sexta-feira, novembro 02, 2018

Verdades incontestáveis


Quando nos pára o cérebro

Era uma vez um rapaz que, apesar de estar a chover, resolveu não vestir o impermeável para andar de mota. Quando chegou ao trabalho estava feito um pinto e teve de se despir todo e vestir a roupa do ginásio (ainda bem que não tinha reuniões). Dois dias depois a constipação teima em tornar-se mais forte e o paracetamol e o ibuprofeno não estão a ajudar como deviam. 

Quem me manda a mim ser estúpido.

Bohemian Rhapsody

Era um filme que faltava. Os Queen foram uma banda única, que lançou um estilo próprio de rock, mas o carismático vocalista Freddy Mercury ainda mais. O filme explora a ascenção da banda, mas ancorado sempre na evolução do vocalista desde os anos em que vivia com a família (de origem persa, mais precisamente Parsi) até ao estrelato. Como quase todas as pessoas brilhantes e sensíveis,  que se sentem desalinhadas, Freddy Mercury era uma pessoa sozinha no seu âmago, apesar de ser amado pelas pessoas que realmente importavam. Acabou por se perder e reencontrar-se no momento em que soube que tinha contraído HIV. Saímos com um sentimento bom do filme, porque apesar do fim tragico sabemos que ele teve oportunidade de redenção e de viver feliz os últimos 6 anos da sua vida. 

O actor Rami Malek entregou-se de corpo e alma à composição do cantor, mas não consegui deixar de sentir que em partes era um bocadinho "encenado demais".

16/20

Sete Estranhos no El Royale

Assim que vi o trailer fiquei a achar que este filme tinha algo que ver com o «Hotel Artemis», o mesmo ambiente "noir" que tanto me cativou no outro. Sem dúvida que este filme está ao mesmo nível, apesar de ser mais misterioso no conteúdo. É um filme muito psicológico, em que as diferentes camadas de cada pessoa são exploradas. A própria metáfora do Hotel estar assente em dois estados com uma linha que o divide ao centro é uma chamada de atenção para a dualidade que todos encerramos. Tem uma cadência muito interessante e tem a surpresa de ver o Chris Hemsworth a fazer um papel diferente daquilo a que estamos acostumados e a ser credível. A minha personagem favorita foi a representada por Chyntia Erivo, uma actriz que eu nunca tinha visto e que me deixou com vontade de ver tudo onde ela entrou. Recomendo. 

17/20

terça-feira, outubro 23, 2018

Coisas que me deixam feliz

Estou há quase 2 semanas a fazer trabalho externo. Estou a acompanhar um grupo de auditores internacionais em processos de avaliação. O meu papel aqui é ser um facilitador e garantir a fluidez, condições e qualidade do processo. Várias vezes fui contra a minha instituição de origem por sentir que o processo estava mal desenhado e várias das opções não eram viáveis, causando entropia.

Os nossos directores da Administração Pública desenham os processos tipo "Chapa 4" e esquecem-se que estamos a lidar com pessoas e que gerir um projeto significa ter a capacidade analítica de mudar o plano e de implementar uma alteração de correção quando necessário. 

Ao ver que várias coisas estavam a gerar entropia resolvi alterar o plano, recebi admoestações da casa mãe, mas não vacilei por acreditar que estava a fazer o correcto. 

Hoje no último processo de avaliação a equipa de auditores surpreendeu-me com um presente e com uma nota que dizia:

"We very much appreciate your professionalism, kindness, relentessness, openness and sharing your knowledge on how the different Portuguese systems works. We appreciate your excellent resistance during these exhaustive days of work. Thank you so much for your support".

Este tipo de reconhecimento é outro ordenado ao fim do mês.
  

sexta-feira, outubro 19, 2018

O trabalho dá comichão

Ando a fazer visitas externas pelo trabalho e tive um reencontro com bibliotecas. Já me tinha esquecido o que era entrar numa biblioteca com livros antigos... cheio de ácaros do papel. Eu sou muito alérgico aos acaros de papel e ao fim de 5 minutos estou cheio de urticária e a coçar-me todo e não é um espetáculo bonito. Quem se lembrou de fazer a sessão plenária dentro de uma biblioteca gostava de lhe dizer... obrigado. Fiquei numa salinha à parte a descansar e ainda a coçar-me um bocadinho, mas com o andar do dia foi passando. 

Assim nasce uma estrela

Dizem que é um projecto de vaidade do Bradley Cooper, mas eu acho que não. É um filme bonito esteticamente, com algumas falhas de ligação cénica devido, talvez, a alguma inexperiência do Bradley, mas as críticas negativas param aqui.

O mundo está rendido ao desempenho da Lady Gaga que está óptima na maioria do tempo, mas quando ela canta (após a primeira vez) eu esqueço que é a Ally e vejo a Lady Gaga com os seus trejeitos ao piano (e afins). Quem me surpreendeu pela positiva foi o Bradley Cooper, primeiro como actor, revelando uma cuidada composição de uma estrela de blues  decadente, eme segundo, como um realizador que nos oferece sensibilidade e empatia. Consegui relacionar-me com todos os personagens. Ele oferece retratos credíveis, é um filme sobretudo sobre sentimentos. Sobre relações interpessoais e ele utilizu a realização para passar essa qualidade do argumento. 

Falta apenas dizer que o Bradley Cooper e a Lady Gaga fazem um dos casais com mais química que já vi no grande ecrã. Bradley... muito bem!

17/20

Agora Estamos Sozinhos

Num futuro pós-apocalíptico, um homem que julgava ser o último sobrevivente da humanidade encontra (ou é encontrado) por uma rapariga. A realidade que ele julgava ser verdadeira pode ser muito diferente. O filme explora os demónios e as idiossincrasias de cada um e esse conquistar do espaço comum entre duas pessoas (que pode ser mesmo muito difícil). Há uma ou duas reviravoltas no filme, mas o passo é muito lento no início (o que se percebe dado o tema), mas é desnecessário no final onde necessitava de um "arranque" diferente. A perspectiva é bastante curiosa, mas acho que o filme ficou um pouco aquém ds expectativas que tinha para ele. Não obstante, os fãs do Peter Dinklage ficarão contentes com o desempenho convincente.

13/20

Venom

Dentro do universo marvel, embora eu ache o Tom Hardy muito apetecível, o filme é bem mediano. Até um pouco cabotino em certos momentos. Mas pronto, os efeitos especiais são muito giros e tem aquela história de amor mal sucedido que já se viu em 50 filmes e e isso. Não consigo dizer muito mais. Foi o quanto me impressionou.

12/20

domingo, setembro 23, 2018

Teatro em Sintra - Convergências

O grupo amador do Teatro União da Sociedade União Sintrense tem em cena até ao dia 13 de Outubro (sempre aos sábados) a peça Convergências, falando sobre a necessidade de procurarmos o minímo denominador comum na existência colectiva. A diferença e o preconceito devem dar lugar à convergência. E no fim de contas... all we need is love. 

Contactos para reservas e informações
Telefone - 91 960 48 74
Mail - teatrouniao@outlook.com
Facebook - Teatro União
Site: www.teatrouniao.wordpress.com 

Um Pequeno Favor

Gostei imenso deste thriller que de certa forma também é um filme noir e um herdeiro da tradição "hollywoodesca" do género. A Blake Lively consegue invocar aquele lado animal/glamoroso  que a Ava Gardner trazia ao ecrã e tudo com uma linguagem actual. O argumento esta muito interessante (palmas à autora do livro) e mostra mais uma vez que ninguém é linear (somos um vasto conjuntode camadas e recursos) e ninguém é vítima. Até que enfim o humor é usado na dose certa em descaracterizar o filme. Capaz de agradar às massas pelo tema e pela tensão sexual implícita, mas sem ser banal como é quase tudo o que vem (ultimamente) do circuito comercial americano.

17/20

O Mistério da Casa do Relógio

Tinha muita curiosidade sobre este filme de fantasia, estando à espera de algo um pouco mais adulto do que na realidade é. Não obstante a história do pequeno orfão aprendiz de magia está filmada de forma competete e a Cate Blanchett continua irreprensível. Entretém.

14/20
 

quinta-feira, setembro 20, 2018

Pesquisa Obsessiva

Gostei bastante do filme. É definitivamente um objecto para a geração Millenial, todo o filme é passado online ou seja, toda a acção é vista através de monitores de PC ou de câmaras de viglância ou televisores. Levanta muitas questões pertinentes sobre o uso das tecnologias de informação e consequências da exposição (no sentido positivo e negativo) e é um bom filme policial que vai tendo constantes twists, nunca perdendo o interesse. Se os actores fossem mais conhecidos talvez o filme tivesse tido outra projecção, mas é deveras interessante. Aconselho a ver, é um bom filme e é muito educativo também.

17/20
 

The Nun: A freira maldita

O que dizer? Não sou muito dado a filmes de terror, em especial o que aterroriza com base nas nossas crenças e supertições mais do que pelo conteúdo efectivo que estamos a ver. A história não é nada de especial, tem algumas incongruências e foi esquisito ter o Valak caracterizado da mesma maneira que o Marilyn Manson dos anos 90. Não me conseguia abstrair. Fora isso, tenho de concordar que há momentos tenso porque pensamos "o que será que vai acontecer?". Mas não é bom quando a parteque devia ser mais assustadora, onde se vê o demónio tenha sido a que vi melhor.


12/20

Alpha

Este filme levou-me a pensar num filme antigo »O Clã do Urso das Cavernas». É uma fábula sobre a introdução do lobo nas comunidades humanas de há milhares de anos e a origem da relação de sinergia entre o cão e o homem. É também um filme sobre superação, descoberta e crescimento. Podia ser um pouco menos polido esteticamente. Suponho que o homem daquela altura não deveria ter sobrancelhas certinhas e caras tão ordenadas, mas penso que muita gente não iria ver um filme onde não só existe uma língua reconhecível, como também todos são feios porcos e maus. está interessante.

14/20

O espião que me tramou

Gostei de ver. É uma comédia de espionagem, um pouco nonsense que vale a pena quase em exclusivo pela personagem da amiga da protagonista. A Kate Mckinnon faz um personagem inacreditável de cómico. O filme desenrola bem e não sendo nenhuma maravilha, entretem e diverte.

15/20

MEG: Tubarão Gigante

É tipo aquele guilty pleasure. Um filme mau que nós sabemos ser mau, mas que mesmo assim vamos ver para dizer que foi mau. O tubarão assusta um pouco mais que o Galo de Barcelos. A personagem da criança está bem feita e dá uma nota positiva ao filme e acho que é tudo.

10/20

segunda-feira, agosto 20, 2018

Regresso em grande forma



É o que se chama um regresso em grande forma. E de facto, estas mulheres que agora andam a rondar os 50/60 tinham toda uma outra sensualidade e star quality que já não se vê. Oiço esta música e só me apetece ir a Nova Iorque dançar e ser feliz e celebrar a música e o sentido de comunidada. Estou a cruar os dedinhos para que a Madonna volte com a mesma pompa e circunstância. 

Homem-Formiga e a Vespa

Nada de novo. Não é nem de longe nem de perto um «Pantera Negra», mas é divertido. É a franchise do riso, talvez o herói mais bem disposto e totó o que também é preciso. A história nem vale a pena contar, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, mas tem bons efeitos especiais e tem ação e cumpre.

14/20

sexta-feira, agosto 10, 2018

A melhor história que li nos últimos tempos

Com tanta desgraceira e gente negativa a ter demasiado tempo de antena nos média (e por aí fora), esta história conquistou-me. Um gato e um cão melhores amigos, a viver uma vida interessante com os donos que os resgataram de instituições para animais abandonados. 





Notícia a ser lida aqui
Conta do Instagram aqui


Os desastres de Sofia

Fui ver a reposição do filme baseado no livro homónimo da Condessa de Segur e gostei. Fiquei na dúvida sobre se estava a assistir a um drama ou a uma comédia, as traquinices da Sofia são por vezes muito cómicas, mas a vida pós a morte dos pais é, de facto, m filme de horror. Achei a realização muito interessante e o recurso à animação para a representação de animais foi também inovador. 


15/20

Jake Shears - Big Bushy Mustache



Adoro. Parece um regresso aos primeiros álbuns de Scissor Sisters. Espero que o senhor tenha finalmente largado as depressões pós fama e volte a estar em grande. YAAASSSS! 

quarta-feira, agosto 01, 2018

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas

O filme é engraçado. Gostei. Gostaria, talvez, que fosse um bocadinho menos infantil. Fui forçado a ver a versão em português (o que detesto profundamente, porque quero ouvir as piadas originais e os actores originais), mas tenho de concordar que o trabalho está muito bem feito em termos de voz (as piadas já são outros 500) e não tem a Rita Pereira a fazer de Mavis, o que por si só e uma evolução brutal.  Aconselho a quem gosta de filmes de animação.


13/20

Silly Season - Parte 1

Depois de um casamento que foi tudo menos pacífico, a Amber Heard pediu divórcio ao actor Johnny Depp com fortes acusações de violência doméstica. Do lado do actor existiu sempre o discurso de que ela tinha montado um esquema na tentativa de extorquir-lhe o máximo de dinheiro no âmbito do processo de divórcio.

A realidade é que ela conseguiu receber 7 milhões de dólares no acordo de divórcio... que doou a obras sociais logo de seguida. Soa-me a um tau tau no rabinho do Johnny Depp. 

quinta-feira, julho 26, 2018

O normal não existe

"Normal is an illusion. What is normal to the spider is chaos to the fly." 

Morticia Addams 

quarta-feira, julho 25, 2018

Obrigado aos que ajudaram com dicas

Já está decido e bilhetes comprados e vou para Paris. No final de contas a tão pouco tempo acabou por ser a opção que oferecia mais por menos.

segunda-feira, julho 23, 2018

Procurar férias Arghhhhhh

Como sempre estou atrasado na compra das férias e desta vez a coisa está mais agreste, porque este ano a mãe também vai e isso invalida destinos de praia, mais de 5h de avião, cruzeiros, etc. Acresce que o namorado não se sente confortável em países muçulmanos (com medo de ser alvo como turista) e eu conheço já uma quantidade razoável de países e de cidades. Logo gosto sempre de utilizar as férias para fazer uma coisa nova. Estou então em busca e como plano B tenho Londres, Amesterdão, Paris ou Budapeste. 

Se alguém me quiser dar uma ajudinha com sugestões de cidades com muito para ver na Europa e onde posso arranjar um Airbnb em conta, sintam-se à vontade.

Mamma Mia - Here We Go Again

À semelhança do primeiro "tomo", o que me faz gostar deste filme é perceber que os actores se divertiram muito a fazê-lo. Não é uma sequela mal feita, antes pelo contrário, e podemos dizer com segurança que musicalmente está melhor, que cenograficamente é mais rico, etc, etc. Há contudo uma coisa que falta a este filme, a Meryl Streep e toda a carga positiva que traz agarrada a si. O filme tem quase duas horas e passa como se fosse em 30 minutos, o que quer dizer que entretém imenso. Mas o star power da Meryl seria bem vindo.

14/20

Na Praia de Chesil

Um filme sobre amor e sobre inexperiência. O)amor jovem, de repente, pode ser escrito como ´último acto trágico de uma tragédia. Aqui é um pouco isso. O preconceito e os constrangimentos sexuais e morais da época (início dos anos 60) condenam ao fracasso dois jovens muito inexperientes. A parte triste é que podiam ter sido maravilhosamente felizes. O filme oscila entre a angústia e desconforto dessas últimos horas e os flashbacks  que contextualizam o porquê daquele amor. 

Eu saí do filme arrasado. Duas horas de imaturidade podem destruir vidas. 


14/20

quarta-feira, julho 18, 2018

Com o que como de cenouras todos os dias...

...não sei como ainda não fiquei cor de laranja. Marcham uns 3kg de cenouras por semana.

terça-feira, julho 17, 2018

Pessoas que admiro

No café ao lado do meu trabalho há uma empregada que já não é nova, terá uns 60/62. Quando atentamos a forma como veste ou mesmo como trata os clientes, há algo que a distingue do usual nestes lugares. 

Fiquei a saber que ela foi durante mais de 25 anos contabilista numa empresa que fechou as portas e deixou uma quantidade de pessoas no desemprego. Encontrar trabalho na idade dela provou-se dificílimo, mas como tinha contas para pagar arregaçou as mangas e trabalha um dia inteiro atrás de um balcão a servir. 

Disse-me que não é fácil estar tanto tempo de pé (ao fim de anos a servir ainda lhe custa bastante) e tem muitas saudades do trabalho de papelada. Chega a casa morta, mas com um ordenado. 

Do meu lado só posso ter a maior admiração pelas pessoas que não desistem. E que não sentem que lhes caem os parentes na lama por fazer um trabalho menos qualificado e mais sofrido.

segunda-feira, julho 16, 2018

Cinderela... uma (re)interpretação feminista.


Grandes sustos

No Instagram olhei para a foto de um amigo que dizia "Parabéns miúdo!" e abraçado a ele o Cláudio Ramos. O coração disparou de susto, mas depois olhei melhor e vi que era o namorado dele. Uffaaaa... E peço desculpa ao namorado dele pela ilusão óptica.

Artemis - Hotel de Bandidos

É uma espécie de film noir passado num futuro distópico (o que parece estar muito na moda). De raiz este filme apresenta-se como um thriller de acção com a premissa de confronto entre assassinos da pior espécie que, por acaso (ou talvez não), estão todos no mesmo local e à mesma hora.

Não obstante, o filme surpreendeu-me. O elenco é muito bom, nem sabia quem estava para além da Jodie Foster e é sobretudo um filme sobre amor e redenção. Este filme teve em mim o efeito oposto do filme que falei no post anterior e saí da sala cheio. No meio do "chiqueiro" podemos encontrar os sentimentos mais nobres e aquilo que nos torna realmente humanos. Nada é linear.

PS. o Sterling K. Brown está estupendo.

17/20

A Livraria

É um filme bem diferente do que eu pensava. É uma história sobre vencer a adversidade, realização de sonhos, mas  nada disto correspondendo ao cliché do costume. É também uma história sobre a maldade humana, sobre poder e sobre encanto e desencanto.

O filme em si é lento (talvez uma característica dos filmes da Isabel Coixet), mas suponho que teria de ser assim retratando a vida numa aldeia inglesa. É muito inglês no formato. 

Saí de lá com o coração partido. Nem sempre as histórias são o que queremos que seja.


15/20

quinta-feira, julho 12, 2018

quarta-feira, julho 11, 2018

Mais uma relação para as couves





But what is true when something dies
He's not in love with her anymore...





Um amigo meu viu o namorado dele acabar o relacionamento de 7 anos com um «já não estou apaixonado, preciso de distância de ti para ver se sinto a tua falta». Estas coisas de dar um tempo são extremamente cruéis para o que fica à espera e, regra geral, sem resultados. Então ele resolveu não ficar à espera e depois de uma semana de ausência do outro a dormir em casa de uns amigos comuns disse «ou voltas para casa e resolvemos isto como um casal a discutir o que está mal e para onde temos de ir, ou podes vir buscar as tuas coisas». O outro foi buscar as coisas dele.

Não posso dizer que isto não está a ter um grande impacto sobre mim, porque está estudado que as relações acabam/enfrentam grandes provações aos 4 e 7 anos. As minhas acabaram sempre nessas datas (para dar mais razão às estatísticas) e eu estou a caminhar para os 4 anos e nem sempre da maneira mais suave. Irei eu voltar a ser um cliché? 

Eles os dois eram o casal perfeito aos olhos alheios, sempre sorridentes, sempre com fotos giras nas redes sociais e...PUM. No meu caso, pelo menos, dizemos que somos imperfeitos e que a paixão vai e vem conforme estamos mais ou menos chateados. O amor esse está lá. Pelo menos a certeza de que temos afecto um pelo outro é constante. Bom, trabalhar dia a dia e esperar pelo melhor. 

Tudo é eterno enquanto dura.



Esta canção não me saiu da cabeça hoje...



Don't cry my precious one, 'cause
I ain't got no sympathy for you...

A partilha tem limites

No Instagram dois dos meus seguidores têm feito longas partilhas de uma unha que foi apodrecendo e de um pé com fungos. É muito informativo e se calhar até é bastante artístico, mas eu dispensava ver o processo, mesmo sendo casualmente que apanho uma das fotos. Pelo menos a unha nova já está a crescer a um deles, o outro ainda a viver com um micose. Este post tem o interesse jornalístico de uma noticia do Correio da Manhã.