sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Vingança a Sangue frio

Pelo trailer achei que iria ver um filme dramático com um forte pendor de acção e não um filme  de acção que é um drama na execução. A história tem tudo para dar certo, mas depois um conjunto de personagens muito secundárias sem nexo, cenas de acção que nunca chegam a "rebentar", algumas justificações de argumento só porque sim, tornam o filme um bocadinho insosso. Nem doce nem salgado, nem quente nem frio, etc. É tudo um pouco em lume brando e sem grande sabor.

Há algumas tentativas de humor negro (ao estilo de Tarantino) que também nunca concretizam muito bem, mas a cena final sim. 1 minuto antes do filme acabar. Riso. 


12/20


quarta-feira, janeiro 30, 2019

Green Book - Um guia para a vida

Este filme é uma dramatização da relação acidental entre o músico Don Shirley e Tony "Lip" Vallelonga, um guarda-costas de ascendência italiana que trabalhava no Copacabana Club. Estamos na época alta do segregação nos EUA e o primeiro contrata o segundo para ser seu motorista e guarda-costas na digressão que vai fazer pelos estados do sul. É uma biopic feito com cuidado e legítimo - de acordo com biógrafos oficiais.

A história é isso mesmo, passada e documentada, mas para nós expectadores creio que é uma lição de vida sobre humanização, sobre estabelecer pontes, sobre fazer do impossível possível quando ousamos pisar em território desconhecido. É uma bonita história de amizade, um triste (mas necessário) testemunho do racismo e uma visão positiva e bem disposta do que um homem pode ser quando se ultrapassa. Gostei muito.


17/20

Um homem já não pode mexer na braguilha?

Tenho uma colega que é, no mínimo, inconveniente. É daquelas pessoas que aparece sempre para se meter na conversa alheia porque está a ouvir tudo ou então a fazer reparos tontos sobre um aspectro físico. Hoje a sair da casa de banho ainda a apertar as braguilha, fui brindado com a pergunta «Então? O que é que se passa aí?» Desnecessário, no mínimo. 

sexta-feira, janeiro 25, 2019

Festival da Canção 2019

Estive a ouvir de manhã as músicas que estão a concurso e achei tudo um bocadinho mais do mesmo. Há uma falta de espetacularidade por parte dos portugueses que me deixa incomodado. Uma enorme falta e esforço para atingir um objectivo. O festival é o cliente, então a pergunta devia ser "que ritmos fariam uma música de qualidade que tem oportunidade de ganhar o festival com as suas condicionantes?". 

No ano do Salvador tivemos muita sorte. A Luísa a fazer o que faz sempre produziu uma coisa bonita, um acto de pop intemporal (português suave adaptado ao século XXI). Este ano há umas quantas música que se destacam na minha opinião e o resto podiam ser encaixotado na categoria "música portuguesa do costume", as vozes do costume e as melodias do costume da música ligeira contemporânea em Portugal. 

Aquelas que me encheram o ouvido foram: A dois (dos Calema), Telemóveis (Conan Osíris), Igual a Ti (NBC) e Pugna (Surma). 

A música dos Calema e do NBC são orelhudas, comerciais, pop regular contemporâneo, do que se vê nas tabelas de vendas. é pelo menos actual e cosmopolita (estrangeiros conseguem relacionar-se com as melodias porque estão habituados a elas). Já o Conan Osíris e a Surma oferecem dois objectos diferentes e intrigantes. São sem dúvida os meus favoritos porque são originais. Contudo, o primeiro faz-me sentir a Portugalidade tal como ela é (não aquela coisa fadista ou de alma que fica bem para nos vender lá fora como tranquilos e/ou deprimidos), mas sim a diversidade, o "melting pot" de culturas que desenbocarm neste canto ocidental da Europa desde os descobrimentos. O Conan Osíris, faz-me sentir Portugal na sua canção e uma nova geração muito metafórica nas palavras, que usa o curriqueiro (telemóveis) para expressar um sentimento não corriqueiro. O Andy Warhol fez também isto no passado, mas com a arte visual. 

Conan Osíris é estranho, mas pelo menos é fresco e original. Ah, e é português. Português contemporâneo e real. Ele é tão 2020. 


quinta-feira, janeiro 24, 2019

Nesta altura é que o muro americano deveria ter sido construído


Maria, Rainha dos Escoceses

Este filme é amargo, é claustrofóbico e não há nada a fazer quanto a um final infeliz. É o problema dos dramas históricos (também já sabíamos que o Titanic ia ao fundo no final). Creio que hoje tendemos a esquecer que em séculos passados a vida das mulheres era ainda mais complicada do que hoje. E em países com monarquias instáveis (por via das legitimidades de parentesco) como era o caso da Inglaterra e da Escócia, o poder era mantido com base na força, na intriga e na conspiração. Maria, foi uma vítima de circusntâncias infelizes e de uma corte dominada por homens, sem nenhuma que fosse seu protetor. Se a isto juntarmos movimentos religiosos da época entre prostestantes e católicos, temos a permanência de uma espada sobre a cabeça desta infeliz Rainha que finalmente acabou por cair. Enquanto Elizabeth foi tida como a Rainha Virgem, Maria foi tida como a Rainha Meretriz, um título que foi injusto. Entre a manipulação e as más decisões, Maria perdeu-se para sempre.

À parte da história e aqui com recurso a alguns artifícios narrativos, o filme procura trazer à tona o que significava ser mulher, e os eventuais sentimentos de fraternidade que poderiam existir entre mulheres na época. Apenas uma rainha solitário pderia compreender outra rainha na mesma situação. Se fosse protestante. Talvez o destino da Rainha dos escoceses pudesse ter sido diferente.  

16/20
 

Glass

O último filme da trilogia de M. Night Shyamalan começada com o protegido não é um mau final e deixa em aberto a possibilidade de poder haver uma sequela. De certa forma sinto que o realizador se tornou numa espécie de "Paulo Coelho do cinema", com histórias sobre superação pessoa, sobre o potencial humano e da vontade humana: A crítica não tem sido estupenda, mas não acho que esteja mal. Vê-se bem e levanta algumas questões engraçadas do ponto de vista existencial.  


14/20

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Ou nadas ou afundas

«Ou nadas ou afundas» é uma comédia dramática que tem um título bastante feliz em português. É quase como uma metáfora para a vida. Um grupo de homens de meia idade com problemas diversos encontram o seu momento "divã de psicanálise" num grupo de natação sincronizada masculina. O filme é bastante previsível, mas não deixa por isso de ser um "feelgood movie" e há momentos que surpreendem na apresentação das diferentes camadas dos personagens. Às vezes uma pessoa só precisa de se sentir importante para alguém que importa. 

14/20

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Chamem-me popular, mas...

Prefiro ter um Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, do que 100 Presidentes Aníbal Cavaco Silva. O mal dos portugueses é serem (em geral) pessoas pequeninas e cinzentas. Um "certo colorido" não é sinónimo de falta de competência. Politicamente e juridicamnete temos o Presidente mais bem preparado da nossa história. 

O Mistério de Silver Lake

O primeiro filme do ano foi um enorme BLHAC. Detesto filmes em que não fazem absolutamente sentido nenhum (no mau sentido). Alguém quis escrever um filme "neo noir" e falhou redondamente. Dizme que é uma comédia de suspense. O supense ok, aceito que esteja lá. A comédia, nem por sombras. Lembrar-me que vi este filme é daquelas alturas em que o arrependimento atinge. 

8/20

terça-feira, janeiro 08, 2019

Luis Filipe Vieira e Cristina Ferreira

Apesar de ser benfiquista nunca simpatizei com o Luís Filipe Vieira. Graças à curiosidade de ver o primeiro programa da Cristina Ferreira (culpem o hype à volta do assunto), acabei por ver uma grande entrevista (por parte dela) e ainda ter uma imagem bem diferente do Presidente do Benfica. Não há dúvida de que as pessoas são como cebolas e apenas temos a percepção social de algumas. Gostei de o conhecer e se isto continua a assim, todos os dias quando chegar a casa volto para trás com a Box para ver quem foi o grande entrevistado. 

Gosto da Cristina Ferreira (tenho vindo a gostar porque aprecio gente trabalhadora e que fala sem tabus) e gosto bem mais do Luís Filipe Vieira. E é isto. Que me façam gostar de muita gente. :) 




quarta-feira, janeiro 02, 2019

Frases que mais gostei em 2018

- Podia embrulhar milhares de presentes no teu papel de vítima.

- O sexo é como a comida. Todos a podem fazer, mas nem todos a sabem fazer saborosa.

segunda-feira, dezembro 31, 2018

Ralph vs Internet

Fui ver este filme simplesmente porque estava com a minha sobrinha e era o único filme de banada desenhada que começava à hora que eu necessitava. Nem sabia quem era o Ralph e de que se tratava o filme, mas ela tinha visto o primeiro e então lá fomos. Escusado será dizer que adorei e até me esqueci do facto do filme ser em português (o quer é muito difícil). 

É no mínimo uma forma muito inteligente de antropomorfizar aquilo que se passa dentro da Internet, chegando inclusive à "Deep Internet", e ainda contar uma história de amizade bem cosida e sem alinhavos. Aconselho a ver. A versão portuguesa não é nada má, supostamente a inglesa deverá ser melhor ainda.

16/20

domingo, dezembro 30, 2018

O Ben está de volta

Tinha muitas expectativas no regresso da Júlia Roberts. O filme em si é denso e tenso, mas estava à espera que fosse mais intenso. O tema do filme é a droga, mas o filme joga muito mais com a tensão  do problema sobre a família. Tudo isso está a correr muito bem até à parte do climax onde algo deveria ocorrer e não ocorre exactamente. Se calhar na vida real é mesmo assim, têm-se as emoções cansadas e por isso tudo se trata de uma passagem de tempo pastosa. Mas como filme, senti a falta de algo mais. 

14/20

sábado, dezembro 29, 2018

O Regresso de Mary Poppins

Antes de mais tenho a dizer que a Emily Blunt está divida e, na minha modesta opinião, confirma-se como uma das melhores actrizes da actualidade. De resto o filme é um musical muito competente com um argumento que radica na capacidade que temos de sonhar e de acreditar no que é mágico. 

Gostei muito do filme e no final, apesar de ser um "feel good movie", não deixei de sentir uma certa tristeza, mas essa tristeza deveu-se ao facto de achar que um filme destes nunca terá muitop sucesso na sociedade de hoje. Podia dizer-se que há aqui algum anacronismo, simplesmente pelo facto de que as pessoas perderam a magia, o mundo hoje é um local muito seco, muito tecnológico e pouco mágico. Não sei se vai tocar muita gente e devia.

16/20

quinta-feira, dezembro 20, 2018

Feeling Sexy

É um daqueles dias em que umas calças novas (bem justinhas) e uma camisa com classe fazem os colegas todos reparar em ti e as meninas dizerem coisas abonatórias sobre as tuas pernas e rabo. Hoje estou em alta. Hahaha...


ps. agora saia à rua e dava um trambolhaão daqueles e rasgava a roupa toda (como já me acontecem há uns anos atrás).

terça-feira, dezembro 18, 2018

Também há anedotas de loiros

- Paulo estou grávida de ti.
- De mim?! Impossível, eu nasci há 26 anos.

segunda-feira, dezembro 17, 2018

Tricotei o primeiro barrete com pompom



Antes que a haja algum comentário nesse sentido estou a borrifar-me para clubes de futebol. É apenas um gorro verde e branco porque gosto das cores. Foi feito para oferecer a uma amiga alemã e já está no correio. 

Frases que interessam

Um corpo bonito é aquele que tem uma pessoa feliz dentro,

Ginásio Blues - O ânus pouco recatado

Um senhor saiu do banho e ficou de costas (nu) para as restantes pessoas do ginásio. Foi quando começou a limpar os pés de rabo espetado revelando o seu peludo ânus aos presentes que olharam para o lado (eu fui um deles). Não tenho nada contra ânus peludos, mas acho que não devem estar expostos publicamente. Se calhar sou mais preconceituoso do que o que pensava.

Aquaman

Nos livros de quadradinhos o Aquaman tinha algo de régio aqui é um bocado bardajão, não obstante é um filme que se vê com algum agrado. O factor água dá-lhe uma dinâmica diferente que ainda não tinha sido vista em filmes de super heroís. Nada de estupendo, mas engraçado. O actor Jason Momoa diz que se inspirou em cantores de heavy metal para compor o personagem. Está tudo dito. 

14/20

Robin Hood

É uma história que gosto bastante e vi todos desde a versão de 1938 com o Errol Flynn até à actual versão que é assim a atirar para o inominável. Que brutal desperdicio de recursos. Não vale a pena ver. Má direcção, história pobrezinha e cenários incongruentes.


9/20

Engenhos Mortíferos

Nunca pensei ver um filme "steampunk" só conhecia o movimento em roupas, mas resulta muito bem cinematograficamente. A história passada numa era pós apocalíptica, depois do homem antigo (nós) ter destruído a civilização tal como a conhecemos é um ensaio sobre a voracidade humana e a sua capacidade de se voltar contra o seu semelhante em nome do poder com a desculpa da sobrevivência. A história não é estupenda, mas está engraçada e o conceito do filme também.

14/20

sexta-feira, novembro 23, 2018

Direito à Opinião?

Li um no Facebook de um amigo uma partilha de um post de um jornalista gay que falava sobre a tirania do corpo no mundo gay, e que isso era ainda mais terrível nas apps de encontros. O argumento era de que era terrível para um gay que já é discriminado na sociedade ainda ser discriminado por causa do corpo. E invocava exemplos como o de lhe dizerem que até era bonito, mas era muito gordo e por isso não era atraente o suficiente. 

Na realidade, por muito duro que seja, acho que toda a gente tem direito à sua opinião. E se pessoas musculosas só querem pessoas idênticas a si, estão no seu direito. Se pessoas magras só querem pessoas magras e pessoas gordas só querem pessoas gordas, estão no seu direito.

Por outro lado, acho que quem se submete a este tipo de exposição (em apps) tem de estar preparado para o facto de ser avaliado e da avaliação (sempre subjetiva) não ser positiva e ir de encontro às suas expectativas. 

Todas as pessoas têm a sua zona de gosto. Acho que é um facto que deve de ser aceite sem drama. Eu gosto de carros com cor, agora mesmo comprei um no mínimo "vistoso", com uma cor que a maioria das pessoas detesta. Isso não me demove minimamente. Não é porque falamos de pessoas que temos de fingir que os gostos existem. Quando se fala de sexo a avaliação é puramente imagética. Logo, é natural que a pessoa seja julgada com base nisso. Não há que fazer drama sobre o assunto. 

Lembro-me de um caso de há anos trás (cerca de 2003) em que uma miúda muito gira se apaixonou por um rapaz que achava muito feio. A questão é que ela o conheceu, e adorou tudo no que ele era como pessoa. Muitos anos de casados e dois filhos depois. Ela continua a ter a mesma opinião. Fisicamente acha-o feio. Mas tudo o resto é o melhor que já conheceu. E ele aceita perfeitamente que a mulher o ache feio. Ele não se esgota na aparência física. 

Fechando o círculo, tudo me leva a crer que quem arranja um drama enorme porque alguém o acha feio ou pouco desejável fisicamente, ainda não percebeu que não se esgota no físico e provavelmente tem pouca autoestima. No final, ninguém é responsável pela autoestima dos outros, é uma dimensão pessoal que tem de ser alicerçada no próprio. Se ela é construída pela validação externa é falsa e frágil. A autoconfiança também não pode ser construída na validação externa.

Não existem vítimas. Se decidirmos que não somos vítimas. E se aceitarmos quem somos com um sorriso rasgado e a “cagar” para a opinião dos demais, somos eminentemente felizes. Eu determino-me a mim próprio. Não deixo que uma opinião externa me determine, para mim é apenas uma opinião. Para mim resulta.