Tenho um colega de doutoramento que se tornou um amigo. Cada dia que passa cresço em admiração por ele. À partida não temos muito que ver, ele é um "beto" clássico, com três filhas, cão e casarão. Mas isto são os sinais exteriores; em essência, é um homem generoso, empático, aberto ao mundo, magnânimo.
Em Outubro estava eu no meu pior e (sem me conhecer de lado nenhum) apoiou-me, deu-me um ombro, conselhos. Em contrapartida, nas aulas tento sempre fazer com que ele brilhe, porque não gosta de falar em público eu ajudo-o nos bloqueios: interrompo e começo a falar eu ao mesmo tempo que faço sinais para ele ir ver os apontamentos ou incluo-o nos meus argumentos dizendo que estivemos a falar sobre o assunto durante a noite passada e que foi ele que me deu a ideia para desenvolver.
Tive muita sorte em ter este colega, que sei que me nunca me vai deixar cair se tiver ao alcance dele. Assim como eu nunca o deixarei cair a ele, porque se há coisa que eu tenho é lealdade para com quem me trata bem de forma abnegada. A abnegação emociona-me e pessoas como ele fazem-me sentir humilde. Foi uma sorte que tive tê-lo conhecido.
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