terça-feira, maio 22, 2018

A minha Janet mostrou o que é Star Power e mai' nada...


Não fosse o "nipple gate" no Super Bowl de 2004 e a carreira dela poderia ter sido tão, mas tão maior. Na altura, o Justin Timberlake  (o outro envolvido) teve um par de tomates do tamanho de cabeças de alfinete, mas verdade seja dita, talvez ele nunca consiga receber um Billboard Icon Award. Como a Janet foi mãe, penso que a hipócrita e puritana sociedade americana finalmente a vai "deslargar" e ela ainda vai poder queimar os últimos cartuchos.  

segunda-feira, maio 21, 2018

Auto-biográfico...


Orgulho do tio

A minha sobrinha (com quem estive de picnic este fim de semana) consegue deixar-me muito feliz porque vejo que se está a tornar num bom ser humano. É uma miúda muito viva, às vezes demasiado intensa, mas é atenciosa e dotada de inteligência emocional. Ontem disse-me queria mais que a achassem divertida e bondosa do que bonita. Toda a gente a acha bonita (com uns olhos lindos e expressivos), mas ela quer ser reconhecida por ser bondosa e divertida. Eu queria rebentar de orgulho, porque ela aos 9 anos não é como a maioria dos putos superficiais que para ai andam. 


Deadpool 2

As minhas expectativas eram enormes e o início do filme não me causou o mesmo impacto do que o primeiro volume da série, mas por causa de já não ser uma novidade, ou seja, já tinha visto aquele tipo de humor negro e politicamente incorrecto. Mas o filme foi avançando e o último terço é mesmo muito giro e claro que aconselho toda a gente a ir ver (pessoas maiores de 30 então, é diversão na certa).


16/20

segunda-feira, maio 14, 2018

Muito poderoso...



Este vídeo é muito poderoso em significado. Umas das mensagens mais fortes que ví, nos últimos tempos, em vídeos musicais. Adoro a contradição entre esse estado "light" de coreografia a la Beyoncé a violência em pano de fundo. A América é isso. 

Eurovisão e Salvador Sobral

Não me vou alongar muito a respeito da qualidade do Salvador como cantor (acho que ele é um dos melhores cantores de Portugal em termos técnicos e vocais), mas às vezes provoca-me vergonha alheia com os comentários que faz.

Independente do festival ser uma "pepineira" e "azeiteiro". Foi graças ao festival que ele criou uma carreira e que se tornou conhecido além fronteiras e que conheceu o Caetano Veloso. Logo, não pode vilipendiar a Eurovisão da forma que faz porque lhe deve imenso. Devia, como a irmã que nutre os mesmos sentimentos, ser mais gracioso. Além do mais não se limitou a cantar a canção do ano passado na final, também apresentou o seu novo single ou seja, voltou a usar o veículo.

Como disse uma colega minha «ele cuspiu no prato onde comeu e depois voltou a comer no prato cuspido».


O bolo



Este ano, porque estava tão contente com a ideia dos 44 anos, mandei fazer um bolo que traduzisse essa boa disposição. Pensei nos anos 80 porque cresci nessa década. A minha mãe limitou-se a dizer que parecia um bolo para crianças. Eu cá gostei muito, tinha tudo o que eu pedi. 

sexta-feira, maio 11, 2018

44 anos e um dia

Entrei os 44 com um óptimo espírito. Acho o número uma delícia e espero 12 meses de realizações interessantes. Estou contente :)

quarta-feira, maio 09, 2018

Oportunidades perdidas/ganhas

Estava eu muito bem a concorrer a uma posição em Bruxelas com um vencimento de 5000 euros limpos quando tive a tomada de consciência de que o dinheiro e o eventual currículo que iria adquirir, não eram suficientes para:
  • ter de trabalhar num ambiente burocrata onde tenho de obedecer a ordens sem questionar
  • deixar o meu namorado e o meu gato e a minha casa
  • ter de fazer viagens de avião para Portugal todo o fim de semana
  • abandonar o meu treino de TRX
  • viver num sítio cinzento o ano inteiro
  • não poder ir à praia
Ok... podia fazer isto só por um ano, mas vale a pena tanto desconforto só para uma experiência? Já não tenho 25 anos. Aliás, amanhã completo 44 anos. 


segunda-feira, maio 07, 2018

Cá por casa tudo bem

Convenço-me cada vez mais de que os cineastas italianos são muito bons a filmar a hipocrisia quotidiana. Depois do brilhante «Amigos, amigos, telemóveis à parte» chega este filmes (do mesmo argumentista) que de certa forma é cómico e barulhento, mas no fundo é um tiro certeiro no estômago de quem vê. Digo isto porque a vida a maioria das pessoas está cheias de pequenas mentiras e estratégias de sobrevivência para se conseguir ser feliz. A infelicidade subtil pode crescer ao ponto de em certas ocasiões rebentar como uma bomba. Este filme fala disso mesmo. A situação criada não é a mais natural, mas as pequenas situações dentro da situação são profundamente humanas. Gostei.


15/20

sexta-feira, maio 04, 2018

Bad Boy no Minipreço

Hoje fui um Bad Boy no Minipreço. Isto dava um excelente título para um filme rasca de baixo orçamento (não pornográfico). Digamos que arreliado pela péssima qualidade do serviço fiz uma coisa menos bonita. Mas o arrependimento é zero. 

Vingadores e a Guerra do Infinito

Antes de começar a escrever vale a pena relembrar que sou um fã dos Vingadores e dos X-Men e, por isso,  considero todos os esforços que tenho visto uma grande caca. As histórias estão sempre adulteradas, é baralhar e voltar a dar. 

Posto isto, o filme torna-se mais agradável pela presença do Dr. Estranho e dos Guardiões da Galáxia. O Thanos está muito bem representado e é tudo. Muitos efeitos especiais fantásticos, bla bla bla, etc. 

ps. O Thor ganhou alguma da dignidade perdida no inenarrável filme Thor: Ragnarok

13/20

Um Lugar Silencioso

Este filme tem qualquer coisa no início que me faz lembrar «A Estrada», um mundo pós apocalíptico sem retorno possível à normalidade. Depois vemos que o que tentam os personagens é exactamente repor essa normalidade. Confesso que de certa forma esperava mais do filme, talvez pela expectativa criada à volta do êxito que logrou nos EUA ou pelo vício em adrenalina gratuita.Mas o filme é bom.

O que também é incontestável é o incrível talento de Emily Blunt, o qual, mais cedo ou mais tarde, espero ver reconhecido em forma de prémios de interpretação.

16/20

sexta-feira, abril 27, 2018

Bucareste

Esta semana fui em trabalho a Bucareste, mas ainda tive algum tempo para andar pela cidade. Está efervescente. Começa a ver-se um crescimento no sentido da modernidade e da racionalidade urbana. Acho que em 5 anos vai ser uma das cidades europeias que não se podem perder. Espero que esta onda de regeneração siga igual de intensa.

Dias especiais

Aquele dia em que as calças que não vestíamos desde 2014 (por não servirem) assentam que nem uma luva?... É hoje.

sexta-feira, abril 20, 2018

Rampage - Fora de Controlo

Continuo a perguntar-me «porque é que eu vou ver estes filmes com o namorado?» Acho que estou a tentar ser fofinho. A pergunta talvez devesse ser «porque é que se continuam a fazer filmes deste?» As pessoas na sala de cinema estavam contentes a ver um filme fácil, cabotino (entre outros adjectivos  menos bons) e cheio de lugares comuns. Este filme nem o namorado gostou. Que treta.


7/20


ps. Já disse ao namorado que, por castigo, vai levar com pelo menos 2 filmes existencialistas franceses.

segunda-feira, abril 16, 2018

Bordalo II... You go boy!!

Já gostava esteticamente do trabalho do Bordalo II, que pode ser visto espalhado por Lisboa (e não só), mas nunca tinha tido a oportunidade de ler sobre as suas ideias pro-ecológicas / anti sociedade de consumo. Passei a gostar ainda mais dele. O que é nacional é bom. 







sexta-feira, abril 13, 2018

A Maldição da Casa Winchester

Fui ver por causa do namorado que gosta de filmes de terror (em teoria). Digamos que fizemos batota porque fechamos os olhos bastantes vezes antes das cenas de levantar o rabo da cadeira. Está interessante o filme, aliás com a Helen Mirren a bordo não poderia ser mau. É inspirado em factos verídicos e está uma bem relacionado com o que ficou no imaginário popular relativamente à Sra. Winchester que durante 38 anos nunca deixou de construir e reconstruir a sua casa. Foi dirigido de forma interessante e competente e faz-nos pensar em algumas questões filosóficas. 

14/20

quinta-feira, abril 12, 2018

Por falar em cantores desvalorizados

Sempre achei a Janelle Monáe estupenda, o «The Archandroid» (que foi o meu primeiro contacto com ela) é quase uma ópera rock soul. Por alguma razão que desconheço, nunca chegou a fazer um grande "splash" nas rádios comerciais. A música é sempre muito orelhuda, embora de qualidade inquestionável, mas nunca teve um single de sucesso. Abaixo a primeira oferta do terceiro CD a ser editado este ano. Se fosse o Prince a editar a canção seria um sucesso universal, como foi apenas a Janelle Monáe... não foi. 

 

A falta de sucesso pode ser também por existirem fortes rumores de que a artista é lésbica. Quem sabe, por isso, o terceiro single do CD a editar é sobre sexo lésbico ou pelo menos sobre vulvas. Quem não gosta de vulvas, o melhor é não ver o vídeo :-p


Outra das minhas descobertas


Outra das minhas maravilhosas descobertas. Esta alemã de origem iraniana faz uma música entre o trip-hop e o jazz noir, e eu encantado. Num mundo cada vez mais indiferenciado, há umas surpresas de vez em quando. 

terça-feira, abril 10, 2018

Bishop Briggs

Conheci-a recentemente e estou desejoso pela chegada do álbum que está quase aí. Apesar de ser categorizada como rock, eu gosto de pensar nela como Indie (alternative rock, vá). Gosto muito, faz-me sentir a mesma onda vibrante do Woodkid, mas com um certo tom gospel nas batidas. Vocês me dirão o que acham. 



segunda-feira, abril 09, 2018

Batalha do Pacífico: A revolta

Entretém? Sim. tem efeitos especiais bem feitos? Sim. Tem uma grande história? Não. Cumpre todas as fórmulas do género? Sim. É previsível? Sim. Vem aí uma sequela? Acho que sim. É politicamente correcto com as últimas normas de inclusão de Hollywood (actores negros, latinos, asiáticos, mulheres e crianças)? Sim.

Para quem gostar do género está bastante bem feito e retoma o anterior com coerência, sem que a história seja demasiado forçada.  


12/20

sexta-feira, abril 06, 2018

A propósito do post anterior


Um dos momentos altos do álbum é esta música. 

Kylie Minogue - Golden



Um amigo fã da Kylie (como eu, em certa medida) tinha acabado de ouvir o novo CD dela e disse que não estava nada impressionado, antes pelo contrário e que pelo menos 4 músicas deveriam desaparecer, assim como o tom country do álbum. Tive de ir ouvir o CD também, até porque não tinha ficado muito impressionado com os dois primeiros singles, para poder expressar uma opinião que, pensava, viria a ser muito idêntica à dele.

Foi exactamente o contrário. De repente é o álbum que mais gosto da Kylie. Nunca consegui ouvir um álbum inteiro dela, gosto muito das canções, mas levar com pop pastilha elástica feliz durante uma hora é excessivo.

Pela primeira vez vejo a Kylie a ser pessoal e a ter algo de íntimo para dizer e não creio que isso fosse compatível com o estilo de disco pop que faz. Não é negligenciável que ela seja uma mulher que mesmo quando teve cancro, voltou com um álbum todo feliz sempre sobre dançar e namorados. Zero sobre sentimentos pessoais.

Não obstante, ela agora é uma mulher de 50 anos agora que teve um esgotamento depois de ter visto a sua última hipótese de se tornar uma mãe num relacionamento estável a ir pelos ares. Nitidamente este álbum é sobre uma mulher que se sente no "fim de tarde" da sua vida. Ela precisa de “ruminar” sobre o assunto e foi o que fez. O tom country do álbum, para mim, é natural (e eu odeio country) porque é pessoal, porque representa aqueles momentos musicais em torno de uma fogueira no meio do nada onde se compartilha a vida, memórias, vulnerabilidades, etc.

Os críticos dizem que está a tentar demasiado ser algo diferente, ter conteúdo, o contrário diria eu, pela primeira vez ela não está a tentar nada. Está apenas a mostrar outra camada (ou a camada) dos seus sentimentos. E por isso, faz também sentido que as faixas mais " tipicamente Kylie” sejam bónus na versão deluxe.

O álbum é incrivelmente coeso e fico feliz ao ver que ela também tem uma alma para partilhar. Eu adoro a Kylie pastilha elástica, nada de equívocos quanto a isso. Mas ela nunca nos deu introspecção ou sentimentos pessoais e ninguém passa pela vida sem se deixar tocar por nada, sempre feliz e romântica. Isso é que é falso (não o tema country do álbum). Este álbum torna-a completa aos meus olhos. Finalmente ela faz sentido, como um todo, como mulher. Ela não tem 19 anos, tem 50. E é sexy e está no controle da sua vida e está a reagrupar-se e está a revelar introspecção e maturidade e está a reencontrar o seu "eu" e, usando as palavras do primeiro single «when she goes out, she will go out dancing». Vou ouvir este álbum muitas vezes.

quinta-feira, abril 05, 2018