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quinta-feira, janeiro 22, 2026

Expetativas

Sempre fui um sonhador, um otimista, sempre acreditei ou esperei por algo. Na minha mente a seguir a qualquer coisa viria outra coisa melhor ainda, mesmo que não fosse logo a seguinte. Porque nada resultou neste meu modo de ver a vida, há cerca de 3 meses, tive esta ideia de viver sem expetativas externas e de esperar apenas de mim, ou seja, o que posso controlar. 

Parece que esta ideia de reduzir as expetativas ao mínimo, também reduziu a minha vida ao mínimo. Trabalho, estudo, vou ao ginásio e estou em casa sozinho ou saio sozinho. O fim de semana que passei em Roma (como que fora do mundo real) deu-me uma comparação com o que, atualmente, é o meu quotidiano; apercebi-me contundentemente de que viver sem expetativa me mata em essência. 

Não consigo perceber se como me comporto agora é fruto das circunstâncias, ou se existe um novo eu. Não sei o que está aqui e enquanto não perceber, o melhor mesmo é ficar inerte, com a exceção de resistir à tentação de estar sempre sozinho. Pensei que já tinha caído tudo o que tinha de cair à minha volta, mas creio que o processo ainda não está completo. Estou agora a afastar-me até das coisas que me são queridas para ganhar perspetiva. Saramago dizia que "temos de sair da ilha para vermos a ilha". Por aí ando; mas é um lugar solitário. O que fora de mim foi verdade nestes últimos anos?  Sei que foi tudo verdade o que senti pelas pessoas, mas até que ponto simplesmente imaginei/fantasiei o inverso?  

Viver sem expetativa poupa-me às charadas e aos passos em falso, mas poupa-me à vida também, ao que me dava sentido. Ainda não consigo fazer sentido de nada. 

quarta-feira, julho 17, 2024

Contagem decrescente

Mais um fim de semana na Madeira se aproxima. Espero que seja um dos bons. Estou com alguma expectativa porque  há bons planos pelo caminho, mas os planos são apenas um potencial de algo. Numa nota positiva, nunca pensei que a Madeira fosse tão grande como é. Numa nota negativa, nunca pensei que a Madeira fosse tão pequena como é. 

quinta-feira, junho 25, 2009

Expectativas

Há uma coisa má em criar expectativas, o defraudar das mesmas. As expectativas são feitas de um material brilhante mas muito ténue. São de fácil edificação, mas muitas vezes não aguentam o peso da realidade e vêm por ali abaixo com uma facilidde incrível. As expectativas são menos que um pó de elevado poder de dissolução, são uma espécie de elemento gasoso que nos levita da mesma forma que o hélio faz levitar os balões, mas não há nada que as contenha ou sustente. Tal como o amor as expectativas são um investimento a fundo perdido. Criam-se, alimentam-se e, ou são substituídas por expectativas mais elevadas ou desaparecem sem deixar rasto. O tabuleiro das expectativas é movimentado, complicado e de elevado risco. Fico danado com o jogo das expectativas. Não se pode viver com elas, não se pode viver sem elas.