sexta-feira, dezembro 19, 2014

Van Gogh Knows Best!


Coisas que nos saem da boca

De repente numa conversa com um amigo saiu-me «sou uma esponja encharcada em amor».

quarta-feira, dezembro 17, 2014

terça-feira, dezembro 16, 2014

O Natal renasceu

O Natal sempre foi importante na minha casa. Sou filho de um homem que teve uma infância muito pobre e difícil que chegou a roubar fruta nos pomares para matar a fome. O meu pai (provavelmente o meu único herói) trabalhou muito para poupar dinheiro (até rebentar o corpo) e construiu o seu negócio com o que sabia fazer - trabalhar o ferro. Eu já nasci num "berço de ouro" quando a metalurgia começou a dar dinheiro. Na nossa casa houve sempre por parte dele um zelo excessivo para que os filhos tivessem um Natal cheio. Lembro-me de ser pequeno e receber aos 20 presentes de Natal, da mesa da casa de jantar ter de ser coberta de doces (os dois metros de comprido por um de largo literalmente cobertos, ele não queria ver um espaço em vazio sem doces) e do meu pai se emocionar todos os anos. 

Com 14 anos passei a ser eu a fazer a árvore de Natal quando proibi a entrada de pinheiros verdadeiros e passamos para as árvores artificiais. A primeira coisa que ele fazia de manhã era vir ver a árvore, ligar as luzes e ver as decorações de Natal que eu tinha colocado na noite anterior enquanto ele e a minha mãe estavam a dormir. Eu sempre adorei o Natal e metia-me com a cabeça debaixo da árvore a ouvir música e a ver as luzes e as bolas e bonecos de todas as formas e cores.

Há 16 anos atrás, 12 dias antes do Natal, o meu pai morreu. Mas eu tive de fazer o Natal, disse à minha mãe que se desistíssemos naquele ano nunca mais conseguiríamos. Eu devia isso ao meu pai, continuar o Natal e decorar a árvore da forma mais bonita que conseguisse. Choramos todos muito nesse ano: durante o jantar, durante a distribuição dos presentes que tinham sido comprados até à data da morte dele, durante a altura de comer os doces que esse ano deixaram espaços vazios na mesa.

Comecei a tradição de comer o que o meu pai comia todas as vésperas de Natal depois de distribuir os presentes: um pires de arroz doce, uma fatia de bolo rei, um sonho de abóbora e um copo de whisky. O meu irmão e a minha mãe acompanharam-me durante anos até que a minha mãe deixou de fazer os sonhos, porque dava imenso trabalho, até que o arroz doce já não vinha em pires e sim num prato grande mais fácil de transportar para a casa do meu irmão. 

Fui deixando o Natal cair (nunca o meu pai porque enquanto as minhas memórias viverem ele tem carne, osso, cheiro, calor, sorriso, voz e toda a história dos anos que vivi com ele). No ano passado não fiz árvore de Natal. Sentia que o Natal não existia, só o consumismo, bondades sazonais, não percebi que tinha perdido a fé, ou na realidade, não percebi que me tinha perdido a mim e perdido o Natal para o meu pai. Ele que quis que eu e o meu irmão tivéssemos sempre os Natais mais perfeitos.

Entrei este ano esquecido de mim, do que me faz "queimar" por dentro. O ano não foi nada fácil, só trabalho duro e no meio terminei uma relação de anos, tive diversos problemas de saúde. O último dos problemas (o qual falei aqui no blogue) teve um impacto muito grande na minha cabeça. Fez-me perceber onde estou, como estou a viver e o que tinha deixado para trás. Resolvi mudar de trabalho, resolvi dar mais espaço aos amigos, resolvi dar-me a oportunidade de não ser sempre o melhor, resolvi sentir o Natal que sempre trouxe dentro. 

Este dia 24 vou receber a minha família em casa. Hoje vou fazer a árvore de Natal (um mastodonte de 2,30 metros que me acompanha há 12 anos), vou comprar decorações novas e vou planear o que vou cozinhar para a família, os doces que vou fazer. A minha sobrinha, agora filha de pais separados, passa a véspera de Natal connosco. E eu estou com a mesma vontade de dar-lhe um Natal tão perfeito como os que o meu pai me dava a mim. O Natal é amor. Apenas isso. Quero-os na minha casa a seguir almoço (mãe, irmão e sobrinha) vamos fazer doces juntos. Vamos brincar com o gato (que nessa altura já deve ter destruído a árvore 15 vezes). 

Quando formos dormir no dia 24, sei que no dia seguinte acordo no meio das pessoas mais importantes na minha vida. Até pode estar a chover, mas a casa vai estar cheia de luz e espero que esta energia de amor contagie a entrada e travessia de 2015.  O meu pai vai estar lá também. Não seria nada do que sou se não fosse ele. E este ano apetece-me chorar de novo. Mas porque me sinto feliz. Há Natal de novo.



Só por 425 dólares... mais dourado é impossível.



Vejo que há gente com muito sentido de humor. Chegou a era do cocó dourado. Bom, haja alegria.

A malta droga-se

Eu sei que não é muito difícil encontrar um fotografia de torso desnudo no meu FB. Ok. Mas o despudor tem limites. Meti uma fotografia com a pata o meu gato na mão e diz-me uma amiga «aquela foto que meteste com a pata do gato tive de olhar duas vezes, pensei o que é que estarias a fazer com uma pila na mão» e outra volta a repetir a mesma pergunta. Entretanto há uns tempos mudei a foto de capa, tendo metido uma foto de Charlie Engman onde se vêem duas nádegas. Perguntam-me três pessoas diferentes algo neste teor «aquele rabo no Facebook é teu? Como é que te meteste naquela posição?». Pois não meti porque o rabo não é meu, mas alguma vez eu mostrava o rabo em público? Anda tudo maluco. Uma foto em torso vá lá, mas alguém anda a fumar coisas... definitivamente. 

sexta-feira, dezembro 12, 2014

I just wanna dance



DJ (I could be dancing) - Alphabeat

Prenda de Natal antecipada

Resultado da biópsia negativo. Não tenho cancro.

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Momento confessional do dia

Nota do autor: A leitura da frase abaixo não é aconselhável a quem se vomita com momentos lamechas.

Tenho saudade de fazer amor.

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Esfericidade

Os gatos sabem muito bem como atingir aquilo que desejam, são predadores exactos, eficazes, e fazem-no em arco, descrevem curvas no seu andar. É assim o nosso destino, fazemos curvas e parábolas para que ele se cumpra na perfeição. O redondo é a distância mais curta entre dois pontos. É preciso paciência (que é o nosso sentimento mais esférico).
 
by Afonso Cruz

Europa por pior indicador/país...


sábado, dezembro 06, 2014

Ter coração

“O coração de um homem não está apenas dentro do seu peito, está também dentro das pessoas que ama, dentro da família, dentro dos amigos. O seu sangue não corre apenas dentro do seu corpo.” 

by Afonso Cruz

Istambul moments II





sexta-feira, dezembro 05, 2014

quarta-feira, dezembro 03, 2014

terça-feira, dezembro 02, 2014

Acho que foi influência da Katy Perry

I sexted a girl and I liked it.

Saint Laurent

Para que gastar 150 minutos com um argumento para 80 minutos? O filme teria ganho muito e o meu traseiro também. Quando estamos impacientes, o tempo de cadeira é sempre mais custoso. Para um biopic, falta a noção clara de quem era o personagem principal. Demasiado unilateral na visão. Pena.
10/20

O desaparecimento de Eleanor Rigby


Este filme tinha tudo para dar certo. Podia ter sido feito com um pouco mais de ritmo e ligação entre as diferentes fases dos personagens. O facto motor devia ter também ser de alguma forma subentendido de forma a não estarmos mergulhados no nada durante muito tempo. Assim foram longos minutos de espera pelo final que foi no mínimo... mínimo.
 
12/20

One less problem

"If the problem can be solved why worry? If the problem cannot be solved worrying will do you no good."

by Shantideva

Retorno

Retornei a um outro blogue que tinha deixado para trás. Em seu tempo cheguei a ter quatro blogues, o Silvestre, um de ecologia/sustentabilidade, outro de fotografia e outro de arte (o meu museu pessoal). Pelo Silvestre tenho um carinho especial, foi fundamental nos difíceis 2006/2007 e não creio que o possa eliminar nunca. Devo-lhe bastante. Deixei morrer dois dos outros, mas o de arte nunca deixei ir embora. É como ter um baú de beleza à mão. Sabe bem ir lá e contemplar o acervo. Depois de quase um ano moribundo, tive vontade de voltar a aumentar a coleção. E estou feliz com isso.

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Na INDEX ebooks - Um livro que vale a pena ler

Para assinalar o dia de hoje, Dia Mundial de Luta contra a SIDA, a INDEX ebooks publicou o livro (ebook grátis) de Gabriel de Souza Abreu, um jovem soropositivo brasileiro que decidiu partilhar francamente as suas emoções, os seus medos e as suas reações de superação, publicando o seu diário: O Segundo Armário: Diário de um Jovem Soropositivo, numa tentativa de informar e ajudar os que se descobrem subitamente na mesma terrível situação.
 
Este livro pode fazer uma diferença na vida de muita gente que está a passar ou conhece alguém que está a passar pelo mesmo. Partilhem!

 

sexta-feira, novembro 28, 2014

E para noite de hoje...

Vou a um cineminha, mas apetecia-me mesmo era dançar. Contudo, não gosto muito do tipo de música que andam a passar por aí nas discos e os grandes companheiro de dança, calçaram os chinelos.
 
Se alguém conhecer um sítio (até pode ser bar aberto até às 4 da manhã) onde passam música assim tipo Fatboy Slim, Pop/Funk, House estilo 90's, etc. Agradecia a dica. Quem sabe amanhã me aventuro, mesmo sozinho.

C'mon talk!



C'mon Talk - Bernhoft

Loira resoluta


Já dizia a saudosa Rute Remédios

«As opiniões são como as vaginas, cada um tem a sua e quem quer dá-las...dá-las!»

quinta-feira, novembro 27, 2014

É simples e é assim...

I see the sun, and if I don’t see the sun, I know it’s there. And there’s a whole life in that, in knowing that the sun is there.
    
by Fyodor Dostoyevsky

Faz-me bem, pronto.

Uma das coisas que gosto de fazer é cantar. Quando tenho mais oportunidade é quando vou na rua, então canto a plenos pulmões. Se quando era mais novo baixava o volume quando me cruzava com alguém, agora não o faço. Continuo em alto e bom som e se me olham eu olho directamente nos olhos da pessoa sem parar de cantar até que ela deixe de olhar. E lá sigo feliz da vida.

Versões cool...



Say my name /Cry me a river - The neighbourhood

Momento cómico do dia

Quando verbalizo «tenho de cortar o cabelo que já está grande» desata tudo a rir. É tudo uma questão de relatividade. Para quem usa rapado, se ele tiver 6 mm está muito grande.  E ele não se rapa sozinho, tenho mesmo de cortar o cabelo duas vezes por semana.

quarta-feira, novembro 26, 2014

A imaginação humana é uma coisa estupenda...


Descoberta do dia



Berlin - RY X

Nightcrawler

A primeira coisa que tenho a dizer sob re este filme é que o Jake Gyllenhaal é mesmo muito bom actor. A segunda coisa é que os americanos são doidos. Uma história de ascenção apoiada pela morbidez humana. Provavelmente essa mesma morbidez também existe no nosso país. O filme essencialmente urbano é perturbador. Não é bonito. É até bastante feio. Mas é bom.
 
16/20

Charlie Engman - um fotógrafo que me enche as medidas.




Negatividade

Há pessoas que gostam de a espalhar. Não produzem nada de positivo.

terça-feira, novembro 25, 2014

Descoberta do dia



Love you anyway - Ji Nilsson & Marlene

Limão e amigo na ronha matinal


Coisas boas pela manhã

No café do metro:

Empregada (com seus 50/55 anos) "É uma meia de leite para este senhor aqui. E o menino, o que é que deseja?"

O menino era eu.

1000...

Quando são euros é excelente. Quando é a velocidade da nossa cabecinha, não é do melhorio,

segunda-feira, novembro 24, 2014

Momento Scarlett O'Hara

«As God is my witness, as God is my witness they're not going to beat me. I'm going to live through this and when it's all over».
 
Um dia destes.

Pensamentos automáticos negativos

Estou a ser invadido por pensamentos automáticos negativos. Não a respeito da saúde, mas a respeito da possibilidade de conseguir encontrar determinadas coisas que me são queridas. Pensei que a melhor maneira de o fazer seria exactamente desabafar falar sobre estes pensamentos, criar uma espécie de chaminé por onde saem os gases de combustão evitando assim qualquer tipo de explosão ou dano maior. Mas a reação "ambiental" a esta forma de escape não está a ser muito boa. Tenho de mudar a estratégia. Na realidade acho que devia passar uma semana num mosteiro budista, em silêncio e em vazio mental. Onde não há nada não se sente nada, mas é fácil ser sábio na montanha. Queria descansar. Se calhar tenho de voltar a fazer meditação. A ver se o gato deixa.