quinta-feira, novembro 24, 2022

Paz

 Só quero paz.

Carma?

Há muitos anos atrás uma pessoa que eu idolatrava fez-me muito mal. O nível da maldade, é inenarrável. Agosto de 2000 mudou-me e ficou para sempre marcado em mim. Lembro-me de desejar que ela recolhesse as consequências de toda a sua maldade gratuita. Soube hoje que teve uma filha deficiente e que a sua vida é bastante infeliz por isso. Não fiquei contente. Acho que no fundo gostaria, apenas, que as pessoas tivessem descoberto a má pessoa que ela era na realidade. Só isso. Tenho pena pela menina, que hoje já será uma adolescente, e até fiquei com pena da mãe. Não consegui deixar de pensar se teria sido o carma. 

Contraproposta

Tenho estado a detestar o meu trabalho, mais do que alguma vez detestei os anteriores. Ao fim de 45 dias decidi ir embora. Hoje a Vice-Presidente soube que eu queria sair e quis perceber porquê, quando eu expliquei tudo fez uma contraproposta - colocar-me a trabalhar com ela acima das minhas atuais chefias e reformular todo o serviço. Fiquei abananado. Já tinha decidido voltar ao lugar onde sou quadro, porque ali (e ainda mais devido à história da Isabel) sei que somos uma família, há amigos a sério. E com tanta confusão na minha vida neste momento, acho que não tenho energia para comprar a luta de renovar o equivalente a uma direção-geral e mudar a cultura organizacional da instituição onde estou. Preciso de sossego. Acho que vou dizer que não. 

Fui visitar a Isabel

Fui hoje visitar a Isabel. Seria o que ela teria feito. Não foi tão mau como eu pensei, foi aliás muito bom. Quando me viu entrar a porta ficou extremamente feliz, não estava minimamente à espera que eu aparecesse ali (não trabalhamos juntos desde março de 2020). Ela estava bonita, bem tratada, apesar de não ter as suas pestanas postiças e a sua maquilhagem do costume. Não consegue falar mais do que algumas palavras e percebe-se a sua frustração por não conseguir dizer uma frase que nitidamente tem na cabeça, mas que não sai pelos lábios. 

Mostrei-lhe fotos minhas em tronco nu (para manter a tradição) e disse que lhe ia arranjar mais cartões, porque os que as enfermeiras deixaram não estavam completos ia levar-lhe: "pindéric@", "malvad@" e o famoso " TAU!". Ela riu-se bastante, não esteve muito desorientada. A colega que foi comigo - e a tinha visitado na segunda-feira - disse que nesse dia a coisa estava mesmo agreste, mas que hoje havia um salto na disposição. 

A colega que foi comigo, e que eu não conhecia bem em privado, disse que estava a pensar organizar uma surpresa de aniversário no domingo (se a minha irmã fosse viva fazia anos no sábado), vamos levar balões com pilas, adereços de princesa, muita coisa cor-de-rosa e purpurinas. Espero que seja outra boa recordação que fica. E vamos ver, tumores no cérebro são erráticos, há falsas melhoras, piora-se, e anda-se neste loop por meses. Enquanto houver vida, marcho para o hospital. Hoje fui importante ali, se posso trazer conforto e alegria, é ali que quero estar. 

Ps. Outra surpresa foi a colega que foi comigo. É uma pessoa extraordinária e eu não sabia. Como as vidas podem ser parvas, com a pandemia (e por estar noutro departamento) ela nem percebeu que eu já não trabalhava com elas. Não importa o que se passou antes, o dia acabou em beleza. 

terça-feira, novembro 22, 2022

A Colega Tiazorra Porreiraça

A Colega Tiazorra Porreiraça (de quem tanto aqui falei no blogue) tem um nome, chama-se Isabel. É uma das pessoas mais vibrantes que já conheci. Viveu a vida como quis sempre rebelde, afetuosa com os que gostava, educada com os cordiais e mordaz e acutilante contra os impossíveis/imbecis.

Custa-me muito que esteja a acabar a sua "ride" espetacular aqui neste lado da vida. Ontem deu entrada no hospital e está nos paliativos, fortemente sedada, com cancro em fase terminal. Gostava muito de ir vê-la, mas estou desfeito e não sei se um choramingas não lhe iria fazer pior nestes últimos momentos.

Estou a escrever este texto porque não quero esquecer-me dela e das particularidades dela, a maravilhosa loira vistosa, que só vestia azul, vermelho, rosa, branco e preto, com saltos impossivelmente altos, calças justas, casacos de cabedal. Benfiquista do mais ferrenho que há. Voz e trato de "tia", mas depois 13 piercings nas orelhas. Era assim como uma Britney Spears Hard Rock. 

Aqueles 2 maços por dia que fumava não caíram bem à saúde, mas viveu como quis. Vai embora ainda nos cinquentas, mas a sua vida foi uma celebração e será celebrada por isso também. Ninguém lhe era indiferente e quando ela gostava de nós fazia-nos sentir, o que era muito bom. No início de me conhecer olhou para mim com alguma desconfiança, observando-me à distância até que me incluiu no grupo dos seus afetos. 

Gostava do facto de eu ser um rapaz sem papas na língua profissionalmente (como ela), e eu fazia-a rir com as minhas piadas secas ou politicamente incorretas e adorava as minhas fotos em tronco nu. Foi muito bom ter sido colega da Isabel e não me vou esquecer daquele dínamo de energia e positividade. O melhor que poderei fazer para celebrá-la é viver a minha vida à altura desta Rock Star. Isabel, gosto tanto, mas tanto de ti. 

Para não me esquecer de tudo o que dizia fui registando e vai ser sempre bom recordar.

«Tiazorra: Já sei que o colega é um moderno, mas quando colar arte na parede, lembre-se que eu sou clássica e tenho de olhar para a sua parede o dia todo. Perdoo-o porque o quadro do Michael Jackson faz-me rir».

«Tiazorra: Você sem barba ninguém lhe dá mais que trinta anos. Mas falta-lhe qualquer coisa. Não fique mais novo senão deixo de gostar de si».

«Tiazorra: Ó colega. Conte lá mais das suas piadas secas que me farto de rir. Você é mau».

«Tiazorra: Olhe, ontem contei na reunião do Jójó aquilo que me ensinou da borboleta sexual. Ninguém sabia o que era. Fiz um brilharete».

«Tiazorra: Tem de vir comer connosco, mas não se esqueça que este lugar é meu. Se alguém se senta aqui fico mais irritada do que quando me chamam Belinha. Vai logo corrido».

«Silvestre: Hoje vem vestida para matar, isso é que é dar nas vistas. 
Tiazorra: Claro, é sexta-feira e vou para a farra. Tenho muito tempo para ser discreta quando estiver morta.»

«Colega sensível: Está triste hoje?
Tiazorra: Ó querida deve estar a ver mal. Não há tristeza na minha vida... vá, talvez nos 10 minutos a seguir a uma derrota do Benfica. Mas só durante 10 minutos, percebeu?»

«Silvestre: O Donald Trump é abjecto.
Tiazorra: O menino nem me diga, aquele homem é uma esfera. Não tem ponta por onde se lhe pegue.»

«Tiazorra: O que é isto? Não acredito, esta sala está espetacular. Isto foi uma conspiração dos meninos contra mim. No meu tempo não era nada disto. Estou morta de inveja. Pareço um carapau com três dias de feira já a ficar podre».

«Tiazorra: Olá colega está bom?
Silvestre: Olá, eu estou bem e você?
Tiazorra: Eu estou sempre maravilhosa. Não tenho culpa de ter uma autoestima fantástica, não é?»

«Tiazorra: Ó colega, quero que saiba que o menino está no meu top três dos homens mais estilosos da nossa instituição. É o PC super fashion, o RV super clássico e o menino assim entre o giraço e o bruto.»

«Tiazorra: Ó colega, estou a ter um dia péssimo, mostre-me lá umas daquelas fotografias suas em tronco nu para ver se me fico a sentir melhor.»

«Tiazorra: Vi-me agora ao espelho estou cheia de má vida à volta dos olhos.  Quem pensar que é rugas está muito enganado. São muitas bebedeiras, muitos cigarros e muitas noites mal dormidas.»

«Tiazorra: O menino quer ser transferido porque não o deixam ser eficiente? O menino é um idealista. Eu pedi muitas vezes transferência de serviço, mas só porque me davam mais dinheiro. Eu cá sou como as putas, vou sempre com quem dá mais.»

«Tiazorra: Ó colega já viu, estive de férias 3 semanas na praia e venho branca. Passava as noites todas na borga e a lua não bronzeia, não é. Sou mesmo galdéria. 

«Tiazorra: Estou super infeliz. Aproveitei o domingo para apanhar sol e deixei um anel posto no dedo e fiquei com a marca. Agora parece que sou casada e que tirei a aliança. Vou mandar uma imagem errada aos homens. Vão pensar que não sou solteira. Tenho de meter base.»

«Tiazorra: Ai...morri. O seu namorado é tão giro, adorei vê-lo ao vivo. É bom que o colega continue a fazer muito ginásio para não perder aquilo. A minha vontade era despir-me toda (sim porque o corpinho ainda não caiu), mas como sei que não ia adiantar fiquei vestida»

Adoro esta canção. Absolutamente maravilhosa


Flying :)) - Tom Odell

quarta-feira, novembro 16, 2022

Escreveu o Luís Osório sobre a Dina Aguiar (gostei bastante de ler)

POSTAL DO DIA

O casamento de Dina Aguiar com um homem mais novo é uma notícia importante

1.
Dina Aguiar é jornalista na RTP desde que me lembro de existir.

Quando comecei no jornalismo, há cerca de 30 anos, já apresentava telejornais há mais de dez. Fez parte da célebre equipa do Jornal 2, com António Mega Ferreira e Miguel Sousa Tavares. Aprendemos a vê-la. E a respeitá-la como alguém que faz parte da família.

É engraçado que a Dina nunca foi uma estrela, nunca ganhou mundos e fundos, nunca foi amada pelo povo, nunca estraçalhou audiências. Porém, sempre existiu e sempre foi fiável como alguém que nos lembramos que existe mesmo quando não a vemos há muito tempo.

2.
Talvez algumas pessoas achem que é negativo o que digo. Acho precisamente o contrário.

As estrelas por quem nos apaixonamos têm, com exceções, vidas muito mais curtas. Por tanto as termos “amado”, por tanto as termos seguido, chega uma altura em que nos cansamos com igual intensidade.

Com a Dina Aguiar foi sempre uma relação calma. Certamente que teve e tem muitos seguidores, muita gente que dela gostava ou gosta, mas sem excessos, sem o stress doentio da audiência, sem fogachos ou fogo de artifício.

Também por isso se mantém. Aos 69 anos mantém-se entre os pivots da RTP. Correndo até o risco de exagero, há momentos em que a Dina Aguiar é a prova viva de que a RTP ainda faz serviço público.

3.
Dina anunciou nos últimos dias que vai voltar a casar com o médico que tratou do seu pai e que o acompanhou até ao seu último dia. E foi aí, nessa viagem que terminou como todas as viagens, que Dina o reconheceu. Como se já o conhecesse de sempre.

4.
Não é uma notícia mais importante do que muitas que aqui hoje poderia trazer.

Não é decisiva para o curso da guerra no coração da Europa.

Não ajuda a explicar o funcionamento do Partido Comunista na escolha do novo secretário-geral.

Ou a ignóbil escolha do Qatar para sede do próximo mundial.

5.
Mas é, ainda assim, uma notícia importante. Porque Dina Aguiar tem 69 anos e não desistiu de se iludir com a vida.

De se abandonar à ideia que tem mais passado do que futuro. Não desistiu por já ter o vivido o suficiente, por já ter sofrido o suficiente, por sentir que o tempo fez o seu caminho.

É admirável que se mantenha acordada. Viva. Com mais esperança do que medo. Com vontade de ir a jogo, com vontade de o fazer até ao último sopro da sua vida. Que extraordinário exemplo nos dá. A todos.

6.
E a todas as mulheres para quem o recomeço parece sempre ser mais difícil. Para quem voltar a acreditar parece ser coisa impossível a partir de determinada altura – por não parecer bem, por não parecer próprio, por isto e aquilo.

E que maravilha ele ser mais novo. Dez anos mais novo. Mais um preconceito derrubado, mais uma pedra do muro da vergonha da discriminação.

Por isso, não me digam que a notícia não é importante. Diria até que é a notícia mais importante que a Dina Aguiar nos deu. A que dela ficará para a história.

A partir de hoje, quando a pensar, será a mulher que não desistiu de uma ideia de felicidade até ao último dia da sua vida.

Não é coisa pouca.

terça-feira, novembro 15, 2022

O mundo tem 8 biliões de habitantes

Este marco histórico é terrível. E percebi que ainda devo ser vivo quando chegarmos aos 10 biliões. Mas pronto, a Terra vai sobreviver a uma nova extinção em massa (a primeira provocada por uma das suas formas de vida).

segunda-feira, novembro 14, 2022

Contas feitas

Há umas semanas coloquei-me a considerar os aspetos positivos na minha vida. Deu amigos/família, saúde e finanças. Pois a saúde está oficialmente fora, os problemas de coração voltaram. Fiquei a saber que tenho um coração maior do que o normal. Parece que corações grandes, medicamente, não são bons. Já em termos sociais e emocionais sim. 

quinta-feira, novembro 10, 2022

Desenterrar os anos 80 - 26


What about love? - Heart

Mais sobre amor

 «O amor é como o corta-unhas, nunca está onde a gente pensa».

segunda-feira, novembro 07, 2022

«O amor não sabe matemática!»

Esta foi a resposta dada por Cher aos 'Velhos do Restelo' que a estão a criticar por ter assumido um romance com um homem 40 anos mais novo. Em vez do vitríolo, penso sempre porque não podem a maioria das pessoas ficar feliz por outras pessoas (sobre a vida das quais não temos nada a ver) que estão felizes sem prejudicar ninguém. O mundo não aprende e está pior. Há muita azia e acidez desnecessárias.

PS. Eu fiquei contente. Fico sempre quando sei que as pessoas ainda estão vivas em plena 3ª idade, seja a Cher ou o Sr. X que se apaixonou pela Sra. Y num Lar de Idosos em Fornos de Algodres ou outro qualquer lugar esquecido. 

As relações de amor são uma coisa estranha

As relações de amor são uma coisa estranha - pelo menos para mim. Ando nisto há 28 anos e continuo sem perceber nada da dinâmica, da orgânica e da lógica. Diz que sentir é suficiente, mas é mais de o "diz que".

Obras de Santa Engrácia

As obras na minha casa continuam a derrapar e eu vejo-me a viver na margem sul em casa da mãe, a ter o gato em casa do irmão e as minhas coisas plantadas um pouco por todo o lado. É uma caca. Mas do que eu tenho mesmo saudade é do gato ao pé de mim.

As pequenas/médias cidades

A semana que passou estive de férias em Saragoça e depois dei um saltinho a Madrid, mas é sobre a primeira que me debruço. A capital de Aragão e do extinto Reino de Aragão é uma pequena surpresa cheia de história desde os tempos da República Romana - onde se converteu no mais importante porto da península. Ali nasceu a Rainha Santa Isabel e o homem (Fernando II de Aragão) que criou - debaixo da égide do catolicismo - o Reino de Espanha. Para além dos monumentos, ruínas e cultura, a cidade revela ainda uma coisa pouco comum em Espanha, o gosto pela pastelaria e doces. Há muitas lojas de doces e pastelarias por lá. A quem for aconselho vivamente a provar um prato, este salgado, que se chama Modejas, e que consiste em intestino de cordeiro. É delicioso. 

Depois disto já começo a planear uma visita a Toledo, que foi capital espanhola, até Filipe II mudar as cortes para Madrid em 1561. E outras se seguirão...

sexta-feira, outubro 28, 2022

Uma coisa nova

Meti ontem aparelho nos dentes. Digamos que dói um bocadito e ainda é só a parte de baixo. Demorei 15 anos para tomar esta decisão. Vai ser duro, mas não me arrependo. E como disse, tão bem, a Agrado do filme Tudo sobre a minha mãe:

«En estas cosas no hay que ser rácana, porque una es más auténtica cuanto más se parece a lo que ha soñado de sí misma»

Voilá.

quarta-feira, outubro 26, 2022

Letras que ecoam - II

Enjoy your body. Use it every way you can. 
Don't be afraid of it, or what other people think of it. 
It's the greatest instrument you'll ever own.
Dance, even if you have nowhere to do it but in your own living room.
Read the directions, even if you don't follow them.
Do not read beauty magazines; they will only make you feel ugly.

Expressão engraçada

Hoje, a falar com a minha prima sobre o caos em que a minha vida esta neste preciso momento, ela saiu-se com uma expressão que achei bastante piada: "há que fatiar o elefante". É disso mesmo que se trata resolver uma coisa de cada vez. Mas nunca tinha ouvido.

terça-feira, outubro 25, 2022

The Minstrel (supostamente de William Shakespeare)

After a while you learn the difference, the subtle difference between holding a hand and chaining a soul. And you learn that love does not mean leaning. And company does not always mean security. Begins to learn that kisses are not contracts and presents are not promises.

Begin to accept your defeats with your head up and your eyes ahead with the grace of an adult and not the grief of a child.

Learn how to build all your roads on today because tomorrow's ground is too uncertain for plans and futures have a way of falling down in mid-flight.

After a while you learn that even sunshine burns if you get too much time.

And you learn that no matter how much you care, some people simply do not care ... and accept that no matter how good a person, it will hurt you every once in a while and you need to forgive her for that. You learn that talking can relieve emotional pain.

Discover that it takes years to build trust and only seconds to destroy it ...

And you can do things in a moment of which you will regret for life. Learn that true friendship continues to grow even over long distances.

And what matters is not what you have in life, but who you have in life.

And what good friends are the family we choose.

Learn that we do not have to change friends if we understand that friends change ...

Realizes that his best friend and you can do anything, or nothing, and have good times together. Find the people you most care about in life are taken from you so quickly ... so we should always leave loved ones with loving words, may be the last time we see them. You learn that the circumstances and environments have influence on us, but we are responsible for ourselves. Begins to learn that you should not compare with others, but the best it can be.

Discover that it takes a long time to become the person you want to be, and that time is short.

You learn that no matter where it came, but where you're going ... but if you do not know where you're going, any road will do.

You learn that either you control your acts, or they will control ... and that being flexible does not mean being weak, or have personality, because no matter how delicate and fragile the situation is, there are always at least two sides. You learn that heroes are people who did what was necessary to do, facing the consequences. You learn that patience requires a lot of practice.

You discover that sometimes the person you expect to be kicked when you fall is one of the few that help you get up.You learn that maturity has more to do with the types of experiences you had and what you learned from them than with how many birthdays you've celebrated. You learn that there are more of your parents in you than you thought.

You learn that you should never tell a child that dreams are silly ...

Few things are so humiliating, and would be a tragedy if she belived in it.

You learn that when you are angry has the right to be angry, but that does not give you the right to be cruel. Discover that just because someone does not love the way you want love does not mean that someone does not love you with everything you can because there are people who love us, but do not know how to show or live that.

Learn that it is not always enough to be forgiven by someone ...

Sometimes you have to learn to forgive yourself.

You learn that with the same harshness you judge, you will be convicted at some point.

You learn that no matter how many pieces your heart was broken, the world does not stop for you to fix it. You learn that time is not something that can come back.

So plant your own garden and decorate your own soul instead of waiting for someone to bring you flowers.

And you learn that you really can endure ... that is really strong, and can go much farther than you think you can not anymore. And that life really has value and that you have value in life! Our doubts are traitors and make us lose the good we could win if it were not afraid to try.

sexta-feira, outubro 21, 2022

Taylor Swift

Nunca fui muito fã da música da Taylor Swift. Em 7 álbuns gostei de 4 músicas. Achava a composição musical um bocado irritante. Depois vieram os brilhantes Folklore e Evermore - diria mesmo que o Folklore é um dos álbuns da minha vida - e pensei "será que temos aqui cantora?". 

Hoje pelas 24h saiu o novo álbum que ouvi com muita curiosidade e.…achei uma seca. Não gostei de nada. Continuarei a achar que ela é uma letrista estupenda, mas a voz dela tolera melhor um registo indie e a intenção de canto também. Fico grato pelo Folklore e a vida segue.

quinta-feira, outubro 20, 2022

Uma bela canção e um belo vídeo


Andorinhas - Ana Moura

Não é muito normal para mim gostar de música pop portuguesa (seja pura ou de fusão), mas a nova Ana Moura mostrou-me que posso adorar uma cantiga e ainda o seu vídeo. Adoro a canção, cada dia mais e faz-me feliz ouvi-la e ver as imagens oficiais que a acompanham. Não falta ali saúde. 

Letras que ecoam


And they called off the circus
Burned the disco down
When they sent home the horses
And the rodeo clowns
I'm still on that tightrope
I'm still trying everything 
I'm still a believer but I don't know why
I've never been a natural
All I do is try, try, try
I'm still on that trapeze
I'm still trying everything.

Pensamento aleatório

Eu não faço a menor ideia de como lidar contigo. Não te percebo, não percebo os teus humores, as tuas inconstâncias, aquilo que se pode dizer, o que se pode fazer na tua presença. Vivo constantemente na dúvida sobre o que é adequado ou não, sobre o que é admissível. Fiz vários planos sobre como lidar contigo, mas correm todos mal e não tenho confiança em nenhum dos que meto em prática e dos que possa vir a fazer. A minha falta de compreensão da tua pessoa gera-me ansiedade. O problema não és tu sou eu.  

Procurar o que nos dá prazer

Ontem cozinhei uma refeição inteira para a família do namorado. Há muito empo que não cozinhava e foi um deleite poder fazer uma coisa que me dava tanto prazer no passado e que por força de namorar quem gosta de cozinhar acabou por ficar para segundo plano. A entrada foi um pão recheado com queijo, bacon linguiça, depois um frango teriyaki e para sobremesa uma tarte de maçã e uma delícia de côco e chocolate negro. O ponto alto foi a tarte de maçã, mas toda a gente ficou muito satisfeita.

Confesso que ajudou, por um dia, a suavizar parte de insatisfação que me assola. É apenas um paliativo pois o problema é mais estrutural e requerer "tomates" para resolver. Mas é uma pescadinha de rabo na boca - preciso de estabilidade emocional para resolver as questões que me tiram a estabilidade emocional. Portanto, no entretanto, venham mais dias de culinária.

terça-feira, outubro 18, 2022

Desenterrar os anos 90 - 25


Sandalwood - Lisa Loeb

Desenterrar os anos 90 - 24


Doo-Wop -Lauryn Hill

Estará algo podre no reino da Dinamarca?

É melhor passar a ação para a Dinamarca, para tirar os "maus cheiros" aqui da terra nacional. Há uns dias falei com um amigo sobre o início desde blogue e sobre a pessoa que era. Vejo ali um rapaz sempre feliz, mesmo quando emoções ou sentimentos desconfortáveis apertam, mas que fazem parte da vida como elementos naturais. 

Os últimos anos, não têm o mesmo gosto quando os leio. Há ali alguém cansado, desvitalizado, pessimista, entre outras coisas cinzentas. Parece que as minhas decisões desde 2015 não têm sido brilhantes, sinto que não estou a fazer a coisa certa. Imagino que a coisa certa é algo que nos deixa energizados, que nos deixa com uma sensação de satisfação na e pela vida. E não é o caso. Agarro-me ao que posso para ver as coisas positivas, sabendo que tudo isto tem de levar uma volta dos diabos.

Neste dia escrevo de um lugar onde devia sentir um lar, um porto de abrigo e onde apenas me sinto um estrangeiro. O meu refúgio não é aqui. Sinto-me bastante sozinho num lugar onde nada é meu. Meu aqui só o meu corpo, a roupa e os meus pensamentos, que bem posso guardar para mim. Há que aprender a ser invisível e não aceite com graciosidade. Até poder respirar de novo.

Like...damn

Às vezes digo que é bom não falar alto para o diabo não ouvir, mas é quando o tinhoso mais escuta. 

segunda-feira, outubro 17, 2022

Os quatro eixos

Um amigo que muito prezo falou-me sobre um sistema de avaliação da satisfação com os diferentes aspetos da vida (uma espécie de índice de satisfação média) com 4 eixos: amor, amizades/família, trabalho e saúde. Pontua-se cada um destes eixos até 20 e divide-se por 4. Ficamos com a percentagem de satisfação média com a vida. No momento estou em 64. Não é brilhante, mas é o que há. 

sexta-feira, outubro 14, 2022

Sinais dos tempos

Um monge budista com sandálias Croc azul forte. As sandálias de cabedal devem andar pela hora da morte.

quarta-feira, outubro 12, 2022

Até sempre Jessica Fletcher

Morreu a atriz Angela Lansbury que se eternizou como a escritora Jessica Fletcher na série «Crime, disse ela». Teve uma carreira cheia e reconhecida e para além disso era uma pessoa interessante, divertida e serena. É o tipo de pessoa que me sabe bem observar e assimilar. Foi um prazer Angela.