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domingo, setembro 07, 2008

Mamma Mia

Estão a ver aquele filme que é tão mau que acaba por ser bom? O Mamma Mia é um pouco assim. O argumento não é nada de especial, os desempenhos (com a excepção das actrizes cinquentonas) não são nada de especial, mas o filme acaba por funcionar. Porquê? Porque a música dos Abba é mesmo intemporal, porque o kitsch continua a ser irressístivel e porque os actores e actrizes que fizeram o filme (em especial a Meryl Streep) divertem-se como uns loucos. Em vários momentos pensei que queria estar na pele deles a divertir-me daquela maneira. Pensei que se as pessoas envelhecessem sempre assim, com aquele espírito, então envelhecer não seria nada de problemático. It's all about having fun!!
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Ps. A ilhas gregas ficaram a chamar por mim...
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14/20

segunda-feira, agosto 18, 2008

Wall-E

E nunca o mundo foi tão humano como na ausência da humanidade. Wall-E é uma das personagens mais maravilhosas algumas vez vista em cinema ou televisão. Quem ama cuida. E não me apetece dizer mais nada a não ser... vejam o filme!
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18/20

segunda-feira, junho 16, 2008

Um belo par de... patins

Estava hiper curioso para ver este filme (trazido pelos mesmos produtores do fantástico Knocked Up). Não posso dizer que me tenha desiludido, mas também não correspondeu totalmente às expectativas. Uma coisa é certa, é bom ver que existem tipos que conseguem escrever piadas sexuais sem cairem na boçalidade das comédias para adolescentes e formato MTV.
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De uma forma divertida, o que o filme acaba por demonstrar é que, de alguma forma, as coisas acabarão por ficar bem. Os ciclos acontecem para se completarem. Quando acontece uma ruptura, se calhar só precisamos de emocionalmente reconhecer que o ciclo fechou-se (também se pode reconhecer sexualmente, mas não digo como, para isso vejam o filme).

14/20

quinta-feira, junho 12, 2008

O sexo e a cidade

Aproveitei a segunda feira para ir ver «O Sexo e a Cidade». O entusiasmo era bastante, na medida em que sentia que ia encontrar um conjunto de velhos amigos. Como estaria a sua vida 4 anos depois? Depois de empatar um bocado, a série acabou muito bem e há sempre a curiosidade de saber o que se passa depois de todos estarem felizes. Como é uma vida feliz? Que evolução tinham feito aquelas personagens? Bom, a resposta não foi exactamente o que eu estava à espera.
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Acho que alguém tinha um desejo muito grande de fazer um filme sobre a série e o filme é isso mesmo, nada mais. mas no caminho o argumentista esqueceu-se de fazer um bom argumento e acabou por maltratar algumas das personagens, a Samantha passa a ser uma espécie de tola de meia idade, o Mr.Big passa a ser um canastrão, a Carrie anda entre o seu 'eu costumeiro' e uma certa frivolidade excessiva. A densidade dramática perdeu-se de alguma maneira. Eu não quero ir ao cinema ver apenas umas quantas piadas de seguida, ainda para mais quando existem recursos extraordinários facultados por 6 anos de série. O melhor do filme (sem ser a cidade de Nova Iorque e toda o estilo de vida 'fashion' retratado) é a ode à amizade. Isso foi a única coisa que escapou incólume e mesmo assim à justa. É bom saber que temos amigos e que eles podem durar 20 anos. Não sei se precisava de ver o filme para saber isso.

12/20

quinta-feira, maio 29, 2008

Corações

Um filme emblemático sobre a solidão. Não foi o que eu esperava. Esperava talvez um final feliz, esperava, talvez, personagens mais estereotipadas. No final as pessoas retratadas são terrivelmente comuns e isso assusta um pouco e deixa um sentimento incómodo. Mais uma vez a contradição entre aquilo que é e aquilo que parece é evidente. Sai da sala com um nó no estômago. Não teve graça, foi triste.


16/20

segunda-feira, maio 26, 2008

Irina Palm

Até onde vai o nosso amor por alguém? Muitos pais dizem que são capazes de fazer tudo pelos filhos, mas chegada a hora da verdade? Irina Palm é um filme sobre uma mulher que sempre foi doméstica, que vive numa aldeia nos arredores de Londres, que tem uma vida calma e desinteressante, mas que ama os seus familiares.

Perante a doença terminal do neto, depois de vendidos os bens que possuia para pagar cada tratamento que não resulta, e perante a possibilidade de um tratamento revolucionário no estrangeiro resolve ir trabalhar. Não tem qualificações, não tem experiência para lá de ser mãe e esposa. Tem demasiada idade.

Um acaso do destino leva-a a uma casa de prostituição onde descobre um talento do qual nunca tinha supeitado. A vergonha e o desconforto são imensos, a recompensa monetária é imensa, o amor pelo neto é maior.

Ao contrário do que se poderia pensar, o filme não é um dramalhão completo. É ternurento, tem uma heroína improvável e acaba por ter laivos de comédia com situações verdadeiramente hilariantes. Mas o filme vai mais longe do que isso, constituindo-se como uma crítica aos estereótipos e às hipocrisias da nossa sociedade. Nem tudo o que parece é, e quem disse que se consegue consporcar aquilo que é puro?

17/20

quinta-feira, maio 15, 2008

My blueberry nights - Sabor do amor

O que aconteceria se um estudante finalista de cinema resolvesse fazer um filme sobre os EUA inspirado na obra de Wong Kar Way? Acho que provavelmente teria feito este filme. São os estados Unidos mas, de alguma forma, a cidade de Nova Iorque é reminiscente dos Japão (em particular a sequência do comboio). As cores do filme são lindas, a história tinha um potencial incrível. De alguma forma, estamos sempre à espera que esse potencial se concretize sem que isso aconteça.

Vale a pena ver a forma apaixonada como o realizador filma os lábios e os olhos lânguidos da Norah Jones, a somar às cores e aos desempenhos da Rachel Weisz e do David Strathairn A história, essa acho que nunca chega realmente a acontecer completamente. Aconteceu? Poderia não ter acontecido.


13/20

terça-feira, abril 29, 2008

Vestida para casar

Gosto muito da Katherine Heigl. Não a perco na Anatomia de Grey e depois da brilhante comédia Knocked Up, mais vontade tenho de a ver actuar. Por isso lá fui ver este filme que sabia, à partida, ser fraco. Não me enganei. Ela está muito bem, mas o seu desempenho não é suficiente para levar o filme às costas. O filme é tão mau, tão sem graça, tão lugar comum que, contas feitas, devo ter sorrido três vezes e consegui rir uma vez. Que desperdício de recursos. A realização é sofrível e o argumento dá alguns nós ao estômago. É mesmo um filme para americanos, daqueles que chafurdam em pipocas e que consomem qualquer filme que não exija mais do que um neurónio para descodificar.






10/20

terça-feira, abril 22, 2008

O amor e a vida real

«Dan in Real Life» foi traduzido para «O amor e a vida real» em Portugal. Não gostei nada do título, mas isso não me impediu de ir ver o filme que é um brilhante documento sobre as coisas simples e sobre aquilo que se sabe intimamente. Conhce-se alguém há 3 dias e sabe-se que essa pessoa é 'a tal'? O Dan tem 3 filhas, é viúvo, é escritor de uma coluna de jornal, pensa em todos menos nele próprio. tem uma família enorme que se junta no fim do outono e é numa dessas reuniões que a existência do Dan se altera. O Steve Carrel tem uma interpretação brilhante e o filme é uma comédia de costumes a não perder. Ficaram-me duas frases do filme para pensar, serão ambas verdades Lapalisse? Uma é «o amor é uma capacidade, não um sentimento», a outra é «toda a gente defeca».

16/20

domingo, abril 13, 2008

Uma Segunda Juventude

Ora cá está um filme sobre o quela não vou poder falar. Porquê? Porque cheguei ao fim do filme com a sensação de que não percebi nada. No princípio, a história do filme parecia-me uma coisa, mas depois, a determinada altura, alguma coisa se passa e pensamos que não percebemos nada de 5/6 do filme. Seria injusto da minha parte dizer que não está filmado com bonitos planos (de vez em quando) e que o ponto de partida não é interessante, mas é demasiado «meta-filme». Sem querer parecer injusto, acho que o brilhante ponto de partida do filme (as questões do tempo e das suas dobragens, a existência do homem, as transmigrações da alma, etc) merecia um argumento senão melhor, pelos menos menos metafísico.



11/20

terça-feira, abril 08, 2008

La Vie en Rose

Não sei muito bem o que dizer sobre este filme. Está em reposição no cinema Nimas e quis vê-lo depois da Marion Cotillard ter ganho o óscar de melhor actriz pelo mesmo. Embora considere que o realizador fez algumas más escolhas que poderiam fazer o filme ser melhor como um todo, fiquei sem palavras pela actriz principal. Há muito que não se via uma entrega de tal forma brutal a um papel. Não se vê nada da actriz na tela. Toda ela é Edith Piaf, por dentro e por fora. Toda ela é força, tumulto, fragilidade, decadência. Vale a pena ver o filme por esta interpretação magistral. Avisa-se que o filme não é próprio para quem gosta de filmes 'água com açucar'. A vida de Piaf foi dura e não foi bonita. Edith Piaf veio das ruas sujas, sórdidas e sofridas de Paris e há coisas que se agarram à pele.

15/20

terça-feira, abril 01, 2008

Horton e o mundo dos Quem

Horton, a mais nova animação da Fox, é um filme sobre heroís improváveis e sobre a capacidade de ver o invísivel (tantas vezes confundido com o inexistente). É também um filme sobre sensibilidade e sobre a importância da diferença e do respeito que por ela se deve ter.

Para além do que foi dito, da competência técnica/tecnológica e do quão engraçado o filme consegue ser por vezes, houve momentos em que eu me senti com falat de ar. Porquê? Porque na selva onde vive o Horton, vivem outros animais com incapacidade de ver e/ou ouvir invisível. Animais que são capazes de tudo para que não se altere o estado das coisas que conhecem, sendo por isso capazes de crueldades inimagináveis justificadas em nome dos bons costumes, dos valores, etc, etc. Isto não vos faz lembrar nada?

15/20

segunda-feira, março 24, 2008

Para sempre, talvez

Um belo filme para ver ao Domingo. É um filme honesto e pouco pretensioso. Cumpre aquilo a que se propõe, entreter. Não obstante, o filme oferece alguns momentos deliciosos de bom humor e ainda nos deixa pensar sobre como a vida é composta de círculos que se completam e se repetem. Muitas vezes voltamos a encontrar uma situação onde já tivemos, se bem que com outro timing e com mais sabedoria (ou não). Gostei particularmente da relação entre pai e filha e dos efeitos que uma aula de educação sexual pode ter em crianças de 10 anos (ou nos pais, que têm sempre imensa vergonha em explicar coisas simples)
14/20

domingo, março 16, 2008

Persepolis

Ontem lá voltei ao cinema, ufff... estava com saudades. Não podia ter tido melhor retorno. Fui ver um filme de animação chamado Persépolis. O filme retrata os últimos 40 anos do Irão pelos olhos de uma menina (depois adolescente e depois mulher) desde o regime do Xá, até ao repressivo regime religioso que ainda hoje vigora. A animação é simples, mas a história e o argumento são fortíssimos. Apesar de estar pontuado de humor, somos cilindrados pela brutalidade da repressão de um povo em nome da liberdade e de Deus. Mais, o filme demonstra de forma bastante eloquente os perigos da ignorância e do analfabetismo associados à manipulação religiosa. O filme é uma lição de sobrevivência por parte daqueles que não conseguem esquecer o Irão antes do fanatismo religioso. Confesso que fiquei com um certo carinho pelo povo iraniano esclarecido, não pelo governo ou pelas massas analfabetas que o sustentam.

17/20

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Juno

Este filme é, definitivamente, a lufada de ar fresco da temporada. O argumento é brilhante, os diálogos são fantásticos. É um filme sobre gente comum, gente de todos os dias, e as suas incríveis excepcionalidades. É um filme sobre miúdos e sobre os 'graúdos' que os rodeiam. Fala-se uma nova linguagem e essa linguagem devia ser aprendida por muitos pais e muitos 'graúdos' (qualquer pessoa com cerca de 30 anos já é 'graúda'). As personagens são tão iguais a toda a gente, como singulares. E a lógica do filme é que, por muito que nos custe, um grande problema pode não ser problema nenhum. Compreendo perfeitamente o óscar para o melhor argumento original e diga-se, para acabar, que o filme tem um dos melhores finais que eu já vi em cinema.

17/20

Haverá Sangue

É um pouco estranho estar a ver os filmes nomeados para os óscares, depois da cerimónia de entrega. Acho que ficamos com uma expectativa muito direccionada. No caso deste filme de Paul Thomas Anderson, estava à espera de um pouco mais ao nível da realização. Houve alguns erros de encenação que não esperava de todo (como um personagem que em 20 anos não envelhece de rosto). Mas no final o filme é uma história clássica e competente na ilustração da génese da economia americana e do que os EUA são hoje. Uma coisa é certa, vale mesmo a pena ver o desempenho do Daniel Day Lewis. É brilhante.

14/20

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Óscares 2008 - Notas diversas

1- Optem sempre por não ver a versão em directo. Quando se fica até às 4 e tal da manhã acordado a ver tv, a cabeça permanece azambuada o resto do dia.

2- Repararam que os actores distinguidos com a estatueta eram todos europeus?

3- Consegue-se ver sempre a diferença entre a real comoção e a «comoção-que-tem-de-se-ter-porque-se-está-nos-óscares-e-se-ganhor-um-prémio».

4- Os apresentadores lêem cada vez pior o teleponto.

5- O John Stewart rendeu-se um bocado ao politicamente correcto, mas pronto aquilo é hollywood e tal.






quarta-feira, fevereiro 13, 2008

No Vale de Elah

No Vale de Elah é mais um filme de Paul Haggis que corre o risco de se tornar um realizador de culto para mim. Depois do magnífico Colisão surge outro filme que explora as fragilidades do ser humano e, também, as fragilidades das nossas percepções. O que é verdade? O que conhecemos realmente de nós e do que os outros são capazes? Quando é que, em nós, conseguimos encontrar o David capaz de derrotar o Golias.

Para lá das questões humanas, existe uma análise à América contemporânea e aos efeitos devastadores que a guerra do Iraque tem produzido, a maioria deles imperceptíveis.

Acabo com uma nota ao brilhante desempenho de Tommy Lee Jones. Simplesmente brilhante!

17/20

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Sedução, Conspiração

O novo filme da Ang Lee deixou-me um sabor estranho na boca, não sei se provocado pela distância estilística do Brokeback Mountain (que era muito simples e ocidentalizado), não sei se pela densidade do filme. Acho que o Ang Lee talvez compreenda um pouco melhor os homens do que as mulheres, ou então sou eu que não compreendo o Ang Lee muito bem.

O filme é, de facto, muito denso. Tem alguns momentos muito belos, outros deveras perturbadores. Contudo, não deixei de pensar que o filme não é equilibrado e que, por vezes, perde a coerência e a lógica que subjaz a algumas acções.

No final tiramos duas morais da história. O amor é uma coisa muito estranha e quem não tem água por perto não deve brincar com fósforos.

14/20

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

The Darjeeling Limited

Era uma vez um filme sobre pessoas que se querem encontrar, pessoas que se encontram no caminho e pessoas que não querem ser encontradas. Acho que isto resume o último filme de Wes Anderson. Parece demasiado simplista, mas não é. É um filme contado com grande leveza, com humor, e algo dramático se pensarmos nos personagens principais e nos seus 'handicaps emocionais'. Tudo isto é servido na deliciosa paisagem da Índia contemporânea, não citadina. Até onde vamos para encontrar o que quer que seja?


16/20