabana Club. Estamos na época alta do segregação nos EUA e o primeiro contrata o segundo para ser seu motorista e guarda-costas na digressão que vai fazer pelos estados do sul. É uma biopic feito com cuidado e legítimo - de acordo com biógrafos oficiais.

A história é isso mesmo, passada e documentada, mas para nós expectadores creio que é uma lição de vida sobre humanização, sobre estabelecer pontes, sobre fazer do impossível possível quando ousamos pisar em território desconhecido. É uma bonita história de amizade, um triste (mas necessário) testemunho do racismo e uma visão positiva e bem disposta do que um homem pode ser quando se ultrapassa. Gostei muito.


17/20

Um homem já não pode mexer na braguilha?

Tenho uma colega que é, no mínimo, inconveniente. É daquelas pessoas que aparece sempre para se meter na conversa alheia porque está a ouvir tudo ou então a fazer reparos tontos sobre um aspectro físico. Hoje a sair da casa de banho ainda a apertar as braguilha, fui brindado com a pergunta «Então? O que é que se passa aí?» Desnecessário, no mínimo. 

sexta-feira, janeiro 25, 2019

Festival da Canção 2019

Estive a ouvir de manhã as músicas que estão a concurso e achei tudo um bocadinho mais do mesmo. Há uma falta de espetacularidade por parte dos portugueses que me deixa incomodado. Uma enorme falta e esforço para atingir um objectivo. O festival é o cliente, então a pergunta devia ser "que ritmos fariam uma música de qualidade que tem oportunidade de ganhar o festival com as suas condicionantes?". 

No ano do Salvador tivemos muita sorte. A Luísa a fazer o que faz sempre produziu uma coisa bonita, um acto de pop intemporal (português suave adaptado ao século XXI). Este ano há umas quantas música que se destacam na minha opinião e o resto podiam ser encaixotado na categoria "música portuguesa do costume", as vozes do costume e as melodias do costume da música ligeira contemporânea em Portugal. 

Aquelas que me encheram o ouvido foram: A dois (dos Calema), Telemóveis (Conan Osíris), Igual a Ti (NBC) e Pugna (Surma). 

A música dos Calema e do NBC são orelhudas, comerciais, pop regular contemporâneo, do que se vê nas tabelas de vendas. é pelo menos actual e cosmopolita (estrangeiros conseguem relacionar-se com as melodias porque estão habituados a elas). Já o Conan Osíris e a Surma oferecem dois objectos diferentes e intrigantes. São sem dúvida os meus favoritos porque são originais. Contudo, o primeiro faz-me sentir a Portugalidade tal como ela é (não aquela coisa fadista ou de alma que fica bem para nos vender lá fora como tranquilos e/ou deprimidos), mas sim a diversidade, o "melting pot" de culturas que desenbocarm neste canto ocidental da Europa desde os descobrimentos. O Conan Osíris, faz-me sentir Portugal na sua canção e uma nova geração muito metafórica nas palavras, que usa o curriqueiro (telemóveis) para expressar um sentimento não corriqueiro. O Andy Warhol fez também isto no passado, mas com a arte visual. 

Conan Osíris é estranho, mas pelo menos é fresco e original. Ah, e é português. Português contemporâneo e real. Ele é tão 2020. 


quinta-feira, janeiro 24, 2019

Nesta altura é que o muro americano deveria ter sido construído


Maria, Rainha dos Escoceses

Este filme é amargo, é claustrofóbico e não há nada a fazer quanto a um final infeliz. É o problema dos dramas históricos (também já sabíamos que o Titanic ia ao fundo no final). Creio que hoje tendemos a esquecer que em séculos passados a vida das mulheres era ainda mais complicada do que hoje. E em países com monarquias instáveis (por via das legitimidades de parentesco) como era o caso da Inglaterra e da Escócia, o poder era mantido com base na força, na intriga e na conspiração. Maria, foi uma vítima de circusntâncias infelizes e de uma corte dominada por homens, sem nenhuma que fosse seu protetor. Se a isto juntarmos movimentos religiosos da época entre prostestantes e católicos, temos a permanência de uma espada sobre a cabeça desta infeliz Rainha que finalmente acabou por cair. Enquanto Elizabeth foi tida como a Rainha Virgem, Maria foi tida como a Rainha Meretriz, um título que foi injusto. Entre a manipulação e as más decisões, Maria perdeu-se para sempre.

À parte da história e aqui com recurso a alguns artifícios narrativos, o filme procura trazer à tona o que significava ser mulher, e os eventuais sentimentos de fraternidade que poderiam existir entre mulheres na época. Apenas uma rainha solitário pderia compreender outra rainha na mesma situação. Se fosse protestante. Talvez o destino da Rainha dos escoceses pudesse ter sido diferente.  

16/20
 

Glass

O último filme da trilogia de M. Night Shyamalan começada com o protegido não é um mau final e deixa em aberto a possibilidade de poder haver uma sequela. De certa forma sinto que o realizador se tornou numa espécie de "Paulo Coelho do cinema", com histórias sobre superação pessoa, sobre o potencial humano e da vontade humana: A crítica não tem sido estupenda, mas não acho que esteja mal. Vê-se bem e levanta algumas questões engraçadas do ponto de vista existencial.  


14/20

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Ou nadas ou afundas

«Ou nadas ou afundas» é uma comédia dramática que tem um título bastante feliz em português. É quase como uma metáfora para a vida. Um grupo de homens de meia idade com problemas diversos encontram o seu momento "divã de psicanálise" num grupo de natação sincronizada masculina. O filme é bastante previsível, mas não deixa por isso de ser um "feelgood movie" e há momentos que surpreendem na apresentação das diferentes camadas dos personagens. Às vezes uma pessoa só precisa de se sentir importante para alguém que importa. 

14/20

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Chamem-me popular, mas...

Prefiro ter um Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, do que 100 Presidentes Aníbal Cavaco Silva. O mal dos portugueses é serem (em geral) pessoas pequeninas e cinzentas. Um "certo colorido" não é sinónimo de falta de competência. Politicamente e juridicamnete temos o Presidente mais bem preparado da nossa história. 

O Mistério de Silver Lake

O primeiro filme do ano foi um enorme BLHAC. Detesto filmes em que não fazem absolutamente sentido nenhum (no mau sentido). Alguém quis escrever um filme "neo noir" e falhou redondamente. Dizme que é uma comédia de suspense. O supense ok, aceito que esteja lá. A comédia, nem por sombras. Lembrar-me que vi este filme é daquelas alturas em que o arrependimento atinge. 

8/20

terça-feira, janeiro 08, 2019

Luis Filipe Vieira e Cristina Ferreira

Apesar de ser benfiquista nunca simpatizei com o Luís Filipe Vieira. Graças à curiosidade de ver o primeiro programa da Cristina Ferreira (culpem o hype à volta do assunto), acabei por ver uma grande entrevista (por parte dela) e ainda ter uma imagem bem diferente do Presidente do Benfica. Não há dúvida de que as pessoas são como cebolas e apenas temos a percepção social de algumas. Gostei de o conhecer e se isto continua a assim, todos os dias quando chegar a casa volto para trás com a Box para ver quem foi o grande entrevistado. 

Gosto da Cristina Ferreira (tenho vindo a gostar porque aprecio gente trabalhadora e que fala sem tabus) e gosto bem mais do Luís Filipe Vieira. E é isto. Que me façam gostar de muita gente. :) 




quarta-feira, janeiro 02, 2019

Frases que mais gostei em 2018

- Podia embrulhar milhares de presentes no teu papel de vítima.

- O sexo é como a comida. Todos a podem fazer, mas nem todos a sabem fazer saborosa.