Uma amiga andava toda chateada por haver pessoas que chateiam a Carolina Patrocínio por mostrar o peito ossudo. Os argumentos são válidos «O corpo é dela, os valores são dela», «As pessoas não têm direitos sobre a imagem dos outros» blá, blá, blá... Eu concordo com tudo. No dia dos meus anos publiquei uma foto de jardineiras sem nada por baixo e reparo mais tarde num comentário dela «olha já te tapavas não? isso de mostrar o corpo já não é para a idade do menino». É curioso como os valores das pessoas mudam como quem muda de camisa.
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quarta-feira, maio 18, 2016
terça-feira, setembro 13, 2011
Tempos estranhos
Lembro-me que o meu pai dava a sua palavra e apertava a mão. Já estava. Era o suficiente para selar um contrato. Assumia que do outro lado o comportamento era idêntico. Os homens (e mulheres) de palavra estão a desaparecer. Quase toda a gente aproveita para se escapar entre o dito e o não dito "não foi bem assim", "era assim mas com condições". Vivemos num tempo em que tudo deve ser escrito e assinado. E já nem falo sóde estranhos, às vezes até com amigos e familiares somos obrigados a recorrer a este esquema porque a palavra perde a sua sacralidade. Não exactamente a palavra, mas a honra. Hoje em dia não se sabe muito bem o que é. Nos homens (e mulheres) de antigamente a consciência de ser honrado (honesto) era tão importante como o amor-próprio. O maior valor do homem era a sua dignidade. As pessoas não queriam abdicar da sua dignidade. Hoje as pessoas (na sua grande maioria) não se preocupam com a sua dignidade, se calhar já nem sabem bem o que é ser digno e também não lhes interessa redescobrir o conceito.
quarta-feira, maio 25, 2011
Filme de agressão a adolescente de 14 anos
Também vi hoje de manhã o filme da agressão à miúda de 14 anos e fiquei mal-disposto, mais do que pela agressão em si, pelo facto de ninguém fazer absolutamente nada. Depois por vivermos nesta sociedade de mega exposição em que tudo é digno de ser vendido como imagem, até actos de vandalismo e/ou agressão. O miúdo que filmou até já tem um blogue de apoio. Pelo visto encoraja-se o comportamento.
Arrepia-me este «não interessa» dos jovens de hoje. Claro que no meu tempo haviam agressões também, mas se aconteciam num sítio público, de certeza que alguém faria alguma coisa para apaziguar a situação. Parece-me que o livro «Menos que zero» do Brett Easton Ellis ganha cada vez mais realidade. Esta anomia social em que viviam os jovens ricos e abandonados pelos pais de Beverly Hills propaga-se aos miúdos de classe média e média baixa. Já nada interessa muito. Ou nada interessa de todo. Culpemos a sociedade, mas a sociedade somos nós. São amigos meus, pessoas das nossas famílias que estão a produzir este género de adolescentes. Temos de nos perguntar o que está a sair errado.
Do meu lado só sei que se uma das agressoras fosse minha filha ficava de castigo 6 meses, isto depois de levar uns valentes tabefes. Acabava-se o telemóvel smartphone, mesada e ia fazer voluntariado social enquanto durasse o castigo.
quarta-feira, março 16, 2011
Meninos da Universidade Católica, nada católicos...

.Não sei o que se passa com a maioria dos miúdos de agora. Obrigam a sentir-me velho. Dá-me vontade de largar um montão de chapadões na cara de muitos miúdos entre os seus 16-25. Se a praxe já é uma coisa um bocado idiota (porque raramente o propósito da integração se sobrepõe ao propósito da humilhação e submissão), quando esta envolve pessoas fora da população académica, deixa-me fora do sério.
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Em Braga, os veteranos da Universidade Católica, acharam que era muito giro mandar os caloiros ir acordar um grupo de sem-abrigo que dormia no chão de uma rua do centro. Os caloiros desprovidos de cérebro e de qualquer tipo de valor, foram. Não há qualquer tipo de respeito pela condição humana ou pela degradação da mesma. Não me venham com tretas de que ser jovem é isto mesmo. Haviam de ser meus filhos. Garantida uma semana a dormir na rua, no chão e deixava de haver telemóvel, mesada, roupinha de marca e uso do pó-pó.
.É claro que isto vai cair em saco roto como o assassinato da Gisberta em que o juíz diz ter sido «uma infeliz brincadeira de crianças». Pois...
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