quinta-feira, outubro 12, 2017

Blade Runner 2049

Há filmes que não se conseguem descrever. Respeita a memória do original e é feito com elegância e qualidade dramática. Já merecíamos um filme de ficção científica que não é apenas acção, como os filmes Marvel desenhados para satisfazer necessidades imediatas. Não me vou alongar mais. É muito bom.


18/20

sexta-feira, outubro 06, 2017

Um recorde certamente...

Hoje quando voltava do ginásio para o trabalho senti um forte odor a suor, tipo a uns 5 metros de uma esplanada que normalmente costuma estar cheia, onde estava sentado um senhor (e mais ninguém). Depois de passar a esplanada, o cheiro a suor continuou a sentir-se por mais uns 5 metros. Conseguir empestar 10 metros de via pública com suor é certamente um recorde.

terça-feira, setembro 26, 2017

Coisas que se dizem

Two wrongs don't make a right.

Kingsman: O Círculo Dourado

O filme segue a linha do primeiro, mas desta vez um pouco mais kitsch (factor para o qual contribui uma participação especial do Elton John a fazer de ... Elton John). O filme é assumidamente uma fantasia de acção com desempenhos muito curiosos de grandes actores como a Julianne Moore e Colin Firth. Apesar de algumas falhas, há momentos muito engraçados como a colagem da personalidade do Presidente dos Estados Unidos ao Sr. Trump e outrso trocadilhos. Penso que iniciaram um franchise, tipo Guardiões da Galáxia, que ainda nos vai divertir bastante no futuro. Quando a parvoeira é assumida, um filme não é nada parvo. 


15/20

segunda-feira, setembro 25, 2017

Os problemas de amor da minha sobrinha...

Silvestre: Então já tens um namorado?
Leo: Não, mas há um rapaz apaixonado por mim e eu não quero.
Silvestre: Mas não gostas mesmo dele?
Leo: Ele é um cola. E diz que não importa o que eu faça vai gostar de mim na mesma.
Silvestre: Mas diz-lhe que não estás interessada.
Leo: Já disse e mesmo assim ofereceu-me um anel e uma rosa e (algo que eu não percebi) e eu tive de vir para casa carregada com coisas. Eu disse-lhe que faço coisas hiper nojentas, para ver se ele me larga, mas ele disse que sou a única na vida dele. As minhas amigas gozam todas comigo. 
Silvestre: Bom, parece que lhe vais partir o coração.
Leo: Eu só quero é fugir dele. 

sexta-feira, setembro 22, 2017

E se de repente...

A colega da Finlândia envia para coordenação na Argentina o teu contributo para o relatório do Working Group como se fosse ela a fazê-lo, dizendo que tudo o que está assinalado foi o que ela pode fazer e não tem tempo para mais?

Pois eu armei-me em mesquinho e não admitindo que tratem o meu trabalho e Portugal como se fosse de segunda, telefonei para coordenação na Argentina e disse que tudo o que estava assinalado era o contributo de Portugal, feito por mim, e que podia provar porque tenho o email enviado para a Finlândia ontem. Se tivessem dúvidas a pessoa a contactar era eu, porque eles nem sabiam nada do novo tema.

Estou a fumegar. 





quarta-feira, setembro 20, 2017

A Sorte à Logan

Este filme é tipicamente Steven Soderbergh. Não será muito diferente da linha da comédia dramática de Ocean's Eleven, mas aqui entra no universo redneck com o Channing Tatum a ter um desempenho muito convincente, para lá da imagem de menino bonito que a ele está colada

Uma família de irmão azarados, depois de mais um azar, resolve mudar de vida através de um assalta a uma recinto de corridas, onde decorre a corrida de NASCAR mais famosa da América. As peripécias são muitas, apimentadas pelo inusitado das personagens. Um filme divertido de ver, com alguns momentos bastante inteligentes. Não sendo uma novidade, acho que vale a pena dar uma olhada. 

15/20


Os crimes de LimeHouse

Um filme de época, situado na Londres do século XIX, que tem por tema uma série de assassinatos atribuídos a um ser que não se sabe ser sobrenatural ou humano. As possibilidades de um culpado são múltiplas e a investigação da polícia passa por todas elas. Não obstante, o filme surpreende até ao final, mesmo até ao final.

A representação da Londres suja e perigosa da época Vitoriana está muito bem representada e as interpretações são competentes, sendo que o actor mais conhecido (Bill Nighy) aparece aqui num registo bem diferente dos papéis que lhe renderam êxito. 

16/20

sexta-feira, setembro 15, 2017

Grace VanderWaal voltou

Adorei quando ela ganhou o America's Got Talent com apenas 12 anos. É tão bom quando se vê talento puro em bruto, acho que é a minha cantora adolescente favorita. Não anda por aí disfarçada de boazona de 19 anos, nem quer imitar as Beyoncé da vida. É ela mesma, as letras são sempre deliciosas, a voz é única e eu adora a pequena. O álbum sai em Novembro e espero que tenha uma carreira brilhante (quero dizer com isto que faça muita e boa música por bastante tempo). Em baixo o primeiro single do novo CD e ainda uma das músicas do primeiro EP que escreveu sobre como lidar com os bullies que a apoquentavam.  





quarta-feira, setembro 13, 2017

Coisas giras

Adoro quando vejo que o meu número de amigos de Facebook se tornou mais pequeno e não faço a mínima ideia de quem é que me "desamigou". Pessoas importantes, portanto... :-p 

iPhone X

Quando alguém está disposto a dar de 1180 a 1360 euros por um telemóvel. Eu diria que o mundo está definitivamente louco. 

terça-feira, setembro 12, 2017

Lágrima triste...

Depois de tanto tempo para estabilizar o coro, o condutor do coro pode ter de abandonar o país (por motivos profissionais) e lá se vai o coro gay de vozes masculinas. esta é daquelas notícias que me chateiam verdadeiramente. E arranjar um substituto que não leve dinheiro para conduzir o coro, não sei se vai ser fácil. 

quinta-feira, setembro 07, 2017

Isto sim era inovador

Os mosquitos e as melgas em vez de chupar sangue, quando nos picam, deviam chupar gordura. Não podem inventar melgas transgénicas?

terça-feira, setembro 05, 2017

Desenterrei esta canção de 1988




É a minha canção favorita da Siouxie and The Banshees. É curioso pensar que nos final dos anos 70, quando apareceram, ela era como um sex symbol da cena punk/alternativa. Depois vieram os 80 e as loiras vaporosas... Eu continuo a gostar taaaaaanto desta canção. 

sexta-feira, setembro 01, 2017

Um homem hiper sexy

Vi hoje a caminho do trabalho um turista com a sua namorada. Ele barbudo, musculado, pelo no peito e pernas. Posto isto, vinha com um vestido corte direito tipo túnica, decote redondo e saia pelo meio da perna. A complementar trazia umas botas adidas e uma mochila às costas. Não havia nada de feminino nele, antes pelo contrário. Uma prova de que a roupa não faz o homem, mas o homem faz a roupa. 

De certeza que por baixo daquilo tudo está uma enorme camada de auto-confiança. Nunca é de menos, quem tem deve usar em doses maciças. 

quinta-feira, agosto 31, 2017

Avaliação profissional

Só me apetece dizer MEEEEERDAAAAAAAAAAAAAA!!! 

São dois momentos difíceis para mim (mais dois na vida de funcionário público). O primeiro quando temos de definir os nossos objectivos para sermos avaliados (que em si é uma farsa porque quando fazemos isso já estamos a trabalhar há mais de 60% do período de avaliação), depois quando recebemos os resultados que tiveram de ser martelados para respeitar as cotas definidas pelo Governo para desempenhos superiores à média. E lá tenho eu de compactuar com esta porcaria. Se não assino isto, não tenho avaliação de todo. Digamos que depois de ver onde fui "martelado" e que assenta em competências que fazem parte do meu brio profissional, a vontade de continuar a trabalhar bem é zero. A partir de agora, faço o que eles mandam e está tudo (o que eles mandam é bem pouco, não fosse eu ter espírito de iniciativa). O problema é que não me aguentarei assim por muito tempo. Grrrrrrrrrrrrrr...

sexta-feira, agosto 25, 2017

Amor e uma cabana?... Walt Disney Alarm!



And like a fool who will never see the truth, 
I keep thinking something's gonna change. 
There's a reason why people don't stay who they are. 
Baby, sometimes love just ain't enough.

E a família volta a ser pequena

Separações. Não há ciência que possa definir a razão pela qual elas acontecem. Cada caso é um caso. Do lado de fora, fui obrigado a ver duas pessoas que gostam imenso uma da outra terminarem uma relação por manifesta imaturidade de ambas. Penso que a maioria das pessoas se esquecem que 70% de uma relação é trabalho de ajuste entre ambas as partes. O resto é amor. Quando a pessoa A e a pessoa B se juntam, se não forem coincidentes, têm de produzir um modo de vida C onde as cabem algumas das especificidades de cada um e se trabalham consensos. Quando as pessoas pensam que estão a trabalhar consensos sem abdicarem do que lhes era estrutural numa anterior, as possibilidades de dar certo são mais diminutas.

No caso do meu irmão e da minha (suponho que quase ex) cunhada número 2 foi isso que se passou. Eu, como observador, só posso interferir até certo ponto. Eram duas pessoas que tinham tudo para dar certo, mas discordam brutalmente no estilo de parentalidade que executam. O meu irmão tem uma filha que estava a ser educada por ele e a minha (suponho que quase ex) cunhada número 2 tinha dois filhos que tinham sido educados por ela. Ela acredita não em ser mãe, mas amiga dos filhos. estilo livre, sem regras, sem orientação. O meu irmão acredita em regras, em directrizes, em recompensa pelo mérito. 

Ao juntar-se com a mãe desses dois filhos ele acreditava que agora teria algo a dizer no que diz respeito à forma como os dois filhos levam a sua vida, em especial no caso do filho que vivia em permanência com ele. Eles pensavam ou sentiam de maneira diferente. Nenhum dos intervenientes desta equação procurou no início, gerir as diferenças que a coabitam com pessoas novas iriam exigir. Ao fim de algum tempo começam a existir ressentimentos, começam a existir más palavras e a situação torna-se insustentável. 

Quem diz que o amor é suficiente engana-se brutalmente. Vi pela o meu irmão ter um encanto e um respeito por uma namorada/mulher como nunca tinha tido. Vi a  minha (suponho que quase ex) cunhada número 2 falar do meu irmão  como se o amor lhe brotasse dos dedos e desesperada para fazer os problemas dissiparem-se. 

Apesar dos esforços desesperados de ambos, continuaram a ser infantis cada um à sua maneira. Não tendo cada um deles a capacidade de se colocar nos sapatos do outro quanto ao seu sistema cultural, educacional e de referências. 

Lamentos. Duas famílias juntaram-se por causa de duas pessoas. Criaram laços e desenvolveram afectos. A minha sobrinha adorava a madrasta que era excepcional com ela, a minha mãe gostava muito da nora. Eu, desconfiado no início, abri o coração e aprendi a respeitar a minha (suponho que quase ex) cunhada número 2 pela enorme generosidade, determinação na vida profissional, carinho com que tratava as pessoas que quem gosto. A imaturidade de dois adultos com mais de 40 anos, fez que quem um número elevado de pessoas em ambos os lados da família tivessem um doce que agora lhes é retirado das mãos. 

A vida continua. Os meus Natais vão voltar a ser pequenos, só com namorado, mãe, irmão e sobrinha. Mas o amor está lá na mesma. Quanto ao meu irmão e à sua  (suponho que quase ex) mulher só espero que eles aprendam que os grandes amores não são à prova de bala. Se me perguntarem, tenho quase a certeza de que não vão aprender nada. Mas desejo o melhor aos dois. 

quinta-feira, agosto 24, 2017

A vida dá-nos grandes lições...

Sempre achei a Kesha uma parva de primeira, apesar de ter também dançado ao som do Tik Tok (que quando apareceu foi giro, até toda a música da Kesha ser modelada em torno deste som). Assim sendo, vendo tantas críticas positivas ao novo álbum não resisti a pedir ao Artur Torres que me passasse o álbum. E estou boquiaberto pela diversidade e qualidade do mesmo. Um caleidoscópio de sons que faz sentido apesar de cada canção ser diferente da outra em termos estilísticos. As letras são o fio condutor que dão uma visão global ao mesmo. Um belo exemplo é logo a primeira canção.




Bastards - Kesha 


«Been underestimated my entire life. I know people gonna talk shit, and darling, that's fine» 


Eu fui um dos que a subestimou e agora tenho de dar o braço a torcer e bem.