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terça-feira, julho 08, 2025

O CHEGA é apenas um conceito nojento

Fiquei chocado com a pobre atuação de André Ventura no Parlamento citando nomes estrangeiros de crianças culpando-as de tirarem lugares às crianças portuguesas. Os portugueses têm uma memória curta. Se em Portugal somos 10.5M mas existem 16M de Portugueses no mundo, isto quer dizer alguma coisa. 

Ainda há 50/40 anos os nomes das crianças nas escolas da Suíça, Alemanha, França, Canadá, Luxemburgo, Inglaterra e Estados Unidos era Pedro, Manuel, Paulo, Luísa, António, Conceição, José, Anabela. Hoje os seus filhos são cidadãos desses países, alguns deles em posições notáveis. Todos saem a ganhar.

quinta-feira, dezembro 19, 2024

Coisas que não compreendo

Relatei aqui um caso de assédio no trabalho há dois posts atrás. Qual não é o meu espanto quando no lanche de natal (ontem) abordo uma das testemunhas porque quero fazer queixa e ele mostra-me que normalizou o comportamento do agressor, que as pessoas já sabem que ele "é assim", fica inflamado e diz coisas que não quer porque está nervoso. E que também já sabemos que ele encosta a cara às pessoas se está nervoso. E que se ele perseguiu o rapaz na rua é porque estava nervoso. Mete-me nojo. Apenas isso.

segunda-feira, novembro 06, 2023

Genocídio em Gaza

O que se passa em Gaza não é uma guerra é genocídio. Tenho profundo nojo por Israel e também pelos  EUA. Gostava que os responsáveis por tudo isto tivessem um sofrimento excruciante. Falo dos responsáveis dos Governos, das estruturas de poder. Tenho zero antipatia contra judeus, ser judeu importa tanto como o facto de eu ser gay, isso não faz de ninguém melhor ou pior. O nível de humanidade de cada um não é indicado por religião, género ou orientação sexual. Aqui falamos de pessoa más, imorais, abusivas.  

É isso que os sucessivos governos de Israel têm sido - abusivos, esmagadores, carrascos - com o apoio velado do ocidente - por motivos de estratégia política e económica.

Posto isto, gostava que turba imbecil e iletrada que apoia a "causa israelita" soubesse na pele o que é a perda, o roubo do que lhes é significativo, seja a casa ou um ente significativo. Ser ignorante não é mau, os ignorantes podem sempre cultivar-se, procurar informação e esclarecerem-se. Já ser estúpido é algo para o qual não encontro perdão. Ter informação disponível e continuar a defender de forma imbecil e desinformada uma posição, com base no "diz que disse", na manipulação mediática, na falta de simpatia pelos muçulmanos (como se todos fossem terroristas), é grotesco e desprezível.  

Independentemente das posições, não se pode compactuar com genocídio. Todos sabemos o que acontece quando se lançam mais de 1000 bombas sobre uma área de 10 km quadrados. Não é desinformação, é informação real captada por satélite - as imagens estão disponíveis para quem tiver o interesse em procurar. As crateras são visíveis no solo e mais de 1000 crateras são identificadas - 100 crateras numa área residencial de 500m2.

Pergunto-me se as crianças judias e as ocidentais têm mais valor do que as crianças muçulmanas? Para mim não (e nem sou minimamente favorável das normas sociais da cultura/religião muçulmana), mas parece que para o ocidente sim. Eu só consigo ter um profundo nojo pela Administração Biden (tragam o Obama de volta), um profundo nojo pelo Governo de Israel e um profundo nojo por todos os que apoiam ou fecham os olhos ao que se passa ali (já nem falo do que passa em África e outras regiões). 

Pelo exposto, tanto em Portugal como nas redes sociais, tenho tido problemas em conseguir comunicar ou encarar pessoas que eu considerava decentes, são na realidade pessoas sem empatia e facciosas. Alguns enfurecem-me com o que reproduzem e depois disso sinto apenas desprezo e pena. Pena por serem desprovidos de humanidade ou por sofrerem de humanidade seletiva. 

sexta-feira, abril 22, 2022

O PCP anda a dar nas drogas alucinogéneas

O PCP sabe que o Sr. Putin não é fascista (nem exerce uma ditadura sobre o povo russo) e que o governo da Ucrânia não foi democraticamente eleito por um povo farto de corruptos e fantoches ao serviço da Rússia.  

Se não fosse, nojento, imbecil e ofensivo eu até era capaz de me rir desta "pérola" de declaração. Que pode ser vista AQUI


quarta-feira, fevereiro 16, 2022

Cristina Ferreira por Fernanda Câncio (excelente análise)

Não sendo um grande simpatizante de Fernanda Câncio por causa do caso Sócrates - ela é boa jornalista e isenta quando não lhe toca em casa - tenho de concordar que ela faz uma análise muito ajuizada do comportamento hediondo de Cristina Ferreira na gala do Big Brother da semana passada. 

Vale mesmo a pena ler, porque é preciso aumentar a discussão sobre o que é violência doméstica e sobre a forma como muitas mulheres a legitimam, no caso Cristina Ferreira (a menos quando em favor próprio). 

Cópia Integral abaixo do texto publicado no DN.

Fazer Gala da Violência 

Para esplendor da audimetria, a TVI decidiu fazer render uma acusação de violência doméstica sobre uma mulher confrontando, ao vivo e a cores, acusado e vítima. E, claro, teve nessa degradação o que queria - o programa mais visto do dia. Isto na era do "politicamente correto", do metoo e da "cancel culture". Olha se fosse na das cavernas.

"Alguma vez tiveste medo?"

A pergunta é de Cristina Ferreira, a diretora de programas da TVI e apresentadora da "gala" deste domingo do programa Big Brother, a uma concorrente. Em causa a sua relação com outro concorrente que fora nesse mesmo dia alvo de uma queixa pelo crime de violência doméstica contra ela - um crime público, o que significa que qualquer um que não apenas a vítima o pode denunciar às autoridades.

No caso, a denúncia foi apresentada pelo organismo público encarregado de promover a igualdade de género - a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género - , num duplo simbolismo: o de frisar o dever de reporte de um crime com esta tipificação, responsável por grande parte dos homicídios cometidos em Portugal, e de este ter sido publicamente e publicitadamente cometido, já que foi através das imagens da interação dos dois concorrentes, divulgadas pela TVI, que dele se tomou conhecimento.

Cristina Ferreira, que várias vezes invocou, no passado recente, o feminismo a propósito de críticas e ataques de que tem sido alvo, frisando que muitos deles ocorrem por ser mulher - o que é verdade -, e que no programa garantiu até acaloradamente "lutar contra a violência doméstica", entendeu encenar, na dita gala, um tribunal, confrontando agressor e vítima com as imagens das suas interações, para a seguir lhes perguntar o que achavam do que viam. A inquirição foi precedida por um discurso inicial da apresentadora/diretora no qual anunciou que considera ter face aos concorrentes "um dever de imparcialidade e de não julgamento de qualquer tipo de comportamento". Esse dever, explicou, deriva da situação de exposição em que aquelas pessoas vivem, ao admitirem ser filmadas 24 sobre 24 horas.

Caberia perguntar se esse "dever de não julgamento" se aplicaria também a crimes, se em causa não estivesse precisamente a acusação de um crime - o que nos leva a concluir que sim, ela quer que concluamos que se aplica. Sucede que é difícil acreditar que Cristina Ferreira, que ali está na quádrupla condição de apresentadora, diretora, administradora e acionista do canal, se afirmasse imparcial e se eximisse de julgamentos caso um concorrente degolasse outro. Pelo que se calhar temos de admitir que ou não leva assim tão a sério o crime de violência doméstica ou acha que no caso não há crime nenhum. O que significa que, longe de ser imparcial e de não julgar, já julgou e decidiu, juíza na causa própria que é o seu programa no seu canal.

Só ter assim decidido explica que considerasse aceitável submeter às perguntas a que submeteu, e perante tão vasta audiência, uma mulher que pessoas muito mais habilitadas que ela (Cristina Ferreira) a reconhecer o crime em causa consideram estar a ser vítima de violência doméstica. Isto se se quiser partir do princípio - é aquele de que quero partir - de que Cristina Ferreira não está tão e apenas somente ralada com as audiências que mesmo admitindo ter ali uma vítima a quereria submeter, sob o álibi da "liberdade total" no contexto de um programa em que está 24 horas fechada com ele, à degradação de a colocar ainda mais sob o domínio do seu agressor ao afirmar publicamente que as suas manobras de controlo, a sua manipulação e agressividade física são manifestações de amor - submetendo-nos assim a todos à banalização e à desculpabilização do crime e à entronização do criminoso.

Não; acredito que simplesmente Cristina Ferreira não saiba o que é a violência doméstica, e, que como tantas outras pessoas, incluindo até, como é conhecido, juízes, ache que se não houver ossos partidos, hematomas e hemorragias, e se a vítima disser que está tudo bem, está tudo bem e não há crime algum. Que não saiba, como tão bem explicou o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em alguns acórdãos recentes, que a violência doméstica é tortura porque visa a humilhação, o rebaixamento e o controlo absoluto da vítima, transformando-a em objeto à sua disposição.

Aliás, a apresentadora/diretora fez questão de afirmar, para justificar o facto de o acusado de violência doméstica não ter sido, como era exigido pela CIG e por tantos outros, retirado do programa, que todos os concorrentes estão a ser "avaliados diariamente" por uma equipa de médicos. Com esta afirmação, que repetiu por duas vezes, Cristina Ferreira quis certificar que não houve crime, que nenhum mal estava ali a ser causado à concorrente em causa, e que é tudo macaquinhos no sótão e "ódio" - usou esta palavra - de quem denunciou.

Para além de levantar assim uma questão deontológica interessantíssima à Ordem dos Médicos - quem raio são estes clínicos aos quais a produtora Endemol e o canal TVI imputam a decisão sobre a manutenção ou não de um acusado de violência doméstica num programa - Cristina Ferreira tornou assim claras, clarividentes, várias coisas.

Uma é que tudo o que disse sobre não se arrogar "julgar" é mesmo uma grande treta. Tão grande a treta que quem como eu seguiu ontem - por uma vez na vida, por razões profissionais, e para nunca mais, tal o nó nas tripas - toda a emissão da "gala" até ao fim teve oportunidade de ouvir a voz que faz de "grande irmão", ou seja, de ente que tudo vê e ouve, assegurar aos concorrentes que restaram após a expulsão ritual do acusado "por vontade do público" (claro, era preciso "entregar a decisão aos portugueses" para fazer render o suspense) que a concorrente alegadamente vítima estaria "com certeza" disponível para testemunhar a favor do expulso no eventual inquérito criminal.

O que nos leva a outra das evidências: ao questionar a concorrente sobre se se considera vítima, Cristina Ferreira sabia o que ela ia responder - jamais correriam, ela e o canal, o risco de serem acusados em direto de propiciarem, com a sua inação, um crime continuado.

E, por fim, que, alinhando com o discurso habitual dos agressores - que se queixam sempre de serem uns inocentes incompreendidos alvo de vinganças ou conspirações - Cristina Ferreira quis transformar a denúncia de que o concorrente e portanto o programa foram alvo numa questão de "ódio". Só faltou dizer a quem. Mas basta dar uma volta pelas redes sociais e ver as respostas dadas a quem denunciou para perceber: claro que é "ódio aos homens", "falta de peso", "frustração de mal amadas" - os insultos de sempre às feministas. "De puta para baixo", diria a Cristina Ferreira que vende livros à que faz gala da violência doméstica. Alguma vez terão falado?

quarta-feira, maio 12, 2021

Festejos do Sporting

Apesar de ter ficado muito contente com o título do Sporting, não deixo de sentir indignação pela permissividade face aos festejos nos moldes em que se desenrolaram. Na época em que vivemos é, no mínimo, triste e bastante vergonhoso. Nem a Câmara de Lisboa, nem a Administração Interna (tanta competência do Ministro Eduardo Cabrita) fizeram alguma coisa a respeito. As incongruências são mais que muitas. Os espetáculos culturais continuam fechados, os estádios fechados ao público, mas depois permitem-se milhares de pessoas em aglomerados, sem máscara, a consumir bebidas alcoólicas. 

quinta-feira, abril 01, 2021

Coisas recorrentes nos WC da Administração pública

Os três últimos locais em que trabalhei tinham todos uma coisa em comum. O WC dos homens tem sempre pelos púbicos sobre a tampa de dentro da sanita. Blhac!

segunda-feira, março 08, 2021

Rúben Amorim e Sporting acusados de fraude

Ora cá está um bom exemplo de corrupção no futebol, mas não por parte do Sporting. Eu sou benfiquista, mas não suporto as tricas de bastidores, nas quais os melhores cérebros serão (suponho) os Presidentes do dois maiores clubes em Portugal.  O Rúben foi inscrito como treinador adjunto e não como treinador principal (mas ele não tinha o curso de treinador completo, o que também se passou no Braga, mas aí sem queixas).

Gosto do Rúben Amorim porque é (até mais ver) uma pessoa limpa que faz o seu trabalho e vive o jogo, não os jogos de poder e quezílias. O último que apareceu assim foi  Bruno Lage, de quem também gostava muito.

Se o Sporting ganhar este ano é porque merece. Tem estado a ser a equipa mais consistente. Triste é ver os poderes ocultos a tentarem atacar esta estabilidade a ver se conseguem recuperar pontos para as suas equipas. É muito desanimador que estas coisas sejam possíveis. O jogo em si tem muita beleza. Não fossem os presidentes, os agentes e o dinheiro. It's all about the money. 

domingo, fevereiro 28, 2021

Negatividade

Não gosto do conceito de "dislike" nas redes sociais. A culpa não é das redes em si, mas da democratização das mesmas e de uma utilização menos boa das ferramentas disponibilizadas. 

Há cerca de uma semana a Pink publicou um dueto com a filha de 9 anos. Mil e setecentas pessoas colocaram um "dislike" no vídeo que está no canal da Pink. É preciso ser-se muito autocentrado e/ou amargo para ir ao site da publicação e manifestar-se contra. Não sendo das minhas canções favoritas, vejo um momento bonito entre uma mãe e uma filha e isso, só por si, parece ser algo a louvar e não o contrário.

Há coisas que afetam o bem ou espaço comum e, por conseguinte, afetam a nossa e é natura que tomemos uma posição. Mas em coisas pequenas que não interessam ao bem maior, é apenas mesquinho.

É mesquinho ir ao lugar de outra pessoa apenas para acabrunhar ou espalhar negatividade. Parece um lugar comum, mas já os Beatles diziam "all you need is love".


quinta-feira, julho 07, 2016

Alton Sterling e Donald Trump

Foi com o maior pesar que li sobre mais uma morte de uma cidadão afro-americano pelas forças policiais. A quantidade de assassinos que se escondem por trás de um distintivo de polícia é considerável e deveria ser inexistente. Espero que se faça justiça porque nos últimos 14 casos não se fez. Os EUA são mesmo o país de onde vem o melhor e o pior de forma extremada. Este é mais um exemplo do pior, mas também um exemplo de uma certa "América branca" que apoia o Donald Trump e que lhe está a dar o seu capital de sucesso. Novembro assume cada vez mais importância. É esta América abusiva, não inclusiva e ignorante que eu gostaria de ver desaparecer em prol de uma América poderosa por via da integração e bom senso.


terça-feira, março 22, 2016

Bruxelas

Voltei de Bruxelas na quarta feira. A  minha colega dos Barbados recusava-se a andar de metro e tinha pânico de só de pensar que tinha de apanhar o avião de volta para casa. Hoje não deixo de pensar nela e na estupidez do que se passou e do que se vai continuar a passar porque esta Europa é uma manta de retalhos mal cosidos. Nestas alturas é quando vejo a única vantagem de Portugal ser periférico.

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Não tratem mal os pés

Estou sempre a bater na mesma tecla, mas as pessoas deviam tratar melhor os pés. É uma parte nobre do corpo. Carrega todo o nosso peso. Para mim o estado do pé diz muito de uma pessoa e pode ser o suficiente para um «não obrigado». 

Na aula de alongamentos estava uma rapariga com cerca de 28 anos, na qual era impossível não reparar, corpo escultural, dentes perfeitos, sorriso encantador. A meio da aula tivemos de fazer um exercício ao lado a lado e o pé dela cruzou o meu campo de visão. Felizmente estávamos a 40 cm um do outro. Não sei como é que não me vomitei. Se aquelas peles secas me raspassem na perna, de certeza que cortavam mais do que garras. Como é possível?! Devia ser proibida de exibir os pés em público, em especial os mutantes que cresciam debaixo do dedo grande e na planta do pé.

Já no balneário um que tem a mania que é bom começou a pavonear-se e eu olhei para o chão para disfarçar o meu ar de «deves ter a mania» e aquelas unhas dos pés não vêem tesoura há umas boas semanas. Já só com uma tesoura de poda. 

Mas o que é que se passa com as pessoas???? Pleaaaaaase.