segunda-feira, abril 20, 2026

Opinião de Miguel Copetto no Jornal Expresso - muito interessante.

 



A ler aqui

Pessoas cansativas

Quase toda a gente sabe o que são, aquelas pessoas que parecem um zumbido, só damos por elas porque são incomodativas, tipo um mosquito que entra no quarto ou aqueles chihuahuas da vizinha que ladram irritantemente sempre que entramos ou saímos de casa - que não têm existência para lá de serem cansativos e incómodos. 

Tenho o azar de me ter saído um mosquito na rifa. Um blogger que há uns bons anos vi presencialmente 20 min - e a quem apenas disse boa noite - tem uma estranha obsessão por mim. Odeia-me, aparentemente, mas vem ler tudo o escrevo e comentar quase tudo o que escrevo (e claro está, sempre com comentários desagradáveis e cheios de fel que não publico). Transcende-me completamente este comportamento - que me parece oposto ao de uma pessoa que tem uma vida ativa, feliz e ocupada. 

Esta pessoa não me conhece de lado nenhum, mas acha que sim - possuindo apenas a informação que possuem as restantes pessoas que leem o Silvestre. Duvido que alguém que me lê ache que me conhece realmente (tirando aqueles que convivem comigo na "vida real"). Quem me lê pode apenas identificar-se mais ou menos com o escrevo e transmito, mas é isso. Quem não se identifica deixa de me ler, a menos que tenha um "crush" adolescente, porque o contrário do paixão não é o ódio, mas a indiferença. Se não se trata de um "crush", o assédio constante a outra pessoa é apenas da ordem da perturbação e/ou da maldade.

Há muito tempo que não publico nenhum comentário desse blogger (até cheguei a fazer um post sobre ele a dizer-lhe, claramente, que este blogue não tolerava aquele tipo de linguagem e de comportamento), mas ele não desarma, continua a mandar os seus comentários incessantemente e é somente chato enfadonho e cansativo. Consta-me (por terceiros, uma vez que não o leio há muito muito tempo) que inventa, também, mentiras e destila veneno, o que o torna ainda mais cansativo e enfadonho aos meus olhos.

Hoje ele vai ficar feliz porque lhe estou a dar palco, mas resolvi escrever sobre isto porque ele comentou o meu último post duas vezes, como que a comentar os comentários que publiquei no dito post. Achei isto tão, mas tão estranho que resolvi escrever o meu estado de alma sobre o assunto; é este o nível do que se passa naquela cabeça. 

Isto é um blogue, já quase ninguém lê blogues. Eu continuo a usar esta ferramenta, porque é uma maneira fácil de guardar reflexões, pensamentos aleatórios e notas sobre coisas que vi e/ou gostei. São notas da minha vida pessoal, primariamente para o meu uso pessoal e recordatório. Se algumas das coisas postadas acrescentam algo a alguém - ótimo; se não acrescentam é só insano seguir uma pessoa para assediá-la. Ele devia deixar de ler o meu blogue, como eu deixei de ler o dele quando passei a achar que ele não era o tipo pessoa que tenha valores que admiro. As pessoas deviam saber mais sobre retirar-se com dignidade em vez de insistirem em ser enjoativas. O assédio não vai parar.

quarta-feira, abril 15, 2026

O que ficou.

A minha última relação foi muito intensa. Foi a pessoa de quem mais gostei e aprendi uma coisa altamente significativa: quero muito ser gostado como gostei dele. Deixei de procurar um grande amor, aliás, acho que perdi a capacidade de me dar em total vulnerabilidade e tenho isso a agradecer a esta última aprendizagem. Não perdi a capacidade de me dar e de cuidar de alguém e de ser muito bom para quem me respeite, mas perdi a capacidade de me diluir na ideia de felicidade do outro. Estou muito mais duro e, por isso, mais inacessível. Poderia ser uma pena, mas não é. Atingi um nível muito grande de satisfação com a vida e com aquilo que tenho sozinho. Só posso ser acrescentado, a partir daqui. E se não me acrescenta, não tem lugar na minha vida, porque o resto já tenho, a completude. Sei que, no futuro, já não sofrerei em mim ou por mim. Não me falta nada. Onde não há faltas não há fome, onde não há fome não há insaciedade incontrolável. Posso crescer muito ainda, ser muito mais com alguém que, contudo, nunca me fará sentir vazio na eventualidade de se tornar ausente. A minha casa é de pedra, sólida e íntegra. Pode ficar mais bonita com novos pisos e anexos, mas desfeitas as configurações adicionais, será sempre a casa íntegra. Todo o conforto de que preciso. O que preciso tenho. Tudo o que puder ter a mais é bem vindo, mas não é necessidade. 

A poesia de Hai Zi

Eu sou um poço escavado pelos meus antepassados
para a sua descendência.
Todo o sofrimento
provém das minhas águas escuras e secretas.

terça-feira, abril 14, 2026

Cabeça feita

A teimosia é o pior dos meus defeitos. Mas, às vezes, não fosse a minha teimosia e eu capitularia perante pensamentos intrusivos. Mas (ainda) escolho o que deixo que me incomode mais profundamente. 

segunda-feira, abril 13, 2026

No teu pescoço



No teu pescoço - Bruna Magalhães & Rubel

Excesso

Apanhei este fim de semana uma das maiores bebedeiras da minha vida. Tenho um amigo que é um perigo, quando estamos juntos eu acabo sempre algo alcoolizado. Mas desta vez, porque não estou habituado a beber, porque sangria parece mais um refresco que outra coisa e porque o jantar durou imenso, acabei completamente KO. Passei o sábado com uma enorme dor de cabeça que era algo que nunca me tinha acontecido antes - ressaca.

sexta-feira, abril 10, 2026

O momento mais temido do ano

O Limão começou a mudar o pelo. Agora vou andar a comer pelo 6 meses e só sossego em outubro. 

A poesia de Myriam Soufy

«Uma valsa a dois tempos é muito mais inquietante».​​
Levou-me tempo a sacudir os anos,​​
a reinventar-me um passado​​, 
um passado em que tivessem sabido amar-me​​. 
Levou-me tempo a deixar de chorar, 
a ver as estrelas florescerem quando me fazes dançar. 
Não olhes mais para as minhas mãos estragadas. 
Deixa ao tempo a liberdade de nos cantar.

quarta-feira, abril 08, 2026

(im)perfeita mente

"Eu não sou responsável pelo bem-estar dos outros, a tristeza faz parte da vida, eu não posso salvar os outros (...) eu acredito que - se for uma relação saudável - não é a imposição de limites que vai estragar uma relação (...) há pessoas que entram em pânico de serem abandonadas, rejeitadas, de perderem aquela relação. Mas então essa relação não é segura. Será que nos faz bem? Se a relação não aceita os nossos limites é um bocado por aí (...) colocar limites é das coisas mais desafiantes que existem, e não nos podemos, também, colocar em situações em que colocar aquele limite nos traz mais angústia que leveza. Não é suposto. Temos de sair desse lugar."

Hoje, ao ouvir o podcast (im)perfeita mente reconheci e revivi a luta sobre imposição de limites pela qual passei durante muito tempo e a dificuldade que tive em estabelecê-los e em transformar-me num espaço com fronteiras definidas e legislação própria que tem de ser respeitada. A imposição de limites é uma questão basilar na saúde mental de cada um. 

terça-feira, abril 07, 2026

Lisboa



Lisboa - ANAVITÓRIA & Lenine

segunda-feira, abril 06, 2026

Ainda sobre a Páscoa

Alguém me mandou - do Minho - um pacote de amêndoas de licor. Achei um gesto bonito e inesperado que muito agradeci. 

Project Runway

Um concurso que adoro, Project Runway, voltou; agora no Disney Channel e com a Heidi Klum a apresentar de novo. O processo criativo é realmente algo de extraordinário. A vencedora da Season 21 não me convenceu, mas se quem percebe de moda a elegeu como vencedora, é porque está correto. 

Páscoa

Sobrevivi ao almoço de domingo de Páscoa feito pela mãe que, sendo um almoço festivo, tem sempre 4 entradas e 4 sobremesas e é um perigo para pessoas que sofrem de gula, como eu. Foi feliz e não tive apetite para jantar porque ainda estava cheio. 

quarta-feira, abril 01, 2026

Alice Merton


No roots - Alice Merton

Amizades

Costumo dizer que estou sempre disponível e aberto a conhecer novas pessoas, acho sempre que um novo amigo poderá estar ao virar da esquina (potencialmente). Amizades nunca são demais, mas qual o tempo útil e de qualidade que temos para dedicar aos nossos amigos? Quando estive menos bem mentalmente fiquei com a sensação de que estava sozinho e isolado, mas isso é a doença a levar a melhor sobre mim (quando ela se instala rouba-me "a voz", fala por mim, não sou exatamente eu). A realidade é que tenho muitos amigos e não falo de conhecidos, falo mesmo de amigos, pessoas que são lugares seguros para ser vulnerável e dizer o que vai realmente na alma. Sempre ouvi dizer que quando quisermos ter uma noção clara da nossa vida devemos fazer anotações em papel sobre o tema em questão e depois analisar o que está escrito. No outro dia fiz isso, coloquei no papel as relações realmente importantes que mantenho e fiquei verdadeiramente surpreendido por não ter a noção de que era tanta gente. 

Desde julho do ano passado que comecei a reformular o meu modo de pensar, a minha tipologia de valores. Não obstante, os últimos 5 meses foram essenciais para chegar a um nível de clareza que penso nunca ter tido e um nível de solidez analítica que só fará bem ao meu futuro (como tem feito no presente). A realidade é que não preciso de mais nada, embora aberto a acréscimos, tenho tudo aquilo de que necessito, não existem faltas, nem falhas. Estou completo e tenho um "edifício" cheio de amigos verdadeiros - o que não vou voltar a esquecer. Não preciso mais nada do que aquilo que tenho. Não ando à procura de ter aquilo que quero, porque quero aquilo que tenho e que é imenso. Quando existe foco, tudo muda. A lente com que vemos o mundo é a única coisa que importa.