quinta-feira, novembro 08, 2012
quarta-feira, novembro 07, 2012
Morder-te o Coração
Comprei este livro porque sim. A capa era feia mas o título chamou-me à atenção. Pareceu-me que seria algo de visceral, vulcânico. Comecei a lê-lo e não gostei minimamente do tom. Pensei que a autora era outra "menina-autora dada a romances escritos com palavras giras pseudo-intelectuais". É um livro rápido na leitura e o estar no metro fez-me continuar e entrei, finalmente, no lugar maravilhoso que é este livro. Tinha-me enganado. Todavia este livro não é vulcânico, é antes uma tempestade de neve num terreno rochoso. Triste e frio, e muito bonito porque o vemos de fora. É uma viagem ao inferno das melancolias interiores. Lê-se sofrimento como uma peça de música clássica. O adágio de Samuel Barber seria uma boa banda sonora. Patrícia Reis merece todo o meu respeito. Dos 5 autores portugueses que li este ano, está certamente no pódio. Novidades da treta
Agarrei no meu tear da ciclo preparatório e comecei a fazer um gorro de lã para usar no Inverno. Já fiz 5 cachecóis há uns anos atrás. Não deve ser muito diferente
terça-feira, novembro 06, 2012
Viver com a corda no pescoço
Volta e meia vou ao blogue de Sandra que costumava escrever as aventuras do seu cão rafeiro, o Urso. Eu adorava. Há para aí 2 anos o filho desenvolveu uma leucemia rara e ela desapareceu do espaço virtual... bom, mais ou menos. Passou a dedicar-se a outro blogue que é um diário da doença do filho. Volta e meia vou lá espreitar. A última vez fiquei muito contente. O puto tinha arranjado um dador e a coisa ia bem. Hoje voltei lá. A coisa não está bem. O miúdo está a sofrer e depois de 2 anos disto está a dar sinais de cansaço. Ela imparável faz todo o possível para dar o máximo de felicidade ao filho, mas os recursos financeiros começam a escassear com as despesas da doença. O nosso Governo também quer cortar nas despesas com doentes de cancro. Vão-se os anéis e ficam-se os dedos. O João será esses dedos que têm de ficar a todo o custo. Não consigo imaginar o que é viver todos os dias a necessitar de ter esperança, a ter de lutar como uma loba por ela e pela sua cria. Só espero que a Sandra consiga. Na minha cabeça não faz sentido que aquela família se desmembre, pais e filho. Eles adoram-se e onde há tanto amor não devia haver cisões. Bem cá do fundo estou a torcer pelo João. Eu também sou dador de medula óssea e um dos meus sonhos é um dia poder salvar a vida de alguém. Não posso salvar a do João, mas posso voltar a alertar para a importância de ser dador. Quem chegou até aqui, se ainda não é dador, então que procure a forma de o ser em Portugal. É fácil Google it.
O espelho da minha casa de banho
Este espelho na foto faz parte da minha casa de banho. Há dois anos atrás fui obrigado a "abandonar" uma relação com aquele que era o amor da minha vida (parece piroso, mas é assim que o sinto). Dois dias depois, porque estava meio em estado de choque e porque resolvi deixar de ser um herói romântico ao estilo da Disney (coisa a que estava habituado desde o início da minha vida amorosa), porque tive a oportunidade, resolvi "ser moderno" e pela primeira vez ter um 'one night stand'. Foi esquisito e diferente, uma coisa apenas sexual com alguém boa onda e já está. As expectativas eram zero e isso a uma sensação foi estupenda. Era uma situação segura. Uma pessoa de fora, residente em Espanha, terminava e acabava. Não senti nada de especial por ele, mas era divertido, conversador e enérgico. Pensei que ia para Espanha e não ouvia falar mais dele. Bom, ele também me achou divertido, conversador e enérgico. Telefonou-me. Convidou-me para ir à cidade dele no fim de semana seguinte. Fui. Foi tudo super divertido. Convidei-o para me encontrar na casa do Algarve no fim de semana posterior. Era tudo muito fácil e simples. Ríamos imenso, gostávamos de coisas idênticas, o sexo funcionava. Achei que estava a ter um caso. Uma coisa inconsequente que terminava quando assim tivesse de ser e isso era refrescante. Por ser espanhol, acho que nunca lhe dei muito crédito. Tenho este preconceito de que os espanhóis são muito volúveis (putas). Mês e meio depois disse-me que eramos 'novíos'. Eu senti um calafrio na barriga. De repente é que me caiu a ficha. Afinal tinha acabado com o Ex e estava metido noutra relação. Não tenho emenda, estou sempre metido em relações (apesar desta ser um acaso total. Não a escolhi, foi acontecendo). Admiti que éramos 'novíos' mas sempre à espera de quando é que a coisa ia quebrar. Por ser uma relação à distância, vivida aos fins-de-semana, disse para mim mesmo que isto não durava (e ele espanhol ainda por cima). Nunca tive expectativas e continuo a não ter. Mas dois anos depois tenho, pelo menos, de lhe dar crédito. Já não é tudo fácil e simples (conhecemo-nos bem demais para isso) e, às vezes, é complicado. Mas continuamos a conseguir fazer o outro sentir-se especial. No meio da confusão que às vezes se torna esta relação, há um gesto e/ou um olhar perfeitamente puro que faz tudo valer a pena. Às vezes temos vontade de dar uma marretada na cabeça um do outro. Mas isto faz sentido. E gostamos um do outro. Não somos de longe nem de perto o "estereotipo de homem ideal" do outro. Mas até que dure esta sensação de que este errado é tão certo, estamos para "as curvas". Nunca tinha falado dele aqui no blogue, sempre achei que esta relação estava a prazo e a realidade é que está, mas não sabemos a duração do mesmo. Quem sabe? A única certeza que temos é que quando nascemos começamos a morrer. Tudo o que nasce morre e ninguém passa a vida a pensar nisso. Até lá que sejam comprados muitos batons na loja do chinês só para escrever no espelho da casa de banho. O amor é eterno enquanto dura. Eu tenho-me sentido amado e ele também. Quando terminar... We'll always have Paris.
Mudar o Silvestre
Lembro-me que nos primeiros 3 anos de existência mudava a aparência do Silvestre a cada 3 meses, ou seja, com a mudança de estação lá mudava eu a aparência do blogue. Ando há meses a pensar o que é que vou fazer desta vez. o BLOGSPOT dá oportunidades de layouts que não dava em tempos anteriores e terei que explorar. A ver para quando.
segunda-feira, novembro 05, 2012
The Sartorialist vs. O Alfaiate Lisboeta
Uma colega minha perguntou-me sobre O Alfaiate Lisboeta porque achava que era um excelente blogue sobre moda. Acho que ela tem razão com uma pequena ressalva. É muito bom para um certo tipo de público (que gravita em torno daquilo a que nos habituamos a chamar de "beto", seja na sua versão mais tradicional ou desportiva). Disse-lhe que continuo a ser fã do The Sartorialist que é a versão cosmopolita do blogue português (que por acaso até existe há mais anos). Sempre que lá entro não sei o que vou encontrar, mas sei que de uma forma mundana ou sofisticada será certamente belo. Apura-me a visão para o espantoso mundo de matizes em que vivemos. É quase uma viagem à volta do mundo. Faz-me bem.
Queria dar uma palavrinha ao António Variações...
...e perguntar-lhe o que ele queria dizer com o «muda de vida não podes viver contrafeito, muda de vida se há vida em ti a latejar». Há vida em mim a latejar, mas tenho achado de alguma forma bastante difícil mudar de vida. É uma coisa meramente espiritual ou operacionável realisticamente? Será que ele teria escrito estas palavras em 2012? No início dos anos 80 talvez fosse mais fácil mudar de vida, ou então posso ser que eu seja um cobardolas. Mas tenho tanta vontade...
domingo, novembro 04, 2012
Faço minhas as tuas palavras
"Qualquer coisa me serve.
Acredito no dia seguinte - em sair da cama
feio como quem nasce de um pesadelo, mas
com uma vaidade
...que podia dar vida a cem bibliotecas.
Acredito no que me apetecer"
(Diogo Vaz Pinto)
Acredito no dia seguinte - em sair da cama
feio como quem nasce de um pesadelo, mas
com uma vaidade
...que podia dar vida a cem bibliotecas.
Acredito no que me apetecer"
(Diogo Vaz Pinto)
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silvestre
sábado, novembro 03, 2012
sexta-feira, novembro 02, 2012
007 Skyfall
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