Não tenho dúvidas de que o celibato foi uma das minhas melhores decisões dos últimos anos, mas eu tenho uma tendência para cair em polos opostos e parece que corro o risco de que o desinteresse se instale. Há - de alguma forma - uma relação com o facto de não querer nada que não seja minimamente significativo, por um lado, e por outro lado com o facto de não estar a procurar relações.
Nestes meses a minha vida tornou-se um ciclo de trabalho, estudo, ginásio, dança e casa. Os amigos têm sido uma parte importante, mas neste último mês nem os amigos procurei muito, se não fossem as viagens à Madeira e a Roma (das quais eu quase desisti) ia continuar na minha vida pouco social. Mas ainda bem que as fiz e foi maravilhoso cada uma das duas.
É claro que tenho de fazer algo para alterar este estado, pelo menos o de viver em "solitude". A psicoterapeuta quer que eu não deixe de estar em movimento, que mesmo não procurando conhecer/interagir com rapazes, que continue a procurar os amigos e que os inclua nas minhas atividades.
É um facto também que gostava de alargar os horizontes, conhecer pessoas novas, mas estou a fazer muito pouco por isso. Podia no ginásio retribuir sorrisos ou olhares e simplesmente não me apetece. Até a minha mãe já se "meteu ao barulho", no sentido de me alertar para que eu não me feche demasiado. Eu digo umas parvoíces para as pessoas ficarem felizes e afastar a preocupação que possam ter, mas depois não dou energia ao que disse.
É claro que tenho de fazer algo, mas ainda não percebi como. Vou pelo menos tentar não deixar cair o convívio com os amigos e não me transformar numa "cat lady". A realidade é que passo o meu tempo livre em casa com o gato no peito a fazer-lhe festas, e é bem bom.
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