sexta-feira, março 20, 2026

Chefias

Sou conhecido por não ter o menor respeito pelas minhas chefias... calúnias hahaha. Pronto, é verdade. Desprezo as chefias que são "chefes", mas tenho um enorme respeito e humildade perante chefias que são líderes e que lideram pelo exemplo. Este último tipo gera em mim uma fidelidade quase canina. A minha nova chefe, estou disposto a fazer tudo por ela, porque é muito trabalhadora (a primeira a entrar e a última a sair), porque é esforçada (tenta facilitar ao máximo a workflow da sua equipa), quer que brilhemos individualmente e, para além disto, é muito exigente, mas justa e empática.  Ao longo da minha vida tive 3 chefias que respeitei e que bom é a possibilidade de passar a próxima década com alguém assim.

As cabanas que o amor faz em nós - Ana Suy

'As Cabanas que o amor faz em nós' é um livro de poesia e crónicas sobre o amor e os seus matizes, revelando a sua maior expressão através do desamor. Tenho tido alguns encontros e desencontros com esta autora (psicanalista de profissão) e, antes de entrar num livro seu onde a psicanálise é o mote total, preferi começar por algo onde a visão do psicanalista está presente, mas que é bem mais leve e quotidiano. Não sei gosto da sua poesia, é na prosa que ela se revela mais fascinante e onde expressa mais catarse e observação atenta. O livro revela uma desenvoltura agradável, e uma certa coragem também (eventualmente). Cabe a cada a um a ressonância que estes textos terão consigo. Comigo foi uma experiência simpática.

14/20 


terça-feira, março 17, 2026

Paris

Paris (a cidade do amor) é um sítio lindo para se estar. Que bom foi amar esta cidade que devolve em reciprocidade. Estive muito feliz aqui tanto a passear como a trabalhar. 

Se um amigo te morde a mão

Se um amigo te morde a mão e o teu amor por ele é verdadeiro, tens de perceber o porquê. Se ele está em dor, é natural que morda, se ele está cego é natural que morda. Se gostas mesmo dele não deixas de o tentar salvar. Ficas a uma distância de segurança longe suficiente para que ele não te faça mal, perto o suficiente para o levantar se ele cair de vez. Não se abandona a desgraça de ninguém.

Só o mercúrio deve ser retrógrado, não as pessoas

Ainda há quem tenha muito medo de declarar algum tipo de enfermidade mental porque os "velhos do Restelo" não aceitam que o espírito deve ser tratado com a mesma dignidade e diligência de um osso partido. O espírito também se quebra e não é de conserto leve. 

segunda-feira, março 16, 2026

Às vezes

Às vezes é difícil manter a razão com tanta gente "louca" à minha volta. É respirar fundo e continuar a manter o equilíbrio entre emoção e razão.  Eu sei quem sou, eu sei quem sou, eu sei quem sou (emocional, psicológica e espiritualmente).

sábado, março 14, 2026

Aquilo em que preferia não pensar - Jente Posthuma

Li este livro ontem durante a viagem de avião. Lê-se muito rápido - pela dimensão e também porque é bom e não apetece deixar de ler. É um livro sobre amor e luto e sobre o vazio existencial que esse luto nos deixa. O livro acompanha o luto de um gémeo depois do suicídio do outro e a reflexão de como continuar a existir depois de uma perda devastadora, que nos deixa numa solidão inqualificável, mesmo não se estando sozinho. A escrita é muito bonita, é emotiva, mas pontilhada de um humor subtil que  por vezes nos faz sentir a dor ao mesmo tempo que sorrimos. 

A narradora é a gémea sobrevivente, o elemento desajeitado do par. O irmão belo e bem sucedido termina a sua vida por opção própria. A narradora procura reconstruir a vida do irmão e a sua, desde a sua infância, procurando respostas e brindando-nos com toda a sua vulnerabilidade. O livro é muito acessível, porque a personagem é simples. Muito reflexiva, mas simples. Os capítulos são pequenos, parecem quase pensamentos que a narradora vai tendo. Gostei muito.

17/20

Tenho conseguido

Acho que navegamos ao longo da vida por fases muito distintas, felizmente (e às vezes infelizmente), a vida não é um processo linear. Os altos e baixos produzem em nós estados muito distintos e diferentes cérebros têm diferentes ferramentas para os gerir. O meu cérebro é - talvez - mais frágil do que o de muitas pessoas e por isso, ao longo da vida, tenho tido de recorrer a ajuda quando ela é necessária, mas se encararmos o cérebro como uma parte qualquer do corpo (por exemplo, uma articulação) podemos pensar apenas que há alturas em que o cérebro está com uma inflamação e que, passando por um período de medicação, a inflamação passa. Há situações que puxam demasiado pelas articulações, de modo igual há situações que puxam demasiado por um cérebro com algumas debilidades no funcionamento (que segrega umas coisas em demasia e outras em defeito). Com o tempo tenho vindo a perceber que, neste processo de "desinflamação", ganho sempre quando me concentro apenas nas graças e bênçãos que tenho recebido, em vez de mergulhar nos estados de me sentir lesado, zangado, vitimizado. Tudo passa nesta vida. A minha mãe gravou um disco para o meu pai há uns 65 anos atrás, uma carta áudio para ele poder ouvir onde estava. E ela terminava com "depois da tempestade vem a bonança meu amor". E depois virá a tempestade novamente e o que aprendemos vai fazer com que apreciemos cada vez mais os tempos de sol e que tenhamos cada vez melhores equipamentos para atravessar as tempestades. O que eu sei é que a esperança e a compaixão são duas coisas que me movem no processo. A compaixão é uma força motriz para se viver melhor, quanto mais compaixão melhor se aceita a vida (funciona para mim) e mais empatia se tem. Claro que isto também ajuda a ter uma noção concreta do que tem valor e ser indiferente ao que não tem, ao que não acrescenta - pessoas e coisas a serem desconsideradas. Tenho deixado "cair" várias pessoas na minha vida nos últimos tempos (de forma deliberada) e outras que deixo simplesmente de as ver e ouvir, mesmo que tenha de lidar com elas. O azedume e a falta de empatia, a loucura e a má influência, não cabem mais aqui. Como disse a minha sobrinha Leonor quando tinha 8 anos "pessoas bonitas são aquelas que têm amor no coração". É nesse ato de descoberta e celebração de pessoas especiais e/ou empáticas e/ou respeitadoras (mesmo aquelas que têm gostos e ideias diferentes da minhas, mas que partilham os mesmos valores de abertura ao próximo)  que eu vou fortalecendo esta forma de estar com compaixão. Nós somos o que comemos e também somos o que deixamos entrar/estar no nosso contexto. O bom faz-nos melhores. E só posso estar grato.

quarta-feira, março 11, 2026

Proteína

Comprei uma proteína em pó de clara de ovo e tenho uma coisa a dizer... BLHAC!

segunda-feira, março 09, 2026

Uma injeção de ânimo

Um querido amigo meu do Porto, que tinha hoje de trabalhar em Lisboa, ficou lá em casa (ontem) para pernoitar. Como não nos víamos há muito tempo, ele chegou por volta das 18h para ficarmos na conversa. A alegria que ele me traz é indescritível. É uma pessoa muito boa, presidente de uma associação que ajuda pessoas com uma doença complexa, e o sentido de humor dele deixa-me sempre bem disposto. Ontem ficamos a ver um reality show manhoso no sofá e rir do que estávamos a ver, enquanto conversávamos sobre outras coisas ao mesmo tempo. Ensinei-o a fazer um bolo rápido e fizemos o jantar juntos. Trouxe-me chocolates com a tradicional dedicatória "Para o Patrick", o que me sabe sempre bem ler. Ele já está no terceiro ano do doutoramento e está numa fase em que está a ser devorado pela pressão, por isso soube bem a ambos estas horas de descompressão. Fiquei também a saber que um casal gay nosso conhecido (estão junto há uns 12 anos) foi brindado com a chegada de um bebé via barriga de aluguer. Que bonito vai ser ver uma criança crescer no meio de uma relação sólida. 

Nota: O apelido Patrick, aconteceu porque o F. acha que eu sou o Patrick da série Schitt's Creek. Assim que ele completou a série disse-me que eu tinha de ver aquela sitcom porque o humor era mesmo o meu estilo, mas principalmente porque eu era o Patrick, um personagem que aparece na terceira série e que casa no final com um dos personagens principais. Certo é que ele tinha razão de que eu iria gostar,  adorei a série e estamos ambos a revê-la porque a Catherine O'Hara morreu (a nossa eterna Moira Rose). 

Gato escaldado

De água fria tem medo. Armado até aos dentes.

About saturday

Ontem foi o jantar de aniversário do meu querido PA. Fui vestido de punk anos 80 com kilt (o jantar era temático). O ambiente foi ótimo e falei com 24 das 28 pessoas presentes. Do ano passado só conhecia quatro pessoas, mas soube-me bem estar com as meninas do ano passado, com o meninos falei pouco. As pessoas deste ano, quatro delas chamaram-me bastante à atenção e acabámos por falar muito, sobre a sociologia, história, valores, ética. Deste grupo de quatro, uma das raparigas - mal entrei - não consegui desviar os olhos dela. Linda e emanava uma energia tão boa. O casal de amigos que chegou mais tarde, sócios, ela também tinha qualquer coisa de extraordinário - a doçura - e ele era tão tranquilo, tão saboroso ouví-lo. Last but not least, o designer - do mesmo signo que eu e a tentar, igualmente, fazer sentido das suas experiências de vida nos últimos anos. Foi uma noite muito bonita, com muita alegria, muitas ideias trocadas, muita emoção sincera. Que feliz por esta esta experiência. Espero muito os próximos capítulos com estas pessoas. 

sexta-feira, março 06, 2026

Amigos

"Os amigos não morrem: andam por aí, entram por nós dentro quando menos se espera e então tudo muda: desarrumam o passado, desarrumam o presente, instalam-se com um sorriso num canto nosso e é como se nunca tivessem partido. É como, não: nunca partiram". 
*António Lobo Antunes*

Achei esta frase tão bonita e, de facto, a minha experiência dos últimos meses tem sido uma constatação disso mesmo. Como, ainda hoje, me disse a minha querida JPP "a vida vai ser boa e vamos de mãos dadas, mesmo que à distância, mas sempre de mão na tua!!"

Sair sozinho

Amanhã tenho um jantar de aniversário com o tema "roupa que eu nunca vestiria num jantar de aniversário", acho que vai ser muito divertido, mas hoje proponho-me a fazer algo que deixou de ser um problema para mim. Sair sozinho. Vou dançar sozinho. Beber um copo à minha saúde e dar um pezinho de dança e voltar cedo para casa para aproveitar o dia de amanhã.

Yeeeiiiiiiiii

Acabei ontem o último trabalho do doutoramento. Esta avaliação saiu-me do lombo. Agora são três meses de calmaria até à próxima época de avaliações. 

terça-feira, março 03, 2026

Ginásio blues

Quando uma pessoa te lembra que o Salvador Sobral andou a enganar a malta ao dizer que um coração podia amar pelos dois. 

Simplesmente fascinante


Berghain - Rosalia

Que atuação verdadeiramente magistral. Adoro. O pináculo da arte. Acho que há muito tempo que não me emocionava tanto com uma atuação. Acho que se o que passa conceptualmente - nesta atuação - fosse aplicado à governança do mundo vivíamos todos em paz e harmonia. 

A última Pop Star?

Pode ser-se muito famoso no mundo na música, ter-se imenso sucesso e uma excelente voz, mas ser um ícone, uma Pop Star, não é para todos. Numa sociedade cada vez mais anódina e normalizada é difícil aparecer alguém com carisma suficiente para o ser. 

Foi em 2019 que percebi que o Harry Styles era mais do que um cantor com talento. Tinha uma visão de mundo, algo para dizer, não se levava demasiado a sério e compreendia a arte. Temos aqui um David Bowie revisitado? Talvez. O que não oferece dúvida é ele ser a Pop Star dos anos 20 do século XXI e não sei quando nascerá outra



Aperture - Harry Styles

segunda-feira, março 02, 2026

A minha chefe é católica

A minha chefe é 3 anos mais velha que eu e é verdadeiramente católica. É crente e praticante. Mas o praticante dela não se resume a ir à missa 2x por semana. Ela pratica a palavra de Cristo. É uma pessoa boa. Eu tenho o maior desprezo pela igreja católica e por grande parte dos católicos, que julgam que são Deus e podem julgar os outros e que não têm nenhum amor ao próximo. Nunca gostei de contrassensos, e um católico, regra geral, é isso mesmo. Alguém não suficientemente à altura da moral que apregoa. A minha chefe é capaz de ser o primeiro católico - com quem convivo em muitos anos - que tem uma moral compatível com a doutrina. Muito católico "de trazer por casa" deveria aprender com ela. Ela inspira-me respeito.

Eu não sou católico. Nasci no seio desta igreja, mas rebelei-me. Não aguentei a inconsistência. Há alternativas cristãs (não evangélicas) bem mais sadias. Uma opinião pessoal apenas.

domingo, março 01, 2026

Bom, mas bom.

Bom, mas bom, este Banana Bread. Nunca pensei que a receita ficasse assim. Imaginava mais bolo e menos pudim. Fica ali no meio entre os dois. É deliciosamente "sticky" e caramelizado. Vou definitivamente passar a fazer para sobremesas de jantar. 


Homem solteiro faz Banana Bread com Tâmaras ao domingo.