terça-feira, novembro 06, 2012

Viver com a corda no pescoço

Volta e meia vou ao blogue de Sandra que costumava escrever as aventuras do seu cão rafeiro, o Urso. Eu adorava. Há para aí 2 anos o filho desenvolveu uma leucemia rara e ela desapareceu do espaço virtual... bom, mais ou menos. Passou a dedicar-se a outro blogue que é um diário da doença do filho. Volta e meia vou lá espreitar. A última vez fiquei muito contente. O puto tinha arranjado um dador e a coisa ia bem. Hoje voltei lá. A coisa não está bem. O miúdo está a sofrer e depois de 2 anos disto está a dar sinais de cansaço. Ela imparável faz todo o possível para dar o máximo de felicidade ao filho, mas os recursos financeiros começam a escassear com as despesas da doença. O nosso Governo também quer cortar nas despesas com doentes de cancro. Vão-se os anéis e ficam-se os dedos. O João será esses dedos que têm de ficar a todo o custo. Não consigo imaginar o que é viver todos os dias a necessitar de ter esperança, a ter de lutar como uma loba por ela e pela sua cria. Só espero que a Sandra consiga. Na minha cabeça não faz sentido que aquela família se desmembre, pais e filho. Eles adoram-se e onde há tanto amor não devia haver cisões. Bem cá do fundo estou a torcer pelo João. Eu também sou dador de medula óssea e um dos meus sonhos é um dia poder salvar a vida de alguém. Não posso salvar a do João, mas posso voltar a alertar para a importância de ser dador. Quem chegou até aqui, se ainda não é dador, então que procure a forma de o ser em Portugal. É fácil Google it.

3 comentários:

sad eyes disse...

É verdade. É muito fácil poder ajudar os outros. EU ando a adiar há imenso tempo uma coisa que é tão simples...
abc e obg pelo alerta

Arrakis disse...

A vida por vezes é terrivelmente cruel e a sociedade ainda mais. Espero que o João consiga superar a doença e que a família se mantenha unida.

Também vou ver como isso se faz.

Margarida disse...

na década passada doei medula. fomos quase todos lá do trabalho. a presidência disponibilizou transporte. tenho o cartão do c. de histocompatibilidade. é como dar sangue. não custa nada. infelizmente, nunca me chamaram.