Mostrar mensagens com a etiqueta teatro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta teatro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, fevereiro 03, 2023

Reinar Depois de Morrer (em cena até 12 de Fevereiro)


Ontem fui ao teatro. Não me lembrava da última vez que o tinha feito e a volta não poderia ter sido melhor. Fui ver a peça Reinar depois de Morrer, que conta a história de Pedro e Inês com uma encenação estupenda, muito inovadora diria. A peça originalmente escrita em 1635 recebeu uma leve adaptação na linguagem, mas continua a ser desenvolvida em verso o que contra o cenário levemente futurista confere um efeito muito bom. 

Os atores estiveram muito bem todos, destacando-se, claro, os protagonistas Pedro (David Pereira Bastos) e Inês (Érica Rodrigues) e ainda Blanca de Navarra (Ana Cris) . 

Quem tiver oportunidade que vá ao Teatro Municipal de Almada para ver a peça. Está mesmo muito bem. 

domingo, setembro 23, 2018

Teatro em Sintra - Convergências

O grupo amador do Teatro União da Sociedade União Sintrense tem em cena até ao dia 13 de Outubro (sempre aos sábados) a peça Convergências, falando sobre a necessidade de procurarmos o minímo denominador comum na existência colectiva. A diferença e o preconceito devem dar lugar à convergência. E no fim de contas... all we need is love. 

Contactos para reservas e informações
Telefone - 91 960 48 74
Mail - teatrouniao@outlook.com
Facebook - Teatro União
Site: www.teatrouniao.wordpress.com 

segunda-feira, janeiro 21, 2013

O Animal Amante



 
O Animal Amante é o mais recente espetáculo da actriz Roma Calderón sobre os detalhes da atracção desses grandes mamíferos que são os Humanos. É refrescante ver um espetáculo pleno de humor e de canções bem cantadas com uma encenação Cabaret. Porque não assumir que somos animais e que fomos desenhados para a paixão e para o amor? É o ponto de partida para uma viagem de uma mulher jovem e ingénua que assume o seu "animal amante" e se torna numa femme fatale. Gostei bastante e voltarei para ver mais coisas do género.

domingo, janeiro 22, 2012

Quem tem medo de Virgínia Wolf


Fui hoje ver. Uma convite que apareceu por acaso e que veio mesmo em boa hora. A peça é longa e muito intensa. Queria não estar tão cansado para poder ter sentido mais a energia mirabulante dos diálogos a entrar-me pelo corpo. A encenação está credível e todo o elenco está bem. Pensava que iria ver o Virgílio Castelo ser um bocado "teatro velha guarda" mas não. Nos primeiros 20 minutos talvez. Depois muito bom. Mas o que não consigo deixar de ver é a actuação da maria João Luís. Se houvesse uma entrega de prémios de teatro em Portugal, seria caso para dizer... "Quem tem medo de Maria João Luís?" A resposta seria, todas as outras actrizes nomeadas.

sexta-feira, novembro 26, 2010

Sonho de uma noite de verão





Está no Museu das Marionetas, em Santos, a peça «Sonho de uma Noite de verão» pela companhia de teatro A Tarumba. A peça está em cena até 4 de Dezembro. Vão ver. Custa 7euros e é divertido. Eu vi ontem e gostei bastante.

sexta-feira, maio 28, 2010

Deserto, Deserto


Ontem foi dia de teatro e lá fui ao Teatro Experimental de Cascais (TEC) ver a peça «Deserto, Deserto» do Jean Pierre Renault. Gostei imenso. O mérito será essencialmente dos actores que foram brilhantes.
.
A peça usando-se de um certo surrealismo e sentido do absurdo, coloca em cena no deserto Buster Keaton, Harpo Marx, Jacques Tati, Karl Valentin, Liesl Karlstadt e Totò. Seis grandes actores cómicos do princípio do século XX. Esse deserto, para mim, é o limbo em que se encontra o teatro e, de certa forma, o cinema na sua glória e tragédia (tal como a vida dos actores retratados). Questiona-se a morte depois da morte, o esquecimento. É também uma experiência de meta-teatro.
.
Não é uma peça fácil de entender (só hoje é que me bateu o recriar dos 7 dias da criação), mas é desempenhada de uma forma tão honesta e pura pelos actores que acabamos por ser levados nessa viagem com eles. Todos os actores estão de parabéns, mas a Anna Paula e o Santos Manuel cativaram-me especialmente.
.
Só não gostei de um elemento cénico no final. Um apontamento que era desnecessário quando os actores nos tinham completamente na mão. Foi uma opção do encenador e achei demasiado "anos 80", não era necessário com tão brilhantes actores.
.
Quem quiser ver a peça tem até 30 de Maio no TEC.

sexta-feira, março 14, 2008

A Biblia : Toda a palavra de Deus sintetizada

Mais um comédia da Companhia Teatral do Chiado, no mesmo estilo a que nos tem habituado desde as Obras Completas de Shakespear em 97 minutos, passando pelas Vampiras Lésbicas de Sodoma. A peça está cheia de gags divertidos e de piadas inteligentes, mas não consigo deixar de pensar que lhe falta alguma coisa.

As "Obras de Shakespear" são desenvolvidas com base num humor burlesco com laivos de 'humor de esquerda' (esquerda caviar, mas mesmo assim esquerda); as Vampiras Lésbicas são um devaneio assumidamente 'camp', onde se distingue com facilidade o personagem do actor. De alguma forma não consegui encontrar essas características n'A Biblia. A peça parece-me teatro de revista para envergonhados ou não assumidos, ou seja, pessoas que não são capazes de assumir o seu gosto pela brejeirice e piadas sobre sexo (às vezes bastante básicas). Não sei se isto se deveu aos actores ou se foi um problema do texto, ou um problema de encenação (a bem dizer acho que a responsabilidade é do encenador). Sem querer desrespeitar o esforço dos actores, pareceu-me que as actuações foram demasiado coladas aos tiques pessoais de cada um. Acrescente-se que havia uma certa "gayness" na peça, que era dispensável e que entrava em contradição com algumas piadas bastante cabotinas sobre homossexuais. Assim, acho que em alguns momentos a encenação era pouco honesta e demasiado forçada. Para terminar queria dizer que achei deliciosa a representação do João Craveiro e que o texto tem passagens excelentes. Estes dois aspectos são dignos de serem vistos.

14/20

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Fim de semana em cheio I

No sábado que passou lá fui ao teatro, a primeira vez este ano, e a estreia foi interessante. A peça Cândido ou o Optimismo, de Voltaire, foi encenada pela Cristina Carvalhal e está em cena no Teatro Maria Matos. É uma peça leve, que fala de uma coisa difícil... o optimismo. Quando tudo corre mal, é porque tem de correr para um bem maior. O texto é engraçado e muito irónico por vezes, tem ainda algumas referêncas bem interessantes a Portugal, como quem não quer a coisa. Um tarde muito bem passada.

16/20

sábado, dezembro 29, 2007

Eventos Culturais - Balanço 2007

Não estive muito mal culturalmente. Percebi que ao longo deste ano vi 50 filmes no cinema, 5 peças de teatro, 3 concertos e 3 exposições. Podia ter sido melhor. A ver vamos como corre o 2008.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

A Dúvida

A Dúvida de Patrick Shanley está em reposição no Teatro Maria Matos. A peça é uma trama bem urdida e apesar de se passar no anos sessenta é de uma actualidde incrível. Abordando questões como a falência da fé, excessiva hierarquização da igreja, pedofilia e racismo (entre outras), conta com as magistrais interpretações de Diogo Infante e Eunice Muñoz, muito bem secundados por Isabel Abreu e Lucília Raimundo. A busca da certeza levanta sempre mais dúvidas. É difícil não viver com elas e mais difícil prever os cenários que uma convicção pode despoletar.

Duas notas finais. O cenário é incrivelmente bom. E Eunice Muñoz está cansada, tem algumas falhas de discurso e memória, mas curiosamente isso só dá mais veracidade à sua rígida, austera e obstinada freira.

18/20

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Contratempo

Antes de mais... VÃO VER ESTA PEÇA!!!!!!!!!!!!!! Fui no sábado ver esta peça, que é a última encenação da Teatroesfera. Falando de coisas práticas, o bilhete não é muito caro (10 euros) e é diversão garantida. O mote da peça são os contratempos da vida. É composta por 6 sketches e é um crescendo do início até ao fim. É bastante cómico, os diálogos são muito inteligentes. Os actores são muito bons e a encenação é original.

18/20


Como é que vai para lá? É assim, entram na IC19, saem onde diz Palácio Nacional de Queluz, fazem a rotunda em frente e viram à esquerda na direcção do McDonalds (o teatro fica nas traseiras). A peça está em cena até 16 de Dezembro.



segunda-feira, setembro 17, 2007

Hamelin

Não sei como posso descrever esta peça. Mas acho que é de ver. Quem gostou do Dogville de Lars Von Trier, creio que gostará da encenação desta peça tão despojada e, por isso, concentrada na palavra. O texto fala sobre a investigação de um caso de pedofilia. A busca cega pela justiça por parte das instituições competentes muitas vezes esquece quem devia ter em conta: as vítimas. De repente é todo um emaranhado de procedimentos legais, palavreado técnico, teorias psicológicas e outros arsenais que se sobrepõem à humanidade necessária para o tratamento destes casos. O que mais importa é a condenação. E a destruição de uma família? E a criança?

17/20

domingo, abril 29, 2007

As Vampiras Lésbicas de Sodoma

Se ontem voltei ao cinema, hoje voltei ao teatro. E que belo retorno. Adoro as produções da Companhia Teatral do Chiado, não consigo deixar de pensar que é a revista do século XXI, ou seja, muita sátira social e política sobre a nossa sociedade, sem nunca deixar de fazer um humor muito inteligente e vivaz.
.
O facto de estar no segundo ano de exibição apurou o material e o entrosamento dos actores, que diversas vezes, entram em situações de improviso. Fiquei estupefacto com a capacidade interpretativa da Rita Lello, que é uma comediante de mão cheia. Só a conhecia da televisão onde faz novelas para a TVI e onde o seu talento não brilha. Como ela mesmo diz na peça «o teatro é uma arte e a televisão... a televisão é um electrodoméstico». A peça é verdadeiramente insana e deliciosa. Uma comédia muito à frente.
18/20

segunda-feira, março 05, 2007

Amor de Perdição - Teatro


Grande paródia à obra de Camilo Castelo Branco com o mesmo nome. A apresentação diz que é uma adapatação livre, eu diria que é uma adaptação libertina. Um exercício kitch, mas nunca gratuito. Totalemente fundamentado e integrado. Vale mesmo a pena ver. Até 17 de março no Teatro Nacional D. Maria II.
16/20