terça-feira, dezembro 10, 2019

R.I.P Marie Fredriksson... it was a Joyride!

Conheci os Roxette em 1988. Não era o fã mais ferrenho, mas adorava a voz da Marie e gostava bastante das baladas dos Roxette. Lamento que a Marie tenha desaparecido tão jovem, mas teve uma vida cheia de grandes momentos e há que celebrar isso. Abaixo deixo as três músicas que mais gosto dos Roxette em jeito de obrigado.








segunda-feira, dezembro 09, 2019

Knives Out

Ora aqui está um filme bastante interessante. Embora eu já o esperasse interessante, não é um jogo de Cluedo adaptado ao cinema (como eu pensava). Conseguiu escapar a ser uma versão cinéfila do jogo e oferecer-nos algumas personagens (não todas) com uma forte densidade dramática. Há alguns actores que se destacam: Ana de Armas, Christopher Plummer, Chris Evans e (pasme-se) Don Johnson. O filme está muito bem feito, é um policial de mistério que prende a atenção em todos os momentos, e no início do mesmo há uma mensagem do realizador a pedir que não contemos nada a ninguém sobre o desenlace. Acho que vale muito a pena ver.

16/20

O Miguel Sousa Tavares consegue ser uma total besta, por vezes...

Como eu não o tomo por burro, suponho que ele seja apenas intelectualmente desonesto em variados casos e variadas comparações que faz. Ele, seguramente, sofre de um certo síndrome de superiodade, mas isso não implica que tenha de recorrer a certos artifícios intelectuais para dizer algo que possa ser categorizado como "fresco" ou "relevante". Bom, pelo menos é intelctual. De forma mais ou menos honesta, pelo menos pensa (é o que de positivo tenho a dizer).




quinta-feira, dezembro 05, 2019

Everything I wanted


Talvez a canção da Billie Eilish que mais gosto. Há uma vulnerabilidade que me toca. Deve ser da idade, malta mais jovem diz apenas que a música é fixe e está a andar.

Anjos de Charlie

Não é bom, mas (vá) também não é tão mau como pensava. É assim...engraçadinho. Muito girl power para gente jovem e é mais ou menos isso. Tem bastante ação. Tem umas piadas giras, umas tentativas de drama a cumprir a receita do género. Se tivesse tido êxito q.b. o próximo até seria melhor, sem dúvida.

12/20

quarta-feira, dezembro 04, 2019

Coisas "super na moda" no fim de 2019

- Pulseiras feitas de Dióxido de Carbono
- Roupas fotossintéticas
- Odiar a Greta Thunberg

NB. Não necessariamente por esta ordem.
NBB. Não sigo modas. 

Musiquinha fixe.



Descobri na semana passada Two Feet (o nome artístico de Zachary Dess) e achei um projecto bastante interessante. É assim uma espécie de blues electrónico cruzado com cantautor. Acho que ainda é uma ideia a acontecer, mas assim tenha um álbum vai ser muito bom. Intuições.

Marylin Monroe e Ella Fitzgerald

Marylin Monroe era uma admiradora da voz de Ella Fitzgerald que, contra si, tinha o facto de ter a pele negra, ter excesso de peso e não ser muito atraente. Por estas razões estava relegada a cantar em pequenas salas de segunda linha. Em 1955 Marylin Monroe convenceu o proprietário do Mocambo Night Club (o night club do momento nos EUA) a contratar a Ella por uma semana. Se o fizesse ela, Marylin, comprometia-se a estar sempre na primeira mesa, trazer publicidade ao local e ainda encher a sala no dia da estreia com celebridades como Frank Sinatra ou Judy Garland. Ele assim o fez e Marylin cumpriu com a sua parte, tendo dado a oportunidade a Ella de ser a primeira cantora de Jazz a frequentar as melhores salas do país, como a Venetian Room do Fairmont Hotel em São Francisco.

Frozen 2: O Reino do Gelo

Que desilusão. Vê-se porque queremos rever as queridas personagens do primeiro tomo. Mas o argumento espremido dá em muito pouco. Nada épico, nada de novo, menos que antes. Podiam ter feito esta história bem melhor.

11/20

quinta-feira, novembro 28, 2019

Alguns "politicamente correctos" deviam ser banidos para sempre

Se há coisa que me irrita é uma pessoa que mal me conhece (e com quem falei duas vezes) dizer que vai sentr muito a minha falta num evento onde não vou estar presente e por si organizado. Isto devia ser abolido. Bastava dizer "Registado. Obrigado".

terça-feira, novembro 26, 2019

Joacine a Inabalável

Não nutro um aparticular simpatia pela Joacine, mas não acho que ela sofra de arrogância per se. A Joacine é, para mim, uma daquelas pessoas que sofreu, que foi enxovalhada por pertencer a franjas desfavorecidas da nossa sociedade (e aqui entra ser mulher, negra, gaga) e que por isso está sempre com os punhos em pé pronta a lutar e um "olá como estás?" se não for dado com o olhar certo e com a voz certa já é entendido como um ataque. Acho-a uma mulher brilhante, com belíssimas convicções, que identificou uma quantidade de questão muito relevantes para uma efectiva igualdada cidadã em Portugal. Contudo, este modo de auto-defesa activa em que está sempre (faz-me lembrar o Estado de Israel) torna-a do ponto de vista da imagem pública, aborrecida. Falta-lhe de inteligência emocional para se gerir. Um aborrecimento. E do Livre nem falo (parecem putos da primária). 

Estava super entusiasmado com esta presença no Parlamento, novas ideias e as da Joacine eram "Wow" para mim. Mas já não tenho pachorra. Joacine e Livre aborrecem-me profundamente. 

Sócrates o Sem-vergonha

Quando o José Sócrates fala parece um número de stand up comedy, dos bons, porque só dá vontade de rir.

sexta-feira, novembro 22, 2019

Gosto da nova encarnação do Harry Styles

Para mim os One Direction eram apenas um grupo de rapazes fabricado para vender milhões de discos a meninas pré-pubescentes. Separaram-se e o primeiro disco de cada um deles não foi exactamente uma maravilha, apesar do primeiro single do Zayn ser estupendo (depois acabou porque ele tem o carisma de uma couve roxa apesar da brilhante voz). 

O Harry mostrou que estava ali qualquer coisa a formar-se no primeiro álbum, meio inspirada pelos anos 70, metade de algo. As duas ofertas da sua nova encarnação de Bowie moderno em regime Big Band, está a surpreender-me e a nova música Watermelon Sugar até me faz sentir que estou nos trópicos numa noite de verão (em vez desta chuva rafeira em lisboa). Se for tudo assim no novo álbum, acho que o Harry se tornou um homem e eu estou a bordo. 



Watermelon Sugar - Harry Styles

segunda-feira, novembro 11, 2019

Lovely song



Lovely - Billie Eilish & Khalid

Sim, acho a Pink uma fonte de inspiração.

People's Choice Awards Speech

“I know that one person can make a difference, You feel like you don’t matter? Feel like your life doesn’t matter? Get involved. You can’t tell me, Martin Luther King Jr., Rosa Parks, Nelson Mandela, Gloria Steinem, Anita Hill, Ruth Bader Ginsburg, Malala Yousafzai, Greta Thunberg  … Tell me one person can’t make a difference.”
“There is so much to be done. I don’t care about your politics, I care about your kids. I care about decency and humanity and kindness. Kindness today is an act of rebellion. There are people who don’t have what you have, help them get it. There is a planet that needs help, it feels good to help. Stop fighting each other and help each other. Get together with your friends and change the fucking world.”
by Pink.



Acharam a minha mota antiga

E eu, de certa forma, preferia que não o tivessem feito.  No meu imaginário ela tinha sido desfeita e vendida para peça, o que de certa maneira (apesar do roubo) é um final digno. Não foi. Foi roubada para dar umas voltas e quando acabou a gasolina foi vandalizada ao ponto de eu inicialmente não conseguir reconhecer a minha própria mota de 5 anos. Pura violência gratuita. Lá se foi o meu imaginário com um final digno. 


Doutor Sono

A sequela do Shinning prometia imenso, mas já descobri porque é que lhe chamaram Doutor Sono, é que corremos o risco de adormecer em partes. Parece mais um loooooogo episódio de uma série de televisão sobre questões paranormais. Não é muito emocionante, não é muito assustador, não é muito dramático, não é muito cómico... é assim morninho (a atirar para o frio).

11/20

Cs Camarões Brilhantes

Quis ir ver o filme porque precisava de rir um bocadinho, apesar de estar à espera de um filme óbvio c com um final previsível. Tenho a dizer que o filme é melhor do que eu pensava, talvez por trocar um bocadinho as voltas relativamente ao que esperamos de um "feel good movie". Não é uma obra prima da sétima arte, mas é de facto um filme divertido e tem alguns pontos interessantes para fazer pensar a população em geral sobre as questões LGBT e a sua história.

14/20

quinta-feira, novembro 07, 2019

Isto é muito bom


O que faz ter um Airbnb com Netflix

Tive a oportunidade de ver de fio a pavio a série Pose, que este ano ganhou a melhor série dramática nos Emmy Awards. Este série é bastante inovadora por se centrar na comunidade transsexual e homossexual (negra e latina) no final dos anos 80. A série conta com cinco actrizes principais que são transsexuais, o que nunca aconteceu. É bastante interessante e foi melhorando desde o episódio piloto até ao final. É cómica é dramática e mostra de forma despudorada o amor entre dois homens, entre mulheres, entre transsexuais. Fala muito de amor e de gente real. Estou com muita vontade de ver a segunda temporada.
 

quarta-feira, novembro 06, 2019

Bilbau tem mais encanto

Estive em Bilbau há 10 anos e não se compara nada com a cidade que experienciei agora. Muito limpa bonita, arranjada, cheia de locais culturais e cafés e restaurantes giros. Uma cidade verdadeiramente virada para o usofruto das pessoas. Aproveitei para dar umas voltas pelos arredores (outras cidades e aldeias) e tenho a dizer que o País Vasco é bastante bonito. O contraste entre as montanhas e as rias, assim com a arquitectura dão-lhe um toque muito especial. Fui até Bayonne que não conhecia (o lado francês do País Vasco) e gostei imenso. Foi um belo passeio.  

Ser notícia no Correio da Manhã

É o que dar estar dentro do avião que chocou contra uma águia quando estava descolar em Bilbau. E no aroporto nem nos disseram que pássaro era, mas o Correio da Manhã descobre sempre tudo o que é importante (not). :-p

quinta-feira, outubro 24, 2019

Nova mota

Desembolso 3600 euros e segunda feira dia 4 de Novembro tenho uma mota nova à minha espera. Vamos lá ver se esta me dura mais que 5 anos. Vai-se a Liberty vem a Medley.

A boa gestão policial.

Dar queixa do roubo de uma mota demora cerca de 20 minutos. Estive 3h à espera para ser atendido. A pessoa que estava à minha frente era um caso de extravio de cheques e aquilo tinha ramificações graves. Podiam ter-me dito que demorava ou para voltar mais tarde. Nada disso. Depois do tempo de espera, o agente diz-me que tem fome e que é melhor eu voltar dali a 1h ou então no outro dia de manhã. E eu voltei lá no outro dia de manhã. E é isto. 

terça-feira, outubro 22, 2019

Estará o mercúrio retrógado?

Fui verificar e afinal o Mercúrio não está retrógado, o que é assustador porque com tanta porcaria que me está a acontecer antes de ele entrar nessa fase, nem quero imaginar o que pode ser a seguir. Para além de alguns problemas domésticos,  de ter perdido duas oportunidades de trabalho que eu considerava estupendas, hoje de manhã, ainda me roubaram a mota. Sim, deixei a mota sem cadeado esta noite, mas o mundo deveria se um bcadinho melhor do que aquilo que é. Parece que a fase de desencanto, de que já falei aqui, está para durar e adensar. 

Maléfica: Mestre do Mal

Não sei muito bem o que dizer. O filme vê-se bem, continua a ter toda a dimensão do encanto do primeiro, mas com alguns personagens que convencem pouco, como o Príncipe, a mãe do Príncipe, o renegado das fadas. Fora isto ainda há umas certa incongruências o ferro que mata, mas no final, quando estão todos amigos, já há abraços a pessoas com armaduras de ferro. As crianças vão adorar. Os visuais são bastante interessantes, mas para mim foi um bocadito curto.


13/20

quinta-feira, outubro 17, 2019

Índice Médio de Felicidade

Li este livro em dois dias. Já tinha Lido «Deixem Falar as Pedras» do mesmo autor e não tinha ficado exactamente arrebatado. Mas confesso que, desta vez, o David Machado me arrebatou completamente. Acho que nunca tinha lido uma história com uma espiral de desespero tão potente, que ao mesmo tempo fosse uma fábula da importãncia da esperança. É quase como provar um argumento pelo seu inverso. Achei bastante engenhoso a forma de contar a história através de um diálogo sem lugar, mas firme, que no final revela o seu centro geográfico. Gostei mesmo muito deste livro. Bravo.

Parasitas

Foi um dos filmes que mais gostei este ano. É uma crítíca ao status quo da Coreia do Sul, mas que penso ser relevante em qualquer sociedade de estilo ocidental. O filme é emocionalemnte duro, se bem que nos é apresentado satíricamente como uma comédia que se vai tornando, progressivamente, mais negra à medida que entramos no campo das motivações de cada um dos personagens. O que parece ser um divertido acto de parasitação na busca de uma vida melhor e do sonho de ser socialmente e economicamente estável (por parte de uma família em que pais e filhos se encontram desempregados), acaba por assumir contornos crus que vêm do âmago da realidade "real" de cada um dos personagens.

17/20

Guerra das correntes

É sempre bom ver o Benedict Cumberbatch a actuar e por essa razão fui ver o filme que mostra os primeiros dias da corrente eléctrica pelas mãos de Thomas Edison e George Westinghouse. São sempre interessantes filmes sobre épocas históricas tão significativas para o mundo actual e que já ninguém se lembra. Acho que serve para nos colocar de novo os pés na terra. Do ponto de vista dramático o filme poderia ter ido um pouco mais longe. Senti os personagens pouco trabalhados do ponto de vista da intensidade, e alguns aspectos poderiam ter sido mais explorados. Não obstante, o filme entretem.

14/20

      

sexta-feira, outubro 11, 2019

Estou numa fase de um certo desencanto

No rescaldo das eleições, de coisas que, cada vez mais vejo, online, de comportamentos dentro de organizações como a minha (mas vou a ver e as restantes funcionam de forma bastante idêntica) estou numa fase de desencanto. É tudo muito fragmentado e fora disto as pessoas têm cada vez menos foco e cada vez menos palavra perante o potencial de uma coisa nova. A estabilidade é cada vez menor, porque o compromisso obriga a perder (potencialmente) algo que ainda pode aparecer. Não sei muito bem como se vai dar a volta a isto. Parece que vamos de vento em popa no caminho do retrocesso civilizacional  e a nova Era poderá ser apenas o resultado de batermos no fundo. O meu medo são as consequências do processo. Será recuperável? 

quinta-feira, outubro 10, 2019

quarta-feira, outubro 09, 2019

Quando estamos constipados

A nossa tolerância é infinitamente menor. A minha pelo menos é.

Tenho saudades

Do tempo em que os disparates morriam na boca de quem os dizia e não se propagavam, de forma viral, através da Internet. 

terça-feira, outubro 08, 2019

Não vos acontece?

Às vezes não me apetece nada entrar em discussões com pessoas que não querem escutar outro ponto de vista que não o seu. Há pessoas que considero mesmo limitadas (o que por vezes nem é culpa sua) e outras que considero profundamente estúpidas. Eu respeito quem votou no CHEGA, cada um tem direito à sua opinião, mas não tentem arranjar desculpas mal informadas ou intelectualmente desonestas. Prefiro que me digam, estou zangado com tudo, não acredito em nada e quero que um gajo como o André Ventura pegue fogo ao Parlamento e obrigue a discussões muito mais participadas. Nem a direita nem a esquerda são más. Há é pessoas de merda que fazem com que partidos ou governos sejam uma merda equivalente.  O comunismo falhou porque as pessoas são, em geral, uma merda. As ditaduras de esquerda ou de direita acontecem por isso mesmo. Pessoas de merda. Só atos de raiva contra o sistema, podem levar à população a votar em pessoas de merda e programas de merda, que não respeitam minimamente os direitos humanos fundamentais. Até acho as medidas do CHEGA para o ambiente muito interessantes, mas o que faz às pessoas que não forem católicas, brancas e heterossexuais é muito mau.

Gostava de ter alguma paciência para mostrar às pessoas limitadas que estão erradas quando invocam certos argumentos, mas nunca sei se é um limitado se é um estúpido. Então, espero apenas que não reajam de forma beruta a críticas (como tenho visto) e a ofender toda a gente quando são apanhados contra a parade com argumentos indefensáveis. Se votaram assumam que são fascistas, não andem aqui a ter o melhor dos dois mundos. Isso não acontece na vida real. 

sexta-feira, outubro 04, 2019

Joker

É complicado falar sobre este filme porque o achei muito perturbador. É violento e emocionalmente violento, mas um muito bom filme erigido em torno da construção de um personagem que acaba por ser o próprio filme. Tudo o resto é periférico, não obstante essencial, como causa ou consequência da evolução dessa mesma personagem que culmina no Joker. O filme é desconfortavel de ver, mas é injusta a controvérsia que está a abater-se sobre ele. A arte de uma época é um retrato da sociedade e não o contrário. Reconheci muitos dos problemas das sociedades ocidentais contemporâneas neste filme e talvez, por isso, venha daí o brutal desconforto de saber que podemos produzir "Jokers" em massa.  

Joaquin Phoenix está magistral, a banda sonora é magistral, a fotografia é magistral, a cenografia é magistral. Tudo é o processo de construção do Joker. O Todd Phillips acertou em tudo. Lamento apenas se não for dado reconhecimento suficiente ao filme por, injustamente, ser acusado de fomentar a violência que lhe deu origem. Acho que foi o melhor filme que vi este ano. Muito desconfortável de ver, mas muito bom.

18/20 

quinta-feira, outubro 03, 2019

Para não me esquecer

Que no dia de hoje acertei mesmo na roupa. Sempre que passo em frente a um espelho sinto-me vergonhosamente giro. As famosas calças aos quadrados. 

Ad Astra

Um filme de ficção científica com um Brad Pitt em modo reflexivo e um personagem em busca de si próprio. A solidão é o lugar mais vazio que se pode habitar, mesmo quando estamos rodeados de um núcleo de gente que não o consegue preencher. O personagem faz esse caminho no vazio do espaço, à procura da fonte da sua incapacidade de sentir. 

Há uma certa poesia no filme, alguns momentos (poucos) de acção e muita reflexividade o que parece ser uma constante em filmes sobre o espaço e a progressão no infinito ao nosso redor. No final há uma mensagem interessante. O filme consegue ser isso, interessante. 

15/20

quarta-feira, outubro 02, 2019

segunda-feira, setembro 30, 2019

Globos de Ouro da SIC

Nunca achei muita graça aos Globos de Ouro e prémios em versão poucochinha, mas os de ontem merecem-me um comentário.  A Cristina Ferreira disse que «quis receber o prémio porque é justo» e a Portugalidade ofendeu-se. Se há coisa que eu gosto são pessoas que sabem o seu valor e sem falsas modéstias. Ela tem um valor brutal (tanto que até dá para o Cláudio Ramos andar a reboque) e merece a distinção que recebeu e cada cêntimo do seu enorme ordenado (e até dá bem mais que isso a ganhar à SIC). 

Dito isto e achando que Cristina Ferreira foi mesmo a personalidade deste ano (ela mudou o panorama da televisão portuguesa em 6 meses). Não gostei muito da apresentação dela. O que eu mais prezo na Cristina é a espontaneidade e isso não se coaduna com a leitura de telepontos e encenação. Logo, foi uma apresentação com um brilho contido. Outra pessoa mais solene, seria mais adequada a este papel. 

Dizia o António Variações

«Muda de vida, não podes viver contrafeito». É uma verdade, mas a realidade não é tão linear, mesmo estando constantemente a criar oportunidades. Às vezes era tão bom que a vida mudasse apenas com uma canção. 

Downton Abbey

Para os fãs da série, este filme vem trazer alguma luz a diferentes personagens que tinham ficado "menos bem" servidos no final da série. A visita dos reis de Inglaterra a Downton Abbey serve de pano de fundo a mais uma dose de intriga e de elegância (bafejados de bom humor) bem ao estilo do que estavamos habituados, sendo que a personagem da Maggie Smith sobe ainda mais um nível na sua irreverência. É adorável.

16/20 

Ousadas e Golpistas

O filme é melhor do que teoricamente pensei que fosse. É um excelente veículo para a Jennifer Lopez  mostrar "star power" e que os 50 são os novos 30.  É uma narrativa interessante, baseada numa história verídica, que vale a pena ver enquanto narrativa de sobrevivência que dá para o torto. Acho que precisava apenas de mais atenção à ligação entre as duas personagens principais. Não é mau, o que é muito bom.

15/20

sexta-feira, setembro 27, 2019

Dor e Glória

Pedro Almodovar é para mim um realizador fetiche. Tenho de ver tudo tudo o que ele produz e faço-o sempre com o maior prazer porque o universo dele é fascinante, contudo, não considero que nos últimos 10 anos ele tenha estado no seu melhor com a expecção do excelente «A pele que habito» (que é aliás uns dos meus filmes favoritos da sua filmografia).

Este Dor e Glória, tem uma certa poesia, uma certa nostalgia e uma certa dose de auto-reflexão, em que o realizador se pensa a si mesmo. Não posso dizer que tenha sentido que alguma das personagens do filme fosse marcante com a excepção da mãe do personagem principal. Há um reviravolta no final que faz com que um filme, até ali, mediano, ganhe outra cor. O tal filme dentro do filme. Mas mesmo assim pedia mais. Não obstante, há momentos muito bonitos e a Penélope Cruz é sempre maravilhosa em espanhol.

14/20 

segunda-feira, setembro 23, 2019

Bingo!


Anna - Assassina Profissional

Não achei o «Lucy» nada de especial, mas gosto do universo do Luc Besson, o que me leva a ver os seus filmes invariavelmente.  Este Anna é bastante interessante porque remete para os velhos filmes de espionagem tentando, contudo, ter um certo ar Pop. Talvez já estejam um pouco vistas, as narrativas que  assentam em analepses para dar estrutura e resolver o argumento, mas no caso gostei e não se tornou aborrecido. Há sempre um elemento de surpresa, quando vem uma analepse. Não sei se temos na Sasha Luss uma actriz em ascenção, mas no global temos um filme competente que distrai e que ainda toca ao de leve na complexidade humana. Ah, tem a Helen Mirren que é sempre um prazer ver.

15/20

terça-feira, setembro 17, 2019

Recomeços

As relações não são lineares e com duas pessoas que são bastante diferentes no seu modo de ser e de estar sentem-se ainda mais as curvas, contracurvas e, às vezes até, os 'loopings'. Não obstante, as relações são uma escolha e, por isso mesmo, há que as fazer funcionar, para isso necessitando de respirar, encerrar a narrativa de um capítulo, reorganizar e começar um novo. Quando reorganizarmos, optimizamos. É quase como fazer uma desfragmentação do Disco Rígido do nosso PC. A comunicação fica fluida, os processos rápidos e, de repente, tudo volta a parecer promissor. E ficamos felizes com a escolha de estar dentro e de fazer funcionar. 

Finalmente

Comprei um fato de banho que não é liso. Vamos ver como me saio com palmeiras por todo o lado.

Ma

Supostamente é um filme de terror. Tem a Octavia Spencer, tem o Luke Evans, tem a Allison Janney e tem a Juliette Lewis. Assim de repente tudo deveria correr bem, mas não percebo como estes actores acabarm num filme que acaba por ser uma espécie de comédia, porque o argumento faz pouco sentido e muitas das cenas são inacreditáveis. Se eu soubesse que era um filme a gozar com algo como o Sharknado que é suposto ser mau, talvez desse uma nota melhor.

10/20


segunda-feira, setembro 16, 2019

Assembleia nas Nações Unidas

Faço parte da comitiva Portuguesa de uma Assembleia Geral de uma instituição das Nações Unidas. Foi a minha primeira vez e, realmente, o que tenho a dizer é que o povo vive estúpido na sua ignorância (opcional) de não saber sobre o que se passa no mundo. Portugal é um país pequeno que pouco interessa, mas todos esses pequenos países que não interessam, juntos, são o mercado de todos os grandes e poderosos países. Juntos podíamos fazer algo. Eu estou estupefacto entre a troca e galhardetes entre o Irão e os Estados Unidos, e os apoios de "compadrio" entre países que para manter poder em determinadas situações se aliam ao pior, sem pestanejar. O mundo é feito de pessoas e somos mais nas sociedades civis que nos Governos. Apenas isto.
  

Blinded by the Light - O Poder da Música

Onde o filme Yesterday (inspirado na música dos Beatles) falhou redondamente, este filme triunfou brilhantemente numa homenagem à música de Bruce Springsteen enquanto pano de fundo para o "coming of age" de um rapaz paquistanês a crescer nos difíceis anos 80 em Inglaterra. Um filme cheio de significado, com um belo aproveitamento da música para estruturar a narrativa e a emoção do espectador. Não esperava sair tão contente do filme, que é inspirado na biografia de Sarfaz Manzoor. Aconselho


16/20

Rei Leão

Não consegui deixar de ir ver o Rei Leão, pois a ideia pareceu-me interessante e os cenários magníficos.  No fim de contas pode dizer-se que o filme cumpre. Claro que a magia do filme animado não pode ser reproduzida porque a obra já é sobejamente conhecida e quase que estamos à procura do Simba animado. Tive na realidade um grande problema - que encaro como um erro de casting, ou talvez não - a Beyoncé a fazer de Nala, não era a Nala, era a Beyoncé. Não havia personagem. Era a Beyoncé a falar por uma leoa. Acho que o trabalho de ator é fazer-nos ver apenas o personagem e ela não o conseguiu. em nenhum momento. Não obstante, é um filme agradável de se ver e, lógico, descontanto algumas incongruências que perdoamos nos filmes de animação, mas que num filme que pretende ser real, não se podem descurar. 

14/20


Variações

O filme é uma digan homenagem ao António Variações, esse visionário rapaz que teve o azar de nascer antes do tempo num (ainda mais) provinciano Portugal. Lembro-me muito bem de ser miúdo e de o ver aparecer nos programas do Júlio Isidro. Dou um bravo a tudo, mas não incluir o Júlio Isidro pareceu-me um erro incrível. O Sérgio Praia esteve estupendo e para além do seu desempenho, a época do início dos 80 está brilhantemente retratada.

16/20 (porque nã
o perdoo a falta do Júlio)

Assalto ao Poder

A primeira parte desta sequela, passada em Londres, conseguiu ser um bocadinho mais convincente. Não achei que o filme fosse grande coisa apesar da tecnologia que aplicou às cenas de acção. Diria que vi um Gerard Butler a envelhecer mal e até um Morgan Freeman que não gostei. Quando até o Morgan Freeman parece mal, está tudo dito.

11/20

quinta-feira, agosto 22, 2019

Pobre Brasil

Acho o Brasil um grande país. O potencial é imenso e tinha tudo para ser uma potencia mundial, não fosse o povo brasileiro que sofre do mesmo que quase todos os povos de países que foram colonizados por Europeus. Após o abandono do colonizador, o povo é deixado à mercê de si mesmo sem uma estrutura forte de cultura ou capacidade de gestão. Para piorar, em países tão ricos em recursos como o Brasil, a luta pelos benefícios provenientes desses recursos é enorme e sempre acesa. As grandes potências económicas tentando recolher o máximo do Brasil, sem grande oposição, historicamente têm apoia«ado para lugares de governação pessoas burras ou corruptas.

Não ajuda em nada que desde a inependência do colonizador, o povo tenha sido mantido "embrutecido" de forma a que quem está no poder possa melhor controlar os destinos da nação. Em tempos de democracia temos um povo pouco preparado para grandes decisões, mais emocional que racional. 

O Brasil está corrupto até ao osso, à esquerda e à direita, mas nas últimas eleições (à custa de muita desinformação e devido às trapalhadas feitas pelo PT de Lula) foi eleito Jair Bolsonaro, um homem da pior espécie moral, mas também um homem demagógico e pouco preparado para a governação. O que se tem passado desde que tomou posse é grotesco e a associação/admiração a/por um outro Presiente lunático e demagógico (Donald Trump) vai deixar marcas no Brasil e no mundo.

A Amazónia está a ser atacada como nunca e o brasileiro burro não percebe que está a destruir também o equilibrio do mundo ao destruir o maior pulmão terrestre. Bolsonaro continua com a sua demagogia e desinformação e o Brasil a afundar com um sorriso no rosto. 

No início ainda dei algum benefício de dúvida, mas o que parecia apenas um sonho mau, é infelizmente bem real. O meu sentimento para com os votantes de Bolsonaro evoluiu da condescendência para um profundo nojo. Não consigo  tolerar a presença de um. Acho-os criminosos por associação. Também falo com emoção, eu sei. Tento não ser emocional, mas mesmo colando-me à racionalidade, o desprezo por essas pessoas não desaparece. Não sei se um dia alguém vai salvar o Brasil da destruição que o seu próprio povo perpetua. Juro que, neste momento, quando penso no que se passa no Brasil, nos EUA, na Hungria, na Itália, o meu peito aperta-se e tenho vontade de chorar pelo tamanho retrocesso civilizacional. Contudo nos EUA há uma classe de gente que não vai deixar o país implodir, mas o Brasil, o quinto maior país do mundo, essa grande jóia de biodiversidade, está entregue aos bichos. Bichos da pior espécie. 

Síndrome de Estocolmo

O filme é no mínimo caricato talvez porque os factos reais que o inspiram são também do mais caricato possível. É um bom filme, mas a certa altura quase parece um filme do Tarantino pela loucura e depois lembramo-nos... «ah, isto aconteceu mesmo». A estética dos anos 70 e o grão/luz em que o filme é executado estão do mais credível. Quem quiser saber como se originou o Síndrome de Estocolmo, só tem de ir ver o filme.

15/20

sexta-feira, julho 26, 2019

As coisas que se aprendem

Tenho uma colega que quando morrer quer ser 'cromada'. Eu sabia que enterram e que cremam os mortos, mas não sabia que também cromavam. Se isto pega moda...

terça-feira, julho 23, 2019

Campeões

Apesar de achar que ia ser uma comédia cheia de clichês, estava ansioso por vê-la. Um treinador famoso de basquetebol (pouco humano) é obrigado a ir treinar uma equipa de basquetebol constituída por pessoas com deficiência e, logicamente, será humanizado no processo. Não há grandes novidades, para lá dos actores serem efectivamente portadores de deficiência e por isso campeões no seu próprio direito. Não é fácil ser actor (e credível) e pior um pouco quando se tem menos armas intelectuais para o fazer, mas aqui vemos que há pessoas que fazem omeletes excelentes com poucos ovos. Se calhar o principal para um actor é sentir, ter emoções e neste filme há em sobra. 

O argumento faz o previsível, mas bem feito, ora de modo muito engraçado, ora de modo muito emocional. É um filme para nos fazer sentir bem. Eu senti-me óptimo.

16/20

quarta-feira, julho 17, 2019

Porque é que uma pessoa tem tanto medo da mudança?

Nestas alturas tento inspirar-me no meu pai que nunca olhava para trás, sempre para a frente e a vida era um exercício constante de construção estivessemos onde estivessemos e com os materiais que se apresentavam. Zero apego ao passado. E ele deu-se bem.

quinta-feira, julho 11, 2019

Coração cheio

Para já está cheio de esperança num possível acontecimento futuro.

segunda-feira, julho 08, 2019

Homem Aranha: Longe de casa

Não sei se não terá sido o pior filme da Marvel que vi. Talvez porque o argumento foi escrito a pensar no público 10-16 anos, ou porque no campeonato dos clichés este filme vai bem destacado. Não faço ideia. Mas é mau.


9/10

Yesterday

Tinha muita expectativa acerca deste filme. O ponto de partida era brilhante e o Danny Boyle já me habituou a algumas obras igualmente brilhantes.  O resultado foi fraco, previsível e pouco emocionante. Personagens baças, argumento falível, desempenhos e direcção desinspirados. 


10/20

A redenção de Miley Cyrus



Miley Cyrus nunca esteve dentro do radar das artistas que considero, não obstante ter gostado bastante dos singles Can't Stop e Wrecking Ball. Nessa altura achei que a imagem dela era absolutamente gratuita e tudo o que fazia em espetáculos e/ou videos, tinha apenas um valor choque de rebeldia sem causa. Ficava desagradado apenas por vê-la. Incomodava-me. Entretanto, após a sua epifania pessoal e o aparecimento de um álbum country e algumas sessões de free Jam, apercebi-me  de que até havia muita música e qualidade dentro dela. Estabilizou acho, organizou-se como pessoa (não sei o casamento teve influência) e volta com um novo registo pop electrónico bem forte. utilizando a sexualidade feminina ao máximo, mas com um propósito. A glorificação da mulher como o seu próprio objecto e experimento. E simplesmente adoro este vídeo onde se reclama a sexualidade para todos os tipos de mulher. Lógico que nas formas artísticas as imagens não são para ser levadas de uma forma literal como sei que irá acontecer. Por exemplo, a letra «I'm nasty, I'm evil» não quer dizer que a mulher é má e maligna, simplesmente é uma ironia ao que os homens pensam de uma mulher abertamente sexual, mas nos seu próprios termos (mais ainda se nos colocarmos culturalmente nos EUA, que tem uma forma de puritanismo diferente da Europa, mais acutilante).Claro que vai ser acusada de estar a fazer isto para vender, etc etc. Como todos os artistas que expressam uma visão política através da sua plataforma, neste caso a música. A própria Taylor Swift está a enfrentar uma rejeição pública por fazer uma vídeo que expressa da sua visão política sobre os direitos dos homossexuais, apelando à assinatura de um documento de igualdade de direitos. Digam o que disseram, gosto de ver pessoas (neste caso mulheres) a lutar abertamente pelos direitos da sua auto-determinação. A Madonna foi percursora, muitas outras se seguirão e muitos outros o têm feito também a respeito de causas terceiras e outros tipos de direitos fundamentais. Palmas.

quinta-feira, julho 04, 2019

Sobre o Karma

O Karma é como o 69. Nós recebemos aquilo que damos.

terça-feira, julho 02, 2019

Aladdin

Demorei a ver o filme porque achei que ia ser outro veículo de promoção do Will Smith que caiu em desgraça nos últimos anos, vá-se lá saber porquê. Não obstante o filme, musical, até tem uma certa cadência interessante e a história não foi mal desenvolvida. O argumento oferece soluções para os momentos mais inverosímeis, não deixando o espectador de ter uma experiência agradável. É um "feel good movie", com um twist fofinho que (em momentos) lhe dá alguma originalidade. 

14/20

quinta-feira, junho 27, 2019

É por isto que a Madonna ainda é relevante como voz artística.



God Control - Madonna

Esta mulher trava muitas batalhas desde 1982. A memória do povo é curta e ninguém se lembra de como era o mundo no início dos anos 80, a América puritana de Reagan ditava o passo a que o mundo se movia. Saída do midwest americano, de uma terra pequena de mentes pequenas, Madonna quis ser alguém porque sentia que não era ninguém. Com fabulosa determinação, observação estética e artística e ética de trabalho (sem dúvida os seus maiores talentos) acabou por ser alguém que parmanece na ribalta há 37 anos. Tinha algo para dizer e disse. Defendeu a auto-objectificação sexual da mulher (por si mesma e não pelos homens), a mulher como dona da sua sexualidade. Deu visibilidade aos gays como elementos válidos da sociedade. Deu visibilidade aos seropositivos como pessoas normais que precisam ainda mais do seu semelhante. Deu visibilidade à cultura negra e latina como expressão de vida e alegria - lutando ao máximo contra a xenofobia. 

Com um calculismo frio, sobube sempre que botões pressionar para fazer passar a sua mensagem. Às vezes colocando-se em posições muito vulneráveis. A polémica andou sempre lado a lado com ela e, infelizmente, tornou-se mais importante para o expectador do que a sua mensagem e a sua música. Poucos foram os que lutaram (no mundo musical) tão afincadamente pelos direitos fundamentais e liberdades individuais (John Lennon, por exemplo). Poucos foram também os que disseram que não se arrependem um milímetro das suas escolhas.

A sua última batalha e a mais cruel é a de ter o direito a não envelhecer graciosamente, de continuar a ser uma força criativa e de fazer aquilo que gosta, de ser original, de ser ela própria - fiel ao que de si imagina. O mundo não perdoa as mulheres, pior um pouco as mulheres que são independentes, poderosas e bem sucedidas, e muito pior as mulheres que são independentes, poderosas e bem sucedidas e ainda têm a ousadia de usar esse poder publicamente e esfregar na "cara" da sociedade, a sua realidade de super empreendedor. 

Ninguém bate numa Mariah Carey, numa Jennifer Lopez, porque aos 50 anos de idade, elas alinham no papel social reservado às mulheres. Não afrontam, não questionam, não discutem. Podem ser sexy e bonitase fazer tratamentos estéticos que não são escrutinadas e avaliadas como a Madonna, que questiona o patriarcado. O poder dos homens sobre as mulheres. 

A Madonna tem sido nos últimos 10 anos o saco de pancada favorito de uma sociedade com vergonha de si mesma, dos homens poderosos que querem manter o seu status quo e, pasme-se, das mulheres, o grupo por quem ela mais luta.

Madonna tem um novo álbum, tem um novo vídeo e com este vídeo mostra porque é que ainda é relevante, porque é que ainda é importante como voz artística. Um dia o mundo vai dar-lhe o reconhecimento devido. Ela nunca quis ser uma virtuosa da voz, quis ser uma voz. E esta voz continua viva por muito que a queiram parar. Como ela mesmo disse em 2016 «as pessoas dizem que sou muito controversa, mas a coisa mais controversa que fiz foi continuar por aqui (...) ainda estou de pé». 

Ela ainda está de pé. E vibra de força e determinação.

terça-feira, junho 25, 2019

No trabalho...

Não há nada como ter respeito aos nossos superiores hierárquicos, reconhecer-lhes capacidade de gestão e de liderança. No meu caso não acontece nenhum dos dois. Depois de anos de trabalho conjunto, as expectativas iniciais (elevadas) foram sendo substituídas por uma profunda desilusão. A ver o que o futuro revela. Não sou nada bom em futurologia, mas será entre a mudança ou entre o acomodar a esta situação. 

terça-feira, junho 18, 2019

Frases que fazem sentido.

"it is being honest
about
my pain
that
makes me invincible."

Nayyirah Waheed

Este ano não houve feira do livro para mim

E ainda bem, talvez assim tenha tempo de colocar em dia as leituras. Todos os anos compro montes de livros que não consigo ler até chegar à edição do ano seguinte. Fiquei a sentir um certo alívio, porque não ter de comprar livros. Parece que tenho sempre de o fazer só porque estão ali à mão de semear com 50% de desconto.  

Cada vez mais...

...ligo menos ao que as pessoas pensam. Voltei de férias e dizem-me «não estás muito moreno». Parece que quem vai para a praia tem de ficar muito moreno, como se isso valide a nossa experiência. A experiência foi minha, o sol que apanhei, os banhos que tomei. E terminam com um «não estava bom tempo». É que nem tenho de justificar que não gosto de ficar muito escuro. E só respondo com hum-hum... Pronto. As pessoas ficam felizes nas suas representações da realidade e eu não tenho trabalho nenhum. 

Tudo é possível

Aproveitando-me do título, tenho a dizer que tudo era possível com este filme. O potencial para um manifesto sobre a subvalorização da terceira idade era enorme. O resultado esteve bem longe disso. É um filme que nos traz simpatia pelo tema, mas muito mal desenvolvido e ficar-se num exercício superficial onde se pretende trazer alguma comédia e pouco mais. Tive pena. 

12/20

X-Men : Fénix Negra

Como já devem ter percebido, sendo os X-MEN os meus heróis favoritos, tive sempre muita dificuldade em lidar com a qualidade dos filmes produzidos sobre eles. A história da Fénix negra é uma das minhas favritas, senão a minha favorita. Ocorre que embora a história do filme não tenha nada a ver com o original, desta vez, pelo menos, vi captada a intensidade drámatica e o conflito associados à mesma. Talvez por isso não tenha vontade de bater neste filme dos X-MEN. Até me senti relativamente em casa.

15/20

Pequenas Mentiras Entre Amigos 2

Segue a mesma linha do primeiro filme enquanto comédia dramática de enganos e desenganos, mas a minha experiência enquanto expectador foi distinta. Não fiquei triste como da outra vez. Aqui já não se trata de se viver aquilo em que se quer acreditar, mas como saber viver com aquilo que é verdadeiramente a nossa realidade. E também tentar perceber o que é essa realidade numa ação continua de tentativa e erro. No segundo filme, a sensação que fica é que no fim vai ficar tudo bem. Que não importa o quê, acabamos por nos encontrar e saber onde pertencemos.

15/20

Rocketman

Gostei bastante deste filme que, bem ao estilo de Elton john, é mais uma fantasia biográfica do que um biopic tradicional. os factos são um pouco adulterados a nível das datas de ocorrência para criar uma narrativa mais coesa ao nível da densidade dramática. O Elton John é uma espécie de Pink, ou seja, um cantor que já vendeu e ganhou mais prémios que os seus contemporâneos, mas que na nossa mente são sempre medianos em termos de mediatismo e popularidade. Vale a pena ver e perceber a dimesnsão que ele teve nos anos 70 e 80.

A nível das actuações seria impossível não falar do brilhantismo de Taron Egerton  que canta, dança, e recria o feeling do Elton John na perfeição. A intenção de vida e emocional do Elton está toda lá. ganhei um novo respeito pelo actor.


17/20

Godzilla - Rei dos Monstros

Mais um daqueles filmes que vou ver por causa do namorado. Não há muito a dizer, nem sei se achei os efeitos especiais muito bons. tenho a dizer simplesmente que mesmo com bons actores se consegue fazer um filme muito vazio e mediano. O argumento é inexistente. 

10/20

terça-feira, maio 28, 2019

Momentos embaraçosos

Eu sou aquele tipo de pessoa que sempre que algo lhe chama a atenção fica a olhar fixamente para o objecto de curiosidade. Hoje na rua ia uma rapariga com calções muito curtos (hot pants) e como era muito branca chamou-me a atenção para uma quantidades de pontos nas pernas, mas como não percebia bem o que era fiquei a olhar muito fixamente. No fim de contas era apenas os pelos (muitos) a crescer, mas ela deu por mim a olhar para ela e pensou que eu a estava a "galar" e olhou-me de volta com um certo olhar vitorioso e a mim só me apetecia dizer-lhe «estava só a ver o que coisas era essa que tinhas nas pernas, não estou com interesse, a sério». Mas segui em frente e acho que lhe fiz o dia. 

segunda-feira, maio 27, 2019

Entrevista de trabalho

Fui a uma entrevista de trabalho e deveria estar muito contente, mas a minha mete oscila entre aquilo que posso ganhar e aquilo que posso perder. Estou completamente indeciso. A ver o que o Universo tem reservado para mim. Espero que o meu bom senso saia vitorioso e consiga fazer uma análise realista dos factos em cima da mesa. 



sexta-feira, maio 17, 2019

Entretanto fiz 45

Era só mesmo para deixar um registo do acontecimento, já foi no dia 10. matematicamente estou com um pé nos 50. Olé!

Coisas que me chateiam mesmo muito

As pessoas são cada vez mais literais. Não há sentido de humor ou ironia que resista a mentes secas. O que foi feito da imaginação? Quando eu era miúdo, talvez por haver pouca informação e meios de informação, grande parte das nossas vidas tinha uma componente de elaboração imaginativa. Hoje há tanta informação, tanto detalhe e as pessoas são brutalmente literais. Uma nuvem é uma nuvem, não necessa´riamente um peixe com um chapéu de chuva ou um cão com asas. Estamos pobres.

Li uma citação muito bonita

“He was swimming in a sea of other people’s expectations. Men had drowned in seas like that.”

Robert Jordan

segunda-feira, maio 13, 2019

Madonna...volta que estás perdoada.

Depois de um primeiro single um bocadinho meh... eis que finalmente vem uma canção onde consigo sentir fado e áfrica actual (sem deixar de piscar o olho ao R&B). Espero que o álbum seja mais «Crave» que «Medellín».


Um dos melhores trocadilhos que já vi


terça-feira, abril 30, 2019

A Pink tem um álbum novo

A Pink que uma espécie de "underdog" do mundo pop tem um álbum novo, Hurts 2B Human, que é um pouco diferente daquilo a que nos tem habituado em ritmo, mas com muito do que nos tem habituado em baladas reflexivas. A Pink tem quase 40 anos e as rádios também estão a começar a deixá-la de lado. As rádios que alimentam os Tops são destinadas ao público dos 15 aos 35. Esquecendo-se que uma pessoa com 50 pode fazer música para esse público. Como provavelmente ninguém vai dar muita atenção ao álbum deixo aqui algumas faixas à laia de "entradas".







Os Portugueses quando querem ser burros são mesmo

Envolvi-me numa discussão sobre um artigo que pretende classificar as cozinhas dos países da União Europeia. Não se porque ainda me dou ao trabalho de tentar comentar uma coisa destas, quando temos uma quantidade de pessoas a dar opiniões sobre coisas que não conhecem. 

Por exemplo, eu já viajei em 35 países (a maioria na Europa) e, por exemplo, visitei 16 vezes a Itália e 11 cidades Italianas. 

Para se perceber o nível da discussão um senhor português comentava que era um ultraje dizer que a comida italiana é pior que a Portuguesa, porque ele esteve em Itália uma vez e a comida não presta, a Portuguesa é a melhor. Eu disse-lhe que viajei muito em Itália e que acho que juntamente com a Portuguesa são as melhores cozinhas da Europa. Ele responde:

"Esse é o seu gosto e somos todos diferentes, eu por exemplo, detesto viajar, só viajo obrigado pelo trabalho e odeio conhecer pessoas novas. Só comi comida italiana uma vez e não gostei"

O nível de conhecimento é altamente profundo. E são fundamentalmente estas as pessoas que fazem comentários online. Cada vez mais as pessoas com algo a dizer de relevante (e com juízo) se excusam de entrar em diálogos estúpidos com gente burra que não está disposta a aprender ou evoluir. Não vale mesmo a pena, sobre o risco de se ser enxovalhado. Eu tenho é de ganhar mais juízo. 


Vingadores: Endgame

Depois de até ter gostado do capítulo anterior, foi com muita excitação que recebi as primeiras imagens do novo e estava motivadíssimo para ver a estreia. Não sei o que se passou. Dei por mim antes do intervalo a desejar que este chegasse e que na segunda parte o filme fosse a algum lado. 

Não percebo o porquê de um filme com 3h quando está cheio de enchimento que poderia ser reduzido, não percebo o assassinato dos pressupostos originais destes heroís quando ainda só existiam em livros de banda desenhada. Foi um desgosto de filme e um aborrecimento. Não percebo porque é que toda a gente está a dizer que é excelente, quando não é. Eu sei que o nível de exigência dos públicos é cada vez mais baixo, mas por favor. 

Não posso dizer que está mal filmado, não posso dizer que os atores não estão a representar bem o que lhes foi dado, mas a história não é interessante e os tempos do filme estão muito aborrecidos.  E parte-se do pressuposto errado, para mim o mais grave, que o ser humano não consegue ultrapassar a perda, quando toda a história demonstra o contrário.

13/20

Shazam

Fui ver o filme porque não havia mais nada a começar a esta hora. Não estava à espera de grande coisa, mas é uma espécie de filme natal fora de época, em que em vez de termos um cãozinho temos um herói que é uma cirnaç, mas nem por isso. 

O filme poderia ser melhor se não apostasse na graça fácil de ter um miúdo em corpo de adulto (como o filme Big de 1988 com oTom Hanks, a representar a dicotomia de modo brutalmente superior). As ideias estão engraçadas, os efeitos especiais estão bem e é tudo em modo fofinho.

13/20


Hellboy

Mais um filme que eu vou ver porque o meu pequeno quer e eu acompanho. Já tinha visto o segundo tomo do franchise e não achei mau. As ideias eram interessantes e era um pouco como ver uma sofisticação de um filme de série B. Este terceiro tomo não carecsenta grande coisa. Os efeitos especiais são melhores, o humor é o mesmo e a história é um bocadinho rebuscada, mão não agride. O filme é absolutamente inócuo. Não aquece nem arrefece (devia aquecer um bocadinho porque se revela a origem do herói, mas não).

13/20

quarta-feira, abril 17, 2019

Mais uma...

Ontem recebi a linda notícia de que não vou escapar a mais uma operação à coluna. Nada contente, mas faz parte da vida. Há pessoas com doenças mortais, há pessoas sem casa. No meu caso uma má coluna. Toca a lidar com o assunto e arranjar soluções. 

sexta-feira, abril 12, 2019

Dumbo

Apesar de ser um filme competente, para mim foi um suplício. Achei a história muito violenta emocionamente, mesmo sabendo que acaba tudo bem e que vai ser tudo açucar e rosas no final. A forma como os animais são tratados como coisas (ainda hoje) deixa-me chocado e claro que podemos antropomorfizar a história do Dumbo e da sua mãe para os dias de hoje e não vai estar longe de muito daquilo que acontece com refugiados, povos minoritários, etc. 

Fora isto. O filme perdeu em alguma magia. Não é um típico Tim Burton, eu estava à espera de mais alternativa, talvez perosnagens menos mainstream (aqui tão justificáveis como um elefante que voa com recurso às orelhas).

Não achei mau, mas também não achei bom. É assim-assim e por isso mesmo frustrante. Ninguém vai ver uma fábula como o Dumbo para ser assim-assim.

13/20

Piercing

Não sei muito bem como descrever este filme. Normalmente um filme tem de deixar-nos uma sensação de história completa e este filme é uma narrativa aberta, para a lém do facto de ser um filme sobre pessoas doentes, numa relação doente. Estas realidades também existem, mas quando um filme se foca numa realidade específica que tem pouco a ver connosco (e a qual não exoperienciamos de todo) é difícil a digestão do mesmo. 

Este filme fala sobre sadomasoquismo. E não foi ressonante comigo

11/20

quinta-feira, abril 11, 2019

E se de repente...

Ouvissemos uma música da Celine Dion e gostassemos muito? Fico assim um bocadinho envergonhado, porque sou preconceituoso, mas hoje aconteceu-me...

segunda-feira, abril 01, 2019

Captive State - Cercados

Nove anos depois da rendição quase absoluta dos terrestres a uma invasão alienígena, uma antiga célula rebelde tenta uma nova oprtunidade para atear a guerra e o desejo de liberdade. O filme é interessante mas, na minha opinião, peca pela lentidão. Não tinha de ser um filme cheio de acção, mas creio que necessitava de um pouco mais de brilho nesse sentido. Tudo caminha para uma grande revelação e a história desenvolve-se nesse sentido, mas creio que é pouco para o que temos de esperar durante o filme. Acho que pede um segundo episódio para esclarecimentos adicionais. A minha nota tem sobretudo a ver com a  falta de velocidade narrativa.

13/20 

sexta-feira, março 29, 2019

Nós

O novo filme de Jordan Peele serve essencialmente para provar que estamos perante um peso pesado da originalidade, ou seja, o seu primeiro filme «Foge» não foi um acaso. Contudo, apesar da brutal originalidade deste filme que é quase de terror (digo quase porque tem sangue e violência), não obstante lidar com questões da própria exist~encia humana. 

A história é muito interessante e consegue manter-nos bastante tensos, apesar de existirem às vczes existem uns apontamentos de humor para aligeirar. O problema com o filme, é que a história é de tal forma original que, em partes, soa demasiado rebuscada.  Uma reviravolta no filme justifica algumas delas, mas mesmo assim há ali uns aspectos frágeis que poderiam ser constestados. 

Independentemente de tudo isto. Acho que é um filme muito interessante e a Lupita Nyong'o é, sem sombra de dúvida uma atriz a considerar no panorama atual. 


14/20

segunda-feira, março 18, 2019

Conversas...

Em conversa com uma colega de trabalho (estavamos a falar sobre viver a vida) reforcei uma ideia na minha cabeça. De facto, não estou interessado em que a minha vida se resuma ao facto de existir e subsistir. O pó também existe e subsiste. Não quero chegar ao fim dos meus dias e pensar que fui apenas uma parte do mundo, quero ter sido uma parte activa no mundo - uma peça na engrenagem que movimenta o presente rumo ao futuro, não apenas o pó ou o espaço na engrenagem. 

Pequenas tarefas

Tenho andado a fazer pequenas tarefas que estavam por fazer. Quando se quer actualizar a vida tem de se começar por algum lado. O caos vai parecendo menor, grão a grão...

sexta-feira, março 15, 2019

Histórias de superação


Este tipo de histórias é que me deixam feliz. Quero lá saber quem é que ganha o campeonato da Primeira Liga ou se o António Costa foi ao programa da Cristina ou se a Rita Pereira tem ou não gosrdura na barriga. Gosto de pessoas que não desistem de quem à partida não tem grandes oportunidades de sobrevivência. Ser humano é isto. 

quinta-feira, março 14, 2019

Categorias tipo dos autores de críticas destrutivas ao Conan Osíris

Como já disse aqui algumas vezes sou sociólogo de formação e trabalhei como investigador há bastantes anos. No meu trabalho tenho de lidar com análise de conteúdo e dadas as barbaridades que vejo escritas online contra o Conan Osíris fiquei curioso sobre o tipo de autor que as produz.

Atenção que não falo das críticas informadas, legítimadas e construtivas, falo sim das críticas fruto de ignorância, vontade de exposição, pura maledicência ou simples estupidez. 

Temos os velhos do Restelo (que não criticam apenas o Conan Osíris, mas tudo), temos os defensores da tradição e dos bons costumes (cujo pico é uma senhora que mais que Portuguesa é algarvia do Algarve, que é um país a sul de Portugal... ah e a Maria Vieira também), crianças e adolescentes que cresceram na era Kardashian e pensam que alguém quer saber da sua opinião (que tanto pode ser «o Conan é uma merda», «odeio bróculos» ou «a casa dos segredos é o melhor programa da televisão Portuguesa») e por fim um grande grupo que pode ser exemplificado pelo senhor do vídeo abaixo que diz «I’m Portuguese and if any of you understood the lyrics you would understand that it’s a piece of shit track with no meaning what so ever and that dancer is just to strange». Muito grosso modo ficam identificadas as categorias mais expressivas da crítica destrutiva.  




Não sei se estou a cometer uma infracção ou a ser pouco ético, mas o perfil é público e até apela (num dos vídeos) a que os visitantes subscrevam o canal e metam muitos likes nos vídeos. De certa forma até estou a ajudar à popularidade do canal (pelo menos entre as 10 ou 11 pessoas que me lêem :-p)

Quem sabe se esta tipologia traçada muito genericamente até não é verdadeira para as muitas caixas de comentários espalhadas pelo mundo virtual a que a "Portugalidade" tem acesso. Isto também é Portugal (e agora até podia acabar com um fado bem disposto, mas não tenho tempo.)

terça-feira, março 12, 2019

Desejos

Gostava tanto de voltar a saber o que é alegria no trabalho. Não nasci mesmo para ser um carneiro manso. 

segunda-feira, março 11, 2019

Pensamentos Sensatos

When you do nothing you feel overwhelmed and powerless. But when you get involved you feel the sense of hope and accomplishment that comes from knowing you are working to make things better."

Maya Angelou

domingo, março 10, 2019

Caixas de comentários online

É com cada vez maior choque que vejo a quantidade de ódio que se destila online nas caixas de comentário. E as pessoas estão mais afoitas. Já existe uma quantidade muito razoável de gente que não se esconde atrás do anonimato. O que quer dizer que estão a perder cobardia (não a sua ignorância, torpeza ou fel). Todos nós temos direito a uma opinião, mas existe um equívoco profundo entre ter opinião e ser infame, entre ser frontal e agredir, entre ser assertivo e ser mal educado. De repente a ação verbal é tão mais comum quanto injustificada. O espaço público não é a sala da nossa casa ou a conversa de surdina com os entes próximos ou grupos de referência. Espalhar ódio não é justificável em momento algum. Ofender gratuitamente pessoas não é justificável em momento algum. Não somos os donos de isto tudo e acho trágico que pessoas sem nada de construtivo para dizer espalhem apenas sujidade no mundo virtual.  Não temos de expressar uma opinião sobre tudo. Há também um grande equívoco entre ter uma opinião e pensar coisas. Diz-se o que se pensa, o que vem à boca (ou ao dedo) apenas porque existe um espaço onde o que pensamos pode estar visível. Isto merecia uma análise causal elaborada, que necessitaria de mais tempo do que aquele que estou disposto a dispender. A questão assenta no perceber quando somos importantes ou de importância. Há muita gente a pensar que é muito mais do que aquilo que é ou representa no quadro global das coisas. 

Capitã Marvel

É mais um filme de super-heróis. A fórmula é idêntica à dos restantes, mas vale a pena falar do que é diferente. Por um lado o revivalismo da estética dos filmes dos anos 70 e 80 (com a devida actualização claro) e por outro, talvez em virtude do tempo em que vivemos e de movimentos como o #metoo, fazer de uma mulher o herói mais poderoso do universo. Nos livros de quadradinhos originais, ela não era de todo a heroína mais poderosa e, inclusive, viu os seus poderes serem roubados pela Vampira dos X-Men. Mas lá está, estamos em 2019 e que seja algum presságio de poder devolvido às mulheres. Entretém e tem alguns momentos interessantes.

14/20

Se Esta Rua Falasse

O novo filme de Barry Jenkins está, para mim, longe da qualidade do primeiro (Moonlight) onde tudo bateu certo. O forte do filme é a história de racismo e preconceito em que se baseia o argumento. O poder do mesmo é saber que esta história é um espelho de milhares de histórias que aconteceram nos Estados Unidas da América durante décadas e que, com menor intensidade, continuam a acontecer.  É também de certa forma um ensaio sobre a crueldade do homem branco. Posto isto, o filme fala de um homem negro condenado injustamente à prisão e dos esforços da namorada (prestes a ser mãe do filho dele) para o libertar. Não sei se precisava de dois actores principais mais fortes, mas o filme consegue o seu objectivo (creio) deixar um enorme amargo de boca pelos crimes cometidos contra a comunidade negra nos EUA. 

14/20

A favorita

Esta comédia dramática passada na corte da Rainha Ana de Inglaterra é mais um objeto raro do grego Yorgos Lanthimos que conseguiu "invadir" o circuito mainstream com resultados excelentes. Os textos são deliciosos e a direcção de atores também. A história em si é sobre um exercício de sobrevivência por parte de vários dos personagens, cada um com os seus motivos (mais ou menos obscuros). Os desempenhos das actrizes principais é estupendo e teve como resultado o merecido óscar ganho pela Olivia Colman. Não sendo um filme fácil, vale imenso a pena. Saí da sala com uma profunda sensação de tristeza provocada pela história. Não nos deixa indiferentes.

16/20

Alita: Anjo de Combate

Este filme de Robert Rodriguez (produzido por James Cameron) é mais um exercício pós-apocalíptico futurista com pretensão a franchise. E tem todos os ingrediente para ser bem sucedido, bons actores, toneladas de ação e excelentes efeitos especiais. É uma boa experiência visual e a história, apesar de simples e unidimensional, segue-se com agradabilidade. Venha o próximo tomo.

15/20

Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto

O último tomo desta fábula é uma forma magnífica de terminar a narrativa sobre a improvável amizade entre um rapaz por quem ninguém dá nada e um dragão. Não falta nada neste filme, há drama, comédia, fantasia, sabedoria e crescimento. Gostei muito.

17/20

Boy Erased

Não sei quando é que este filme vai estrear em Portugal, mas é sem dúvida um filme importante sobre a realidade aterradora das casas evangélicas de conversão de jovens homossexuais (em heterossexuais) nos Estados Unidos. Não é uma história do passado, é uma realidade contemporânea que deveria ser erradicada. 

O filme resulta da história autobiográfica de um filho de um pastor evangélico que foi colocado numa destas casas quando revelou aos pais ser homossexual. A solução para não perder a família foi aceitar participar num destes programas de terapia de conversão.  É chocante e tocante. Depois de ter saído (ou ter sido salvo pela mãe), Garrard Conley tem dedicado a sua vida para criar visibilidade para este atentado aos direitos dos jovens homossexuais (que por vezes recorrem ao suicídio) que são obrigados a frequentar estes programas. 

16/20