terça-feira, março 31, 2009

Indecisões

Não sei se estes dias que tenho vivido devem levar com um ponto final ou com um ponto parágrafo. O ponto final é bastante sedutor...

A polícia que temos...

Há coisas que me deixam efectivamente nervoso. Oiço com agrado o Presidente da Câmara de Lisboa dizer que vão aumentar o número de polícias, mas preocupa-me a qualidade dos mesmos. Ser polícia não é exactamente uma carreira que toda a gente quer ter. Acredito que haverão alguns polícias que seguiram a «vocação», mas a ampla maioria segue a carreira de polícia porque não precisa de muitos estudos para entrar, por um lado, e os requisitos psicológicos são fáceis de contornar, pelo outro.
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As vezes que tive de me cruzar com a polícia por ter sido alvo de roubo foram sempre situações surreais. Primeiro: Assaltaram-me o carro há uns anos (numa rua em que estavam 2 polícias, não sei bem a fazer o quê) e o polícia apenas me disse «Assaltaram-lhe o carro? Apanhou-os em flagrante? Então não podemos fazer nada.» Segundo: Assaltaram a casa do meu namorado, fomos dar queixa à esquadra, onde os polícias estavam a jogar às cartas. Tivemos de esperar que acabassem, porque a pessoa que recebia os dados estava envolvida no jogo.
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Mais surreal ainda é a situação de uma colega minha que foi assaltada com violência à porta de casa. E tem de conviver com os assaltantes (que identificou na esquadra através de fotografia) na rua onde habita. Ainda ontem telefonou à polícia a dizer que eles estavam na rua enquanto ela teve de ficar escondida no café. A polícia disse-lhe que telefonava de volta e não telefonou, nem se dignou a aparecer.
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Não quero com este post colocar em causa o profissionalismo de todos os polícias, mas a qualidade da maioria deixa muito a desejar. Por isso, vamos mas é melhorar o que temos e não acrescentar mais mediocridade.

José Sócrates como nunca o vi...

Acho que não conseguirei voltar a olhar para o Sócrates da mesma maneira.

Diferenças

«A única diferença entre um santo e um pecador é que o todo o santo tem um passado e todo o pecador tem um futuro». by Oscar Wilde

segunda-feira, março 30, 2009

Uso inteligente do preservativo

Calar o Papa é uma grande ajuda na luta contra a SIDA (via Farpa kultural).

Toma lá que é para aprenderes...



Serious bitches get serious bitchin'...

Alguém se lembra disto?

Era um dos meus desenhos animados preferidos. Não perdia um episódio.

sexta-feira, março 27, 2009

O dono e o cão.

Estava eu na rua quando apareceu um rapaz a chamar «Camões, Camões, anda cá... Camões...». Passado uns 30 segundos lá saiu um cão pequenino e zarolho, todo saltitão, debaixo de um carro.

Personal Top 10s - James Bond Theme Songs

1. Goldfinger
2. Die another day
3. Thunderball
4. License to kill
5. GoldenEye
6. Diamonds are forever
7. Another way to die
8. The man with golden gun
9. The world is not enough
10. Tomorrow never dies

Viva o Fórum da TSF!!

Um dos meus passatempos preferidos é ouvir o Fórum da TSF. Os portugueses adoram mandar "bitaites" por tudo e por nada e eu gosto de os ouvir porque têm sempre alguma coisa para dizer, mesmo que espremido não saia nada de jeito. Às vezes é preciso recorrer a exercícios de descodificação que podem ser difíceis.
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Perceber o que uma senhora queria dizer com «eu ovo isso constantemente» até foi fácil. Problemas com a conjugação do verbo ouvir. Contudo, hoje deparei-me com uma frase intrigante: «A culpa do aumento da criminalidade é do desemprego. As pessoas ficam desempregadas e por uma questão de honra têm de roubar. Não vão ficar sem sobreviver». Ora cá está, nunca tinha pensado nisso. Há pessoas que são verdadeiros visionários...

quinta-feira, março 26, 2009

Tempos de Verão

É um filme sobre família. Sobre realismo familiar para ser mais exacto. É uma história de todos os dias, tão banal e quotidiana que não é facilmente identificável.
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Penso que os franceses são exímios em fazer este tipo de filmes realista, sem grandes moralismos. Não há herança que dure para sempre e não há memória que consiga ser preservada pela família enquanto entidade colectiva.
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As famílias são conjuntos de individualidades que, inevitavelmente, se sobrepõem ao todo. É por isso um filme sobre desapego que existe no âmago do nosso amor e das melhores intenções. Nada a lamentar... não faz mal seguir em frente.
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15/20

O Visitante

É um filme sobre o qual me custa falar porque me despertou uma tremenda tristeza. Por vezes não somos mais do que visitantes, seja num país estranho, seja na vida de outra pessoa, seja até na nossa própria vida. A tranquilidade em que vivemos pode ser tão ilusória.
16/20

Coisas que não se explicam


A mulher da voz maravilhosa...

Esta coisa dos blogues

Esta coisa dos blogs pode ser viciante, em especial quando separamos águas. Já tenho três, o quarto está no prelo, e ainda surgiu a ideia para um quinto. Daqui a pouco começo a sentir-me qual Fernando Pessoa e seus heterónimos, mas há coisas que não podem ser vividas no mesmo espaço, em especial quando se nos cola uma imagem discursiva que não é viável para todo o tipo de mensagem. Assim sendo, cada macaco no seu galho e haja tempo para tudo.

quarta-feira, março 25, 2009

Um clássico das artes marciais

Identifico-me bastante com isto...

«Não gosto da palavra provocação porque a sociedade a utiliza com um sentido moralista. O provocador é alguém que escandaliza? Pois eu escandalizo-me todos os dias quando abro o jornal de manhã e vejo o que se passa no mundo. Provocar também significa causar e nesse sentido sim, eu provoco. Provoco interesse, surpresa, novas energias, ideias, amor ou cultura. Aqueles que pensam que apenas crio controvérsia, podem dizer o que lhes apetece. Deixem falar os críticos, eles não sabem fazer outra coisa.
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A liberdade de discurso é um dever social, um conceito natural e um direito humano. Devemos ter a coragem para dizer aquilo que pensamos. Se dizemos apenas aquilo que os outros querem ouvir nunca chegaremos a lado nenhum.»
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by Oliviero Toscani

Coisas que não percebo

Não percebo lá muito bem porque é que a Nikka Costa só é conhecida de alguns. Tem tudo para dar certo. Uma voz excepcional, uma imagem engraçada. Tem soul, tem funk, tem rock... Gostava de a ver ter o êxito merecido, mas a "junk food" exige menos das pessoas.

terça-feira, março 24, 2009

Lições de vida... e cebolas.


A beleza é...

«Beauty for me is whatever I like. It's a subjective concept, but what's important is I shouldn't be scared or ashamed of what I like» by Oliviero Toscani

Barcelona 6

Mais um centro cultural, desta vez a Caixa Forum. As exposições itinerantes estavam muito boas. Em particular a de arquitectura. Como o tempo estava excelente para passeios de mota e já que estávamos de mota, andou-se a rodar por Barcelona e depois saímos para ir almoçar a Sitges.
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Foi uma boa maneira de acabar o fim-de-semana prolongado em Barcelona, uma bela paella à beira-mar. Na volta ainda deu para rodar a costa norte.
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Eram 17h quando cheguei a casa para apanhar a mala. Tinha sido tudo impecável, mas já começava a ter saudades de Lisboa e apetecia-me estar com o Batata.

Barcelona 5

Dormiu-se de manhã. A tarde foi para subir ao Tibidabo onde está um dos parques de diversão mais antigos da Europa. A vista de Barcelona é lindíssima a partir de lá.
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Jantei uma bela pasta feita pelo Peter (nada como pasta cozinhada por um italiano) e depois pastelou-se o resto da noite a ver episódios do Sexo e a Cidade.

Barcelona 4

Acordei tarde, almocei tarde e lá saí para uns passeios. O dia começou bem porque fiz a barba que já dava comichão. Entretanto, o casal em casa de quem eu estava a ficar tinha-me falado de uma espécie de Vicentinas, mas em versão freira. Aparentemente a casa de doces das freiras (muito próximo do Museu Dali) é uma das paragens obrigatórias na rota do açucar. Falam em açucar e eu estou lá.
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À noite mais borga. Jantar num restaurante muito cool, saída para uns cocktails e uma noite no Metro a dançar, onde me diverti como há muito não fazia. O grupo era passado e isso ajuda. Fizemos a festa, lançámos os foguetes e apanhámos as canas.

Barcelona 3

Vindo do jantar voltei a passar por casa para colocar o modelito para a festa bear, a tal para a qual eu andei a deixar crescer a barba. Vesti-me o mais butch possível e lá fui eu para a PopAirParty. Foi mais ou menos, estava à espera de música melhor. A parte boa é que ninguém cheirava mal e só umas 5 pessoas é que andavam sem t-shirt. Encontrei lá esta senhora (afinal é mesmo uma senhora) que fez uma pequena actuação informal.

Barcelona 2

Saí de manhã com a máquina fotográfica. Ainda não domino muito bem as funções manuais de fotografia e se há um sítio onde dá vontade de experimentar é Barcelona. Lá saí em direcção ao Bairro Gótico e ao Born para fazer uns disparos.
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E como quem está de férias tem de fazer umas compritas, ainda aproveitei para ir às lojas de roupa vintage e livrarias. Acabei com um chapéu e uns quantos livros de arte que estavam em promoção (adoro as palavras: promoção, saldos, gratuito).
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Finalmente fui ao museu Picasso. Para quem não gostava muito dele, estou rendido ao génio do senhor. Nunca pensei que as obras dele tivessem tanto trabalho de pesquisa por detrás. Gostei mesmo do que vi e a organização cronológica dá outro significado a tudo o que ele fez.
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À noite, antes de sair para a movida, ainda havia um jantar em casa de uma amiga cozinhado pela mãe italiana que estava de visita também. Portanto, ia sair de lá a rebolar.

Barcelona 1

Apesar da quantidade de obras que estão a fazer, a cidade continua linda. Continuo a achar que é um dos sítios com melhor qualidade de vida na Europa. Ao contrário da última vez em que quis essencialmente conhecer a arquitectura, desta vez o meu propósito foi ver museus e sair à noite.
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Assim, mal cheguei, fui enfiar-me no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA). Na rua estava uma exposição de cadeiras, cómodas e sofás com rodas. É claro que andei a fazer "surf" em cima das cómodas. A malta por aquelas bandas sabe como se divertir.
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Estava à espera que o acervo do museu fosse melhor, mas mesmo assim gostei daquilo que vi. O que me surpreendeu pela positiva foi a exposição temporária dos trabalhos de um artista alemão que não conhecia, Thomas Bayrle. Achei os trabalhos dele impressionantes.
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Depois ainda aproveitei para dar uma voltas pelo mercado de Sant Josep e comprar o necessário para cozinhar o jantar. Saí para um cafézito e depois caminha.

Baú de (boas) memórias IX

Mad World - Gary Jules

quarta-feira, março 18, 2009

Vou ali a Barcelona...já volto.


Covers que resultam II

O original é da Pink.

Word Challenge (actualização)

Desta é que passei o André com 8277 pontos. Lá vou eu obrigá-lo a jogar uma semana inteira até me ultrapassar. :-)

Word Challenge

YES!! Passei a barreira dos 7000 com 7054. Ainda faltam 507 pontos para ultrapassar o André.

A realidade das coisas


Bento XVI diz idiotices em África

"Não se resolve o problema da sida com a distribuição de preservativos. Pelo contrário, o seu uso agrava o problema." Esta foi a frase que lançou o mote da visita de Bento XVI ao continente africano. Com a falta de instrução e de informação que existe em África, parece-me criminoso proferir este tipo de afirmações, ainda para mais quando se é uma referência para milhões de pessoas, não só ali mas no mundo inteiro. Segundo o Papa, a resolução do problema da SIDA acontecerá com um "acordar espiritual". Para já poupavam-se muitos problemas se o Papa entrasse em hibernação prolongada.

terça-feira, março 17, 2009

A realidade dos pais...


Vale a pena ser frontal?

Existe uma diferença entre ser frontal e ser agressivo. Contudo, a frontalidade acaba, a maior parte das vezes, por ser tida como agressividade. Não sei se isto tem a ver com os brandos costumes portugueses, mas há um certo receio em tratar as coisas pelos nomes, em dizer o que efectivamente se pensa. Acho que a razão se prende mais com o facto de se saber que as pessoas não estão preparadas para ser frontais e, mais, receber uma conversa frontal.
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É muito comum ouvir dizer-se «sim, eu gosto que sejam frontais comigo», o problema é que o que não é referido que a frontalidade admitida é a diplomática. A frontalidade que é exercida com macieza, por portas travessas se tiver de ser. Quem é frontal, arrisca-se a ser tido como mal-educado, agressivo, ofensivo, problemático, provocador. Então é melhor que andemos todos a brincar ao faz-de-conta, a ser politicamente correctos e alinhados a formalismos de etiqueta? Não consigo fazer este papel muito bem. A frontalidade honesta e sem intenção de ser contundente deveria ser sempre bem vinda. Eu acolho-a como agrado, mas isto não é verdade para toda a gente. E o esforço para ser frontal e honesto é apenas uma via para se ser mal-entendido. Às vezes penso «será que vale a pena?».

Um vídeo muito "fora"

My Humps - Alanis Morissette

Dia parvo.

Emprego chato.
Fila de trânsito.
Compras no Pingo Doce.
Comer à pressa.
Reunião de condomínio de 3 horas.
Novo administrador do prédio.
E-mail desagradável de colega.
Resposta ao e-mail.
Sinto-me cansado...

Círculo Vicioso

Eu não acho mais graça nenhuma a esse ruído constante
que fazem as falas das pessoas a falar,
cochichar e reclamar,
o que eles querem mesmo é reclamar,
como uma risada na minha orelha, ou como uma abelha,
ou qualquer outra coisa pentelha,
sobre as vidas alheias, ou como elas são feias,
ou como estão cheias de tanto esconderem segredos
que todo a gente já sabe, ou se não sabe desconfia.
Eu não vou mais ficar a ouvir distraido eles falarem
deles e do que eles fariam se fosse com eles
e o que eles não fazem de jeito nenhum,
como se interessasse a qualquer um.
Eles são: As pessoas. As pessoas todas, fora os mudos.

`«E estamos Conversados» (editado) by Arnaldo Antunes

segunda-feira, março 16, 2009

Sou oficialmente um homem de barba

Acabei de acertar a barba. A última vez que fiz isto tinha 20 anos. Portanto sou oficialmente um homem de barba. A razão de deixar crescer a barba é que fui convidado por um amigo bear para ir a uma bear party em Barcelona. Nunca fui a nenhuma e achei que com barba sempre teria um ar menos deslocado.

Data emblemática

Há 7 anos atrás, exactamente neste dia, saí de casa dos pais e fui morar sozinho.

Contra o stress...

O meu irmão.

Ontem fui dar uma volta com ao ar livre com o Batata, o meu irmão, a minha cunhada e a minha sobrinha. Estive mais vezes com o meu irmão em apenas 1 mês, do que no ano passado inteiro. A Leonor veio trazer uma ligação muito forte entre nós. É um interesse que partilhamos. Nunca tive muito a ver com ele. Foi uma questão que sempre se nos colocou. Como é possível gostar tanto de um irmão quando não conseguimos fazer quase nada em comum, quando temos opiniões quase sempre divergentes, quando temos visões da vida quase opostas? Whatever, gostamos um do outro e pronto...

Coisas que me deixam possuído.

Faço parte de um clube de escrita que resultou de um curso de escrita criativa. Como colegas gostámos uns dos outros e resolvemos continuar a encontrar-nos depois do curso acabar e a produzir textos. Nunca convidámos o professor (que é um escritor conhecido da nossa praça) por acaso. Para o encontro deste mês falou-se em convidar o professor. Eu achei bem, mas sugeri que também ele tivesse de apresentar textos como nós, afinal é um grupo de partilha.
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Uma das minhas colega discordou porque isso é estar a reduzir a importância de um escritor que já deu provas a outro nível e que tem livros publicados. Isto deixou-me doente. É aquela visão portuguesa pequenina da reverência. Os títulos falam mais alto, o Sr. Engenheiro, o Sr. Doutor, o Sr. Professor. Ou seja, o Sr. Escritor, não pode participar numa tertúlia de escrita porque os outros são amadores. A mim, parece-me bastante generoso da parte de alguém que escreve profissionalmente partilhar a sua escrita com outras pessoas. Mas parece que para algumas pessoas, assim que se ganha um título, o titulado deve ser encerrado num pedestal para nunca mais conviver com "os outros".
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É com esta visão que temos produzido aberrações e pedantes que, por serem bajulados, acabam (grande parte deles) por se julgar efectivamente acima dos "comuns". No fim somos todos pessoas, razão pela qual este "endeusamento tuga" me deixa virado do avesso.

quinta-feira, março 12, 2009

É oficial (também)

Acabei de me viciar no Word Challenge do facebook e a culpa é do ZEP.

É oficial

Estou a ficar viciado em quizzes do facebook. E a culpa é todo tua Nuno (se passares por aqui ficas a saber que foste tu que me corrompeste).

Frases de Engate vs. Resposta - IV

Engate: Esse lugar ao pé de ti está vago?
Resposta: Está e o lugar onde estou também vai ficar se te sentares.
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Engate: Não se esquece uma cara como a tua, não nos conhecemos de algum lado?
Resposta: Claro! Eu sou a recepcionista da clínica de doenças venéreas....
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Engate: Tu és linda, dás-me o teu número de telefone?
Resposta: Está na lista.
Engate: Mas, eu não sei o teu nome.
Resposta: Também está na lista, antes do número de telefone.

Frases célebres de filmes 12






«May your ups and downs come only in the bedroom.»
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in Rachel Getting Married (2008)

O contexto

Ontem passei por uma situação muito estranha. Estive com um grupo de pessoas num contexto que não é o habitual da nossa interacção. Combinamos um café. Uma coisa simples, mas que não resultou. Porquê? Não sei bem. O que é certo é que a conversa não fluia e eu contava os minutos para ir embora. Normalmente quando estamos juntos num contexto de trabalho, os tópicos de conversa resultam sempre, há sempre novidades, risos, etc. Quando nos encontramos numa situação sem propósito, sem um programa estabelecido, instala-se o fiasco. Silêncios, expectativas não encontradas, ruído. O contexto tem efectivamente o poder de mudar a interacção entre o mesmo grupo de pessoas.

quarta-feira, março 11, 2009

Marx 2009


Curiosidades da economia portuguesa

Qual o sector produtivo que sofreu menos com a crise (até foi dos que mais cresceu no último ano)? O sector vinícula. Aparentemente, agora que a crise está instalada, toda a gente anda a afogar as mágoas no vinho e na cerveja.
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No estrangeiro o país que está a importar mais vinho de Portugal é... Angola. Deve ser por isso, que estamos a receber o José Eduardo dos Santos (um dos líderes mais corruptos de Africa) com todas as honras e mordomias. Os nossos políticos mostram assim que estão selectivos, não vendem a alma ao Diabo, apenas a Diabos com diamantes e petróleo.

Personal Top10s - Sade


1. Pearls
2. No ordinary love
3. Paradise
4. Jezebel
5. Keep looking
6. King of sorrow
7. By your side
8. Love is stronger than pride
9. Clean heart
10. Cherish the day

terça-feira, março 10, 2009

A santidade da igreja

Mais uma da igreja católica...

Noticia o DN que no Brasil, o Bispo de Olinda e Recife excomungou todos os intervenientes no aborto feito a uma menina de 9 anos (a mãe que o decidiu e os médicos que o realizaram), grávida de gémeos fruto das violações repetidas pelo padrasto. A menina que pesa 33kg corria risco de vida. O Bispo, contudo, não excomungou o padrasto violador porque nas suas palavras «Esse padrasto cometeu um pecado gravíssimo. Agora, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto, eliminar uma vida inocente».
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O que esperar de uma instituição que nem sequer reconhece a igualdade entre mulheres e homens. Palavras para quê...

Está um dia de sol... lá-lá-lá...

Shiny Happy People - REM

The Watchmen

Nunca li a BD original, mas gostei do trailer e estava com esperança de ver um bom filme, apesar de ter lido que a condensação da história em cerca de160 minutos a tinha prejudicado. De facto, não fiquei impressionado com filme. Os efeitos especiais estão simpáticos, as actuações ao nível do médio com a excepção de Jackie Earle Haley (nomeado como actor secundário pelo filme Pecados Intímos) que compõe o personagem mais consistente. Fiquei com vontade de ler a BD original. As questões levantadas são bastante interessantes e a exploração da essência humana, na aplicação de uma metáfora futurista numa realidade alternativa, é feita de modo muito pertinente. Faltou, no entanto, fogo ao filme. Se calhar porque era impossível fazer tudo em tão pouco tempo. Não posso dizer que aborreça, mas daqui a uns dias já não me lembrarei de grande coisa.
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12/20

segunda-feira, março 09, 2009

E porque ontem foi dia da mulher... (os padres católicos surpreendem-me sempre)

Vale a pena relembrar um excerto da entrevista do Monsenhor Luciano Guerra, ex-reitor do Santuário de Fátima, à Notícias Sábado (suplemento do DN), de 6.10.07, página 18. (via cantigueiro)

NS:Havia vidas desgraçadas quando não existiam divórcios...
LG:Havia e hoje também há. E agora até há mais. No tempo em que não havia divórcios, havia situações bastante dolorosas, mas a pessoa resignava-se. A mulher dizia: calhou-me este homem, não tenho outra possibilidade, vou fazer o que posso. Ao passo que hoje as pessoas querem safar-se de uma situação e caem noutras piores.
NS:Na sua opinião, uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
LG: Depende do grau de agressão.
NS: O que é isso do grau de agressão?
LG: Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.
NS: Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
LG: Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso de gravidade suficiente para deixar um homem que a amava.
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Ps: E depois vêm dizer o quê de quem se casa com muçulmanos?

Existencialismo na adolescência


Problemas de fonética

Ontem estive com o meu afilhado de 2 anos que está a aprender a falar. Como em todas as crianças dessa idade, a fonética ainda não está desenvolvida e "interpreta" algumas palavras à sua maneira. Há duas que podem causar alguns embaraços aos pais. Quando quer dizer comboio diz «caraio» (o que na voz dele parece outra coisa). Quando quer dizer Lola (personagem de um desenho animado infantil) diz «vulva».

Continuo a gostar disto...

Separo-me de ti nos solstícios de verão,
diante da mesa do juiz supremo dos amantes.
Para que os juízes me possam julgar,
conhecerão primeiro o amor desonesto infinito
feito de marés ambulantes de espinhos nas pálpebras
onde as ruas são os pontos únicos do furor erótico
e onde todos os pontos únicos do amor
são ruas estreitíssimas velocíssimas
que se percorrem como um fio de prumo sem oscilação.
Ontem antes de ontem antes de amanhã antes de hoje
antes deste número-tempo deste número-espaço
uma boca feita de lábios alheios beijou.
Precipício aberto: ele nada revela que tu já não saibas.
Porque este contágio de precipícios
foste tu que mo comunicaste
maléfico como um pássaro sem bico.
Num silêncio breve vestiu-se a cidade.
Muito bom-dia querido moribundo.
Sozinho declaraste a terceira grande paz mundial
quando abrindo os olhos me deste de comer cronometricamente
às mil e tantas horas da manhã de hoje.
Deito-me cedo contigo o meu sono é leve para a liberdade
acordas-me só de pensares nela.
As casas e os bichos apoiam-se em ti.
Não fujas não te mexas: vou fixar-te para sempre nessa posição.
Que há? Abrem-se fendas no ar que respiro
vejo-lhe o fundo. Tens os olhos vasados.
Qual de nós os dois "quero-Te" gritou?

Dificil Poema de Amor - Luíza Neto Jorge (excerto editado)

sábado, março 07, 2009

Should you?

Should you fight it, if you don't know what it is?

Coisas que sabem bem.

Esta semana tive a minha mãe cá em casa. Disse-me que tinha saudades minhas e se podia vir cá dormir. Para já é bom termos alguém a sentir saudades nossas. Depois é alguém de quem gostamos. Ganhei uma nova boa recordação. Os dois a ver televisão, ela encostada ao meu ombro com o meu pijama de ursos vestido e eu a fazer-lhe festas na barriga.

Interpretações de uma mesma coisa

LE DÉJEUNER SUR L`HERBE - MANET 1863 (o original)

LE DÉJEUNER SUR L`HERBE - PICASSO 1960

LE DÉJEUNER SUR L`HERBE - JACQUET 1964

LE DÉJEUNER SUR L`HERBE - YUE MINJUN 1995

Táctil.

Preciso de corpo e de pele. Uma necessidade como qualquer outra.

Resposta do Quizz sobre a vida passada




«In your past life you were Pablo Picasso. In this life you continue to be revolutionary, stubborn, an active lover, enjoy breaking the rules, and reactly poorly to heartbreak.»

sexta-feira, março 06, 2009

Personal Top 10s - Tina Turner

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1. Private dancer
2. Steamy windows
3. Why must we wait until tonight
4. What you get is what you see
5. Proud mary
6. Help
7. What's love got to do with it
8. On silent wings
9. I don't wanna fight
10. We don't need another hero

Incompatibilidades


As peixeiradas no Parlamento

Quando escuto debates parlamentares o cenário parece-me muito semelhante à interacção que tinha com outros miúdos na escola primária. Até me dá para rir (porque eu rio de tudo o que é ridículo), mas quando penso que estes homens estão a governar o país, tendo por isso influência directa na minha vida, a vontade vai-se. Ontem a propósito dos incentivos à instalação de painéis solares a conversa entre PS e PSD acabou com um «Vá pró caralho!». Se estivessemos na taberna, até achava castiço. No Parlamento deixa-me incomodado. Muito.

quinta-feira, março 05, 2009

Burras ou só parvas?

video

Espírito ecuménico

Li hoje que a antiga namorada do Jesus, actual namorado de Madonna, se chamava Krishna. Isto é que é ter um espírito ecuménico. Agora resta fazer apostas e ver em que religião é que ele vai picar o ponto a seguir.

A quinta-feira também é dia

Canção perfeita para o meu dia de hoje

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Collarbone - Fujiya & Miyagi

quarta-feira, março 04, 2009

Quem quer ser bilionário?

Finalmente vi o filme ontem. Gostei muito. Não percebo o porquê dos críticos portugueses o arrasarem. Talvez tenha a ver com a falta de capacidade de compreender a auto-ironia, com a pouca vontade de olhar para uma obra que se pretende contemporânea na forma, mas que apresenta personagens ao estilo do melodrama clássico, pincelando tudo com uma pitada de Bollywood (a cena final é impagável, altamente irónica a meu ver).
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Não achei um filme "pesado". Mostra uma realidade que coexiste com a nossa. É muito classe média viver a vidinha sem querer saber que grande parte da população mundial vive sem electricidade e sem saneamento básico ou mesmo água potável. Depois, quando têm um vislumbre disso ficam enjoados e querem virar a cara de novo.
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Para mim é um filme sobre a humanidade. Somos animais, mas somos humanos. É o que nos distingue dos restantes. O filme é uma bela história de amor sobre alguém que, não obstante os problemas, não deixa de exercer a sua humanidade. Isto tudo em contraste com quem não a exerce de todo ou a exerce esporadicamente.
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18/20

The Wrestler

Achei um filme triste. Invernoso. É um documento que humaniza uma actividade da qual eu desconhecia os bastidores e que desprezava bastante, o Wrestling. O Mickey Rourke está muito bem, nada estereotipado. Pensei que o ia ver a fazer dele mesmo, mas não. Transcendeu as minhas expectativas.
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Existe todo um outro mundo com pessoas que não são assim tão distantes de nós, mas que têm um outro aspecto e falam com outros códigos. Depois há os híbridos, presos entre dois mundos.
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Quem sempre viveu no "escuro" ou não sabe viver na "claridade" ou vê-se rejeitado por quem lá vive, acaba por não querer sair. No "escuro", com outra linguagem, acontecem os mesmos momentos de ternura, acontecem as mesmas manifestações de dignidade que em qualquer outro lado. E para alguns antes morrer de pé, do que viver de joelhos.
15/20


Rihanna e a porrada na cabeça.

Há algum tempo atrás foi notícia de que a cantora Rihanna sofreu abusos físicos por parte do namorado, o também cantor Chris Brown. A polícia confirmou que uma das fotos que circulava na Internet era verdadeira. Na foto a cara dela não estava em muito bom estado. Sabe-se agora que, 3 semanas e tal depois, ela e ele estão juntos de novo com a benção das famílias. A porrada na cabeça deve tê-la deixado burra.
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Dizia-se por aí que a Rihanna imitava a Madonna, afinal parece é que ela quer imitar a Tina Turner enquanto estava casada com o Ike. A diferença é que a Tina Turner era mais velha, tinha filhos e tinha muito a perder. O caso da Rihanna é diferente. Ela não tem nada a perder. Só um namorado. Mas a miúda tem 21 anos arranja outro e um que não lhe chegue a roupa ao pêlo. Na cabeça de muitas miúdas que também apanham dos namorados (em Portugal não são tão poucas como isso) a acção da Rihanna vai legitimar o comportamento, porque quer queiramos quer não, as celebridades são sempre modelos de referência.
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Ok. É a vida dela. Mas não deixo de ficar irritado por este tipo de acontecimento deitar abaixo o trabalho desenvolvido na sensibilização e combate à violência doméstica.

Sensibilidade ao extremo


terça-feira, março 03, 2009

Acho a tolerância um mau princípio

Fico cansado com a noção de tolerância. Acho uma coisa terrível. Sem que as pessoas se apercebam a tolerência implica sempre uma relação de superioridade entre quem detém uma posição hegemónica num dado contexto e os outros que são mais fracos ou diferentes. Se eu tolero alguém, isso pressupõe que eu lhe "permito/admito" formas de agir diferentes daquelas que são adoptadas por mim.
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Gosto muito mais da noção de respeito. O respeito não assenta na permissão, mas sim na aceitação efectiva de formas diferentes de ser e de estar. Aplicada a coisas banais do dia a dia, não vejo nada de errado na tolerância, mas aplicada a características intrínsecas de pessoas e a direitos humanos fundamentais prefiro, de longe, o respeito. Acho que nos devíamos preocupar mais com o respeito. Não quero viver numa sociedade de tolerância, quero viver numa sociedade de respeito. Parece a mesma coisa, mas não é. Vocês não sei, mas eu não quero ser apenas tolerado seja por quem for, quero ser respeitado.

Julee Cruise - Falling

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Hoje a passear aqui, encontrei uma referência à Julee Cruise. Lembrei-me que há imenso tempo que não pego no CD. E como o estilo musical até se adequa à mood deste dia. Cá vai a Juleezita...

Como cultivar a esperança


Uma oferta...

Há dias em que nos sentimos que levámos tanta porrada que nos reduziram a puré, e daqueles com mau tempero. E mesmo assim, alguém nos dedica a letra de uma música. O mundo é um lugar estranho.
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You're the future, and you've come for what is yours
The hidden treasure, locked behind the hidden doors
And the promise of a day that's shiny new
Only a dreamer, could afford this point of view
But you're a driver, not a passenger in life
And if you're ready, you won't have to try 'cause
You are the Universe
And there ain't nothin' you can't do
If you conceive it, you can achieve it
That's why, I believe in you, yes I do
You're a winner, so do what you came here for
The secret weapon, isn't secret anymore
You're a driver, never passenger in life
And when you're ready, you won't have to try 'cause
You are the Universe
And there ain't nothin' you can't do
If you conceive it, you can achieve it
That's why, I believe in you, yes I do
You are the Universe
And there ain't nothin' you can't be
If you conceive it, you can achieve it
That's why, I believe in you, and I believe in me
(You Are The Universe, The Brand New Heavies)

segunda-feira, março 02, 2009

Baú de (boas) memórias VIII

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Para mim a melhor versão desta música.

Sobre o Festival da Canção 2009

Foi impressão minha ou o Festival este ano foi versão crise?
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E alguém me explica o que era aquela coisa que a Luciana Abreu vocalizou? De acordo com ela "esta música é como um hino de solidariedade, um hino à paz. É um tema meio-indiano, meio-africano e que foi feito com o coração". Suponho que esse coração devia estar em esforço ou a ter um enfarte do miocárdio quando fez aquilo. E a roupa? Qual é o conceito de uma fantasia de poliéster comprada na loja dos chineses?
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Nucha em versão heavy metal? Mas ela não estava a fazer carreira a cantar músicas religiosas?
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A Romana agora é a mãe terra reencarnada?
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O momento coreográfico foi o quê exactamente? Para além de pobrezinho?
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O apresentador dos bastidores tinha tomado anfetaminas ou foi impressão minha?
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O resto do festival já nem me lembro grande coisa. Bem, lembro-me da música que ganhou. Por exclusão de partes a coisas lá se deu. Simpática.

Cada um interpreta o que lhe dá mais jeito


Programa de TV para tias que gostam de ver os pobrezinhos

SIC Esperança é um programa do canal SIC Mulher (ou SIC Gaja, cá em casa). Potencialmente seria um programa bastante interessante, mas acaba por radicar na "caridadezinha". As reportagens são boas e pedagógicas, mas o que se passa no estúdio é de fugir.
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A apresentadora aparece sempre vestida com um modelito que até poderá ser de Couture Portuguesa (sim, para falar de pobrezinhos uma pessoa tem de vestir caro e vistoso, senão perde a credibilidade toda) e os convidados radicam, pelo menos, nos programas que vi, em "tios "e "tias" que foram nomeados para estar à frente de instituições de solidariedade social. Como é o caso da Santa Casa da Misericórdia e da sua Directora do Serviço de Adopções, que fez um triste espetáculo de si mesma no programa sobre adopção. A Directora tiazorra, também "supé gira", lá dizia os seus disparates (inacreditável como alguém tão energúmeno pode estar à frente do Serviço de Adopções da Santa Casa) entre maneirismos que se pretendiam eloquentes. Só faltou o chá e uns duchaises para ser a caturreira total.
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A sinopse do programa reza assim «SIC Esperança é um programa que pretende trazer a público as dificuldades de pessoas como “nós” que, por terem nascido em determinado contexto ou por se terem cruzado com “episódios menos felizes” na vida, precisam de ajuda». Gosto do «nós» entre aspas. No fundo querem eles dizer que são pessoas que se tivessem nascido em outro contexto também poderiam usar roupa do Augustos ou do João Rôlo (ou outro estilista que dá nas vistas, nem sempre pelas melhores razões).