quinta-feira, julho 28, 2016

22 anos

Hoje fui à cremação do irmão de uma pessoa de quem gosto muito. O rapaz de apenas 22 anos despistou-se e ficou encarcerado no carro que ardeu. Morreu queimado. Na segunda feira quando recebi a notícia fiquei muito chocado. Desatei a chorar no open space onde trabalho. Choca-me muito o desperdício de uma vida tão jovem e de uma pessoa que era positiva, que trazia imensa alegria à sua volta, que criava pontes entre as pessoas. Hoje, de novo, só me apetece chorar porque ele deixou imensa coisa escrita sobre o que gostaria que fizessem se morresse. É impressionante como mesmo depois de morto continua a juntar pessoas. Amanhã antes de deitarem as cinzas ao mar, toda a família e amigos vão dançar as suas músicas de kizomba favoritas vestidos de branco e a brindar com o vinho preferido dele, vão levar um cartão (que será entregue à mãe) com o que com ele viram, viveram e aprenderam. Para que a mãe possa ter sempre junto dela o que foi a dimensão da vida do filho. Sinto-me profundamente emocionado com isto tudo. 





3 comentários:

HartBae disse...

Lamento muito. E a ideia dos cartões é maravilhosa.

Magg disse...

Os meus pêsames Silvestre. Quando as pessoas-ponte se vão deixam um vazio indescritível, especialmente quando nos deixam cedo demais.
O gesto dos cartões para a mãe tocou-me bastante.

Anónimo disse...

Espero que ja tenhas recuperado da triste noticia...

Zeg