segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Óscares 2008 - Notas diversas

1- Optem sempre por não ver a versão em directo. Quando se fica até às 4 e tal da manhã acordado a ver tv, a cabeça permanece azambuada o resto do dia.

2- Repararam que os actores distinguidos com a estatueta eram todos europeus?

3- Consegue-se ver sempre a diferença entre a real comoção e a «comoção-que-tem-de-se-ter-porque-se-está-nos-óscares-e-se-ganhor-um-prémio».

4- Os apresentadores lêem cada vez pior o teleponto.

5- O John Stewart rendeu-se um bocado ao politicamente correcto, mas pronto aquilo é hollywood e tal.






terça-feira, fevereiro 19, 2008

Papagaio de papel

Podia correr o mundo todo sem me perder, porque a matéria reconhece a matéria e quando vou sei onde voltar. É esta a maravilha de pertencer. Nada é distante quando sabemos que temos casa e que essa casa é um lar. E mesmo eu que tenho espírito de papagaio de papel, não tenho vento que me tresmalhe porque não esqueço esse lugar onde pertenço. Existe um lugar de conforto que me une a ele com um fio invisível. Um fio que não me aperta e que me faz desejar voltar sempre à mão que me deixou voar.

Fim de semana em retiro

Este fim de semana que passou foi diferente, estive com um grupo de 15 pessoas no Algarve a meditar e a realizar um seminário de Sahaja Yoga. A meditação é um excelente meio de limpeza espiritual, mas quando é feita em grupo a energia vibratória é muito forte e os efeitos são muito mais presentes.

No sábado realizamos uma limpeza da negatividade associada ao nosso lado direito (activo, dinâmico) através dos elementos. Primeiro no mar, depois pelo fogo. A cerimónia do fogo chama-se Havan e tem um grande impacto do ponto de vista da sensibilidade individual e colectiva. Mas é uma limpeza que abre o subconsciente para o mundo exterior numa tentativa de purificaçao do mesmo, oq ue quer dizer que o sono, nesse dia, é sempre algo agitado.

No domingo foi realizada a cerimónia de Pooja que pretende limpar o lado esquerdo (passivo, emocional). Os rituais são específcos e por isso, creio, não se sente a unidade colectiva da mesma forma. Embora e tivesse pensado que não foi tão 'impactante' quanto o Havan, a realidade é que a energia libertada foi de tal forma que me senti nauseado e tonto na hora seguinte à cerimónia.

Depois disso senti um estado de paz e de amor muito grande. Nada me pareceu complicado ou impossivel de integrar numa ordem natural. Nada disto será místico. Trata-se apenas da mente ser poderosa e de os ocidentais estarem cada vez mais afastados do seu 'eu espiritual'. Da minha parte espero conseguir estar cada vez mais perto.

domingo, fevereiro 17, 2008

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Retiro Espiritual no Algarve - Cerimónia de Pooja


Este fim de semana vou participar na minha primeira cerimónia de Pooja. Simplisticamente é uma ocasião em que se ora e se presta respeito aos princípios espirituais mais puros, buscando a supressão do ego e o fortalecimento da humildade perante 'o todo' que nos rodeia. Durante a cerimónia oferecem-se flores e doces, como sinal de agradecimento pelas graças alcançadas.


A nova máquina


Acabou de chegar a minha nova máquina de fotografia (a outra partiu-se nas férias e não tinha arranjo possível). Comprei esta, muito semelhante à primeira. É humilde, mas isso não importa, as grandes surpresas vêm em embalagens pequenas e o coração compensa muitas vezes as limitações físicas. Vamos fazer belas coisas juntos. :-)

Espertalhices de Países "em Vias de Desenvolvimento"

Odeio fazer trabalho doméstico. É inglório porque nunca está feito, e dura pouco quando está. A única coisa que me deixa satisfeito é passar a ferro e passajar meias (que é bastante terapêutico, na medida em que é um trabalho de detalhe). Tenho então uma senhora romena (a vontade até é chamar-lhe anjo) que me liberta desse terrível fardo. Chama-se Mina.

Hoje pediu-me para, via Internet, lhe fazer a compra dos bilhetes de avião para ir nas férias de verão para a Roménia. Existe uma companhia que faz voos directos para Bucareste e lá fui eu ao site com todas as informações necessárias para fazer o booking e a compra. Descobri que, no site, para se fazer a compra tem de se ter um cartão fidelidade da companhia, pois sem o número de fidelidade não podemos efectuar o pagamento. A Mina não conseguia fazer a compra e por isso pediu-me a pensar que era ela que não percebia de computadores. O marido já tinha telefonado duas vezes para o número gratuito da companhia, mas como falava em romeno, mandavam-no telefonar para a Roménia, neste caso já a pagar.

Telefonei para o número e a mim resolveram-me o problema e disseram-me que eu até podia fazer a compra por telefone, o que fica 2 euros mais barato do que comprando pela Internet. Achei lamentável, supondo que seja pelo facto de eu falar português, que a mim me resolvessem problema na hora. Interessa é que a história acabou bem, mas não deixa de ser triste que as pessoas sejam tratadas com indiferença porque... hoje sou eu, amanhã és tu.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Neste dia de S. Valentim...


... lembrem-se do amor como um verbo. Eu amo, tu amas, ele(a) ama, nós amamos, vós amais, eles(as) amam. Não amamos todos a mesma coisa, mas amamos todos da mesma maneira. Acima de tudo sejam felizes e sintam-se felizes pela felicidade dos outros.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Protocooperação

A protocooperação ou mutualismo facultativo é uma relação entre duas espécies na qual ambas são beneficiadas. Porém, uma pode viver independente da outra. Os seres associados mantêm certa independência e apenas retiram benefício da associação que estabelecem.

Exemplos: peixe palhaço e anémona do mar, boi e garça vaqueira, batata e piriquito, ave-palito e crocodilo, etc.

Sobre a felicidade

Muita gente tem dificuldade em encontrar a felicidade porque confunde alegria com felicidade. Pode ser-se muito feliz e não estar sempre alegre. E a felicidade ao contrário da alegria não é uma coisa que se adquire, é uma coisa que se aprende a reconhecer. A felicidade aprende-se. Ela existe em nós e revela-se pela percepção que temos das coisas e das pessoas. O mundo exterior/material nada mais é do que a nossa percepção do mesmo. Tanto os pessimistas como os optimistas têm razão, nenhum dos dois grupos está enganado, apenas têm perspectivas diferentes do mesmo acontecimento. É o que somos interiormente que informa essa mesma percepção. É a aprendizagem desse espírito interior, que é mais do que a soma de um corpo e de uma alma, que consiste na construção da verdadeira felicidade. A felicidade é algo que para se conquistar tem de se compreender. Quem não compreende o que é a felicidade, nunca poderá ser feliz.

No Vale de Elah

No Vale de Elah é mais um filme de Paul Haggis que corre o risco de se tornar um realizador de culto para mim. Depois do magnífico Colisão surge outro filme que explora as fragilidades do ser humano e, também, as fragilidades das nossas percepções. O que é verdade? O que conhecemos realmente de nós e do que os outros são capazes? Quando é que, em nós, conseguimos encontrar o David capaz de derrotar o Golias.

Para lá das questões humanas, existe uma análise à América contemporânea e aos efeitos devastadores que a guerra do Iraque tem produzido, a maioria deles imperceptíveis.

Acabo com uma nota ao brilhante desempenho de Tommy Lee Jones. Simplesmente brilhante!

17/20

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Amy Winehouse - Back to Black

Ontem a Amy Winehouse ganhou 5 Grammys. Todos para os quais estava nomeada e tudo graças a este brilhante álbum Back to Black. Já não via há muito tempo tanta unânimidade entre público, críticos e pares (cantores). De facto, é um caso sério de talento, é uma voz como poucos e é uma música tão orgânica quanto de síntese de tudo o que já se fez até hoje, mas completamente diferente. O álbum é sexo, drogas e rock 'n roll, é anos 60, anos 70, é soul... Qual Beyoncé e Britney e Celine Dion... o tempo dos grande músicos voltou. Como disse tão bem a Mary J. Blige «graças à Amy Winehouse, não estamos mais presos. A música tem um futuro».

Your Song (Song for Potato)


It's a little bit funny this feeling inside

I'm not one of those who can easily hide

I don't have much money but boy if I did

I'd buy a big house where we both could live

If I was a sculptor, but then again, no

Or a man who makes potions in a travelling show

I know it's not much but it's the best I can do

My gift is my song and this one's for you

And you can tell everybody this is your song

It may be quite simple but now that it's done

I hope you don't mind

I hope you don't mind that I put down in words

How wonderful life is while you're in the world

I sat on the roof and kicked off the moss

Well a few of the verses well they've got me quite cross

But the sun's been quite kind while I wrote this song

It's for people like you that keep it turned on

So excuse me forgetting but these things I do

You see I've forgotten if they're green or they're blue

Anyway the thing is what I really mean

Yours are the sweetest eyes I've ever seen

(Elton John/Bernie Taupin)

Sedução, Conspiração

O novo filme da Ang Lee deixou-me um sabor estranho na boca, não sei se provocado pela distância estilística do Brokeback Mountain (que era muito simples e ocidentalizado), não sei se pela densidade do filme. Acho que o Ang Lee talvez compreenda um pouco melhor os homens do que as mulheres, ou então sou eu que não compreendo o Ang Lee muito bem.

O filme é, de facto, muito denso. Tem alguns momentos muito belos, outros deveras perturbadores. Contudo, não deixei de pensar que o filme não é equilibrado e que, por vezes, perde a coerência e a lógica que subjaz a algumas acções.

No final tiramos duas morais da história. O amor é uma coisa muito estranha e quem não tem água por perto não deve brincar com fósforos.

14/20

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Dia azul

Hoje o dia esteva azul como a barriga de um piriquito. Talvez porque começou bem... muito bem.

The Darjeeling Limited

Era uma vez um filme sobre pessoas que se querem encontrar, pessoas que se encontram no caminho e pessoas que não querem ser encontradas. Acho que isto resume o último filme de Wes Anderson. Parece demasiado simplista, mas não é. É um filme contado com grande leveza, com humor, e algo dramático se pensarmos nos personagens principais e nos seus 'handicaps emocionais'. Tudo isto é servido na deliciosa paisagem da Índia contemporânea, não citadina. Até onde vamos para encontrar o que quer que seja?


16/20

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Esta fica para a história...

Ontem deitei-me com uma barrigada porque fiz uma feijoada de legumes à qual não resisti. Digamos que ando a investir mais nos pratos vegetarianos que são um universo de sabores. A carne é maravilhosa, mas a comida pode ser extraordinária sem este alimento. E a invenção não para por aqui, a brincar, a brincar, ando a inventar montes de receitas. Já falei que inventei um doce de soja, de inspiração conventual? Pois, inventei. Contudo, desapareceu num instante.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Política

Dei por mim mais interessado na política dos EUA do que na nossa. Acho que consigo identificar este interesse na medida em que, olhando para o candidatos eleitorais, percebo que existe um grande potencial de mudança. Acho que houve um retorno às ideias. Depois de uma era Bush que complicou muito a economia dos EUA e o estado do mundo em geral, novos ventos se adivinham e até o candidato republicano mais bem cotado tem características liberais, o que me agrada. Em Portugal não vejo nenhum potencial de realização. Os políticos sofrem do eterno problema do povo português - pequenez. Este é o nosso maior problema, depois os restantes são derivados. Tinha algumas esperanças no que o Eng. Sócrates poderia fazer, acho que ele começou bastante bem, teve de fazer reformas muito complicadas, mas ele também é um «tuga» enredado nas malhas da "espertalhice-de-trazer-por-casa-e-toma-lá-mais-uns-trocos". É claro que acredito que o Eng. Sócrates assinou os projectos que não eram dele. Como é que eu sei? Acho que é uma questão de bom senso. O Eng. Sócrates sempre foi conhecido pelo seu impecável bom gosto, e quem vê as imagensa das vivendas que alegadamente foram construídas por ele, percebe num piscar de olhos que aquilo é trabalho de construtor civil (e dos rascas). Assim a minha satisfação política, até mais ver, vai continuar a ser derivada das batalhas travadas por Hillary Clinton, Barack Obama e John McCain. Viva o retorno das ideias!!!

Numa certa pastelaria...

Numa certa pastelaria algarvia existe uma especialidade doceira que é um «croissant com creme d'osso». O creme é uma mistura de doce de amêndoa, doce de ovos e creme de manteiga. Este creme barra o croissant (mal cozido, ainda meio em massa) por dentro e por fora. Existem coisas muito boas na vida.

E a vida segue o seu rumo.

Este fim de semana a minha vida deu mais um passo a caminho da completude. Diz que a completude é um meta-resultado lógico importante, que garante que toda razão válida pode ser formalmente derivada, estabelecendo assim uma certa relação entre o contexto de significado e e o contexto sistémico de uma determinada acção ou conjunto de acções.

Sweeney Todd

Quando Johnny Depp e Tim Burton se juntam, o resultado nunca pode ser menos do que bom. É o caso do último filme do realizador, um delicioso filme musical sobre vingança, onde os actores realmente cantam e com bons resultados. E falando sobre vingança, é uma pena quando esta nos cega de tal forma que não conseguimos ver coisas que seriam mais importantes para nós nesse momento. Para finalizar diria que o filme é bastante «sangrento», mas que isso acaba por ser quase um exercício estilístico contrastando com o cenário "Dickensiano" do filme.


16/20

sábado, fevereiro 02, 2008

Também se aprende com o Dr.House

Em qualquer lado se podem encontrar frases que podem servir como mantras. Estava eu a ver um episódio do Dr. House, que acabou há momentos, quando, numa cena em que ele tinha de priscindir de um médico auxiliar, ele deixa ir aquele que pensava exactamente como ele. A resposta para esse comportamento foi «não precisamos de alguém que nos diga aquilo que a gente já sabe e que pensa aquilo que já pensamos». A descoberta e a inovação nascem do confronto de ideias diferentes. Às vezes penso que, no nosso país, as pessoas gostam mais de se rodear daqueles que pensam exactamente o mesmo. Deve ser por isso que continuamos pequeninos.

Daqui a 12 horas vou andar por aqui

Oba, oba!!!

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Não acho piada nenhuma ao Carnaval.

Não sei muito bem porquê, mas não acho piada ao Carnaval. Tive umas 3 vezes em que achei piada, mas foi isso. Hoje vi os miúdos todos mascarados em desfiles pela rua e lembrei-me de outros tempos em que eu também era pequenito e em que podia ter sido socializado para o Carnaval, mas não fui. No entanto, há uma coisa de que gosto no Carnaval ainda hoje, as bisnagas de água. Tudo o resto me parece um bocado idiota, em especial as raparigas brancas como a cal a rapar um frio daqueles em biquini, enquanto dançam samba na rua para manter os tugas de bigode satisfeitos. Enfim...

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Quando a mamãe visita...

...sou banido da sala para que ela fique a ver as suas novelas. É o que dá ter só uma televisão. Mas cool with me, estou a aproveitar para organizar a sempre crescente colecção de cd's que já vai nos 1030. Onde chega o meu amor pela música?

Uma melhor visão do mundo

Desde as cinco da tarde que tenho uma melhor visão do mundo. Chegou a minha lente de contacto nova para substituir a que tinha perdido há uma semana. Já andava com os olhos um trocados.

Vitórias pessoais...

Às vezes conseguimos algumas vitórias que são tão importantes que não interessa nada que os outros saibam. Hoje consegui uma vitória pessoal muito importante. Fiz dois telefonemas a duas pessoas importantes e pronto, assunto encerrado. Quando acordei senti que era um dia bom. E de facto «tudo correu bem no melhor dos mundos possíveis» (quem viu a peça Cândido ou o Optimismo sabe do que falo). O nosso trabalho interior, efectivamente, compensa e nunca está acabado. E os espelhos ajudam. Não mais quero viver numa casa sem espelhos ;-)

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Colleen - Les ondes silencieuses

Colleen é uma compositora francesa que se poderia enquadrar na categoria dos minimalistas neo-clássicos. A música que faz tem influências electrónicas e os ambientes que cria são de uma rara beleza. Este álbum Les Ondes Silencieuses resulta da manipulação digital de instrumentos de orquestra clássicos. As melodias são intimistas e sonhadoras. O melhor é ouvirem e depois digam-me alguma coisa.

Fim de semana em cheio II

No domingo lá voltei a ver o Alex. Está enorme, está com umas "favolas" lindas e continua com a mesma boa disposição de sempre. Não há dúvida de que os pais estão a fazer um bom trabalho com ele. O miúdo é um fenómeno na arte do socializar... e só tem um ano.

Fim de semana em cheio I

No sábado que passou lá fui ao teatro, a primeira vez este ano, e a estreia foi interessante. A peça Cândido ou o Optimismo, de Voltaire, foi encenada pela Cristina Carvalhal e está em cena no Teatro Maria Matos. É uma peça leve, que fala de uma coisa difícil... o optimismo. Quando tudo corre mal, é porque tem de correr para um bem maior. O texto é engraçado e muito irónico por vezes, tem ainda algumas referêncas bem interessantes a Portugal, como quem não quer a coisa. Um tarde muito bem passada.

16/20

sábado, janeiro 26, 2008

E depois de uma valente gripe...

Uma crise de hérnia discal. Lolololol... O que vale é que acabo por manter o bom humor.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Adivinhem quem faz 1 ano hoje dia 25?

PARABÉNS ALEX!!!

Expiação

Depois de estar quase 1 mês sem ir ao cinema tive um recomeço fantástico. Confesso que não estava à espera de um filme tão bom. A cinematografia é linda, a realização é estupenda, o argumento bem construído, a história é efectivamente dramática. Compreendo perfeitamente as nomeações para os óscares. É um filme que fala sobre amor, sobre sonhos desfeitos e sobre culpa. E que bem que fala de tudo isto.

18/20

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Últimos dias

Tenho um fraquinho pelos últimos dias dos saldos, o que quer dizer que tenho um fraco por pechinchas e lá consegui uns ténis e duas t-shirts ao preço da uva mijona (sim, já saio à rua e as pessoas não têm medo de mim apesar da minha tosse de cão).

Gripe Files

E pois que a gripe se aproxima do seu fim, quer isto dizer que este fim de semana vou poder visitar o Alex de novo. YEAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

We love mondays campaign

Sim, é verdade. O blog do silvestre adora segunda-feiras... e os outros dias também!

sábado, janeiro 19, 2008

Quem é que se levanta às 8.45 de um sábado?

Eu. O pintor veio acabar o resto das coisas que deixou por fazer. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

sexta-feira, janeiro 18, 2008

O período da Britney Spears

Pensei um bocado antes de colocar uma foto da Britney Spears no blog, mas acho que é muito ilustrativo de um dos aspectos relativos à nossa cultura de hoje: o culto da celebridade. O culto da celebridade tem 3 vectores: os média, as celebridades e o público. Os média constroem a celebridade, as celebridades "vendem-se" aos média porque precisam de público, o público adquire todos os média para poder viver próximo das celebridades. Não sei, quem neste jogo, é o mais perverso ou o mais inocente. No limite, penso que poderá ser a celebridade o elo mais fraco e o público o mais perverso. No fim do dia é o público que tem o poder de legitimar ou de destruir a celebridade. Os média são os intermediários e vivem, também eles, do interesse voyeur e carrasco do público.

Britney Spears foi uma teenager lançada na ribalta com o epíteto da «all american girl» inocente, sexy e virginal. A imagem foi lançada pela seus gestores de carreira, os média compraram, o público agradeceu. O sistema de relações estava definido. A menina tinha de continuar virginal, os média não iam parar de a fotografar e de dar notícias desse exemplo de "americanidade", o público não ia deixar de a adorar e de a tornar ainda mais célebre.

A transição para a vida adulta foi tão complicada como a manutenção da fronteira entre o privado e o público. A pessoa pública perde o direito à sua privacidade e o público não pára de se imiscuir na sua esfera intíma através do material que os média lhe servem, obrigando este serviço a um esforço cada vez maior para manter o interesse. Aparentemente nada parece mais interessante do que a miséria, do que a queda da graça. A decadência é um aperitivo muito apetecido para a opinião pública e tudo serve.

Nada como testemunhar o declínio de uma estrela. No caso da Britney Spears está a tornar-se quase escatológico. Até que ponto se pode ir? A foto que dá imagem a este texto, testemunha a náusea em que vive a nossa cultura mediática. Na foto percebe-se, devido ao vestido da Britney Spears ter subido na saída do carro, que ela está com o período. A fotografia valeu milhares e ajudou a criar uma aura de "sujidade" em sentido lato à figura da estrela caída em desgraça. A minha questão é: onde e quando é que vai parar? As revistas não recusaram a fotografia e o público não deixou de comprar a revista com uma fotografia da mulher infame e porca que um dia foi a princesa da América. Os paparazzi sabiam que o público não ia recusar. O sistema alimenta-se. Não sendo fã da Britney Spears, não consigo deixar de pensar que tudo isto é demasiado grotesco e de que as pessoas adoram sangue, seja no sentido estrito ou figurado.

Descobertas

Sempre pensei que xarope de cenoura fosse uma coisa boa. Dediquei-me ontem a fazer esta "mezinha caseira" que ingeri hoje de manhã em jejum, na esperança de melhoras à tosse. BLEURGH!!!!! É horrível. Foi preciso uma dose extra de esforço para não deitar a cenoura pela boca fora, em especial o xarope que se forma no fundo da tijela. Mas há coisas piores, podia ter feito xarope de cebola...

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Sereio

Este puto é ou não é um verdadeiro sereio? Está quase com um anito de idade. Parece que foi no outro dia que nasceu e só mais uma semaninha e já não lhe contamos a idade em meses. Se a minha gripe continua desta forma, a próxima vez que eu lhe deitar a vista em cima, ele está a entrar para a faculdade. Será que ele ainda se lembra do padrinho? Buááááá...

Tunng - Good Arrows

Eles chamam-se Tunng, são do reino unido e a sua música é uma mistura muito interessante de folk com electrónica. Acho curioso que eles tenham misturado os dois elementos sem fazer perder a sensibilidade do primeiro género e a distintividade do segundo. O cd chama-se Good Arrows.

Oba, Oba!!!

Hoje estou mais ranhoso, com mais tosse. É tão bom ver que os antibióticos não estão a fazer efeito... yeiiiiii... (sim, há que ver um lado positivo em tudo). Como os portugueses adoram recordes, quem sabe eu não vou ser recordista para o maior número de dias com gripe. E vão 12.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Diários de uma gripe

Pois que ontem a sentir-me de novo KO, lá fui às urgências do hospital de S.José. Digamos que o atendimento não foi mau. Tudo se resolveu em 4 horas. Entrei às 21 e saí perto da 1 da manhã. Felizmente a gripe não me chegou aos pulmões e pode ser tratada com antibióticos e sem recursos a internamentos e afins. Claro que saí do hospital e caiu uma chuvada daquelas, exactamente quando procurava uma farmácia de serviço. Descobri que algumas farmácias têm indicações erradas na porta. Vai daí andei de um lado para o outro feito parvo para encontrar a fármacia certa, pois a suposta de serviço estava fechada. Foi tão bom chegar a casa e deixar de lado as roupas molhadas e tomar os medicamentos e pêr-me quentinho. Acho que me sinto melhor hoje. Ainda não tossi e a febre ainda não chegou. Algo me diz que não vai chegar. Tenho de continuar por casa, de quarentena, e detesto estar fechado em casa. E com isto estou a ficar com um mau feitio brutal. Falta de paciência. Mas pelo menos o céu hoje está azul.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Porra para a gripe...

Raios a partam. Esta gostou de mim, aqui há 9 dias e ainda não se foi embora.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Conversa de café

Fui hoje ao café e ouvi a seguinte conversa entre a dona e uma cliente, ambas visivelmente entradas na 3ª idade.

- Toma a lá a tua demasia ó jeitosa.
- Jeitosa eu? Já fui. Agora sou mais um carro.
- Um carro? Só se for blindado.
- É mesmo isso. Por onde passo pareço um tractor, levo tudo à frente.
Ao menos há saúde.
- Haja saúde...

Ela chama-se Natalie Goldberg

Natalie Goldberg é uma professora de escrita. Mas também poderia ser uma professora de vida. Em discussão com alguém que é próximo, foi-me dito que a seguinte frase desta senhora é um pouco a minha filosofia de vida.

«Apaguem a parte lógica do vosso cérebro, a que diz que 1+1 são 2. Abram a mente à possibilidade de que 1+1 possa ser 48, um Mercedes Benz, uma tarte de maçã, um cavalo azul».

Não tinha pensado nisso, mas sim, é um pouco verdade. A criação deu-me a lógica e a criatividade. Nunca renego nenhuma das duas. Deixo-as coexistir, todos os dias.

Olivia Ruiz - La femme Chocolat

E se um dia alguém misturasse a banda sonora do filme Amélie Poulain com com algum swing mood dos anos 60, o que aconteceria? Certamente o CD La femme chocolat da Olivia Ruiz. É um regalo aos ouvidos. Sim, é em francês, mas há que diversificar os gostos, não é verdade?

Fim de semana III (domingo)

São 12.00 acordo. Doi-me o corpo todo. Não quero sair da cama. São 16 horas telefona-me a mãe. Continuo na cama. Falamos 3 minutos, doi-me o corpo todo. São 18 horas, acordei de novo, saio da cama, vou ao wc, desço as escadas. Acendo a televisão. São 18.30 comi alguma coisa, adormeço no sofá. Sinto-me zonzo. São 23.30 é acordo de novo. Sinto-me mal. tenho 38 de febre. Ok. não é tão mau como na sexta. Vou esperar para tirar a febre de novo. São 0.30 vou para a cama. Doi-me tudo, já tomei anti-piréticos. Tenho calor, doi-me a garganta, tenho o nariz entupido, doi-me a cabeça. Viva a gripe (Nooooooooooooooot!!!!).

Fim de semana II (sábado)

Acordei sem febre de maior. O nariz continuava terrível, a garaganta doia, mas sentia que podia ir fazer o tão antecipado workshop de Escrita Criativa. Às 11.00 (e mais um bocadito) lá estava eu. Como fui o último a chegar fiquei logo com a incumbência de ser o primeiro a ler assim acabassemos a primeira tarefa. O workshop foi delicioso. Consiste basicamente em exercícios muito curtos com base nas sensações transmitidas pelos sentidos (visão, audição, tacto, etc.). Depois de escritas algumas frases. Escolhemos um grupo de palavras ou expressões e temos 10 minutos para desenvolver um texto em que todas elas sejam incorporadas. Deixo aqui um exemplo.

Tinha de fazer um texto com as expressões/palavras: caixa de cartão, guarda-chuva de chocolate, tomar duche, festa no cabelo, comprimidos, comichão no nariz e meias de vidro.

- Ó mãe, mãããe... olha para mim.
- Ai Mariana, o que é que foi?
- Não vês?! Sopu a Linda de Suza.
- A Linda de Suza? Porquê?
- Ora, porque tenho uma caixa de cartão.
A mãe da Mariana libertou uma gargalhada sonora antes de lhe dizer:
- Ó querida, a Linda de Suza tinha uma mala de cartão e não uma caixa de cartão.
Volta a rir por dentro. Não sabe onde a filha vai buscar estas coisas. É uma criança, está a crescer e tudo serve para experimentar. O mundo é uma novidade. Não sabe onde vai arranjar coragem para contradizer os olhitos brilhantes da filha, tão abertos para a vida que a rodeia. Mas e se um dia ela pensa que é o super-homem e se atira da janela, ou usa um guarda-chuva de chocolate para voar, pensando que é a Bia a pequena feiticeira. É tão bom ter ilusões. Ela já não é capaz, é tanta coisa... o trabalho, a casa, tomar conta da filha, os pais no lar. Às vezes apetece-lhe desaparecer, ficar a tomar um duche quente infinito. Faz uma festa no cabelo da Mariana que agora se encontra amuada e sentada ao lado da caixa de cartão. Ao olhar para a filha lembra-se «o que eu preciso é disso mesmo, de ilusões! Não é dos comprimidos para a depressão que tomo todos os dias». Decide que vai mudar as coisas. Hoje é um dia diferente. Vai brincar no mundo da Mariana e diz-lhe:
- Mariana, fica aí um bocadinho que a mãe vem já.
A menina concorda com um aceno de cabeça. Num ápice, a mãe da Mariana corre para o quarto, o entusiasmo até lhe dá comichão no nariz. Veste o sutiã preto e as suas meias de vidro pretas com cinto de ligas a condizer. Sai a porta do quarto e diz:
- Mariana olha, olha, sou a Madonna.
- Não és nada, a Madonna não é gorda.

Fim de semana I (sexta)

Foi um dia para recordar. O quê? Como é a sensação de ter 39.5 graus de febre. Arde os olhos, doi o corpo todo, não temos vontade de nada para lá de estar na cama. A coisa boa foi que aprendi (na Internet) como baixar a febre, coisa que faz com a ingestão de água fria e com a plicação de toalhas molhadas em água fria na cabeça e no peito. E porque me dei a este trabalho todo? Porque no dia a seguir tinha um workshop de Escrita Criativa e queria ver se conseguia estar suficientemente bom para o ir fazer.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Ontem...

Festejei o aniversário do pai com fatias de tarte de limão e apaguei uma vela por ele. A ideia não foi minha e surpreendeu-me de tal maneira que eu não sabia o que havia de dizer. Mas não posso deixar de pensar que foi um gesto bonito.

WorkShop de Escrita Criativa

Amanhã vou fazer um workshop de escrita criativa, mas com o estado da gripe, espero que a criatividade não se vá embora toda nos espirros e nas assoadelas. E pelo andar da carruagem, o meu nariz vai estar tão vermelho que me vão confundir com o Rudolfo - a rena do nariz vermelho.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

74 anos...

Se fosse vivo, o meu pai faria hoje 74 anos. O tempo passa e o amor continua, agora e sempre.

Bom Mantra

Sê tu mesmo
Ama quem tu és
Não deixes ninguém confundir-te
O certo de alguém pode ser errado
Tu sabes onde pertences
Faz o que tens de fazer
Mesmo que o mundo não esteja preparado para ti.

in The world ain't ready by Elisabeth Withers

Anthony Hamilton - Ain't nobody Worryin'

Bem, se gostam da Alicia Keys, do que é que estão à espera para adquirir este álbum do Anthony Hamilton. É uma pena que apenas alguns tenham visibilidade no panorama comercial. Mas felizmente existem circuitos alternativos onde podemos tomar conhecimento de uma quantidade de cantores que são extraordinários.

2 vezes em 15 dias?

Mais uma vez cá estou com os pés de molho e com a bela de uma constipação. Depois sou um péssimo doente o que piora muito as coisas. Atchiiiiiiiiiiiiiiiim...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Ouvi hoje durante o jantar...

Existem 3 tipos de pessoas:

- Pessoas que são instantes
- Pessoas que são temporadas
- Pessoas que são para a vida toda

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Beatriz

É uma música de Edu Lobo e Chico Buarque que tem uma das interpretações mais belas na voz da cantora de Jazz Maria João. E a letra é assim:

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura O rosto da actriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da actriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da actriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida



Depois deste fim de semana...

...Preciso mesmo da semana para descansar.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Eu sou a Lenda

O primeiro filme do ano podia ter sido um flop, mas não foi. Confesso que tinha uma intuição que o filme poderia ser engraçado, mas ao mesmo tempo a dupla Will Smith + Efeitos Especiais cheirava-me a blockbuster com muito sumo e pouco sabor. Mas, o filme não tem só um dos cenários pós-apocalípticos mais credíveis que já encontrei, como coloca questões muito pertinentes acerca da nossa evolução e do desejo da humanidade em se transcender.
.
A actuação do Will Smith é contida e todos os silêncios e lutas pela sobrevivência fazem sentido (não sendo apenas uma forma de justificar efeitos especiais). Há algumas críticas quanto a alguns aspectos do filme. Algumas coisas ficam por compreender sobre os «noctívagos», mas isso faria, talvez, prolongar a duração do filme de forma desnecessária. O melhor do filme acabam por ser as mensagens visuais e as mensagens subliminares. E os pulos que se dão na cadeira? Upa, upa...
16/20

segunda-feira, dezembro 31, 2007

E 2007 a acabar

Este ano poderia dizer tanta coisa em jeito de balanço. Mas curiosamente apetece-me mais sentir do que falar, do que escrever. Posso dizer que foi um ano em que aprendi a ser mais humilde, um ano em que me declarei oficialmente um estudante da vida. De 2008 espero que seja o próximo degrau... Este é o meu maior desejo para mim e para todos aqueles que amo (familiares, amigos, pessoas que admiro), que 2008 seja o próximo degrau.

Kate Havnevik - Melankton

O que escrevi no outro dia não podia ser mais verdade, o ano só acaba no último segundo de 31 de Dezembro. Descobri KateHavnevik a meio da tarde de hoje, é uma cantora norueguesa e a sua música é, nas palavras da mesma, dramática, bela e eufórica. Eu não sei se usaria estas palavras, mas certamente arrisco-me a dizer que logo à primeira audição me prendeu. Este álbum, Melankton, é para mim um dos melhores de 2007. As melodias são como sonhos caleidoscópicos, leves e suaves. Esta é a minha definição. É tão bom acabar o ano de 2007 a ser inspirado e comovido desta forma.

domingo, dezembro 30, 2007

Hoje...

Desci as escadas e quando cheguei à sala tinha a janela aberta e estava muito sol. A cidade de Lisboa estava debaixo de um imenso céu azul e algo em mim me dizia que a sensação deste dia vai ser muito frequente na minha vida. Há dias em que parece termos os olhos mais abertos.

Diz o povo...

... que «até à lavagem dos cestos ainda é vindima». É verdade. O ano só acaba no último segundo do dia 31 de Dezembro. Há muita gente que não tem paciência para esperar, mas pensemos no exemplo do futebol; quantas vezes o golo que define a vitória não acontece apenas uns segundos antes do apito do árbito?

sábado, dezembro 29, 2007

Top 10 de 2007 - Filmes






















Pecados íntimos - Lições de condução - O Bom nome - Ratatui - Dos patrias : cuba y la noche - Glue - Mysterious Skin - Ao anoitecer - Knocked up - A outra margem

Para quem não a conhece...

... esta é a Mosca Tse Tse. Será que esta tipa me picou? Ando com uma soneira há 3 dias. Zzzzzzzzzz...

Eventos Culturais - Balanço 2007

Não estive muito mal culturalmente. Percebi que ao longo deste ano vi 50 filmes no cinema, 5 peças de teatro, 3 concertos e 3 exposições. Podia ter sido melhor. A ver vamos como corre o 2008.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Constipação

Dou consdipado... atchiiiiiiiiiiiim...

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Ali Farka Touré - Savane

África é um continente pobre, mas rico em cultura e diversidade musical. Penso que às vezes o preconceito adstrito ao "imperialismo ocidental" faz esquecer esta verdade. Ali Farka Touré era um guitarrista do Mali, falecido em 2006, e conseguiu reconhecimento internacional pela qualidade da sua música com ritmos tão similares ao blues americano. Savane foi o último álbum a ser editado, já postumamente. É world music e música de todo o mundo. Para mim, já faz parte do meu património. Quem sabe poderá fazer parte do vosso também.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

A Bússola Dourada

Digamos que é um filme com bons efeitos especiais, bons efeitos especiais e bons efeitos especiais. Os ambientes são engraçados apesar de não serem imaginativos como uma obra de Tolkien ou do famigerado Harry Potter. Não achei nenhum dos actores particularmente fascinante e a história é filmada a pontapé, um chuto aqui e já se resolveu mais uma questão. Vale pelo cenário (o que vale).

13/20

terça-feira, dezembro 25, 2007

Burial - Untrue

Eles há pessoas estranhas, mas ainda bem que as há. Burial é um músico londrino anónimo. Segundo ele, apenas 5 pessoas sabem que ele faz música. Apareceu em 2005 e conheceu a consagração com o álbum Untrue em 2007. A música é electrónica, os ambientes entre o atmosférico e o drum n' bass. Vale a pena visitar este álbum.

Viver como os bébés

Falo tantas vezes que os bébés têm uma vida óptima sem preocupações. Pois bem, parece que foi o que me aconteceu a mim hoje. Dormi e comi. Não fiz mais nada. Isto é que é vida hein?

Amor e Outros Desastres

Ora cá está um filme para quem gosta de coisas levezinhas. Passado em Londres, o filme tem um look muito europeu retro que acaba por ser a sua mais-valia. A história tinha um grande potencial, mas acho que o realizador acabou por se deixar dirigir mais pelas características da actriz principal em vez de dirigi-la. Tirando a protagonista, acho que os actores estão bem. O que interessa reter deste filme é a mensagem. O amor não é uma coisa que nos cai em cima avassaladora. Isso acontece nos filmes. Na vida real, o amor é um processo. O amor acontece porque se dá uma oportunidde a alguém. Quando se espera apenas por príncipes encantados, podemos estar perante um belo problema.

14/20

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Faz hoje 1 ano!!!!!

O Blog do Silvestre faz hoje 1 ano! Parabéns aqui ao burgo.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Sobre a pressa

Disse-me um amigo meu hoje, «Silvestre, não apresses as coisas». Realmente a pressa faz perder o carinho pela obra, banalizar o processo, mecanizar as acções. Quem quer ser mecânico? (eu nem de carros, nem de aviões, quanto mais na forma de viver a vida).

Diz a irmã de alguém que eu conheço

«Se não precisarmos de mais nada do que estar em silêncio ao pé de alguém de quem gostamos, é porque essa ligação é mesmo forte».

O entusiasmo também intoxica

Há alturas da vida em que nos sentimos bastante presos, inertes, mas por alguma razão tudo começa a mudar. De repente, descobrimos a luz. Ficamos com uma sensação de alegria, de bem-estar que toma conta do nosso corpo. Contudo, ocorreu-me ontem que e felicidade e o êxtase também têm os seus malefícios. Se nos deixamos encantar por eles, não sentimos mais nada. E quem fica apenas a olhar para a luz, não percebe que a vida continua a acontecer e que tem de continuar a agir. A felicidade e a satisfação enchem-nos de tal forma, que podemos pensar que isso é tudo. Não é. É uma parte. Continuamos a ter de nos esforçar, a ter de andar, a ter de agir. Sem acção pára o motor, daí até faltar a energia não é muito. Sem energia lá se vai a luz e lá se vai a felicidade.

LUX Jazz Sessions

Para quem (tal como eu) não sabia, o LUX tem estado a abrir às 4as feiras para sessões de Jazz ou música influenciada pelo Jazz. A entrada é gratuita e o ambiente é bastante intimista apesar da afluência. A hora é boa e à uma da manhã já se está em casa. Ontem foi a vez dos Loopless tocarem ao vivo. Foi um concerto muito agradável devendo-se à fantástica presença da Kika - a vocalista. No final ainda ganhei um presente de natal... o primeiro álbum deles.

terça-feira, dezembro 18, 2007

As coisas que se odeiam

Há poucos dias estava eu a falar com um amigo meu a dizer que nós empregamos mal os adjectivos. Às vezes dizemos «odeio favas», mas odiar é um bocado forte demais. Dizemos «adoro» e «odeio» por tudo e por nada. Esgotam-se assim os superlativos. depois até lhe disse que não há nada que eu odeie, mas esqueci-me de uma coisa. O serviço de Finanças da minha área de residência. Odeio-os!!!!! Com toda a força. Nunca vi um serviço tão trapalhão, tão incompetente, tão arrogante, tão (auto)desresponsabilizado. Da directora aos técnicos, não fazem a mínima ideia do que andam ali a fazer. Até já têm fama dentro da Administração Pública. E nada se muda. Nada. Porque afinal, quemn perde tempo é o cidadão, quem tem de chatear é o cidadão. Enfim... afinal sempre há alguma coisa que odeio.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

A Dúvida

A Dúvida de Patrick Shanley está em reposição no Teatro Maria Matos. A peça é uma trama bem urdida e apesar de se passar no anos sessenta é de uma actualidde incrível. Abordando questões como a falência da fé, excessiva hierarquização da igreja, pedofilia e racismo (entre outras), conta com as magistrais interpretações de Diogo Infante e Eunice Muñoz, muito bem secundados por Isabel Abreu e Lucília Raimundo. A busca da certeza levanta sempre mais dúvidas. É difícil não viver com elas e mais difícil prever os cenários que uma convicção pode despoletar.

Duas notas finais. O cenário é incrivelmente bom. E Eunice Muñoz está cansada, tem algumas falhas de discurso e memória, mas curiosamente isso só dá mais veracidade à sua rígida, austera e obstinada freira.

18/20

sexta-feira, dezembro 14, 2007

António Botto escreveu isto (e eu gosto)

Se duvidas que teu corpo
Possa estremecer comigo
E sentir o mesmo amplexo carnal,
Desnuda-o inteiramente,
Deixa-o cair nos meus braços,
E não me fales,
Não digas seja o que for,
Porque o silêncio das almas
Dá mais liberdade
às coisas do amor.
Se o que vês no meu olhar
Ainda é pouco
Para te dar a certeza
Deste desejo sentido,
Pede-me a vida,
Leva-me tudo que eu tenha
-Se tanto for necessário
Para ser compreendido.

9 anos...

Fez, no dia 12, 9 anos que o meu pai morreu. É muito tempo, quase 1/3 da minha vida. Todos os anos fico muito triste nesta altura. É normal diriam alguns. Sim, é. Contudo, este ano não foi igual aos outros. O dia 12 foi um dia bom. Senti-me sereno e mal me lembrei desta data e do que ela significa. No limite a data não significa nada. A data significa apenas uma perda. Nada mais do que isso. Significa a minha incapacidade de deixar ir e de valorizar o que tenho. Tudo na nossa vida é uma questão de perspectiva. Talvez este ano a minha perspectiva esteja mais optimista. Lembrar-me do meu pai, não é lembrar o que perdi, mas sim o que ganhei. É valorizar a vida que tenho e as pequenas felicidades que me acontecem todos os dias. Ele trabalhou uma vida inteira em prol da felicidade da sua família. O mínimo que posso fazer é procurar ser feliz, é sentir o que tenho e não chorar pelo que não tenho.

A memória dele pede que eu me realize, que eu seja capaz de criar, que eu ria, que eu tenha respeito pelos outros e que não deixe ninguém faltar-me ao respeito. A memória dele pede-me que eu cresça e para não me esquecer de ser humilde. Ser humilde não é ser pequeno, nem é dizer que sim a tudo. É aceitar que existe um grande sistema à minha volta e que eu sou apenas uma partícula constitutiva do mesmo. É aceitar que tenho muito para conhecer e que na minha vida vou precisar das restantes partículas do sistema. Há pessoas que têm esta qualidade inata - a humildade. Outras têm de trabalhar para a desenvolver. Por isso, este dia 12 de Dezembro foi o mais sereno dos últimos 9 anos. Talvez porque percebo que as coisas têm um propósito, talvez porque percebo que apreendi o meu pai (e outros que partiram), talvez porque percebo que ele se expressa através de mim todos os dias. Não preciso de viver agarrado ao passado. Só preciso de pensar em ter um bom futuro.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

A tradição continua a ser o que era

Pois é, embora este ano tenha feito a árvore de natal bem cedinho, continuo a deixar as prendas para o fim. Com um bocadinho de sorte pode ser que hoje consiga comprar alguma coisa. I'm helpless.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Bat for Lashes - Fur & Gold

Era uma vez uma cantora muito talentosa chamada Natasha Khan, que resolveu montar um projecto de nome Bat for Lashes. A música é evocativa de ambientes míticos, contos de fada e outras simbologias afins. Acaba por ser evocativa de Kate Bush numa fase etérea. É uma boa sugestão para o frio de dezembro. Enjoy!

sábado, dezembro 08, 2007

A bolha

Era uma vez uma bolha de sabão. Esta bolha era perfeita, redondinha, reflectia a luz do sol em tons de arco-íris. Era transparente e luminosa, o mundo visto através dela tinha também um ar redondinho, confortável. Era como ter todo o mundo dentro de uma bolha de sabão, limpo e cheiroso. A bolha viajava sem fim por prados e avenidas abertas, não havia mais nada do que este contentamento multicolor. Viajou, viajou, apanhou um prédio pela frente e rebentou. O mundo voltou a ter as mesmas cores e o mesmo ar não tão luminoso e confortável. Por mais belas que sejam, o mundo não deve ser vivido através de estruturas frágeis. A nossa vida irá rebentar muitas vezes e seremos apanhados, de repente, fora das ilusões de uma bolha multicolor.

Estrela Solitária

Não sei muito bem do que estava à espera com este filme. É definitivamente cinema de autor, e talvez não se esperasse outra coisa de Wim Wenders. É um filme sobre decadência, sobre sonhos desfeitos, sobre desperdício, sobre negação, sobre fugas para a frente, sobre cobardias. No final, se pensarmos bem, até existem algumas réstias de esperança, e é deixada no ar uma hipótese de redenção para um homem que nunca olhou para trás e nunca formou laços com nada. O problema é que também foi condenando a pequenas misérias pessoas com quem se cruzou ao longo da sua vida de fuga. Vale a pena continuar a fugir?

14/20

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Para pensar...

«Se não acreditarmos que estamos destinados a grandes coisas, como seremos capazes de reconhecer e valorizar uma grande coisa que nos acontece?»

Um "cheirinho" de Pablo neruda

Se contemplo a lua de cristal, os ramos rubros
do Outono lento da minha janela,
se toco ao pé do lume a implacável cinza
ou o corpo enrugado da lenha,
tudo a ti me conduz,
como se tudo o que existe, aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam
em direcção às tuas ilhas que me esperam.
Se em cada dia, em cada hora,
sentes que a mim estás destinada
com doçura implacável.
Se cada dia nos teus lábios
nasce uma flor que me procura,
aí, meu amor, todo esse fogo em mim se renova,
em mim nada se apaga nem se esquece.
O meu amor do teu amor se nutre,
e enquanto viveres continuará nos teus braços
sem abandonar os meus.

Uma história de encantar

Um filme da Disney, a brincar com todos os estereótipos da Disney. Uma auto-ironia muito bem feita. O desempenho da actriz principal é brilhante, na forma como mimetiza os tiques dos desenhos animados.

O filme não é pretencioso e ganha com isso a sua mais valia. É muito cómico, mas deixa algumas mensagens para quem for mais sensível à problemática da falta de fantasia das nossas vidas. O entretenimento é garantido e sai-se com um coração mais cheio da sala de cinema.

16/20

terça-feira, dezembro 04, 2007

De novo...

Sim, quando nada indicava que isto fosse acontecer... comecei a fazer um novo cachecol. A lã estava comprada há 3 natais (desde que fiz o outro) e eu pensei «porque não?».

Jingle Bells, Jingle Bells...

O que acontece quando vemos mal o tamanho correspondente ao preço da árvore de natal que queremos comprar? Acabamos com uma árvore de 2.30m na sala. Sempre que a faço penso «epá, ela é maior do que eu me lembrava». Mas depois lembro-me que tenho este pensamento todos os anos. Está feita desde Domingo (uma novidade para mim, fazê-la cedo).

Os putos fazem-nos fazer coisas...

Estava eu para aqui a pensar que hoje andei a fazer corridas de gatas com um miúdo de 10 meses. Depois brinquei ao cucu (esconder a cabeça e aparecer e dizer 'cucu') e passado um bocado, quando ele percebeu que podia meter na boca uma borracha Steadler (ainda empacotada no plástico), deixou de me ligar tanta importância como isso. Mas a borracha também foi sol de pouca dura, depois veio a bola vermelha grande, depois a bola vermelha de Natal, depois os talões da Zara e aí tive de intervir porque começou a comê-los. Segundo a mãe ele gosta de comer papel. Ok, podia ser pior, podia gostar de lampreia de ovos... bleurgh.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

O Universo

O único mistério do Universo é o mais e não o menos.
Percebemos demasiado as coisas - eis o erro e a dúvida.
O que existe transcende para baixo o que julgamos que existe.
A realidade é apenas real e não pensada.
O Universo não é uma ideia minha,
A minha ideia do Universo é que é uma ideia minha.
A noite não anoitece pelos meus olhos,
A minha ideia de noite é que anoitece pelos meus olhos.
Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos
A noite anoitece concretamente
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso.
Nos dias certos, nos dias exteriores da minha vida,
Nos meus dias de perfeita lucidez natural,
Sinto sem sentir que sinto,
Vejo sem saber que vejo,
E nunca o Universo é tão real como então,
Nunca o Universo está (não perto ou longe de mim,
Mas) tão sublimemente não-meu.

«Alberto Caeiro»

Grato mais uma vez

Cheguei ao fim de mais um fim-de-semana e com um sentimento de satisfação tão grande que a única coisa que me ocorre é dizer. Obrigado! Sinto-me grato por ter tido a oportunidade de viver as coisas que vivi este fim de semana; por ter bons amigos e tê-los presentes, por ter serenidade quando ela é precisa, por ter dinheiro para fazer a vida cultural que gosto.

Contratempo

Antes de mais... VÃO VER ESTA PEÇA!!!!!!!!!!!!!! Fui no sábado ver esta peça, que é a última encenação da Teatroesfera. Falando de coisas práticas, o bilhete não é muito caro (10 euros) e é diversão garantida. O mote da peça são os contratempos da vida. É composta por 6 sketches e é um crescendo do início até ao fim. É bastante cómico, os diálogos são muito inteligentes. Os actores são muito bons e a encenação é original.

18/20


Como é que vai para lá? É assim, entram na IC19, saem onde diz Palácio Nacional de Queluz, fazem a rotunda em frente e viram à esquerda na direcção do McDonalds (o teatro fica nas traseiras). A peça está em cena até 16 de Dezembro.



Esquadrão de Província

Se há filmes que supreendemn este é um deles. Não estava nada à espera do que encontrei. O que se passa quando o melhor polícia de Londres é destacado para a mais pacata vila de Inglaterra? Pois... Sanford é uma aldeia rural onde o mais excitante que acontece é o concurso de aldeia mais bonita de Inglaterra.
.
O filme é uma comédia bem ao estilo britânico, com muito bons gags. Os primeiros 3/4 do filme são quase irrepreensíveis. O último 1/4, à boa maneira do Tarantino, dá uma tónica demasiado exagerada à acção e perde a qualidade de ser verosímil (até fica um bocado chato). Mas vale a pena pena ver, em especial se gostam de filmes sobre a Inglaterra rural e finais como o do Kill Bill.

14/20