quarta-feira, julho 18, 2018

Com o que como de cenouras todos os dias...

...não sei como ainda não fiquei cor de laranja. Marcham uns 3kg de cenouras por semana.

terça-feira, julho 17, 2018

Pessoas que admiro

No café ao lado do meu trabalho há uma empregada que já não é nova, terá uns 60/62. Quando atentamos a forma como veste ou mesmo como trata os clientes, há algo que a distingue do usual nestes lugares. 

Fiquei a saber que ela foi durante mais de 25 anos contabilista numa empresa que fechou as portas e deixou uma quantidade de pessoas no desemprego. Encontrar trabalho na idade dela provou-se dificílimo, mas como tinha contas para pagar arregaçou as mangas e trabalha um dia inteiro atrás de um balcão a servir. 

Disse-me que não é fácil estar tanto tempo de pé (ao fim de anos a servir ainda lhe custa bastante) e tem muitas saudades do trabalho de papelada. Chega a casa morta, mas com um ordenado. 

Do meu lado só posso ter a maior admiração pelas pessoas que não desistem. E que não sentem que lhes caem os parentes na lama por fazer um trabalho menos qualificado e mais sofrido.

segunda-feira, julho 16, 2018

Cinderela... uma (re)interpretação feminista.


Grandes sustos

No Instagram olhei para a foto de um amigo que dizia "Parabéns miúdo!" e abraçado a ele o Cláudio Ramos. O coração disparou de susto, mas depois olhei melhor e vi que era o namorado dele. Uffaaaa... E peço desculpa ao namorado dele pela ilusão óptica.

Artemis - Hotel de Bandidos

É uma espécie de film noir passado num futuro distópico (o que parece estar muito na moda). De raiz este filme apresenta-se como um thriller de acção com a premissa de confronto entre assassinos da pior espécie que, por acaso (ou talvez não), estão todos no mesmo local e à mesma hora.

Não obstante, o filme surpreendeu-me. O elenco é muito bom, nem sabia quem estava para além da Jodie Foster e é sobretudo um filme sobre amor e redenção. Este filme teve em mim o efeito oposto do filme que falei no post anterior e saí da sala cheio. No meio do "chiqueiro" podemos encontrar os sentimentos mais nobres e aquilo que nos torna realmente humanos. Nada é linear.

PS. o Sterling K. Brown está estupendo.

17/20

A Livraria

É um filme bem diferente do que eu pensava. É uma história sobre vencer a adversidade, realização de sonhos, mas  nada disto correspondendo ao cliché do costume. É também uma história sobre a maldade humana, sobre poder e sobre encanto e desencanto.

O filme em si é lento (talvez uma característica dos filmes da Isabel Coixet), mas suponho que teria de ser assim retratando a vida numa aldeia inglesa. É muito inglês no formato. 

Saí de lá com o coração partido. Nem sempre as histórias são o que queremos que seja.


15/20

quinta-feira, julho 12, 2018

quarta-feira, julho 11, 2018

Mais uma relação para as couves





But what is true when something dies
He's not in love with her anymore...





Um amigo meu viu o namorado dele acabar o relacionamento de 7 anos com um «já não estou apaixonado, preciso de distância de ti para ver se sinto a tua falta». Estas coisas de dar um tempo são extremamente cruéis para o que fica à espera e, regra geral, sem resultados. Então ele resolveu não ficar à espera e depois de uma semana de ausência do outro a dormir em casa de uns amigos comuns disse «ou voltas para casa e resolvemos isto como um casal a discutir o que está mal e para onde temos de ir, ou podes vir buscar as tuas coisas». O outro foi buscar as coisas dele.

Não posso dizer que isto não está a ter um grande impacto sobre mim, porque está estudado que as relações acabam/enfrentam grandes provações aos 4 e 7 anos. As minhas acabaram sempre nessas datas (para dar mais razão às estatísticas) e eu estou a caminhar para os 4 anos e nem sempre da maneira mais suave. Irei eu voltar a ser um cliché? 

Eles os dois eram o casal perfeito aos olhos alheios, sempre sorridentes, sempre com fotos giras nas redes sociais e...PUM. No meu caso, pelo menos, dizemos que somos imperfeitos e que a paixão vai e vem conforme estamos mais ou menos chateados. O amor esse está lá. Pelo menos a certeza de que temos afecto um pelo outro é constante. Bom, trabalhar dia a dia e esperar pelo melhor. 

Tudo é eterno enquanto dura.



Esta canção não me saiu da cabeça hoje...



Don't cry my precious one, 'cause
I ain't got no sympathy for you...

A partilha tem limites

No Instagram dois dos meus seguidores têm feito longas partilhas de uma unha que foi apodrecendo e de um pé com fungos. É muito informativo e se calhar até é bastante artístico, mas eu dispensava ver o processo, mesmo sendo casualmente que apanho uma das fotos. Pelo menos a unha nova já está a crescer a um deles, o outro ainda a viver com um micose. Este post tem o interesse jornalístico de uma noticia do Correio da Manhã.

segunda-feira, julho 09, 2018

Ernst Kirchner (estou fã)




Finalmente praia

A água estava tão boa ontem à tarde na praia da Belavista. Abençoado banho.

The Incredibles 2

Apesar de não me ter causado o mesmo impacto do primeiro filme, por já conhecer as personagens, este segundo capítulo está muito bem feito e é sem dúvida um filme para adultos. Há aquela concepção errada de que os filmes animados são para crianças. estavam muitas crianças na sala, mas não creio que tenham compreendido metade. A ideia de que os heróis são pessoas como as outras (com as mesmas ansiedades, inseguranças e dificuldades) é bastante refrescante.  Gostei bastante. Há alguns momentos bem divertidos, mas a maior parte do filme é uma piscadela de olho à família e ao papel das mulheres na família + trabalho (heroínas, portanto).

16/20

ps. Alguém me diz porque é que não existem já sessões em versão original antes das 21.30h? Eu já sou contra as dobragens de filmes de cinema, mas cada vez me sinto mais zangado por quase não conseguir arranjar filmes em versão original. 

sexta-feira, julho 06, 2018

Sim... destesto o Neymar (e todos os fiteiros)



E já agora (que me perdoem os meus amigos brasileiros) mas quero que o Brasil perca com a Bélgica, um desejo super forte. Pode ser que tenha mais sorte do que com o Uruguai que também tombou aos pés da França (outra selecção que queria ver fora). 

quinta-feira, julho 05, 2018

Colega tiazorra porreiraça XIV

Ai...morri. O seu namorado é tão giro, adorei vê-lo ao vivo. É bom que o colega continue a fazer muito ginásio para não perder aquilo. A minha vontade era despir-me toda (sim porque o corpinho ainda não caiu), mas como sei que não ia adiantar fiquei vestida. 

Parti-me a rir com isto (conversas alternativas)





quinta-feira, junho 28, 2018

Idas traumáticas ao médico

Fui ao médico no sábado e o tipo era claramente homofóbico. O meu estado civil é «união de facto» com um homem.  Situação da qual não tenho de me envergonhar e, que por essa mesma razão, é-me natural expressar. Depois fiquei a saber que muitos problemas médicos no mundo acontecem porque a comunidade LGBT tem sexo anal. Achei um bocado despropositado. O homem não foi mal educado, mas tentou fazer-me sentir culpado pelos males da "minha comunidade".  

Na altura entrou-me por um ouvido e saiu pelo outro (pensava eu), mas horas mais tarde, dias mais tarde, confesso que aquele tom acusatório continuou a perseguir-me e a fazer-me sentir mal, não por mim, mas por haver gente com ideias retorcidas. Evoluiu-se muito em Portugal, mas o caminho da integração e da aceitação ainda está a meio.

quarta-feira, junho 27, 2018

Ocean's 8

Não sendo nenhuma maravilha da 7ª Arte. O filme consegue unir o antigo glamour dos filmes do género com uma certa modernidade (à qual não é alheia a presença da Rihanna). O filme não tem um guião estupendo cheio de surpresas e de acção, mas tem um elenco de excelentes actrizes que tiveram muita química a trabalhar em conjunto e a Sandra Bullock e a Cate Blanchet estão no seu melhor (I so fucking love Cate Blanchet). 

Em nenhum momento o filme é aborrecido e há um twist e uma pequena surpresa, mas aqui não se escrevem spoilers. 

Em suma, a história é idêntica aos outros Ocean's e tinha tudo para ser um desastre de casting, mas resulta muito bem. No final gosta-se mesmo. 


16/20

Com amor, Simon

Antes de mais quero dizer que este filme é importantíssimo no sentido de que pode ajudar imensos jovens que também estão num processo de descoberta da sua homossexualidade. Posto isto, e apesar do conteúdo social do filme, não fiquei muito impressionado. Faltou algum realismo na realização e o filme (a pedaços) deixou-me um sabor de artificialidade. Os próprios actores que dão corpo ao ao casal homossexual não me pareceram convincentes no papel, em especial na interacção enquanto casal. Não obstante é um "feel good movie" que aconselho vivamente toda a gente a ver. 

13/20

quarta-feira, junho 20, 2018

Hereditário

Este ano já é o segundo filme de terror ligado ao sobrenatural que eu vou ver. Não sei porque insisto para estar a desviar os olhos do ecrã sempre que o suspense aumenta. No caso, a história tem tudo para ser boa, mas apesar do bom desempenho da Toni Collette, as personagens do pai (marido dela) e dos filhos não me pareceram nada convincentes (ou pelo menos eram profundamente irritante) o que me dispersou e quando isso acontece é porque algo não vai bem..

12/20

segunda-feira, junho 18, 2018

Voltei de férias


Hoje o dia está a fazer-se um bocadinho comprido na razão inversa da minha produtividade. Fica a fotografia da árvore a caminho da praia (imagem que capturo todos os verões - a mesma árvore, a mesma estrada) para eu ficar mais "contentinho".

Tully

Um filme que nunca arranca verdadeiramente, apesar do argumento ter algumas piadas engraçadas e ser bem disposto. O ponto de partida é estupendo, uma mulher de maia idade sobrecarregada e prestes a explodir após o nascimento de mais um filho. O argumento de Diablo Cody deveria ser uma garantia, mas não é. Não percebo também porque é que a Charlize precisou de engordar 25kg para o filme, penso que foi só para ter o efeito de isco. No final há uma revelação, percebemos que fomos enganados e que afinal "a cena era outra", mas é curto. Não chega para alegrar. 

12/20

sexta-feira, junho 08, 2018

Mundo Jurássico: Reino Caído

Ora cá está um exemplo de como se pode fazer muito com pouco. O filme não tem muito texto, não há grandes premissas, mas está bem escrito, com bastante humor e a levantar algumas questões chave sobre o desenvolvimento tecnológico. O filme passa-se todo em 3 cenários, mas sempre com  o máximo de relevância dramatúrgica (dentro do género, claro). Gostei do filme a história ficou em aberto para a parte três que, essa sim, será um estrondo em cenários e efeitos especiais. Dado a que no final deste filme os bichinhos... Depois vêem no cinema. 

14/20

Recomeço

A ver se é desta que vai. Voltei a trabalhar no meu livro de contos que está escrito desde Dezembro de 2016. meti mãos à obra com um possível novo ilustrador e estou entusiasmado. É desta que vai ou racha. Dedinhos cruzados.

terça-feira, junho 05, 2018

Música maravilhosa na voz de Marisa Monte


Noturna (nada de novo na noite) - Marisa Monte

segunda-feira, junho 04, 2018

Evelyn Bencicova... um novo talento em fotografia.







Adoro o trabalho desta fotógrafa. Apesar da tenra idade, enche-me as medidas com a sua perspectiva conceptual. Mais aqui.

O meu pai era Sportinguista

Apesar de eu ser do Benfica, os meus pais eram do Sporting e tenho carinho pelo clube. Aliás quando o Sporting ganhou em 2000 fartei-me de festejar e novamente em 2002. Desde que não seja o Porto a ganhar (talvez a única equipa por quem nutro verdadeira antipatia), está-se bem.

Este último mês só tenho pensado em como o meu pai estaria de coração partido por ver o Sporting arrastado na lama pela sua própria direcção. Uma das coisas que mais confusão me faz é gente sem noção e que se faz de vítima. O estatuto de pessoa requer alguma "classe" e o que observo é o oposto disso. 

Queria deixar de seguir o caso de perto, mas estou viciado na sensação de espanto que cada nova acção da direcção me produz. A introdução desta nova personagem Elsa Judas torna tudo ainda mais "assustador" o nível desce a alturas negativas. 

A instrumentalização do Benfica, pela direcção, como bode expiatório para tudo (acho que o Bruno de Carvalho também deve culpar o Benfica pelo aquecimento global e pela violência na Palestina e pela diminuição da população das girafas em África) até me dava um certa graça. Mas esta gente já está no domínio do criminoso, de perfeita desconsideração pela lei. Volto a lembrar-me do meu pai e de como ele nos ensinou a ter respeito pelo Sporting. Fico com um aperto no peito. Tomara que o clube não morra e que estas pessoas que agora o afundam sejam responsabilizadas. 

Sou sexy, eu sei

O filme pode estar a ser arrasado pela crítica, mas para mim é o melhor filme da Amy Schumer. Penso que a principal função de uma comédia é fazer-nos rir e eu não sou de riso fácil no cinema. Ri-me e saí do filme com uma sensação boa. A abordagem ao tema do amor-próprio não está feita de forma tão levezinha como apregoam. Até acho que está muito interessante o equilíbrio conseguido. 

Acrescento que a personagem da Michelle Williams está maravilhosa, nunca pensei vê-la num "registo light", mas mesmo assim a roupagem que deu à personagem não é a típica em comédia. Dias depois de ter viso o filme chego à conclusão que quanto mais penso nele, mais gosto. Aconselho toda a gente a ver e a exercer a libertação pela qual passa a personagem principal. 

A confiança é sexyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy...

16/20

Terminal

Um filme deveras interessante com uma estética vintage e uma história que se baseia sobretudo em diálogo. Definitivamente um filme europeu que nunca resultaria no EUA. A premissa de base é uma vingança entre assassinos. O filme parece estranho por complicar a acção, mas no final tudo acaba por fazer sentido. É um filme noir "retorcido", com personagens "não lineares" e que não é fácil de seguir. Mas retira-se prazer no final e antes disso o humor negro vai prendendo até que finalmente o filme faz sentido. A história poderia ser contada de forma simples e tal não acontece, mas para mim faz sentido porque aquelas personagens nunca seriam simples e escorreitas. 

16/20