quinta-feira, dezembro 14, 2017

Coco

O último filme da Pixar prima essencialmente pelo universo cultural de referência. Já sabemos que são exímios na animação que fazem e nos guiões que constroem. A esta altura do campeonato será difícil inventar algo de novo ou fazer-nos sentir o que os três filmes do seu período áureo nos fizeram sentir; falo do Ratatuille, do Wall-E e do Up!. Os primeiros 10 minutos do Up! serão algo de irrepetível (creio), mas mesmo assim o Coco tem uma competência e uma fluidez incríveis. Ressalvo apenas uma cena quase no final do filme que faz valer a pena. Por 4/5 minutos sentimos aquela magia que só os filmes da Pixar nos conseguiram fazer sentir. De resto, o filme é muito divertido e também introspectivo a momentos. Há uma certa aura de mistério cuja resolução não nos é dada de bandeja apesar de pensarmos que sim durante uma boa parte do filme. Não sendo extraordinário é muito bom.

16/20

120 Batimentos por Minuto

Tenho alguma dificuldade em falar sobre este filme porque o assunto é muito duro. Digamos que pensei que iria ver um documentário e na realidade é um drama, que está muito bem feito, não obstante alguma ou outra cena para provocar deliberadamente o expectador, por exemplo as cenas de sexo gay, que  não deixam de ser corajosas ali no limiar do explicito, mas mantendo o bom gosto. O estigma social de viver com HIV e implicação pessoal e psicológica da doença está muito bem retratada e os dilemas do activismo político (neste caso em favor dos doentes de HIV) também. A direcção está bem executada e a direcção de actores (não sei se por mérito do realizador ou por mérito dos actores que conseguiram oferecer uma tipificação bastante diversa) também. Aconselho a ver.


16/20

quarta-feira, dezembro 13, 2017

19 anos

O meu pai morreu há 19 anos, 12 dias antes do Natal. Este ano, também antes do Natal está a morrer o homem que criou o meu namorado, ou seja, o avô. É uma coincidência pouco agradável. 

quinta-feira, dezembro 07, 2017

Promiscuidade no ginásio

Antes que pensem que este post é sobre sexo... não é. Hoje no ginásio apercebi-me de que um senhor médico de profissão que andava ali em cuecas era o médico de uma quantidade de pessoas no ginásio. Vários homens se aproximavam dele e diziam «ò doutor, está cá?» ouvia-se outros de longe, «também é meu médico» e o senhor, dos seus 65 anos, meio à nora porque não conhecia ou lembrava a maioria das pessoas (pelo menos sem roupa). A isto se chama promiscuidade de contextos. 


quarta-feira, dezembro 06, 2017

Liga da Justiça

Gostei muito do filme Mulher-Maravilha, mas convenhamos que a Liga da Justiça em vez de ir beber ao sucesso do outro, foi apenas uma seca de primeira. Acho que o filme poderia chamar-se a Liga do Valium. O vilão é uma seca, o renascimento do Super Homem é uma seca, etc. etc. A honrosa excepção vem na personagem do Flash que embora não corresponda minimamente ao original, é divertida e minimamente interessante.

10/20

Um Crime no Expresso do Oriente

Gostei da nova versão do filme, não sendo, contudo, tão boa como a versão original. Mas parece que isso é um facto costumeiro.  Não gostei da forma como o Poirot está retratado, mas foi bom ver o retorno da Michelle Pfeiffer num papel adequado. A Judi Dench é sempre um prazer e todo o resto foi normal. A história em si, para quem não conhece, é mesmo muito boa. A vertente humana da mesma e como um simples facto pode estar interligado com tantos outros que provoca uma hecatombe.

14/20

terça-feira, dezembro 05, 2017

Trás-os-Montes II

















Trás-os-Montes I













Piada Seca LXII

Uma feminista perguntou-me de que forma eu via as relações lésbicas.
Parece que «Em HD» não era a resposta correcta.

Piada Seca LXI

Porque é que o Pai Natal não tem DSTs?
Porque embrulha sempre o presente antes de o enfiar na chaminé.

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Ilusões ópticas

Como é que eu transformo o nome de Mariana Peneda em Marina Peida. Acho que tenho mesmo de ir rever os óculos.

terça-feira, novembro 28, 2017

Trás-os-montes

Fiz umas belas mini férias nessa região a norte de Portugal que ainda não conhecia. Gostei imenso a paisagem é muito bonita e há todo um conjunto de pequenas maravilhas românicas que me encheram o olho. 

Fiquei muito feliz ao ver que as cidades transmontanas não estão com a decadência que se encontra nas cidades alentejanas e algarvias do interior. Há vida em Bragança, em Vila real e Mirandela está a bombar. Bom, Chaves está a decair e Lamego está um pouco parada, mas pequenas vilas como Boticas começam a crescer e são um exemplo de organização e gestão de meios para gerar emprego. 

É sempre bom perceber que em portugal nem tudo vai mal. 

segunda-feira, novembro 20, 2017

Piadas Secas LX

Porque é que o Stevie Wonder não consegue ver os amigos?
Porque é casado.

Piadas Secas LIX

Uma baleia matou outra a tiro, como foi a manchete do Correio da Manhã?
Baleia baleia baleia.

quinta-feira, novembro 09, 2017

Ser mãe jovem

Apanhei uma conversa no supermercado entre duas senhoras e dizia a que foi mãe aos 18 e que agora está com 36:

- Fui com o meu filho à escola e ele apresentou-me a um grupínho de colegas, e um disse «fogo não me tinhas dito que a tua mãe era tão boazona. O meu filho ficou todo lixado».

Achei graça ela estava estar a dizer isto com um sorriso enorme e a sentir-se maravilhosa. Como será o filho a contar esta historia? Apesar de achar (pela discrição da mãe) que ele prefere esquecer o sucedido. 

segunda-feira, novembro 06, 2017

Sete Irmãs

Tinha uma enorme vontade de ver este filme e ainda bem que o fui ver. O filme, que tem críticas mistas, apresenta um futuro distópico onde a sobre-população da Terra leva a um regime opressivo  que permite apenas um filho por casal com condenação a sono criogénico das crianças "extra". Um avô dedicado consegue esconder, durante trinta anos, sete irmãs gémeas a viver debaixo da identidade da mãe (que morreu no parto). Cada uma dela tem o nome do dia da semana e pode sair à rua penas no dia que tem o seu nome. Um dia a Monday não retorna a casa e inicia a acção do filme.  Ste Irmãs é um filme de Sci-Fi e de acção no seu âmago, mas como cada pessoa que vê um filme acaba por enquadrar a história do mesmo, eu vi-o na perspectiva dos matizes do amor, da família e das prioridades na sobrevivência. Levanta questões filosóficas bastante engraçadas sobre quem é mais importante na nossa família e como a mesma se pode reconfigurar quase automaticamente.  Mas lá está, é apenas a minha visão. Ao contrário de uma grande maioria de pessoas, gostei muito.

17/20 

Stronger - Força de viver

Um filme americano sobre a forma americana de ser. Provavelmente o Jake Gyllenhaal vai ser nomeado ara um Óscar politicamente correcto, mas no final de contas eu não gostei do filme e creio que não tem a ver com a forma como está filmado ou com as interpretações que estão bastante bem (em especial a mãe do personagem principal e o Jake). Não gostei mesmo da história. Não gostei do personagem principal e das pessoas adjacentes. Não me tocou sobremaneira a história que ainda por cima é verdadeira.  Há imensos casos de pessoas que têm histórias terríveis e que lutam com os mínimos recursos que têm e que se convertem numa fonte de inspiração. Não me senti inspirado pela história. Senti pena que algo assim tenha acontecido a um jovem de 28 anos. Depois não senti nada que o destacasse. De certa forma até senti, que esta tragédia foi uma oportunidade para ele ao ser convertido num herói nacional. Posso estar a ser injusto, mas estou a ser sincero. O filme não tem nada de errado, mas saí de lá sem sentir que vi ou um grande filme ou uma grande história.

13/20


terça-feira, outubro 31, 2017

Kevin Spacey sai do armário aos trambulhões...

Acho que é a saída do armário mais desapropriada que já vi na vida. Mas na realidade o Kevin Spacey não saiu do armário, ele caiu do armário depois do armário ter sido chocalhado. Nunca se sabe as coisas se podem encontrar lá dentro.  

Geostorm: Ameaça global

Ora bem, o filme não é exactamente bom, mas também não é exactamente mau. Do ponto de vista do efeitos especiais é altamente competente. Depois há um emaranhado de ideias que são muito boas, mas que não foram bem transpostas para um argumento fluído e credível. Digamos que a direcção de actores também não será das melhores. 

Coloca na mesa as questão das alterações climáticas e os seu efeitos no Planeta, coloca na mesa a geopolítica e os bastidores do jogo de forças pela supremacia mundial, coloca na mesa a crítica ao Presidente Trump através de algumas (subtis) piadas como a do Mexicano.

Digamos que depois do filme ficamos a pensar em algumas coisas que se calhar nos passa ao lado a maioria dos dias, mas de resto o filme decalca um bocadinho o Armageddon e nunca chega às alturas que a história de base permitiria. 

12/20

Thor: Ragnarok

Lamentável ver actores como a Cate Blanchet e o Anthony Hopkins a tomarem parte desta chacha. Blhác!

7/20

quinta-feira, outubro 26, 2017

Injustiça

Uma das minhas colegas mais competentes tem apenas o 9º ano. Ganha uma miséria de acordo com as qualificações dela. Sempre detestou a escola e ainda tentou fazer o 12º nas Novas Oportunidades, mas a coisa não resultou. Resumindo e concluindo, como trabalha muito bem a Directora vai-lhe dando cada vez mais trabalho e agora foi um colega do financeiro embora e ela ficou com parte do trabalho dele. Temos licenciados aqui com fraca capacidade e alguns PhD que não lembram ao demónio, e todos a ganhar entre 500 a 1000 euros  mais do que ela. É mesmo injusto. 

O Castelo de Vidro

De tanto ver a apresentação do filme no canal E! tive ir vê-lo. Pelas imagens pensei que fosse um filme tipo Capitão Fantástico (que adorei). Não podia estar mais equivocado. O filme é baseado na autobiografia da escritora Jeanette Walls e é um impressionante documento de sobre o crescimento e a sobrevivência no seio de uma família disfuncional. Tal como há flores a nascerem no meio di cimento ou no meio do lixo, o filme coloca em perspectiva também os momentos de beleza e de amor no meio da angústia e do perigo. Não amamos todos da mesma maneira, não somos todos iguais, e as mesmas causas não produzem todas as mesmas consequências. A escritora e os 3 irmãos forjaram as suas personalidades no meio de condições muito adversas, apoiando-se mutuamente contra a disfuncionalidade parental. 

O resultado foi bom, três irmãos com personalidades muito fortes, à prova de bala e dos pais, mas a última a abandonar a casa e que ficou sozinha desenvolveu esquizofrenia (apesar de não ser abordado no filme). Esta história é um "acepipe" para os sociólogos da família. 

17/20

terça-feira, outubro 24, 2017

Adoro esta música totó




Diria que a Pink é uma das cantoras pop mais subvalorizadas. Para além da excelente voz, tem uma capacidade de expressão lírica estupenda e muito sentido de humor (como aliás se vê por esta canção).

segunda-feira, outubro 23, 2017

A música é eterna...




Fará no dia 1 de Janeiro 8 anos que Lhasa perdeu a batalha contra o cancro da mama. Deixou uma pequena obra de 3 CDs, mas grande em sentimento e significado. Tive a sorte de a ver em concerto e de testemunhar a boa energia e a paz que transmitia. Espero que a minha geração e as gerações vindouras não a deixem morrer. Que a música dela continue a soar.

sexta-feira, outubro 20, 2017

Ah Cracóvia, Cracóvia...

Mais uma viagem de trabalho a esta cidade e a ideia assalta-me. Eu podia viver aqui. A chatice seriam os Invernos sem luz, a noite às 16h. A atmosfera é maravilhosa.

terça-feira, outubro 17, 2017

Colega tiazorra porreiraça XIII

Estou super infeliz. Aproveitei o domingo para apanhar sol e deixei um anel posto no dedo e fiquei com a marca. Agora parece que sou casada e que tirei a aliança. Vou mandar uma imagem errada aos homens.Vão pensar que não sou solteira. Tenho de meter base.

Colega tiazorra porreiraça XII

Ó colega já viu, estive de férias 3 semanas na praia e venho branca. Passava as noites todas na borga e a lua não bronzeia, não é. Sou mesmo galdéria. 

José Sócrates Remix




Porque toda esta situação só mesmo a rir muito.