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segunda-feira, janeiro 18, 2021

Covid, Covid, Covid...

Não retiro a responsabilidade da atual situação às pessoas. Diz-se sempre que a culpa é do sistema, mas o sistema é a soma das partes e a qualidade das partes é cada vez menor. Mas não há como contrabalançar. O o ciclo informativo está viciado. 

Os média banalizam a COVID, todos os dias a toda a hora, um sensacionalismo gritante. Dez mil casos por dia são apresentados com o mesmo espanto que 400 nos tempos idos de abril. Sempre o mesmo tom. Sempre uma coisa terrível. E as pessoas querem desculpas, querem motivos para não acreditar, para poder escapar aos incómodos do confinamento. Querem argumentos fáceis para refutar o inevitável. 

E os média tal como estão a agir fornecem todos os alibis e mais alguns a quem arranjara desculpas e escapatórias. A luta de audiências e de cotas de mercado são uma treta. Ninguém ganha no meio disto tudo. Ninguém.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

O que se faz para aparecer no média...

A miúda irritante que dá pelo nome de Miley Cyrus e cuja carreira parece estar um bocadito...errr..."parada". Partilhou no seu Twitter:


«Parti o meu cóccix a fazer um front flip… para cima do sofá. É como daquela vez em que parti um braço depois de tropeçar numa almofada».


UAU!!! Super pedaço de informação. Os média pegaram nisto e todos nós ficamos mais ricos por saber o estado do cóccix da menina.


Funny world.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Ser-se assumido vs. Ser-se alvo de espectáculo

Hoje perguntaram-me se eu já tinha sabido que o José Carlos Malato se tinha assumido como gay na capa da TV 7Dias e que a imagem era esquisita. Fui ver a capa e deparei-me com a imagem publicada. Fiquei triste. O destaque é do mais sensacionalista que se poderia imaginar. Parece que se está anunciar mais um programa qualquer de variedades. A vida pessoal de uma pessoa resume-se a isto? À sensação da última fofoca? É que a páginas tantas, a dimensão humana não está presente. E estamos a falar da vida de uma pessoa. É uma personagem pública, eu sei, mas não deixa de ser uma pessoa que aparece exposta no "talho dos média".
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É claro que a entrevista acontece com o consentimento do visado, mas se a capa e o destaque também têm o seu consentimento, isto deixa-me preocupado. Apesar de achar que a transparência e a verdade sobre a opção sexual compensam (quando se sabe a verdade sobre nós dificilmente se sustentam mentiras a nosso respeito), custa-me ver a questão reduzida ao valor "espectáculo".