quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Como saber se a sua filha não gosta de courgette? Resposta aqui

A Vida é Bela

Serei eu o único que não acha grande piada ao filme? Acho que aquilo está tão no domínio do inverosímil a querer parecer real que não me toca. 

Carol

O Todd Haynes filma os anos 50 como ninguém (vê-me à cabeça Longe do Paraíso) e aqui novamente fá-lo com mestria. Cate Blanchett compõe um personagem tão sensual e poderoso que me faz desejar ser lésbica só para ela se interessar por mim e a Rooney Mara está à altura daquilo que se torna a dicotomia entre "pavão/pintainho". A história é sobre amor e sobre repressão. Ser mulher em 1950 não era o mesmo que hoje e quem desafiava a moralidade sofria severas represálias. É sobretudo um retrato de época com duas personagens muito bem conseguidas. Quem não gosta de filmes que apostam na cinematografia para contar também a história, pode aborrecer-se um pouco. Mas quem gosta de ler nas entrelinhas tem aqui um filme bastante interessante.

16/20

O namorado pediu e o Silvestre obedeceu


Estava o meu babe com vontade de comer perna de peru recheada e eu armei-me em Xêpa esta terça-feira e fiz-lhe a vontade. A comida foi empurrada para baixo com um Granja da Amareleja e teve como after um iogurte grego com citrinos. 

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Advogado indiano processa Deus Hindu (há malucos para tudo)



Basta carregar na imagem para ter acesso à história. Não deixa de ser uma perspectiva. 

Hoje no ginásio só me vinha Acid House à cabeça

Por alguma razão este estilo de música era muito popular no final dos anos 80. Mas não me lembro muito bem porquê. Modas. As pessoas "vintage" como eu que lêem este blogue devem lembrar-se destes tempos e destas músicas, em particular a última com aquele grito que nos furava o cérebro.



Love House - Samantha Fox




Ebeneezer Goode - The Shamen




The only Way is up - Yazz




We call it Acieed - D-Mob

Estarei a ficar clássico?

A minha forma de expressar romantismo é sempre de alternativa. Nunca segui muito os parâmetros do classicismo, por exemplo como o namorado adora batatas fritas ofereci-lhe um bouquet de pacotes de batata camponesa (a preferida dele). Contudo no aniversário dele, dei por mim a levá-lo a jantar a um restaurante italiano e a oferecer-lhe um ramo de rosas vermelhas. E achei que era o mais adequado. Estou a ficar velho.  

Carnaval

Tenho uma relação com o Carnaval semelhante há que tenho com o Marisco. Adoro comer marisco para aó uma vez de 3 em 3 anos. Entretanto não me apetece nada comer. Este ano não me apeteceu, assim como no ano passado. Quer dizer que para o ano vou ter um Carnavalão.

sexta-feira, fevereiro 05, 2016

26 anos

O meu namorado faz hoje 26 anos. E está contentíssimo por estar finalmente mais próximo dos 30 do que dos 20 anos. Deve ser da propaganda que faço a esse período maravilhoso das nossas vida. quisera eu ter 35 anos para sempre (suspiro). 

As fotos de casamento que toda a noiva deseja






quinta-feira, fevereiro 04, 2016

A mim lembra-me um ânus



O Covão dos Conchos ou a Lagoa Furada da Serra da Estrela é tida como um lugar de extrema beleza natural. A vista aérea é elogiada por todos. Confesso que a mim só me faz lembrar um ânus, muito perfeitinho, mas um ânus. 

Viajar levezinho

If you wish to travel far and fast, travel light. Take off all your envies, jealousies, unforgiveness, selfishness and fears. 

by Glenn Clark 

Mau feitio do Silvestre

Hoje de manhã no metro estavam uns 12 miúdos entre os 16-18 anos (não consigo precisar mais do que isto). Quatro deles sentados nos lugares para idosos, grávidas e incapacitados. Passou um velhinho de bengala e óculos de garrafa e eles continuaram na boa com os seus auscultadores última geração e cabelos engraçados como se nada fosse. Não consegui evitar um olhar desaprovador género fulminante, no qual já repararam. Aí tive mesmo de dizer «a vossa cena não tem graça nenhuma». Um responde «desculpe, não percebi». Eu continuei «a vossa cena não tem graça nenhuma, passou um velhote de bengala, vocês estão sentados nos lugares que seriam para ele e nenhum de vocês se levantou». Um dos quatro põe-se a curtir a música mais alto no seu iPhone 6 e a dar à cabeça, e eu rematei «vocês pensam que são muito fixes e cool, mas na realidade são muito foleiros, a  vossa atitude é mesmo muito foleira». Dois deles enterraram-se na cadeira, claramente envergonhados e os outros dois mantiveram a expressão «vai morrer longe pá». A vida também é isto.


quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Uma questão de nome (repost porque ela faz anos)

L: Papá porque é que me chamo Leonor?
P: Porque os papás gostavam e é um nome português.
Silvestre: Como é que gostavas de te chamar?
L: Bloom Sparkle Twilight...
Silvestre:...


Ps. Li um post no blogue do Anfitrião Lisboeta que desenterrou o assunto.
Pss: Ela não quer ser travesti, parece que são uns póneis quaisquer.

Foto pornográfica



Isto é das imagens mais pornográficas que vi ultimamente.

Hoje a minha princesa faz anos

O tempo passa a correr e a minha sobrinha já tem 7 anos. Nunca fui particularmente fã de crianças e por isso tive a sorte de ter como sobrinha uma miúda apaixonante, educada e carismática. Estou ansioso para que ela chegue aos 10/12 anos para começar a fazer coisas desportivas com o tio sem ter de dar cavaco aos pais e sem que estes morram de preocupação.  

Decisões arriscadas

Este ano vou tentar o The Voice. Isto acontece 19 anos depois de um outro concurso e 15 anos depois de ter deixado de trabalhar com música. Gostava de voltar a trabalhar com canções. A ideia de ter uma banda ainda não está posta de lado, mas se não conseguir o The Voice é a alternativa que se segue. 

Se der certo, o que espero tirar daí é poder escrever canções. Cantá-las não é assim tão relevante e a carreira musical até a dispensava, a não ser que os espectáculos (a existirem) nunca acontecessem para mais de 300 pessoas.

A ver o que acontece. Se a banda aconteceu deixo esta ideia de lado, ou talvez não. Sempre quebra a rotina.



terça-feira, fevereiro 02, 2016

Habilitar-me a levar um murro num olho

As colegas da sala ao lado (separada da nossa por uma parede e porta de vidro) resolveram redecorar também e logo junto à parte onde estou sentado resolveram montar uma mesa de reuniões rodeada de biombos dos anos 70 (daqueles que estavam no depósito e ninguém queria  por alguma razão). Comentei com as colegas da minha sala que se aquilo ficasse ali, eu forrava a minha parede com película para não estar a ver aquele espectáculo deprimente. A Directora veio à sala e disse «humm... não sei se gosto, alguém chama o Silvestre para ele dar a opinião dele». Foi a oportunidade que esperava. Quando me perguntou o que eu achava eu disse que parecia uma barraca e que os biombos não eram hediondos eram para lá de hediondos. Passa outra colega e diz «o que é isso? fica mesmo mal».

Passado uns 10 minutos entra a chefe passiva-agressiva. A ideia da barraca de biombos tinha sido dela. Diz uma da sala horrenda «é melhor tirar os biombos ninguém gosta da ideia». Pergunta a passiva-agressiva «quem é que não gosta?» Responde a colega «a Directora, o Silvestre...» Como eu estava a 2 metros nem deixou a outra enumerar as restantes pessoas e teve de elevar a voz (sem nunca olhar para mim claro) «o Silvestre não é desta sala». E ela tem razão. Não sou mesmo. E não queria ser nem que me pagassem. 

E vão 3

E vão 3 dos 9 kg que me propus a perder. Se baixo de novo a barreira dos 75kg ainda julgo que é mentira.

OMG... Chemical Brothers e Beck juntos. Me likes



Wide Open - Chemical Brothers ft. Beck

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Colega Tiazorra Porreiraça - VI

A Colega Tiazorra saiu da minha sala mais a Carrie Bradshaw (outra colega de quem gosto muito e que é uma réplica da SJP) para uma sala de duas pessoas.  Como elas saíram e entraram duas novas pessoas aproveitei para redecorar a sala. Hoje ela veio visitar-nos.

«O que é isto? Não acredito, esta sala está espectacular. Isto foi uma conspiração dos meninos contra mim. No meu tempo não era nada disto. Estou morta de inveja. Pareço um carapau com três dias de feira já a ficar podre».

O que vale é que ela vai continuar a visitar-nos :) 

Cortei as unhas ao gato e sobrevivi

Em conversa com o namorado e depois de múltiplos arranhões provocados em momentos de excitação decidimos que tínhamos mesmo de cortar as unhas ao gato. O Limão no início não percebeu bem o que se estava a passar e continuou no seu normal estado mimoso. Quando lhe cortei a primeira unha rugiu como um leão e correu dali para fora escadas acima. O meu rapaz lá foi a correr atrás dele e conseguiu apanhá-lo, mas percebemos que não íamos ter sucesso porque ele estava assanhado. Foi então que ele teve a brilhante ideia de embrulhar o Limão numa toalha de praia e deixar-lhe uma pata de fora e ir cortando uma a uma. Resultou, mas dentro da toalha vinham sons que nunca tinha ouvido num gato e parecia um poltergeist. Quando acabamos o Limão estava fulo da vida e ainda levou uns bons 30 minutos a dar-me dentadas na perna. por fim acalmou-se e voltou a ser o gato que conheço, que se deita em cima de nós e passa a noite a lamber-nos as mãos. Daqui a uns 3/4 meses temos de repetir. Vai ser de novo um vendaval. 

O caso Spotlight

Um filme soberbo. Relata a história verdadeira da equipa de investigação do Boston Globe (Spotlight) que investigou a pedofilia na igreja católica e que iniciou o problema com que o Vaticano teve (e ainda tem) de lidar. Os cardeais que encobrem os pedófilos, em vez de serem excomungados são recolocados em cargos no Vaticano. Que a igreja católica é uma instituição podre já a gente sabe, mas aqui podemos ver uma investigação da verdade com provas. Para além da história ser muito interessante o filme está realizado com um desassombro enorme. Há muito que não via um filme sem truques, em que o herói é mesmo a história e o elenco como um todo. Todos os elementos contam.

19/20

quinta-feira, janeiro 28, 2016

Das coisas mais engraçadas que já li

Tropicaliente ohohoh... Tropicaliente ohohoh...

ps. hoje estou com post parvos (mais parvos que o costume)

Mensagem críptica

O Talco também é uma rocha. Nuff said.

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Novidades

Um amigo meu perguntou-me por novidades e eu não tinha nada para dizer. Quer isto dizer que a minha vida é uma chatice monótona ou que a minha vida tem uma agradável rotina da qual eu não quero sair? Eu apontava mais para a segunda, mas podia ter ficado na dúvida.

terça-feira, janeiro 26, 2016

No Coração do Mar

Um argumento fraquinho e um verdadeiro desperdício de meios. A baleia é tão assustadora como o Galo de Barcelos, as personagens são vazias. As cenas de acção são 2 ou 3 no filme todo e a densidade e intensidade psicológica estão ao nível dos Teletubbies.  Blhác.

9/20

Propósito

The purpose of life is to live it, to taste experience to the utmost, to reach out eagerly and without fear for newer and richer experiences. 

by Eleanor Roosevelt 

Senhoras e Senhores... Petite Meller



Baby Love - Petite Meller

Petite Meller é uma lolita alternativa em toda a escala. Vem despertar a consciência libidinosa de muitos com a sua imagem e vocalização adolescentes que não são aleatórios mas antes resultado de uma mise-en scéne bastante intencional e cerebral.  Não obstante a sua imagem não ofusca a música que é uma espécie de "Lana del Rey meets Lady Gaga" tecida numa teia de electropop dançável ou contemplativo. Estou fã.

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Más notícias de 2ª feira

Vão tirar a Tiazorra Porreiraça do meu gabinete. Esta sala vai ficar muito mais triste.

Senhoras e Senhores... Oyster Kids



Creepy - Oyster Kids

Os Oyster Kids são uma nova banda de Los Angeles que acaba de editar o seu primeiro single. Praticam um tipo de indie pop muito acessível e fácil de ouvir. Os ritmos são levemente obscuros, mas com umas pinceladas jazzísticas subtis que tornam audição divertida. 

Pergunta

O que é que nos define?

Rescaldo das Presidenciais

Equívocos:

- A candidatura do Marcelo não é de direita, é uma candidatura cidadã. O PSD e o CDS declararam apoio só para aparecer na fotografia (que já se sabia vencedora) vencedora;

- O PS não perdeu as eleições. O partido não apoiou nenhuma candidatura. Apenas personalidades individuais se juntaram ou à candidatura do Nóvoa ou à candidatura da Belém;

- A Maria de Belém é, em si mesma, um equívoco. E não foi vítima de uma campanha contra si (quando foi denunciado que ela é uma das signatárias das retribuições vitalícias para os políticos) ela é em si mesmo uma formiga que julga ser elefante. Se o Cavaco tivesse disto em campanha que 10000 quase não chegam para as despesas básicas, suponho que muita gente também não teria votado nele. A sorte é que o disse depois;

- A Catarina Martins não falhou, como disse, o objectivo de levar à segunda volta o candidato da direita. O candidato existiu sem partidos e a direita apenas tentou capitalizar sobre o passado partidário do mesmo;

- A campanha do Marcelo não foi a custou menos, bem pelo contrário. Ele foi desonesto ao dizê-lo. Façam as contas ao preço da publicidade por minuto em horário nobre da televisão e multipliquem pelo número de anos em que o Marcelo é comentador. Ele esteve anos em campanha a construir uma imagem junto do cidadão; 

- Não era necessário um candidato do PCP às eleições, como disse Jerónimo, só existiram duas candidaturas partidárias e isso não mudou o facto de serem as eleições com mais candidatos de iniciativa própria;

- Tino de Rans não representa uma nova forma de fazer política. O voto no candidato foi essencialmente um voto de protesto. Se fosse no contexto de eleições legislativas não teria este resultado. Mas não deixo de o aplaudir; 

- A abstenção não foi puramente desinteresse por parte dos cidadãos. Há que ter em conta que, por um lado, Cavaco Silva esvaziou a importância e a visibilidade do cargo aos olhos dos Portugueses (foi sem dúvida o pior Presidente de sempre) e, por outro lado, a vitória de Marcelo construída ao longo dos anos na televisão era tão certa que muitos resolveram não votar (mas se votassem teriam votado Marcelo na sua maioria, uma vez que quem o quis combater foi às urnas tentar uma segunda volta). 

O Renascido

Não sei bem o que dizer deste filme. Penso que quem faz filmes sobre a América selvagem tem dificuldades em não ser seduzido pela beleza da mesma. O argumento é muito simples e talvez o filme assente todo em poesia metafórica. Talvez a ideia seja descrever visualmente uma história de sobrevivência e não em conteúdo. Não estabeleci empatia com a personagem do DiCaprio e curiosamente acabei por sentir mais empatia com o vilão, no sentido em que é uma personagem mais forte. Não obstante o filme é lindíssimo pela tal América selvagem  que raramente vemos em filmes americanos. A fotografia é soberba, por isso Óscar já para a fotografia. A realização é de uma mestria sem contestação, mas o filme acaba por ser mais um exercício de filmar com uma beleza extraordinária uma história, do que a própria história. Não sei se o contrário faria o filme ser melhor. Mas a poesia crua do que vi já me bastou. Digamos que o Terrence Malick também deve ter gostado do filme porque a forma de filmar é decalcada da sua. 

16/20

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Puxão de orelhas

A subchefe pensa que devo ser filho dela. Segunda feira falo com a directora sobre os "puxões de orelhas" que tem a mania de dar. Há uns meses atrás fiquei bastante chocado com a reacção de alguns colegas ao discurso dela no meio de uma reunião. Perguntei o porquê depois. Disseram-me que ela tema  mania de ser (cito) "professoral" e que em 3 anos já estão cansados. Eu levei 6 meses a cansar-me. Tenho mesmo mau feitio.

Senhoras e Senhores...Lawrence Rothman



H - Lawrence Rothman

Lawrence Rothman é americano e talvez comece a dar que falar este ano, apesar de ser conhecido desde 2013 no circuito indie da sua terra natal. Para quem gosta de Art Pop com uma espinha dorsal de R&B, o cantor pode ser um referência interessante. Para além da música há o aspecto visual vídeos que o estabelecem como um visual artist a ter em conta. 

Pessoas com a sinceridade na boca

pessoa sincera: tu és igual à madonna
silvestre: canto e sou liberal nos costumes?
pessoa sincera: não, és velho e pareces novo.
silvestre: lololol...também é uma perspectiva.

Flores - Afonso Cruz

E ao quarto livro voltou de novo a fazer-se luz. O melhor escritor português da actualidade (ou o melhor artesão de palavras que é, no fundo, o que ele é) baixou o tom (Para Onde Vão os Guarda-chuvas continha demasiadas ideias e tornava-se cansativo) e voltou a produzir uma história tão pungente como A Boneca de Kokoschka

Desta vez o livro não acaba mal como Jesus Cristo Bebia Cerveja e fez-me feliz. A história é simples e a escrita é telúrica, gótica, clássica e tudo o mais que se possa imaginar. A escrita de Afonso Cruz é quase como uma instalação de palavras.  Não era nada mau se existissem mais como ele. Gostava de ver outros universos de referência explorados com a mesma argúcia conceptual, filosófica e existencialista que ele coloca em tudo. E no final frases com a capacidade de serem ditas também por uma criança. Foi um prazer.

quinta-feira, janeiro 21, 2016

Alterações engraçadas

Desde que vivo junto, os amigos solteiros homens procuram-me muito menos e os amigos hetero casados procuram-me muito mais. 

Piadas Secas XLVII

Havia um livro tão mau, tão mau, mas tão mau que batia nos outros livros mais pequeninos.

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Coisas que valem realmente a pena



Lembrar que há 10 anos atrás Cat Power editou The Greatest.

Pergunta...

Para que serve a polémica?

Senhoras e senhores...Osca


Blood - Osca

Estou obcecado por esta música de uma banda que ainda não atingiu o mainstream. Mas toca a manter os dedinhos cruzados porque um destes dias acontece. Lembra-me um pouco os Coldplay cruzados com James Bay. É indie pop no seu melhor. 

Senhoras e Senhores... Soak




Be a Nobody - Soak

Esta cantora irlandesa deu-se a conhecer ao mundo em 2015 com o álbum «Before we forgot how to dream». É um excelente exemplo de dream pop ou indie folk e uma referência a visitar para quem gosta dos géneros referidos com letras bastante contemporâneas. 

terça-feira, janeiro 19, 2016

Mercúrio retrógado

Mercúrio rege a comunicação, seja ela verbal, electrónica ou outra, e rege a agilidade das coisas quotidianas. É altamente provável que neste transito muitos aparelhos se estraguem (telemóvel, torradeira, carro, etc) e que haja um elevado número de mal entendidos porque as mensagens podem não ser compreendidas. 

O trânsito começou a 5 de Janeiro e acaba a 25 de Janeiro. Não temos de nos preocupar de novo com isso até finais de Abril. Este Mercúrio está a ser mesmo complicado e as distracções e falta de atenção podem levar ao erro com muita facilidade.  

Colega tiazorra porreiraça - V

Silvestre: O Donald Trump é abjecto.
Tiazorra: O menino nem me diga, aquele homem é uma esfera. Não tem ponta por onde se lhe pegue. 

A actual geração dos 20 anos

O meu namorado tem 25 anos, mas é produto de uma realidade muito específica e por isso cai numa excepção, contudo a filha da companheira do meu irmão tem 21 anos e para mim é um exemplo cabal do que a malta da minha geração fez dos filhos. Não há dúvida de que, regra geral, são bons miúdos mas é inquestionável a falta de preparação emocional para a vida e a falta de capacidade de sacrifício. É complicado explicar-lhes o que é isto, pois não me parece que consigam compreender (eu já tentei de diversas formas) e vistas as coisas, nós os "mais velhos" não sabemos grande coisa. Por vezes penso que a maioria do pessoal que tem agora entre 40 e 50 anos fez um trabalho excelente em produzir miúdos mimados e/ou infelizes e/ou inadaptados e /ou com uma percepção alternativa da realidade, das relações humanas e sociais. Existem excepções? Muitas. Mas é uma tendência generalizada a de que falo. A classe média (seja ela, alta ou baixa) não fez grande coisa pelas suas crianças. No entanto talvez isso tenha a ver com a própria alteração (e sacralização) do conceito de criança. O problema é que o que fazemos às nossas crianças determinam em grande parte o que essa geração vai ser. A culpa é delas? Não necessariamente, indirectamente é de que os educou/educa. E chega a ser injusto para eles. Nós acabamos por nos queixar de um "produto" do nosso trabalho, forma de estar e valores. Acho que a minha geração estava numa grande trip e educou os miúdos para uma realidade que não é real. E agora são eles que arcam com as consequências quando têm de lidar com "a coisa a sério". O pior é que aos 20 anos, achamos que somos muito adultos e sapientes (eu pelo menos achava que era) e dar a volta não é fácil sem bater umas quantas vezes coma  cabeça na parede. A aprendizagem pela dor devolve (a alguns) o bom senso e a perspectiva real das coisas. Mas podia ser tudo diferente.Diz-se que se chama a isto crescer ou amadurecer. Mas graças à minha geração o caminho da geração dos 20 é cada vez mais longo.

Memórias

Hoje cheguei ao trabalho e fui directo ao 3º andar para o meu café da manhã. Quando meti o café à boca tive a imagem do meu pai a pedir uma bica ao balcão do café lá do sítio e depois o meu pai a calçar os sapatos sentado no penúltimo degrau das escadas lá de casa. As calças cinzentas claras de pano, a camisa às riscas, os sapatos castanhos, as notas impecavelmente dobradas e enfiadas no bolso da camisa. 

Estas memórias são longínquas. O meu pai já morreu há 18 anos e a minha vida também já se faz à visita de muitos anos de memórias. tendo em conta que me lembro da minha vida toda desde os 3 anos de idade, são já 39 anos de memórias que me assaltam de vez em quando. 

Curiosamente, às vezes, sou de novo um menino. Suponho que isto se passa com todas as pessoas. Para fora somos apenas um, mas para dentro somos um universo. Somos o presente e os milhares de coisas que já fomos. Às vezes, a única coisa que poderia dar-me consolo era um abraço do meu pai. A simples existência dele era uma garantia de que nada poderia correr mal. Uma mão maior que a minha estaria sempre disponível para resolver o que fosse.  

segunda-feira, janeiro 18, 2016

A Queda de Wall Street

Este filme tem mesmo de ser visto. Acho que o cidadão comum deve de acordar para a vida. Saí do cinema com o coração a palpitar. Fora o tema, que nos diz respeito a todos nós, a realização é astuta, o argumento está muito bem adaptado e os laivos de comédia são bem recebidos para tratar um tema tão difícil. A interpretação do Christian Bale é magistral. 

Não vale a pena falar do que trata o filme. A história é bem conhecida e bastante triste. A crise económica de 2008 que continua a ter efeitos sobre todos nós na zona Euro. Penso que é do nosso maior interesse perceber o que fazem os bancos e como se processou tudo. 


18/20