terça-feira, junho 16, 2026

Num tempo em que nada nos pertence

Aquilo que nos pertence realmente é a nossa vida. Por essa razão não devemos ter medo de ser tolos, falhos e muito menos deixar que a cobardia alheia nos guie e nos determine. Devemos continuar a experimentar e a desafiar convenções. Não me importarei de ser um homem de 70 anos numa discoteca - se ainda existir música no meu corpo e vigor para a exprimir. Não me importarei de cantar na rua no meio das pessoas que passam. Não me importarei de vestir o que me faz bem à alma. Não me importarei de fazer ginásio aos 80 se o corpo assim o permitir. E mais importante, continuarei a não me importar com aquilo que os outros pensam sobre a minha agência.  

2 comentários:

Sergio disse...

Das coisas mais difíceis de se fazer. Temos os nossos apelos internos, que são só nossos. E depois, subjugamo-nos mesmo inconscientemente às normas externas, sejam culturais, sociais, expectativas de familiares, amigos, da sociedade em geral. Ao ponto de nos apagarmos internamente às vezes por completo, como via de aceitação social, sem a qual a vida é impossível. Um bom espaço é aquele em que somos inquisidores de ambas as partes (dos nossos valores e quereres e dos alheios) e os tentamos desenlear uns dos outros dentro da nossa cabeça.

silvestre disse...

Sempre sensato Sérgio. Concordo. Por acaso, este post veio do que tenho observado sobre o retorno da Madonna aos quase 68 anos e tudo o que se diz sobre ela, em especial vindo da cobardia dos seus pares mais diretos: as mulheres. Mas isto aplica-se à nossa pele também, o mundo gay é viperino e muitas são as pessoas pequenas com medo da vida que tentam matar a vida nos outros. um abraço.